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A Internacional

por jonasnuts, em 29.06.10

É impressão minha (deve ser), ou eu ouvi um jingle de promoção ao Optimus Alive em que a música é a da Internacional, mas a letra é toda nova?

 

Espero que a esquerda pura não oiça rádio, senão vem aí revolução pela certa.

 

 

UPDATE (com um Obrigada à Joana Lopes), o vídeo:

 

 

 

(E sim, é horrível, mas se houve gajos com jeito para fazer musiquetas que entrem no ouvido, foram os países comunistas)

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O engenheiro de som

por jonasnuts, em 19.05.09

O engenheiro de som é uma profissão em vias de extinção.

 

Bem sei, bem sei, isto dito assim de rompante parece precipitado, mas é a conclusão a que chego.

 

Há muitos anos, era eu uma criança, lembro-me de acompanhar a minha mãe pelos corredores (que por acaso era só um) da Rádio Comercial, e os estúdios eram diferentes do que são hoje. Havia a cabine, onde estava quem ia falar, e do lado de fora, do lado de cá do vidro, havia um posto de trabalho, com umas maquinetas cheias de botões, e um senhor lá sentado com uns auscultadores. Na altura, lembro-me de ter perguntado ao Zé Ramos (que fazia as manhãs da Comercial) o que é que fazia aquele senhor, tanto botão fascinava a geek que mais tarde desabrocharia. E o Zé Ramos, pôs-se de cócoras (para ficar da minha altura) e explicou-me que para se fazer rádio eram precisos 3 elementos. O emissor (que eram as pessoas), o meio (que era a rádio) e o receptor (que eram os ouvintes), e que aquele senhor dos botões era a pessoa que se certificava que tudo o que saía da Rádio chegava aos ouvintes em condições, portanto, que o que havia que ser ouvido, saía em condições de ser ouvido, porque nem sempre os senhores dos microfones sabiam dessas coisas, e às vezes punham as vozes altas demais ou as músicas baixinho demais.

 

Pareceu-me fazer todo o sentido e é por isso que lamento que seja uma profissão em vias de extinção.

 

Aliás, parece-me que nos dias de hoje, que vivemos rodeados de som, em variadíssimos canais, a profissão de engenheiro de som faz cada vez mais sentido, mas parece que não. Pelo menos a avaliar pela qualidade daquilo que oiço.

 

Por exemplo, os senhores da Antena 3, que tratam dos podcasts do Há Vida em Markl e do Laboratolarilolela, não usam engenheiros de som, claramente. A voz do Markl, mais as vozes dos outros senhores que fazem as manhãs da 3 saem-me pelas colunas cada uma com seu volume. É uma aventura ouvir aqueles podcasts, com os dedos no botão do volume, pera lá, que agora é o Markl, deixa cá subir o som, agora são os senhores do estúdio, baixa lá isso que o senhor do carro do lado não consegue ouvir os martelos em condições. Se for o Laboratolarilolela pior ainda, a música tão depressa está aos berros, como a seguir não se ouve. Uma alegria. É sempre uma emoção. E é sempre com espanto que, ao ouvir os podcasts eu oiça sempre a promoção ao podcast "Não ouviu este programa?". Ó senhores, cortem lá a promoção ao podcast, do podcast. Para isso não precisam de engenheiros de som, basta bom senso e dois dedos de testa.

 

Outro exemplo, os senhores do AXN. Também não têm engenheiros de som, ou então, os que têm, são surdos, mas selectivamente surdos, porque só parecem ter dificuldades em ouvir as autopromoções. Sempre que se vai para intervalo de um programa qualquer é certo e sabido que temos de procurar o comando da televisão a correr, para carregar na tecla do mute, porque os putos estão a dormir na outra ponta da casa, e não queremos acordá-los.

 

É uma pena que os engenheiros de som estejam em vias de extinção. Tanta botão que há nos dias que correm e é logo nesta altura que eles se lembram de se extinguirem....

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Está tudo trocado

por jonasnuts, em 15.10.08

Há bocado, acabadinha de sair da emissão no Rádio Clube, regresso imediatamente ao trabalho, que é (também) para isso que serve o telemóvel.

