Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
Preparar a casa para o Natal
Em minha casa o Natal só começa a partir da 2ª semana de Dezembro. Antes disso há outras festividades que não gosto de ver ofuscadas pelos brilhos de Natal. É para não haver confusões, aniversário é aniversário, Natal é Natal. Bem separadinhos, os dois eventos, que é para não haver dúvidas de que são 2. E 2 presentes, claro (embora eu lhes tenha sempre chamado prendas, mas pronto). Sempre detestei aquelas pessoas que me ofereciam 1 presente e diziam, é um bocadinho melhor porque é de anos e de Natal. E eu olhava para aquilo e pensava, se esta merda é que é o teu melhor, espera lá que eu vou ali e já volto, grande semítico somítico. Enfim, lembro-me de ser muito míuda e pensar nisto. Mas afastei-me do tema.
No Natal vou cá ter a família toda, outra vez. Isso significa que tenho de começar a preparar a casa. Arrumar aquelas coisas que se vão juntando ao longo dos tempos, e nas quais deixamos de reparar depois de lhes passarmos ao lado meia dúzia de vezes. Por exemplo, a caixa do Rock Band está ali, vazia (não se deitam caixas foras logo ao princípio), há quase 15 dias. Isso e um saco de papel com camisolas de Verão da escola do puto. Convém arrumar esta coisada toda, para as pessoas terem espaço para se sentarem e circularem.
Decidimos levar o aumento de espaço um pouco mais longe, e achámos que os CDs ocupam demasiado espaço. A verdade é que um CD aqui um CD ali (no meu caso, que no dele é mais 2 CDs aqui, 3 CDs aqui, 5 CDs aqui.....), ao fim de uns anos...... já começa a pesar no espaço cá de casa. Temos 8 móveis de CDs completamente cheios, já com CDs onde não é suposto colocá-los. Começámos hoje a digitalizar tudo. Já comprámos as pastinhas para onde vão os CDs mais os papeluchos, e as caixas vão para a reciclagem.
Estou nisto há umas horas, e ainda não cheguei a meio do primeiro armário.
Ainda bem que nos lembrámos disto a tempo, porque assim a família terá imenso espaço, quando cá vier para o Natal, de 2009 :)
Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
Caro Pai Natal
Eu sei que parece precoce, embora todos os anos a época da publicidade natalícia comece cada vez mais cedo. Pelo sim pelo não, aqui fica registado o meu pedido.
Aconteça o que acontecer, sejam quais forem os pedidos que recebas nas cartas do meu filho, NÃO te passe pela cabeça oferecer-lhe isto:

E quem diz isto, diz qualquer outro dispositivo móvel de comunicações. Pretendo manter a minha sanidade mental (e orçamental) durante mais uns tempinhos. Não tenho presa nenhuma na entrada do puto no maravilhoso mundo dos telemóveis e dos SMS, muito pelo contrário, pretendo adiar esse momento até ao limite dos limites (Estás a ouvir, mãe?).
Muito agradecida.
O meu filho já não escreve cartas, já sabe que o destinatário é outro, e na realidade, este post é para a minha mãe.
Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
Presentes, presentinhos, presentões
Todos os anos prometemos que vamos fazer as coisas de forma diferente, para o ano que vem. E todos os anos acabamos por cometer, mais coisa menos coisa, os mesmo erros.
Demasiados presentes para os putos (que é como nós deste lado do Atlântico nos referimos a crianças pequenas, do sexo masculino).
Quantos mais forem os presentes, menos gozo dão. Há a sofreguidão da abertura dos presentes. Não recebem presentes. Desembrulham, olham e passam ao seguinte. Só no fim de tudo é que vão fazer a contabilidade e ver, de facto, o que é que receberam.
Já está? Não há mais?
Quero mais! Dizia a minha sobrinha de 2 anos, depois de ter aberto, à vontade, 20 presentes.
Terá mais, todos terão, que não havia pachorra, nem tempo, nem espaço para mais presentes e houve alguns que ficaram guardados para mais tarde.
Para o ano é que é.
Menos presentes.
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
A crise
A crise foi de férias, durante o Natal.
Moro ao lado de um centro comercial, o que durante quase todo o ano, é uma vantagem. Ter as coisas perto, e uma disponibilidade de horários grande.
