Sábado, 12 de Maio de 2007
Casio - Manuais

Não se pense que eu agora descobri a pólvora com as reclamações e que, vai daí, comece reclamar em todas as direcções, porque não é o caso. Eu sempre reclamei. Refilo pouco, mas reclamo bastante (ver a diferença,
aqui). Desde sempre.
A
minha saga com a Kodak vem de longe, e por motivos semelhantes aos que me levam a escrever este post.
Passo a vida a herdar gadgets, vantagens de se ter um
namorado altamente geek, e altamente generoso, já agora :)
Herdei por isso, hoje, uma máquina fotográfica Casio EX-Z750, porque ele comprou uma "point and shoot" que tira mais cafés que esta.
Gosto de ver os manuais. Gosto de saber aquelas coisinhas que só lendo os manuais é que se sabem. Do tipo, se clicar em simultâneo nas teclas E3, B4 e C7 enquanto dá um salto e um mortal encarpado, o café sai mais espesso.
Como guardamos, religiosamente todas as caixas e manuais (e nem somos católicos), eu sabia que a caixa estaria arquivada num dos depósitos de caixas aqui de casa. Sim senhor, lá estava. Manual em CD, que é ecológico e o papel ocupa mais espaço.
CD no PC. Hum....posso ler o manual em Árabe, Chinês simples, Chinês Trad (seja isto o que for), Holandês, Francês, Inglês, Alemão, Italiano, Coreano, Espanhol e Sueco. Eu falo Inglês, percebo bem o Francês e o Espanhol (castelhano), mas de resto mais nada. Mas essa não é a questão. Eu sou portuguesa, e a máquina foi comprada em Portugal, mais propriamente na Fnac do Saldanha. Ok, vamos ao site, pode ser que existam manuais em Português.
Digito no browser www.casio.pt, e vou parar a http://www.casio-europe.com/euro/
Se nem a porcaria do site têm em português, muito menos manuais.
É impressão minha, ou há uma lei que obriga à existência de manuais em língua portuguesa?
Vai sair mail para a Casio, obviamente, mas não há nenhum organismo que controle estas coisas, e para quem também se possa enviar um mail?
Acho inadmissível que as marcas não disponibilizem informação na língua dos seus clientes. Sim, é mau feitio, que eu sei inglês. Não gosto é que partam do princípio de que eu tenho de saber inglês e eles não têm de saber português.
Burros.
Domingo, 5 de Fevereiro de 2006
Google e a China
Os mais atentos (lá estou eu a falar como se isto fosse lido por muita gente) notarão que os anúncios google que ali estavam ao lado, já não estão.
Nunca deram lucro (de que eu me tenha apercebido, pelo menos) e na realidade estavam ali apenas para testar a coisa, mas.....por poucos cliques que desse, sempre eram uns tostões que entravam nos bolsos do google.
Há já muito tempo que o google tinha deixado de ser cool, pelo menos para mim, e a bem dizer, não sou geek, sempre preferi o SAPO que sempre me satisfez as necessidades.
Desde a celeuma da semana passada, com o google assumidamente a vender barato o respeito pelos Direitos Humanos a troco da sua entrada na China, que o google perdeu para mim todo e qualquer interesse.
Tirei os anúncios ali do lado e sim, teria feito exactamente a mesma coisa se aquilo rendesse como um euromilhões desenfreado.
Junto assim o google às outras marcas que abandonei por uma razão ou por outra, a saber: a Kodak, a Benetton, a Maison dos Crepes e, se puxar pela cabeça, ocorrer-me-ão certamente mais duas ou três.
E vocês? Vão continuar a achar que google rula?
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005
Filhos da Pluma
São os senhores da Galp, que em vez de gastarem uns milhares valentes em campanhas publicitárias e em comunicação, deveriam ter gasto uma parcela substancial da maquia a apetrechar os stocks dos revendedores, para que uma pessoa não chegasse de pluma na mão e batesse com o nariz na porta.
Na zona de Paço de Arcos, são mais as vezes em que nenhum revendedor tem Pluma do que as que tem.
Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005
Eu sei que sou esquisita e picuinhas.....
....mas se toda a gente refilasse, talvez passassem a ter mais cuidado.