 

Tinha de conversar com um grande nome da rádio, jornalista. Liguei para o telemóvel.

 

 - Olá fulano, fala Maria João Nogueira do SAPO.

 - Olá Maria João, que giro, que coincidência, acabei de te ouvir há minutos. Gostei muito. Gosto muito do vosso trio. São muito frescos, e não se levam demasiado a sério, e têm uma boa química. Gosto muito de vos ouvir.

 

Depois de me cair tudo (mesmo aquilo que eu não tenho me caiu), engoli em seco, pensei - está tudo trocado - e segui para bingo. Almoçamos para a semana :)

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Rádio Clube Português

por jonasnuts, em 10.09.08

O Rádio Clube Português arrancou esta semana com a nova grelha. Desta nova grelha faz parte um renovado programa da tarde, o Janela Aberta, dinamizado pela Teresa Gonçalves e pelo Aurélio Gomes. Todos os dias haverá trios de debate, temáticos. Trios porque haverá 3 comentadores residentes. Espera-se que os comentadores percebam alguma coisa acerca do tema. Alternativamente também podem contratar o Moita Flores, e todos os dias ele representa 3 pessoas diferentes, com opiniões diferentes sobre 5 temas diferentes, nos quais ele se apresenta como especialista. Já o vi fazer coisas mais arrojadas. Avancemos.

 

Às quartas o debate será sobre Internet, Blogosfera, e arredores. Nessa perspectiva (e provavelmente porque o Nuno Costa Santos tinha bebido uns copos a mais quando lhe encomendaram nomes), lembraram-se de mim.

 

Portantos (adoro o portantos), a partir de amanhã, e até data indeterminada, estarei todas as quartas-feiras no Rádio Clube Português, com dois parceiros de debate (eles que se acusem e eu linko, que eu não sou indiscreta), a debater o que houver para debater, desde que seja sobre temas com os quais me sinta à vontade. Ou não, mas nesse caso, aviso. Continuarei a debater, mas com disclaimer.

 

Tenho saudades da rádio. Não será com esta participação que vou matar as saudades. Mas vai ajudar :)

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Tiros ao lado (ou não)

por jonasnuts, em 06.05.08
Não acontece com frequência, eu ir à rádio. Mas ultimamente aconteceu algumas vezes, a Visita Guiada, o programa da Maria de Vasconcelos, no Rádio Clube, o programa do Pedro Rolo Duarte na Antena 1 e, ontem à tarde, ao Janela Aberta, da  Ana Sousa Dias, também no Rádio Clube.

É curioso, ver o que é fica do que eu digo. No caso da entrevista ao Pedro Rolo Duarte, depois de eu ter falado durante quase 1 hora, a frase que a maior parte das pessoas reteve (ou assinalou) foi:

"O meu próximo projecto nesta área? Não sei o que vai ser, mas vai ser muito giro".

Já ontem, quer durante a emissão quer mais tarde, a frase retida foi outra. Quando me perguntaram se havia alguma temática que gerasse mais visualizações de vídeos eu hesitei. Não porque não soubesse a resposta, mas porque às 18h30 há muitas crianças a ouvir rádio (a caminho de casa, com os pais), e eu, desde que faço viagens com o meu filho, a ouvir rádio, sou mais sensível a estes temas. Portanto, não me apeteceu falar em vídeos sexy, ou eróticos ou pornográficos. E então saiu-me.

"A categoria de vídeos que mais visualizações tem é aquela onde há senhoras menos vestidas."

Pronto. Foi o que ficou. Eu acho que disse outras coisas interessantes, mas o que ficou foi isto.

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Nas ondas da rádio

por jonasnuts, em 20.03.08
Sempre gostei muito de rádio. Sempre gostei, desde miúda. Provavelmente porque lá em casa se ouvia muita rádio. Rádio Comercial, todas as manhãs com o Zé Ramos, e à noite com o Rui Morrison, e aos Sábados com o Pão com Manteiga, e o Luís Filipe Barros, e o António Sérgio. É também (mas não só) por isso que provavelmente me mantenho ouvinte, embora divirja por outras paragens.