Mas em finais de Novembro, até ao dia 24 de Dezembro, essa vantagem torna-se numa enorme desvantagem. O Oeiras Parque fica completamente atulhado. E quando eu digo atulhado, refiro-me a que anda-se de t-shirt lá dentro, tal é o calor humano que tanta gente junta emite. Dizia-me noutro dia um membro da equipa do centro comercial que no Natal o ar condicionado refresca, como no Verão, em vez de aquecer.
As filas são mais que muitas, e apesar de haver uma catrefada de lugares de estacionamento, vêem-se carros até à entrada da auto-estrada.
Este ano foi o pior de todos, até agora. Hoje às 10 da manhã já havia bicha (eu cá não sou de eufemismos e para quem me lê do Brasil, bicha é como nós por cá chamamos às bichas e às filas), havia bicha, dizia eu, em TODAS as caixas para pagar. E não se julgue que eram comprinhas de última hora. Carros atafulhados, cheios. Vídeos, consolas, televisões, grandes volumes.
Pessoas stressadíssimas, cheias de pressa, a tentar passar as outras, a empurrarem-se. Eu própria, que estava tão quietinha no meu canto, quase me vi envolvida numa cena de pancadaria por causa duma palerma que insistia em pôr as coisas dela em cima da minha alface. Quer ver quem é que empurra mais? Perguntei do alto do meu metro e setenta e um, para baixo, para pouco mais de metro e meio, depois da senhora me ter empurrado pela terceira vez a alface. Mediu-me, olhou para a minha cara, e ajuizadamente decidiu que era melhor não experimentar.
No meu quarto já estão os sacos que o Pai Natal vai trazer para os meus sobrinhos. 2 sacos, grandes. Quase cheios, e ainda não está tudo.
À volta da árvore acumulam-se os volumes. Faltam as minhas, as da minha mãe, as do resto das pessoas que cá vêm. Já não há espaço.
E isto numa casa de tesos, pronto, desenrascados, vá, que há quem nem para estas coisitas tenha trocado.
Portanto, devia ser sempre Natal, porque no Natal não há crise.
Acordo para realidade com um post do
Corta-Fitas.
Parece que sim, que há crise. Anda é mais escondida. Ou se calhar, somos nós que não a queremos ver, e fechamos os olhos, e deixamos a crise dos outros passar, para os voltarmos a abrir.
Eu não vou fechar os olhos.
E sim, o Corta-Fitas está alojado na concorrência, mas que se lixe, é um Blog de que eu gosto muito, e é por uma belíssima causa.
Stress Natalício
As prendas, os tamanhos, os preços, as quantidades. Tudo tem de ser igual, para os putos. Há um ranking familiar uma categoria de presentes que se aplica nos vários Natais.
Um stress.
Este ano o Natal é cá em casa. O que significa que temos de ter a dita cuja minimamente arrumada. Resultado? Tarefas que estavam pendentes há anos (sim, anos) estão agora a ser diligentemente despachadas. Há cantos da arrecadação que viram a luz do dia (bom, a luz eléctrica, mas pronto), a despensa já está habitável, já se consegue lá entrar, coisas que passaram anos a dizer "ponham-me no lixo" viram finalmente a sua vontade a ser feita.
Coisas espalhadas por aqui e por ali que não tinham lugar certo, passaram a ter lugar certo, arrumadinhas, sem ser no por aqui e por ali.
O problema disto tudo é que consome muito tempo. Não há cá pausas para a paz e para o amor e para a fraternidade entre os homens e as mulheres, é arrumar, arrumar, arrumar (e comprar uma mesa onde caibam todos).
A minha mãe, sempre muito prestável, oferecer-se-á de certeza para cumprir tarefas para as quais já não vou ter tempo. Ainda tenho de levar coisas para a arrecadação, arrumar caixotes, fazer a tradicional lasagna de Natal, fazer pão, ir buscar a mesa ao Ikea que não cabe no meu carro (e só dei por isso quando já estava comprada paga e em cima do carrinho de transporte, ontem à noite), dar banho ao puto, arrumar o quarto do puto (com a ajuda dele, claro), tratar das casas-de-banho e embrulhar os presentes.
Assim sendo, minha rica mãe, se não te importas, para além do tomate cherry que já me compraste, vai também arranjar as tuas unhas, já que não vou ter tempo de arranjar as minhas.
A casa está fixolas, mas ainda precisa de mais uns toques, não vamos ter tempo de pendurar os quadros que estão há mais de 4 anos para ser pendurados.