Online (palavra de que não gosto muito), deve haver poucas coisas que me irritem mais do que sites institucionais (de marcas com posicionamento modernaço) onde se escreve mau português.
Caramba......têm dinheiro para gastar a rodos em campanhas publicitárias, mas não têm uns tostões para escrever correctamente na língua das pessoas que são o seu target?
Santa paciência. Estou farta de "câmeras", e de "familias" e de "videos". Por isso, já não sou cliente da Kodak, por isso,
estes senhores deviam ter mais cuidado.
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005
Spam
Houve uns caramelos que comentaram a citação do Celso, que aqui coloquei, com a seguinte mensagem: "Aproveite as GRANDES Promoções de NATAL e compre produtos de qualidade em: http://revenda-yvesrocher.com Aproveite já, não perca esta oportunidade fantástica! Enviado por Yves Rocher Revenda em novembro 15, 2005 12:23 AM"
Obviamente enviei um mail a pedir para não fazerem spam nos Blogs do SAPO em particular e no resto do mundo em geral.
Depois de uma primeira resposta a dizer que para definir spam eu me deveria dirigir a um técnico de informática, e depois da minha insistência, responderam de novo dizendo que só podia ser considerado spam se fosse electronicamente e, portanto, via mail.
Junte-se a isto o facto de dizerem que não foram eles a colocar o comentário ("e como os IPs são dinâmicos não se conseguirá nunca saber quem é que colocou a mensagem" - sic) resta-me achar que o Celso tem um admirador secreto a trabalhar na Yves Rocher.
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005
A arte de bem reclamar
Eu podia escrever manuais (vários volumes) sobre esta questão.
Eu gosto de exigir, gosto de reclamar quando acho que não estou a ser bem servida, no entanto, reclamar é uma arte.
Envolve persistência, paciência, desgaste, jogo de cintura, manipulação, argumentação, ameaças, tudo isto dependendo do interlocutor.
O português típico gosta de refilar, mas não gosta de reclamar. Eu explico. Um português típico refila acerca do tratamento que recebe num centro de saúde, ou acerca de um médico mais displicente, mas refila e comenta com os vizinhos, com os colegas, com as pessoas que estão na sala de espera. NUNCA pede o livro de reclamações, nunca regista oficialmente a sua queixa. Portanto, refila, mas não reclama.
Numa era em que cada vez mais as pessoas são números, as pessoas que não reclamam oficialmente, são consideradas pessoas satisfeitas. É um erro, cometido pela maioria das empresas e pelo estado, considerar que quem não se queixa, está satisfeito. É sinal de que desconhecem os portugueses.
O português prefere não fazer estrilho oficial, é mais fácil deixar andar do que reclamar, é mais fácil acatar pacificamente as imposições das empresas e do estado do que reclamar.
Os portugueses têm de aprender que, se não registarem oficialmente a sua insatisfação, ela não é perceptível para as empresas e para o estado (e portanto, as causas da insatisfação não podem ser colmatadas, ou sequer consideradas)
As empresas têm de aprender que, os clientes que não reclamam não são necessariamente clientes satisfeitos. Há muito mais para dizer sobre este tema, quando me apetecer......revolto.
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005
Kodak strikes again
Quem acompanha o meu Blog sabe que tenho um assunto pendente com a Kodak.
O tema teve alguns desenvolvimentos, nomeadamente uma resposta do
contact center (depois da minha insistência) em que diziam que já tinham enviado a questão a quem de direito.
Recebi um telefonema, de um português que trabalha na Kodak, que foi simpatiquíssimo, mas deixou logo muito claro que as alterações que eu sugeria (exigia?) eram difíceis de implementar, não as do site, mas as dos manuais e as das câmaras.
Mas.....a cereja neste caso, é a gravação telefónica do
call center, que estava num português
aspanholado e abrasileirado e que, garantiram-me, já tinha sido alterada.
Foi de facto alterada, agora está naquilo que julgo ser, um alemão perfeito :) (800-880-449)
Noutro dos contactos disponíveis para Portugal, o texto está já em português de Portugal, mais ou menos, porque se inicia assim: "Bem-vindo à Kodak. Informamos que a sua conversação poderá ser
recordada para efeitos de formação ou para monitoração das chamadas." Recordada. Deve ter a ver com o slogan, filmes Kodak, para mais tarde recordar.
Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005
A Kodak e os "porfisseonaes"
Este site, cada cavadela sai uma mão cheia de minhocas.

Ainda não descobri se gosto mais dos "profissionails" se dos "professional". Pelos vistos a Kodak também não decidiu ainda.
Segunda-feira, 5 de Setembro de 2005
Só para terem uma ideia....
Em apenas uma das páginas disponibilizadas pela Kodak, vejam só o número de erros que eu apanhei. E atenção, que apenas assinalei os erros de ortografia, não assinalei os erros de construção.

Para quem não percebeu nada.......é favor ler o post anterior.
E agora algo que não tem nada a ver......boicote à Kodak
Eu sei que sou fundamentalista da Língua Portuguesa, e que não gosto de erros de ortografia, e que sou uma chata com estas coisas mas há coisas que, de facto, me tiram do sério.
O último mimo deste tipo que vi, foi duma empresa que tem obrigação de ser cuidadosa (quanto mais não seja pela longevidade da sua presença em Portugal), a Kodak.
O meu puto fez 7 anos, e gosta de tirar fotografias.
Toca de lhe comprar uma câmara digital, daquelas mais simples, com menus em português (passou agora para o segundo ano, está a aprender a ler e a escrever), sem muitas complicações e funcionalidades, mas não completamente rasca. Comprei uma Kodak, e como estava em promoção, comprei também a impressora.
Dia 4, abro as caixas, e qual não é o meu espanto, quando o manual do utilizador está TODO em português do Brasil.
Não tenho absolutamente nada contra o português do Brasil, nem sequer sou da opinião de que o português de Portugal é que é bom, eu acho que são todos bons (o de Portugal, o do Brasil, o de Angola, o de Moçambique, o de Cabo-Verde, ect, etc, etc), mas, tudo no seu sítio.
Não quero português do Brasil no menu de uma câmara onde o meu filho (que, repito, está a aprender a ler) tem de ler "câmera" e tem de ler "contato" e outras coisas parecidas que estão correctíssimas em português do Brasil, mas que em português de Portugal são erros de ortografia, graves, por sinal.
Fui ao site da Kodak, à procura de um endereço de mail para poder reclamar (eu sou das que reclamam), e qual não é o meu espanto quando, em pleno site, está quase tudo em português do Brasil (embora haja mais cuidado na página inicial, nas sub-páginas está cheio de "usuários" de "contatos" de "câmeras" de "jato" de "atualizações" e afins).
Como ainda por cima não indicam nenhum endereço de mail, fui obrigada a ligar para o call centre.
Indescritível. A gravação de boas-vindas e de indicação das opções disponíveis é feita em tudo menos em português. Sinceramente, a mim pareceu-me uma senhora de um dos países do leste, a tentar falar espanhol, com uns laivos de sotaque brasileiro.
Testem vocês próprios, entre as 08h00 e as 16h00 - 21 415 41 25.
Se não fosse tão idiota, seria divertido.
Por fim, liguei para os escritórios da Kodak em Portugal, expliquei ao que ia, e fui muito bem recebida e muito bem atendida, e deram-me o endereço de mail para onde devo encaminhar a minha reclamação (já vai a caminho).
Não sou dona da língua portuguesa, não escrevo sem erros, e gostaria de saber muito mais do que o que sei, sobre a minha língua, mas se uma multinacional quer ter-me como cliente, vai ter de me tratar com respeito, e vai ter de respeitar a minha língua. Afinal de contas, o investimento que teriam de fazer para ter aquilo em português de Portugal seria substancialmente menor que o investimento que vão ter de fazer para me reconquistarem como Cliente.
A partir de agora, boicote total a todos os produtos Kodak, sejam máquinas, rolos, revelações, papel ou palitos.
Enquanto não mudarem a política da empresa, não sou cliente deles. Se alguém quiser reclamar acerca desta situação, eu tenho o mail dos senhores (que não disponibilizo aqui porque acho que o spam não é a melhor forma de reclamação).