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I Love you, Twitter

por jonasnuts, em 16.07.16

I love you, Twitter .jpg

 

Na segunda-feira passada, a meio da tarde, o Pedro Esteves ligou-me. Disse-me que o Observador queria publicar algo, assinalando a 1ª década do Twitter, e perguntou-me se eu não gostaria de escrever um texto para assinalar a efeméride.

 

Gosto de escrever sobre coisas de que gosto, por isso aceitei o convite.

 

Combinámos datas. Ele queria publicar a coisa na sexta-feira. Eu disse que lhe enviava um texto entre quarta e quinta-feira. 

 

Escrevi o artigo como se escrevesse um post aqui no blog (que é como eu sei escrever), de rajada, e enviei-o, na quinta-feira à tarde. Era uma declaração de amor ao Twitter, ainda no rescaldo da vitória da selecção. 

 

À noite, aconteceu Nice. 

 

O artigo foi publicado. Reli-o. E no pós-Nice, pareceu-me estranho. Comentei com o Pedro que, se o post tivesse sido escrito 24 horas depois, já teria sido completamente diferente. Recebi como resposta "isso acontece-me com, literalmente, tudo o que escrevo".

 

Se tivesse escrito o artigo 24 horas mais tarde, teria sido algo mais parecido com isto (auto-link).

 

Houve quem, ontem à noite, inspirado pelo meu artigo, reactivasse a conta de Twitter, para ver em que paravam as modas. O Eduardo Maximino por exemplo. E de repente, acontece a Turquia. E, mais uma vez, o Twitter como fonte de informação foi imbatível (apesar da dificuldade com o turco, porra de língua, em que não se apanha uma). 

 

Foi divertido, novamente, apesar da tensão, que houve ali uma altura em que as coisas pareceram muito periclitantes. Enfim, nada de extraordinário, se comparado com Nice.

 

Mantenho a minha declaração de amor pelo Twitter. 

 

Para quem quiser ver o texto que escrevi na quinta-feira, está aqui. Tem um erro e duas omissões. Fica aqui a correcção. O tremor de terra que refiro ter acontecido em 2013, aconteceu de facto em 2009 (experimentem googlar tremor de terra de Lisboa, ou terramoto de Lisboa, para verem que resultados conseguem obter), não me lembrei do episódio do acidente de comboio de 2013 em Alfarelos (fui relembrada pelo KIT0) em que a Patrícia Lousinha viajava e nos foi dando conta de tudo, enquanto cunhava a célebre hashtag #DODASS, e a minha fotografia é da autoria do David Ramalho, e foi tirada no dia 11 de Novembro de 2011, à porta do Codebits. De resto, está tudo lá.

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Caro Observador

por jonasnuts, em 07.03.16

Gosto muito do teu formato (embora, não necessariamente do teu conteúdo, sempre). Acho que estás no grupo da frente dos órgãos de comunicação social tradicionais, no que ao online diz respeito. É um caminho que não fazes sozinho, mas ao qual chegaste há pouco tempo, pelo que estares no grupo da frente é bom sinal.

 

O teu clickbait, que, convenhamos, existe, é, normalmente inteligente, apesar de um ou outro artigo que roça o boçal. Pronto, uma andorinha não faz a Primavera. O saldo é, quanto a mim, positivo.

 

Mas não serve de nada teres em rodapé das notícias um "Proponha uma correção, sugira uma pista: endereço@de.mail"  se depois não dás uso à informação que te chega por essa via. Por via do mail, esse sim, filho do falecido, ao contrário do @.

 

Na notícia de 6/03/16 reportando a morte de Raymond Tomlinson, referes logo no título um erro básico. 

Morreu o pai da tão usada arroba - Observador.jpg

Ora..... o homem tem descendência muito mais importante e, acima de tudo, mais real. A descendência que lhe apontas, é bastarda, portanto.

 

O famoso @ não foi inventado por Tomlinson. Este deu-lhe o uso a que hoje estamos mais habituados, é um facto, mas está longe de ser o pai da coisa, como, aliás, uma rápida pesquisa poderia ter confirmado.

 

Mas pronto...... errar é humano. 

 

Errar e persistir, quando alertado para o erro através dum mecanismo que tu próprio disponibilizas no rodapé da notícia também é humano, mas é em simultâneo, vá, burro.

 

Podes dizer que o tema é pouco importante, e que o que interessa é o sentido lato da coisa, e que não é o pai mesmo pai, mas que anda lá perto. E não estarás errado. Mas eu também avalio as coisas simples. Porque se um meio não acerta nas coisas simples, como é que vai acertar nas complicadas?

 

Muda lá a paternidade do @ na notícia. É fácil. Pões umas aspas, ou substituis pai por padrasto ou, melhor ainda, fazes como o Público, e referes a invenção que realmente importa. A do mail. Mas, lá está, tu não vês mails.

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