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Anti-Pokemon Go

por jonasnuts, em 17.07.16

The Psychology of Pokémon Go Haters - The Crux.png

Como em qualquer fenómeno de mais impacto, há sempre os haters. Eu sei, faço parte da equipa dos haters, em alguns casos.

 

Este artigo, com o qual não estou totalmente de acordo, vem mesmo a propósito de muito que por aí tenho lido.

 

“People want to post, be seen and be heard, it’s very important for some,” says Marius Luedicke, senior lecturer in marketing at City University in London, who wasn’t involved in the study. “The more critical an opinion, the more likely other friends will find you clever or interesting if you’re one of the first to voice it.”

 

Pode ser lido, em todo o seu espendor, aqui.

 

Haters gona hate.

 

 

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Millennial entrepreneurship

por jonasnuts, em 16.07.16

empreendedorismo.png

Espero que o meu filho não veja isto, ou muda de ideias quanto à faculdade.

 

Via Benjamim Silva

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Pokemon Go

por jonasnuts, em 16.07.16

don_t pokemon and drive.jpg

 

 

Já toda a gente ouviu falar do Pokemon Go.

 

Há 3 dias, comentei que, ainda a missa ia no adro e já eu estava farta da coisa.

 

Deixem-me dar contexto pessoal, para explicar.

 

Conheço os Pokemons há quase 20 anos. E quando digo "conheço" refiro-me ao facto de conhecer muito bem alguns jogadores. Há cerca de 10 anos o meu contacto tornou-se mais assíduo, porque...... filho. Não só, mas sobretudo. Ainda gastei uns trocos valentes, em jogos, porcarias de plástico que se lançavam e se abriam e depois ficavam ali paradas, e em pokedex e numa parafernália de inutilidades que foram lançadas para que os putos tentassem transferir a sensação do jogo para a vida real. 

 

Caramba, uma das festas de aniversário teve como temática a porra dos Pokemons (convites, bolo, pratos, guardanapos, decoração, essas cenas, em que as pessoas se metem).

 

Eram horas, passadas agarrado à porcaria da Nintendo, a caçar bicharada. As conversas, quando as havia cá por casa, andavam sempre à roda dos bichos, e das evoluções, e das pokebolas, e do pokedex e o raio que os parta que eu nunca pescava nada daquilo. Tenho, em casa, quem conheça todos os nomes dos bichos, das suas primeiras e segundas evoluções (quando as há), e de que tipo são, de pedra, de água, de fogo, venenosos e cenas do género.

 

Quando há umas semanas a coisa começou a ser falada, nos states, claro, percebi na hora que ia ser uma coisa em grande. Ainda não foi, mas vai ser.

 

A geração que nasceu nos anos 90, e respectivos pais, vai viajar na maionaise.

 

Isto apanha a miudagem que há quase 20 anos apanhou a febre Pokemon. Na altura miúdos e miúdas, agora recém-licenciados, com algum tempo em mãos, que podem, finalmente, realizar o sonho de andar à caça de Pokemons, irl.

 

Apanha também a miudagem que tem agora 16,17 e 18. Apanha os pais dessa miudagem, que, por obrigação paternal aprendeu tudo de cor, e que agora relembra a matéria dada.

 

É o primeiro fenómeno nostálgico a que esta geração é exposta, neste tempo em que tudo é rápido, volátil, descartável.

 

Apanha, por fim, aqueles e aquelas que, fartos de se sentirem excluídos das conversas, adoptam o mote "se não consegues combatê-los, junta-te a eles".

 

Não é necessariamente mau. Estou farta de ver gente a ridicularizar a coisa. Claro que há excessos, mas, a bem dizer, eu acho muito bom que a miudagem (e respectivos pais, onde isso se aplique) possa sair de casa. Sair da frente do computador. Andar. Conhecer as coisas à sua volta. Contactar com a natureza (há mais bichos junto de vegetação, água, etc.). Combate o sedentarismo e o isolamento.

 

Isto ainda agora começou, e não me cheira que seja uma coisa tamagochi, que dura um Verão e se reduz a meia dúzia de malucos. Estou convencida de que vai ser grande, e que veio para ficar e para durar, e que vai ser verdadeiramente global.

 

Na semana passada fomos jantar fora, eu fui de carro, eles foram a pé, para caçar Pokemons. Durante o jantar, fiquei o tempo todo calada, a reviver o passado em Brideshead, enquanto eles falavam dos bichos, e dos ginásios, e dos combates, e dos ataques. 

 

Regressei temporariamente a 2005, excluída. Não pretendo reviver a sensação.

 

Instalei a app e criei conta no dia 14, na véspera do lançamento oficial em Portugal. Prevejo um Verão cheio de passeios, o que só vem ajudar à minha dieta e à minha decisão de fazer mais exercício físico. 

 

Já tenho o meu Pikachu (não faço a menor ideia da sua utilidade, mas já o tenho).

 

pikachu.png

 

Gostava, por fim, de chamar a atenção para um tema grave, de que ninguém ainda falou. Portugal está assolado por uma praga nefasta de Zubats, e ainda não vi ninguém a tomar medidas para a combater. Essa é que é essa.

 

 

 

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