Mais tarde fiz rádio. Nada de extraordinário. Era um programa semanal, de duas horas, aos Domingos. Todo meu, rédea solta. Era uma rádio regional (das regionais a que tinha mais audiência), mas até os discos eram meus.

Hoje em dia, quando entro numa rádio consigo sempre cheirar o éter. Nos hospitais enjoa-me, nas rádios enebria-me. Há algo na rádio que me atrai. Não gosto de aparecer, mas gosto de rádio. É estranho.

Noutro dia fui convidada no programa da Maria de Vasconcelos, no Rádio Clube, e revivi um bocadinho o espírito. Foi bom, acima de tudo pela companhia, confesso :)

Isto tudo para dizer que no Domingo, às 11h0, na Antena 1, vou estar à conversa com o Pedro Rolo Duarte.

Depois ponho aqui o ficheiro.

Talvez um dia eu volte à rádio :)

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She's back

por jonasnuts, em 01.02.08
Não me deram ainda ordem de soltura, mas como já ouvi o spot a anunciar, presumo que já não seja segredo.

She is Maria de Vasconcelos.

Quando me referi ao "missing link" é porque a Maria era uma terça parte  d'O Homem que Mordeu o Cão, com este senhor e com mais este. Mais ainda, durante um tempo, ela era duas quartas partes do programa, grávida da sua primeira filha. A gravidez mais acompanhada de "todó Portugal".

A Maria de Vasconcelos regressa amanhã à telefonia (palavras da própria), mais precisamente no Rádio Clube Português. Visita Guiada é o nome do programa, e eu vou estar lá, não só a assistir, na primeira fila, como, pontualmente, a participar. Um privilégio, é o que é, mais para mais tão bem acompanhada, e mais não digo :)

Sábados e Domingos, às 10 da manhã, no Rádio Clube.

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Obrigadinho, ó Markl

por jonasnuts, em 08.10.07
Eu e o meu puto de 9 anos temos algumas rotinas.
De manhã, no carro, a caminho da escola, ouvimos Rádio Comercial. Comecei por ser eu, por causa do Pedro Ribeiro que é divertido, e depois passou a ser ele. Eu já não tenho voto na matéria. Qualquer que seja a rádio que esteja sintonizada (Marginal, Radar, Antena 3, Europa-Lisboa), o puto entra no carro, e sintoniza a Comercial.

Há excepções, claro. Ele sabe que no momento em que tocam determinadas músicas, ele tem que mudar, Já nem preciso de dizer nada. É o caso do Pedro Abrunhosa, do Olavo Bilac, do André Sardet e do Paulo Gonzo, entre outros. Não tenho nada contra os senhores, mas não aprecio a sua música.

Foi o que aconteceu hoje ao fim do dia. Entrou no carro, e carregou no botaneco da Comercial. 30 segundos depois, começa o Pedro Abrunhosa a cantar, e eu caladinha, e ele vai direitinho ao botaneco da Antena 3. Tiro e queda, está a dar o genérico do Há Vida em Markl (que ele conhece das viagens de fim de semana, em que aproveitamos para ouvir o podcast). Olha para mim, com um ar cúmplice, ri-se e diz: Fixe, é o Markl.

Ora o Markl descrevia uns assaltos de que foi vítima. E uma das expressões que usou para descrever a forma como se vestia nos idos anos  80 (ou seriam os 90?) foi "eu vestia-me como uma lésbica".

Aproveitei a visão periférica para escrutinar a cara do puto. Estava interrogativa. Mas calou-se. Mas a piada correu bem, houve reacção das restantes pessoas em estúdio, e o Markl não vai de modas. Repete a dose "...sim, meus senhores e minhas senhoras, eu vestia-me como uma lésbica".

Olá.....se ele repetiu, é porque é importante, e eu não sei o que isto é. Vai daí, pergunta-me o puto: Ó mãe, vestia-se como uma quê?
Pronto. Bonito serviço. Ó filho,  o Markl disse que se vestia como uma lésbica.
Visão periférica, ar pensativo. Ó mãe, mas o que raio é isso?

Ó Markl, e se fosses dar banho ao cão, e sangue para chouriços, disse eu, para os meus botões, que por acaso não tinha, entre outros mimos que, silenciosamente, lhe dediquei.

E agora Markl? O puto está à espera da tua resposta.