Por isso, se não se importam, jantar de consoada cá em casa, outra vez, daqui a 15 dias.
Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
Natal
O meu Natal (e deveria usar o plural) só começa depois da primeira semana de Dezembro.
Há mais festividades em Dezembro, e eu não quero confusões de datas.
A árvore só é montada depois do dia 5. Normalmente por volta do dia 6 ou 7.
Este ano abusámos um bocadinho.
Começámos ontem à noite, e estamos a fazê-lo às prestações.
Acho que vamos terminar a árvore lá por volta do dia 24, antes de começar a chegar a famelga.
Mas depois fica montada até à Páscoa. E este ano temos desculpa. É para compensar a montagem tardia.
Há qualquer coisa na obrigatoriedade de montagem e desmontagem da árvore que colide com o meu sistema nervoso.
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Moda Outono Inverno

Já disse aqui noutro dia que tenho memória de elefante.
Dá imenso jeito, às vezes, mas também tem um lado mais negativo. Lembro-me muito de quem me faz falta. E não me esqueço das efemérides que se referem a quem me faz falta.
O Natal é uma espécie de montanha russa de emoções, por um lado a alegria e o prazer de dar, de ver os olhos a brilhar, de descobrir que acertei na prenda. Por outro lado é uma gigantesca efeméride grupal, para todos aqueles de que sinto a falta, e são cada vez mais.
Já passei alguns Natais entre a alegria dos presentes e da família, e a casa-de-banho, para limpar as lágrimas que teimam em fugir ao controlo apertado que tento manter.
Não pensem que melhora com o tempo. Lembro-me de todos como se fosse ontem, como se fosse hoje.
Este ano, as circunstâncias não ajudam.
Logo tinha de escolher a porra do roxo, como cor da moda nesta estação.
Sábado, 17 de Novembro de 2007
Chegou o Natal
Época de paz, amor, fraternidade e orgias consumistas.
Não percebo porque é que cada ano que cada ano que passa o Natal começa mais cedo. Quando eu trabalhava em publicidade, lembro-me que todos os anos as agências esticavam a corda, para ver quem é que iniciava as hostilidades em primeiro lugar. Houve um ano em que fomos nós, com Persil, nos últimos dias de Novembro. Todos os anos os publicitários e os anunciantes nos impingem o Natal cada vez mais cedo. E nós, carneirada, vamos na conversa.
Parece que andamos todo o ano à espera do sinal de partida, e à primeira campanha a ir para o ar, ou à primeira luzinha a acender, entramos no desvario na tal orgia consumista, à espera do orgasmo da carteira. Não sei como é que é com as outras pessoas, mas no meu caso, o que acontece não é o ansiado orgasmo da carteira, mas uma ejaculação precoce ali por volta do dia 15, com metade das compras por fazer.
O Natal todos os anos me é sugado de dentro. Cada vez representa mais uma preocupação, e não um prazer. Já estou a pensar onde é que é o Natal este ano, e o que é que vou comprar para as obrigações que tenho de cumprir.
Os meus Natais são complicados, a casa da mãe, a casa do pai, a casa daqui e a casa dali, os Natais alternados consoante o andolitá dos outros lados. Já me chega de stress, já produzo o meu próprio stress, não preciso de stress induzido.
Portanto, e para finalizar, senhores anunciantes, metam as promoções no
prestígio, e aprendam que o Natal só começa na 2ª semana de Dezembro.
Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006
Craft, Natal, Avós e presentes
Estão a ver o post típico deste Blog?
Bom, na realidade, não há posts típicos deste Blog, mas pronto, este é ainda mais atípico que o costume.
Há um Blog novo, chama-se Avó Galinha, e se têm presentes para comprar, para meninas princesas, e querem oferecer uma coisa giríssima, original, bem feita, e que não seja nada cara, recomendo a visita.
A Avó Galinha não é minha avó, mas faz o favor de ser avó do meu filho e dos meus sobrinhos e sim, é minha mãe, daí esta referência.
Tipo de coisas que podem encontrar no Blog (para além dos meus disparates e dos disparates da minha irmã):
Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006
Festas de Natal
É mais ou menos nesta altura do ano que começam a ser marcados os jantares de Natal das empresas.
Já fui a muitos jantares de Natal. Normalmente não vou aos mega-jantares de Natal. Aqueles jantares que as grandes empresas se sentem obrigadas a fazer, para todos os colaboradores, em simultâneo (ou pelo menos, o mais em simultâneo possível).
