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Legacy (e falta de chá)

por jonasnuts, em 26.04.12

Qualquer pessoa que trabalhe em Internet sabe o que é o legacy. São as coisas que sistemas novos têm de assegurar, provenientes de sistemas anteriores.

 

Se uma coisa autentica A, B e C, de repente, não se pode mudar para algo que apenas autentique A. Mesmo que o sistema seja novo, e o B e o C sejam coisas obsoletas, se estão a ser usadas pelas pessoas, o novo sistema têm assegurar esse legacy (legado).

 

Isto é óbvio, e é mesmo uma das primeiras coisas que se aprendem, quando se trabalha em sistemas que são usados por muitas pessoas, e há muito tempo.

 

A não ser que se trate de um jornal online. Nesse caso, se formos olhar para a realidade dos factos, os jornais não têm de obedecer a esta regra.Não porque não se lhes aplique, porque aplica, mas porque são burros.

 

No dia 25 de Abril de 2010 escrevi um post, onde, entre outras coisas, linkava um artigo do Diário de Notícias. Por estes dias, enviei o link desse post, para que alguém o pudesse ler. Respondem-me "o link do DN está quebrado". Fui ver. Tungas. Link quebrado. O DN mudou de imagem, mudou de site, mudou de gestor de conteúdos, mas esqueceu-se do legacy. Milhares de links devem ter ficado quebrados de um dia para o outro.

 

O DN foi burro, por duas razões. Uma imediata, outra de curto/médio prazo. Imediata porque perde tráfego. Todos os links quebrados que criou com o novo sistema, é tráfego que no passado lhe chegava, e que, por erro próprio, deixa de lhe chegar. E não me parece que os números do DN estejam assim tão simpáticos que permitam deitar à rua seja que tráfego for. Afinal de contas 16º lugar no ranking, não é nada de especial.

 

A segunda razão da burrice prende-se com o facto de ter estragado uma catrefada de posts. Os donos dos Blogs que linkavam para o DN têm agora os seus posts incompletos, com menos informação do que aquela que tinham quando os escreveram. E, se forem como eu, quando descobrirem a coisa, vão pensar duas vezes, antes de voltarem a linkar uma notícia do DN.

 

Sim, tentei encontrar o artigo em causa, uma vez que sei o tema sobre o qual se debruçava bem como o ano em que foi publicado. Debalde (adoro esta palavra). Ou desapareceu para sempre nas catacumbas digitais do DN, ou o motor de pesquisa do DN é, também ele, uma merda. Não interessa.

 

O que é certo, é que, pelos motivos acima expostos, o DN não só deitou tráfego fora, como arranjou forma de evitar futuro tráfego.

 

Não vêem neste post nenhum link para o DN, pois não? No passado, eu teria feito o link. Neste momento, não o faço.

 

Sei lá quando e que eles decidem mudar de endereço.

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Can I be your friend?

por jonasnuts, em 28.10.11

O online, transportado para o irl.

 

 

Via Laurinda Alves.

 

Link do vídeo, aqui.

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Caros senhores do Continente Online

por jonasnuts, em 07.10.11

Olá, boa tarde,

 

Confesso que não tenho grandes esperanças de que venham a ler esta minha missiva, mas a verdade é que este Blog não tem por missão comunicar com as empresas deste país (embora às vezes a coisa acabe por acontecer). A missão deste Blog é divertir-me, servir para os meus desabafos, para eu descarregar bílis.

 

Já em tempos tive oportunidade de vos dedicar uma série de recomendações e, pela experiência penosa que continua a ser navegar no vosso site, vocês não chegaram a lê-la o que se compreende, ou leram e não se importaram (o que já não se compreende tanto, mas pronto).

 

Desta vez, no entanto, a minha sugestão é algo que vos fará poupar dinheiro, portanto.....algo do vosso interesse.

 

Vamos lá ver, no vosso site, há uma área chamada "A minha conta" onde, entre outras coisas, vocês me deixam identificar as minhas preferências.

 

Tomo a liberdade de linkar a palavra para o dicionário, porque me dá ideia de que vocês não sabem bem o que quer dizer ou, se sabem, preferem ignorar.

 

Ora, se eu digo, nas preferências que "se um dos produtos não estiver disponível prefiro não fazer qualquer substituição", porque é que de TODAS as vezes que faço uma encomenda, recebo um telefonema a perguntarem se eu quero substituir as faltas? Há sempre faltas. Digo sempre que não. Tenho a opção configurada no site a dizer que não. E mesmo assim vocês telefonam?

