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Mercado negro

por jonasnuts, em 25.11.07
Depois de tanta gente referir o artigo do António Barreto, n'O Público, mas especialmente depois de ter visto uma transcrição aqui desse artigo acho que vamos voltar aos tempos (in)gloriosos da 2ª Guerra Mundial.

Eu não sei, porque ainda não era nascida, mas a minha avó conta-me que havia racionamento, e um dinâmico mercado negro que funcionava melhor cada dia que passava.

Já me estou a ver a comprar azeitonas na candonga, ou aguardente caseira nas traseiras esconsas de uma mercearia de bairro.

Embalar as bolas de berlim? Chávenas de plástico para beber café? Nem que eu passe a levar a minha chávena de loiça. E já agora, plástico? E o ambientalmente correcto?

Quiseram fazer o mesmo com as colheres de pau, na altura abasteci-me de colheres de pau que chegavam para a minha vida e a das gerações vindouras. Mas continuo a ver colheres de pau à venda, nas feiras. Continuo a comprar, há tradições familiares que devem ser mantidas, e comprar colheres de pau sempre que se vai a uma feira é uma dessas tradições.

Viva o mercado negro que se avizinha. Eu vou já avisando os potenciais interessados em estudos de mercado, que sim senhora, comprarei no mercado negro, e agora, vão-me prender?

Acho que se deve fazer como no mercado discográfico, e transformar a ASAE na RIAA. São tantos os fogos a acudir que eles são, basicamente ineficazes.

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