Confesso que não percebo a razão de ser destes mega jantares. Reunir 2000 pessoas sob o mesmo tecto, servir-lhes uma refeição, e depois uma qualquer animação, podendo ou não incluir um discurso de um administrador, serve exactamente para quê?
Como sou um bocadinho (?) do contra, às vezes organizo um jantar alternativo, coisa simples, só vai quem quer (não é preciso ir lá para se mostrarem), cada um paga o seu, e normalmente são num local acessível, com comida nem muito boa nem muito má, mas onde dá para estar à vontade, dizer uns palavrões, e conversar (normalmente, de trabalho, claro).
Devo dizer, que o evento de maior sucesso até hoje (deste tipo) foi organizado por mim e pela Patrícia, num restaurante inenarrável, onde dançámos (e em alguns casos cantámos e tocámos) até às quinhentas. O restaurante ficou na memória de todos, mas especialmente na memória da Helena, que não queria acreditar que nós tínhamos convidado o administrador para aquela espelunca. O senhor, que já não está entre nós, portou-se lindamente e à altura, e conseguiu disfarçar o ar enjoado que o sítio provavelmente lhe provocava. O resto do pessoal, adorou (mesmo que a comida não fosse grande coisa).
Uma coisa garanto.....um jantar deste tipo, faz mais pelo espírito de grupo de uma empresa, do que qualquer mega-jantar que junte 2000 macacos e os espalhe aleatoriamente por mesas redondas.
Prendas de Natal
O meu puto já não acredita no pai Natal.
Decidimos desmitificar a coisa lá em casa, no ano passado, para que os miúdos não fossem os únicos da escola, naquela idade, a acreditarem. Faziam figura de ursos, com os outros.
Mas......se ele já sabe que o pai Natal não existe, também sabe quem é que entra com as prendinhas, pois, o mundo em geral, mas a mãe em particular.
Portanto, já pede directamente à fonte.
Este ano, começou de forma discreta. "O que é que gostavas"? - "Não sei". Mas agora a lista já vai aumentando.
Jogos de Play Station , Jogos de Nintendo DS , Jogos de X-Box , livros, Tartarugas Ninja , Helicópteros, uma pista de Hot Wheels , um iPod e uma PSP.
Nas compras, comigo, escolhe as caixas do que quer e diz: "Tira uma foto com o telemóvel, para eu não me esquecer". De modos que tenho aqui uma série de fotos. Falta-me é dinheiro.
Será que é este ano que vou finalmente cumprir a promessa de "só um presente"?
(Não, não é, porque mesmo sem dinheiro, já ultrapassei os 3 presentes)
Já agora, ninguém tem aí um leitor de mp3 a mais, que queira vender baratucho ? :)
Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006
Coro de Natal
É compridote (8 minutos e meio), e o último minuto e meio está a mais, mas recomendo vivamente.
Concordo principalmente com as frases "O Natal todos os anos começa mais cedo" e "bullshitters dão-se demasiado bem na vida", mas há outras pérolas, e se prestarem atenção, as pessoas focadas não são, muitas vezes, alheias ao contexto da letra :)
É um coro, e chegou-me via Messenger do
Macaco
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005
Muito bom
Muito bom foi o resultado que o meu filho teve nos seus três testes de final do primeiro período.
A minha parte preferida é aquela em que lhe é pedido para elaborar uma pequena composição acerca do Natal e que reza assim: "Eu no Natal como espareguete e carne, depois vou brincar com o meu amigo. gosto de presentes e depois nos esperamos mesa da cosinha, o pai Natal entra pelo escritorio. O pai Natal vai por os presentes pelo corradour" (O Natal que ele descreve faz agora dois anos, o esparguete não sei onde o foi buscar, porque comeu cabrito, mas pronto).
A parte mais fabulosa (e que já originou uma cartinha à professora) é aquela em que lhe é pedido para completar a frase:
"O marido da minha mãe é o meu ________________"
Por acaso o puto percebeu o que se pretendia, e escreveu "pai" mas........esta pergunta (obsoleta, idiota, retrógrada e discriminatória) deveria ter tido outra resposta. O problema é que a resposta certa seria contabilizada como errada.
A cartinha já está na mochila, e os três "Muito Bom" já cá cantam :)