Brincadeira, já lhe respondi e já está esclarecido.

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Graus de exigência

por jonasnuts, em 17.09.07
Sou uma pessoa exigente. E picuinhas. Nas coisas que realmente me interessam gosto de dar o meu melhor.

Isto significa que se acho que faço uma coisa mais ou menos bem, mas que não tenho pedal (competência, jeito, seja o que for) para estar entre os melhores, não me chego à frente.

Cantar, por exemplo. Adoro cantar, é uma das coisas que mais gosto de fazer. Nem sequer desafino muito, mas há carradas de gente a cantar muito, muito melhor que eu, por isso, canto na casa-de-banho. Só, e mesmo assim é pouco. Acho que já disse algures neste Blog que não gosto de competir em áreas onde sei à partida que não posso ser pelo menos, uma das melhores. Manias.

Vem isto a propósito do Casting da Rádio Comercial. A Rádio Comercial está à procura de uma nova voz, para integrar a equipa. Assim , fizeram uma proposta em antena (e não só), mandem as vossas gravações, e nós pomos no ar, e depois vamos apurar a melhor voz, a naturalidade, capacidade de comunicação e improviso, enfim, tudo o que se quer de um bom animador de antena. A ideia é porreira e parece-me óbvio que é a forma certa de encontrar uma voz, se se quiser descobrir alguém novo, de fora do mercado.

Hoje era o dia D, em que iam para o ar as gravações dos candidatos. Não ouvi muitas (parece que eram mais que as mães), mas ouvi mesmo assim 6 ou 7.

Das que ouvi, apenas 1 me pareceu razoável, com potencial para ir mais além, uma voz feminina (qualquer coisa Pimenta qualquer coisa, acho). O resto era, como é que se há-de dizer isto de forma simpática...... sofrível. Vozes horríveis, dicções paupérrimas, inglês péssimo, falta de ritmo, emoção zero. Eu percebo que se queira fazer rádio, eu já fiz rádio, durante quase 2 anos, uma programa semanal, só meu (rádio regional, não se entusiasmem). O programa era bonzinho, mas nada de especial. Cumpria os objectivos quer da rádio quer os meus. Eu tinha 2 horas por semana para pintar a manta e fazer o que me dava na real gana, e a rádio em causa tinha a minha colecção de CDs a enriquecer-lhes a programação.

Mas daí a achar que seria uma profissional de rádio, vai um enorme passo. Não quero dizer que quando se está no início se tenha logo o pedal todo, a experiência conta muito, mas caramba, eu sabia que gostava muito de fazer aquilo, mas que por mais que trabalhasse e investisse nunca iria ser uma excelente, seria apenas uma pessoa que encheria com facilidade um buraco na programação (independentemente da hora).

Será que sou exigente demais, ou a maioria das pessoas, quando se trata de si próprias não conseguem ter a objectividade de dizer "eu gosto muito disto, mas sucko bué", vou-me dedicar à pesca das enguias?

Acho que sou eu que sou demasiado exigente, comigo e com os outros.

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Dias de rádio.

por jonasnuts, em 24.03.07
A rádio sempre teve uma importância grande, na minha vida.
Desde miúda que sempre lá em casa a primeira coisa que se fazia logo de manhã, era ligar a aparelhagem. Enquanto a malta se arranjava, íamos ouvindo rádio. Mesmo aos fins-de-semana, a rádio estava quase sempre ligada.

O hábito foi-se perdendo. Hoje em dia, há várias manhãs, cá em casa, e a primeira manhã (a minha) tem de ser silenciosa, para que o 2º turno não acorde antes de tempo.

Mas, assim que chego ao carro, ligo o rádio. E se não o fizer de imediato, o meu puto apressa-me logo. O meu puto tem 8 anos.

Hoje, vínhamos para casa. Estávamos no carro.

- Ó mãe, não desligues que eu quero ouvir isto até ao fim.
- Mas podes ouvir isso em casa.
- *
- Em casa também há rádio.
- E nós podemos ouvir rádio em casa mãe?
- Sim, até tens um rádio no teu quarto.

Esquisito não?
O puto nem sabia que se podia ouvir rádio, fora do carro.

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