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Jonasnuts

Já está tudo mais calmo com a cena da oferta das flores?

Fixe. Então agora que está tudo animado mas por outras razões, acho que já posso contar aqui uma história com quase 10 anos. É verídica e eu sei, porque aconteceu comigo.

 

Há mais ou menos 10 anos, farta de estar a trabalhar onde estava a trabalhar, decidi mudar de trabalho. Queria manter-me na mesma área e, há 10 anos, tal como agora, só há único sítio de jeito para trabalhar naquilo de que gosto, o SAPO.

 

Não conhecia ninguém no SAPO. Enviei um mail, uma auto candidatura. Uma carta de apresentação informal, o meu CV e o endereço que usei era o geral do SAPO.

 

Sabendo o que sei hoje, e conhecendo a pessoa que estava responsável por ler os mails que chegavam à caixa de correio, sei que foi um milagre o mail ter sido visto, lido, respondido e que tenha sido marcada uma reunião.

 

Lá fui eu, mais compostinha que o habitual e com um dilema na alma. Os CVs requerem que explicitemos o estado civil, e sim senhor, lá estava o meu estado civil, solteirinha da silva.

 

No entanto, eu tenho um filho, e já na altura o tinha, e é a minha prioridade, e já na altura era. Eu queria que os senhores soubessem que eu tinha um filho e, no momento em que ele precisasse de mim, fosse qual fosse a hora, eu largava tudo e ia. No matter what.

 

Achei que era justo explicar a um potencial empregador com o que é que poderia contar, de mim. Camisola vestida, dar o litro, trabalhar fora de horas mas, a prioridade é o puto.

 

E assim foi, depois duma entrevista que foi mais uma conversa informal do que outra coisa, cheguei ali à fase dos finalmentes e disse-lhes isso mesmo. Meus senhores, está aí que sou solteira, e é verdade, mas tenho um filho, e a minha prioridade é o meu filho, se ele disser "ai", eu vou. Era um risco, mas preferi corrê-lo do que enganar os gajos.

 

Fui contratada na hora. Tipo, 5 segundos depois de ter dito aquilo. Anos mais tarde, a pessoa que tomou a decisão de me contratar disse-me "Jonas, eu tinha poucas dúvidas, mas aquela tua tirada tirou-me as poucas dúvidas que eu tinha, de que eras a pessoa certa".

 

 

Ah, mas isso é a excepção na PT, e o gajo que te contratou já deve ter saído ou não manda nada. Não sei se é a excepção, mas o gajo que me contratou é administrador com presença na Comissão Executiva.

 

Embrulha.

Slogans

Nestes dois últimos dias estive num projecto da PT, para a qual fui convidada na qualidade de Blogueira (e não como trabalhadora da PT), que tem como objectivo algo muito louvável. Mudar (para melhor, espera-se) a comunicação da empresa com os seus clientes (ou potenciais clientes). Pegaram então em vários grupos de pessoas, jornalistas, guionistas, professores, clientes, blogueiros, advogados, etc., e propuseram alguns desafios que consistiam em propor novos textos para algumas das comunicações (SMS, mails, cartas, voz, etc.). Tínhamos instruções para pôr tudo em causa, se achássemos que o deveríamos fazer. Foi divertido (e cansativo), e espero que o resultado destes dois dias de trabalho se reflicta, de facto, no aumento da qualidade da comunicação (mais informações aqui).

Um dos desafios passava por criar um slogan, uma frase com que nos pudéssemos despedir do cliente. Cada equipa produziu várias sugestões, umas melhores que outras. Algumas não chegaram à apresentação final e dessas, há duas, minhas, que me parece um desperdício não serem aproveitadas.

Assim, partilho-as convosco, neste meu espaço, já que me parece ser o único cujos critérios editoriais deixam passar tais propostas.

Sem mais delongas, os dois slogans recusados, que nunca verão outra luz que não a deste Blog (os mais novos não perceberão a primeira, os mais velhos não perceberão a segunda):

1 - Assim, se vê, a força da PT 

2 - Mi liga, vai.

É um desperdício, meus senhores, é o que é.

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