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Jonasnuts

Atrasos de vida

Track & Trace DHL Parcel.jpg

 

Podia começar este post com um "Querida DHL", mas não começo, porque o problema não só não é novo, como é transversal à indústria.

 

Encomendo uma coisa online. 

 

Consigo saber, no site da transportadora, a que horas é que o senhor do armazém vai à casa de banho fazer xixi. 

Tecnologia de ponta.

 

Mas, o que lhes sobra em tecnologia de ponta por um lado, falta-lhes numa área bastante mais acessível; telecomunicações.

 

Os senhores têm o meu número de telemóvel. Sei que o têm porque está impresso no papelucho que me deixaram na caixa do correio.

 

Mas não usam. Não usam para agendar a entrega nem usam quando batem com o nariz na porta, momento em que eu podia dizer "toquem à vizinha do lado que pode assegurar a entrega". Bang..... problema resolvido, encomenda entregue, cliente satisfeita, tempo poupado.

 

Mas não. Deixam o papelucho e vão à vidinha deles.

 

Ligo de manhã. Sou muito bem atendida por uma senhora muito simpática, que me diz que é verdade. estiveram cá e bateram com o nariz na porta. Que regressam hoje. Óptimo, excelente. A que horas? Pergunto eu. Até às 18h00, responde a senhora.

Oiça, são 10 da manhã. Está a dizer-me que eu vou ter de ficar em casa nas próximas 8 horas porque "é assim que a empresa funciona"?

 

Sim.

 

É extraordinário que em pleno século XXI ainda haja este desperdício de recursos e esta assunção de que, num dia útil, haja gente em casa.

 

Alguém me consegue explicar a lógica deste procedimento (que não é exclusivo da DHL e que sempre me encanitou (auto-link))?

A pixelização dos cérebros

Ontem fui parar, por acaso, a uma notícia do DN que tinha por título "Emilia Clarke explica porque recusou duplo para nudez frontal".

 

Em primeiro lugar, acho muito bem que tenha recusado um duplo, que teria dificuldades em reproduzir umas mamas aceitáveis, a ter usado um corpo substituto, teria de ser o de uma dupla, mas não é essa a minha questão. 

 

Olhei para a foto que ilustrava o artigo, e os senhores do DN (ou senhoras, não sei), decidiram que os mamilos da Emilia Clarke eram areia demais para a nossa camioneta, e pixelizaram a coisa. Não pixelizaram as maminhas, pixelizaram os mamilos.

pixelizada.jpg

 

A minha primeira reacção foi achar que todas as fotos desta cena tinham sido pixelizadas, e que o DN não tinha conseguido encontrar uma sem pixels. Justificava, embora, na minha minha opinião, se não arranjavam sem pixels, mais valia não ter fotografia, mas aí, lá está, a notícia teria menos audiência.

 

Mas numa pesquisa rápida encontrei facilmente a mesma foto, sem pixels (e uma catrefada de outras fotos da actriz em todas as posições e com mais ou menos roupa).

sempixels.jpg

 

E fiquei sem perceber.

 

Por que raio um jornal português decide pixelizar os mamilos duma actriz? Não percebo quando é nos states, mas percebo ainda menos em Portugal.

 

Já perguntei ao DN, no Twitter, o porquê da opção. Mas estou à espera da resposta muito sentadinha.

 

Pixelizar mamilos é estúpido. Pixelizar mamilos femininos, mas não os masculinos, é estúpido E sexista.

 

Esta tentativa moralista de aproximação ao que os states têm de pior parece-me uma má estratégia. 

 

A Europa está a perder os valores que, na teoria, a definiam. Esta é uma questão menor, face a temas bem mais dramáticos dessa perda de valores, mas é um indício de que caminhamos atrás dos fundamentalismos dos EUA. Mais uns anitos e temos por cá um Trump (o que nem seria grande novidade, diga-se, que na Madeira foi o que se viu com o Alberto João Jardim).

 

Não refilem agora que não é preciso.

Caro João Galamba

Isto é inadmissível.

 

 

Não pelos motivos apresentados pelos produtores de vídeo (o que é que lhes garante que tu não estavas a pedir um link para a transmissão online legal da coisa?), mas porque, desportivamente, as escolhas são deploráveis.

 

Ainda se fosse um Benfica -Qualquer coisa, ou um Qualquer coisa - Benfica, compreendia. Mas lagartos e andrades?

 

Deplorável.

Sair do país com menores

Muitas pessoas vêm a este blog por causas dos resultados das pesquisas que fazem (atenção, que este "muitas" é relativo, pois claro). Há os clássicos Playboy e Ensitel e há outro que está no top 3 dos acessos por keywords, que é um post que escrevi, em Dezembro de 2008, relatando as minhas dificuldades burocráticas em sair do país com o meu filho, e estranhando o facto das burocracias serem diferentes para pessoas casadas e para pessoas solteiras. Aparentemente a procura é grande, e deve haver mais gente com a mesma dificuldade burocrática, enfim, aterra ali muita gente, mas não comentam. A maioria, pelo menos.