 

 

 

 

 

Vá..... já percebi que não é por causa da substituição.

 

Vocês gostam de ouvir o som da minha voz, é isso? Lamento, mas não é recíproco.

 

Poupem dinheiro, oiçam o que eu digo (no site, ao telefone), e NÃO ME TELEFONEM, PORRA.

 

Muito agradecida.

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Primeiro o disclaimer. De vez em quando faço um disclaimer, para que não haja dúvidas, nem restem desconfortos. Este blog é meu, é pessoal, e não reflecte necessariamente as opiniões de terceiros, nomeadamente da empresa onde trabalho (neste caso em particular, há até muitas coisas em que não reflecte de todo). É a minha opinião pessoal, e mais nada que isso.

 

Pronto, ficou feito o disclaimer, bora lá.

 

Gosto do Jornal A Bola. Gosto, quanto mais não seja porque, os que me conhecem sabem, sou Benfiquista ferrenha. Temos de gostar de quem defende os nossos. Não se portaram nada bem no episódio José Diogo Quintela/Miguel Sousa Tavares, e isso abalou a minha fé. Mas continuei, esporadicamente, a visitar o site.

 

Ontem fizeram-me chegar uma "notícia" da Bola em que os senhores escrevem preto no branco "Não há site português mais lido no Mundo – com acessos a partir de todos os pontos do planeta. A BOLA online manteve, em Novembro, a liderança da tabela Netscope, sistema de medição de tráfego tutelado pela Marktest."

 

Ora eu, que conheço os números e acompanho os relatórios mensais do Nestcope, estranhei. Que raio..... deixa lá ver que hecatombe aconteceu, para que o SAPO tivesse perdido a liderança.

 

Fui ver, era uma falácia.

 

Os senhores decidem, em primeiro lugar, destacar os pageviews (que é o número de páginas vistas) e não o número de visitas. Claro, no número de visitas, a Homepage do SAPO está bem à frente. Mas, não é só. Querem comparar as coisas como deve ser? Então comparem a Homepage da Bola com a Homepage do SAPO. Ou, se não têm os dados únicos da Homepage da Bola (têm, mas não interessa, pois não?), comparem a Homepage do SAPO, mais o SAPO Notícias, mais o SAPO Desporto. Nem vou mais longe, não acrescento outros conteúdos (Mulher, Meteorologia, Cinema, Música e, longe de mim acrescentar os serviços).

 

Não querem dar-se ao trabalho? Não precisam, eu faço-vos a papinha.

 

No mês de Novembro, a Bola teve, de acordo com o Netscope 111116203 pageviews

No mesmo mês de Novembro, a Homepage do SAPO, mais o SAPO Notícias mais o SAPO Desporto tiveram 123.623.345 pageviews.

 

Pessoalmente acho a concorrência uma ferramenta indispensável para o bom funcionamento desta indústria, pelo que seria com satisfação que eu veria a Bola (ou outro qualquer) a morder os calcanhares do SAPO. Mas, senhores da Bola, só conseguirão morder-nos os calcanhares se tiverem qualidade, e não é com notícias enganadoras que o conseguem fazer.

 

Com este tipo de notícias só conseguem morder a vossa credibilidade. Não os calcanhares do SAPO.

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Publicidade como deve ser

por jonasnuts, em 21.05.10

A propósito do meu post anterior, aqui fica um exemplo de como a coisa deve ser feita (embora nem sempre seja necessário gastar os milhões que a Nike gastou).

 

A melhor forma de usar estes novos meios, é fazer coisas que as pessoas QUEIRAM mostrar. A Internet não é um veículo, são muitos veículos, muitos Blogs, muitas contas de Facebook, muitas contas de Twitter. E só partilha um determinado tipo de conteúdos, quem gosta e quem acha que a sua audiência vai gostar. Não conheço outro meio que faça uma selecção natural e automática de target/audiência.

 

 

E, que fique a nota, eu nem gosto do Cristiano Ronaldo, mas acho que este spot está fabuloso, e por isso, apesar de não ser paga para isso, disponibilizo um anúncio da Nike neste meu espaço. Atinge uma grande audiência, aqui? Não. Mas outros farão aquilo que eu acabei de fazer (e outros já fizeram). Neste preciso momento, o vídeo tem cerca de 700.000 visualizações. Vamos ver como estará para a semana.

