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Jonasnuts

Isabel Alçada e o lapso dos professores

Já vi diversas reacções, na comunicação social tradicional, de professores à nova ministra da educação, Isabel Alçada.

 

A grande maioria das reacções é favorável, e que é uma ministra conhecedora dos problemas dos professores, e que é uma pessoa sensível, e que é dialogante, e que vai ouvir o professores.

 

Não ponho em causa o que está a ser dito, o problema, é que se ser ministra da educação passasse em exclusivo por ouvir os professores, qualquer atrasado mental podia ser ministro da educação.

 

O problema, é que qualquer ministro da educação tem de ouvir os professores, os alunos, os pais, os outros intervenientes no processo educativo, e tem de olhar para a evolução dos estudantes, e para os programas e para mais uma série de coisas que farão sentido.

 

De toda a polémica sobre a avaliação o que saiu foi que os professores não querem ser avaliados. Querem que a coisa se mantenha como está. Pode ser que seja diferente, mas isto foi a ideia com que fiquei do que vi e ouvi.

 

E sim senhor, os professores têm uma enorme capacidade de se organizarem e mobilizarem (ou alguém por eles, não interessa), mas do que não se podem esquecer é que há um grupo grande, maior que o deles, que quer que eles sejam avaliados.

 

São os alunos e os pais. Têm menos capacidade de organização e mobilização, mas querem ver os professores avaliados pelo que, o que eu acho que os pais devem esperar desta nova ministra (e do governo, e da oposição, já agora), é que oiçam todas as partes, escolham um modelo de avaliação justo e eficaz, e o ponham em prática.

 

O actual modelo de avaliação, que já estava em vigor antes da anterior ministra*, é uma palhaçada e uma fantochada, não avalia nada e quem quer a sua continuidade são os que se estão borrifando para a classe de professores mas que se importam muito com a classe dos funcionários públicos.

 

E já repararam como o termo "funcionário público" que há uns anos era sinónimo de prestígio e importância, hoje tem uma conotação pejorativa? Está ali, quase ao nível dos advogados, dos jornalistas e dos publicitários. Todos dizem às mães que são pianistas num bordel. Quase.

 

 

ACTUALIZADO: * afinal, mentes mais esclarecidas que a minha, informam que o modelo de avaliação que está em vigor, é o que foi proposto pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Corrijo a informação anteriromente prestada, mas não altero em nada a minha opinião.

A jornalista, o ministro, a cadeira o chá e a falta dele.

Uma das autoras do blog Escola de Lavores relata um episódio, na primeira pessoa. Não me interessa muito debruçar-me sobre o conteúdo do post e sobre a polémica, tenho a certeza que outros o farão, interessa-me outra questão que é, para mim, mais importante.

 

Relata-se ali uma situação que envolve o primeiro ministro José Sócrates, uma jornalista e o ministro Rui Pereira. A jornalista descreve o episódio como acha que se passou, e a coisa posta daquela maneira não é nada abonatória para o ministro Rui Pereira. Alguém que assina Rui Pereira responde como se fosse o ministro, nos comentários do Blog. Não sei se é o ministro. Ninguém sabe. Se o ministro tivesse um Blog, poderia responder certificadamente. Assim ninguém sabe se é o próprio, alguém por ele, ou um brincalhão. Mais, se o ministro tivesse um Blog poderia responder sem ser num comentário, responderia no seu Blog, apresentando a sua versão dos factos (que é substancialmente diferente da versão da jornalista).

 

Um Blog é uma forma de comunicação, mas também uma afirmação de identidade online. Falta identidade online à grande maioria dos nossos políticos. Neste caso, o ministro só teria a ganhar por ter um Blog. Se a coisa for bem feita, são mais as vantagens do que os inconvenientes.

 

Por último, algumas pessoas insurgem-se contra o facto do ministro ter respondido num comentário ao post (vamos assumir que foi mesmo o ministro Rui Pereira a deixar aquele comentário). Então mas queriam que ele respondesse onde? O senhor não tem Blog, é naquele espaço que é publicado um texto que o refere de forma muito pouco abonatória, havia de responder onde?

 

E os que dizem que o senhor se devia dedicar mais ao governo e menos aos Blogs........ pensem um bocadinho. Ou só acham piada a um governante com participação online quando é para louvar Barack Obama e a inteligente utilização que ele e a sua equipa fizeram da Internet quer na campanha eleitoral quer nestes primeiro tempos de governo?

 

Cambada de provincianos.

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