 

Mas, felizmente alguém contrariou essa tendência e deixou-me um comentário que eu acho que não pode ficar escondido numa caixa de comentários de um post com mais de 1 ano. A sério. É que vale mesmo a pena. Vejam lá se não vale:

 

"Não seria justo se solteiros e casados tivessem os mesmos direitos. Quando uma pessoa casa, mostra à sociedade que é decente e que é capaz de estabelecer um compromisso com alguém. Logo, é normal que sejam mais respeitados."

 

Gosto de imaginar que o comentário é irónico, mas temo o pior. Há mesmo uma alminha que, no Portugal do século XXI pensa desta forma.

 

E depois ainda me perguntam porque é que eu sou arrogante, e porque é que eu sou nariz empinado, e porque é que eu voto em branco......

 

Pelo menos ainda não perdi o sentido de humor, e estes caramelos ainda me dão para rir.

 

Ainda.

Os feeds de RSS têm costas largas, para os plágios

Primeiro vi o tema referido aqui. Depois o reforço, ali.
É uma ferramenta, o Copyscape, que afirma encontrar plágios de conteúdos. Basta inserir o endereço do Blog, e o sistema encontra possíveis plágios.

Mais por curiosidade do que por outra coisa, decido introduzir o endereço do meu Blog (e de outros, já agora, para ver no que dava).

Recebo imensos resultados, todos legítimos, já que na área dos amigos dos Blogs do SAPO, são mostrados os posts precisamente dos amigos. Portanto, os meus posts são mostrados, com link, evidentemente, na página de perfil de todas as pessoas que me adicionaram como amiga, nos Blogs do SAPO. Isso não é plágio. Existe um link, e os posts estão assinados.

Mas, no meio de tanto link de falsos positivos, encontrei um link estranho.

Associação Futebol Popular de Barcelos.

Que raio está aqui a fazer isto?
Fui ver.

Aparentemente, um post meu, mais precisamente este, esteve disponível no site daquela associação.

Sem link, sem assinatura, sem nenhuma referência à fonte.

Nem sequer era um aproveitamento parcial. Era o meu post, com todas as vírgulas, todos os pontos. Até a imagem era a mesma.

Pelo sim pelo não, saquei uma imagem, just in case, e toca de enviar um mail aos senhores, a perguntar o que se passava.

Respondem alguns dias mais tarde, solicitando-me mais precisão em relação à minha questão. Sim senhor, fui mais precisa. Enviei a imagem que tinha guardado. Mais precisa que isso era impossível. No dia seguinte, de um endereço diferente, pedem-me o reenvio da imagem, e referem que "Não esquecer que estão a usar tecnologia Sapo. Conhecem bem aquilo que subscrevem. É que o grátis tem as suas manhas, vindo de serviços PT, nunca se sabe o que estamos a usar."

Estão nitidamente com o discurso errado e, acima de tudo, a fazê-lo à pessoa errada. Tiveram azar, coitados.

Logo na segunda mensagem começam a descartar qualquer responsabilidade própria, e a colocar a culpa no SAPO e na PT. É habitual, o SAPO e a PT têm costas largas, são sempre os culpados de tudo e mais alguma coisa, mesmo que não tenham qualquer responsabilidade, como é o caso.

Respondo, reenviando a imagem, como pedido, e avançando desde logo que não percebi muito bem o que é que tinham querido dizer com aquela coisa do "grátis tem as suas manhas".

Chega hoje um mail, a dizer que se trata de um "feed de rss que busca na Internet quem escreveu sobre esse assunto (neste caso "futebol mundial")."

Expliquei que sabia o que era um feed de RSS, e que estes normalmente tinham um link, e que isso não acontecia no site em causa. Fui explicando que por acaso até conhecia bem o serviço de Blogs do SAPO.

Na resposta, mal educada e arrogante, perguntam-me se sei o que é o Google RSS Reader, web reader. Ok, pérolas a porcos, já percebi.

Agradeço o tempo dispensado, afirmando que considerei as respostas extraordinariamente esclarecedoras (suspeitando na hora que não iriam compreender a ironia).

Moral da história? O SAPO e a PT têm costas largas, e se eu não percebesse nada de internet, nem de Blogs, nem de SAPO nem de PT, teria aceite a explicação que me deram, eles faziam figura de importantes, e eu de ursa, e a culpa era do SAPO.

Quando refiro que colocarei um post no meu Blog, referindo o tema, respondem, pedindo que deixe um espaço de debate. E que se calhar até podia usar o espaço deles (queriam, não queriam? ;) E para convidar rádios e TVs.

Os meninos, para além de plagiar, também sabem como é que se arranja publicidade à borla. Só é pena que não saibam fazer as coisas como deve ser.

Espaço de debate, aqui nos comentários deste post. E já gozam.

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