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Tanta gente devia ler isto....

por jonasnuts, em 06.04.09

O título é auto explicativo.

 

Top 10 business mistakes that newspapers must avoid as they go online-only.

 

E o título é redutor. Eu iria um pouco mais longe:

"Top dos 10 erros de negócio que qualquer entidade deve evitar, no online, independentemente de estar há muito ou pouco tempo online".

 

Aquilo é senso comum, e admiro-me que haja tanta falta de senso comum. Bem sei que o senso comum, nestas coisas, se baseia, também, em experiência, mas, caramba, já há gente a trabalhar nesta área há tempo suficiente, para ter experiência. Pois, parece que não. Anda aí muita gente que não aprende com os erros.

 

Chamo a vossa atenção, em particular, para um tema que me é muito caro. O da publicidade.

 

"While most of us in the local publishing business think our site is available to everyone, the P-I should avoid the one-size-fits-all mentality. It's a mistake to have your sales team start calling on as many advertisers as possible without regard to vertical market, psychographic attributes, etc. A well-honed value proposition for a particular segment is more work but worth it."

 

Vale a pena ler o artigo todo, aqui. Eu cheguei lá via António Granado.

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Recomendo vivamente a leitura atenta deste post do Enrique Dans sobre o tema. Especialmente recomendado a anunciantes, agências de publicidade (mais especificamente sobretudo se  se tratar duma "especializada" em publicidade online), e áreas comerciais de portais ou grandes sites.

 

Vão, e vejam se aprendam qualquer coisinha.

 

Andamos nisto há anos, e vocês ainda não perceberam nada.

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Continente

por jonasnuts, em 26.11.08

Caros senhores que fazem o Continente online:

 

Já deu para perceber que são pessoas super bem intencionadas, ou familiares de alguém importante, mas a verdade é que não percebem nada da poda.

 

Nos dias que correm, online, não é exequível que os vossos servidores demorem a responder o tempo que demoram. Desculpem, mas não é.

 

Tecnicamente o site é pobre, carregam toda a página, em qualquer acção. Eu não preciso de carregar a minha lista de compras, nem o cabeçalho, nem os menus, se apenas queria visitar a página seguinte da lista de produtos. Se arranjarem uma forma de carregar apenas a área central da página (que é a única onde a informação vai, de facto, mudar, poupam largura de banda, tráfego excedentário e tempo). 

 

 

 

Já não se usam pop-ups. Não sei se sabem, mas há uma coisa chamada "pop-up blockers". Além de que sobrecarregam os servidores. Vocês que parecem gostar tanto de javascript, podem usar umas coisitas chamadas janelas modais. Se não sabem o que é, vão ver como é que se faz login nos Blogs do SAPO. É a janelucha que aparece para inserir o username e a password. É mais leve, mais rápida, e mais bonita.

 

A porcaria das listas, ou o método de se lhes adicionar produtos, são mais as vezes que não funcionam do que as que funcionam. Diz que sim senhor que foi adicionado, e depois não aparecem. O contrário também pode ser verdade. Não diz nada, e aparecem os produtos na lista.

 

A pesquisa de produtos demora uma eternidade. E quando digo eternidade, é coisa para eu ir à cozinha fazer um café e voltar. E não, não é da minha ligação à Internet, que tem características bem acima da média.

 

Montarem Google Analytics em cima da coisa, não deve ajudar. Não têm uns trocos para um serviço pago, e mais rápido?

 

É aflitivo para qualquer pessoa, mas, especialmente, para quem trabalha nesta área e está habituada a desenvolver serviços para serem usados por muita gente e que têm de ser rápidos, como é o meu caso.

 

Não gosto das vossas lojas, e tenho imensas saudades do Carrefour, mas a alternativa do online, a continuar assim, deixa de ser considerada uma alternativa. Será preferível pagar um pouco mais, ir ao Corte Inglês à hora do almoço, mandar entregar em casa, e assim como assim, sempre demoro menos tempo, e ainda dá para almoçar.

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Crianças desaparecidas

por jonasnuts, em 20.05.08

Hoje estou na IIIª Conferência Europeia dedicada ao tema das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, este ano, com ênfase especial na Segurança na Internet. A organização é do Instituto de Apoio à Criança.

 

A decorrer no Novo Auditório da Assembleia da República, cá estou eu, chegada directamente da escola do meu filho onde o deixei a fazer a prova de aferição de matemática.

 

Este não é um tema fácil, para mim, e o auditório está compostinho. Na abertura da sessão discursou Manuela Eanes (que estava a falar quando cheguei), e ao seu lado o Procurador Geral da República. Interrogo-me, em silêncio, sobre o que pensará o Procurador sobre a incidência da conferência deste ano. Ênfase especial na segurança online. Tendo em conta que para este senhor os Blogs são uma corja (não sei se foi esta a palavra, mas foi este o teor), o que pensará ele sobre o online?

 

Não sei, mas sei que não é aqui que vai descobrir. Numa conferência onde se dá ênfase especial à Segurança Online, o meu computador está orgulhosamente só no auditório. Deve haver mais, porque eu vejo as malas, mas a funcionar, o meu é o único. Provavelmente porque aqui nã há acesso à Internet. Bem fiz uma busca à procura de redes wi-fi, mas aparentemente a Assembleia da República acha que não precisa de wi-fi no seu novo auditório. Essas modernices hão-de chegar mais tarde. Daqui a uns anos.

 

Pausa para coffe break, uma multidão de jornalistas rodeiam os intervenientes principais. Não sei de que falam, aposto que o nome Maddie está nas bocas do mundo. Cheira-me que se não fosse a Maddie, esta conferência seria menos participada. Muito menos participada. Mas também posso ser eu e o meu cinismo, pode ser que esteja enganada.

 

Muitos agentes da autoridade. Parece-me bem o interesse e a participação. Vamos ver no que vai dar o resto do dia.

 

Os trabalhos vão começar dentro de momentos, pode ser que agora que acabaram os discursos, se anime o debate, e se possa trabalhar a sério. Eu sei, eu sei, sou cínica, mas tenho este lado ingénuo, que persiste.

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Vamos começar pelo disclaimer da ordem. Trabalho em serviços de comunidade online há uns anos. Precisemos, há mais de 10 anos. Digamos assim que tenho alguma experiência na "gestão" de comunidades (e daqui a pouco explico as aspas).

Tenho vindo a notar, ao longo destes mais de 10 anos que, do ponto de vista de quem "aloja" a comunidade, a atitude tem vindo a mudar. Mas não muito.

A atitude de alguns gestores com quem me cruzo não é muito diferente da atitude do Carrilho, no tempo do Terràvista.

Hoje em dia toda a gente fala de projectos de comunidade, que querem dinamizar e incentivar o crescimento da comunidade, que querem encorajar a participação da comunidade.

Mas, quando a comunidade começa a crescer, e a intervir, e a ganhar peso, começam os medos e os receios. E começam a ser usadas as ferramentas de moderação, para que a comunidade se possa exprimir, mas apenas dentro de determinados limites. Os limites de quem aloja.

É vulgar, nos dias que correm, e na sequência do advento web 2.0 (expressão que neste momento já está ao nível da Blogosfera, no meu top de expressões odiadas), ver projectos de comunidade, para a comunidade e comunitários a serem lançados (ou planeados) tendo logo de início restrições que vão limitar não só o números de pessoas que poderão/quererão participar, mas, sobretudo, já com muitas regras, de forma a impedir os "malefícios" da comunidade. Quase ninguém acredita na auto-regulação (eu sou o quase :)

O que esta gente não percebe, é que uma comunidade não é "gerida" de fora, gere-se de dentro. Se não pertencermos à comunidade, não conseguimos "geri-la".
Se eu tenho um serviço de comunidade, e não uso esse serviço, nem participo nos debates que fazem acerca desse serviço (ou participo numa postura arrogante e/ou de marketing), estou a descredibilizar a minha participação.

A expressão mais ouvida é:


"Isso é perigoso. Eles vão dizer mal de nós".

Pois vão, e nós lá estaremos. Para ouvir, rebater, debater, explicar, concordar, discordar, corrigir.

Porque.....ponto número um, mal de nós vão dizer de certeza absoluta, seja ali seja noutro sítio qualquer, e, ponto número dois, se chegamos a um espaço público, online, e apenas vemos opiniões positivas......desconfiamos, certo?

E depois, porque ter uma comunidade exigente e crítica não é mau, pelo contrário, é sinal de que os utilizadores querem ficar e melhorar o serviço. Prefiro esses do que os que viram as costas e vão para a concorrência.

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