Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





Arquivo



Bill Gates

por jonasnuts, em 27.06.08

O senhor saiu definitivamente da Microsoft, de cuja gestão já se tinha afastado há uns anos. Esta ocasião serviu para que os sítios do costume desancassem o homem. Uns mais assanhados que outros, mas a opinião é unânime, é um chico-esperto, um ladrão, oportunista, bimbo, pouco dotado (tecnicamente falando), e pouco mais fez do que pegar num produto que não era dele, transformá-lo ligeiramente, e pô-lo a render.

 

Ora eu, que não sou de deixar que pensem por mim, e não embarco em técnicas terroristas de comunicação, começo a somar um mais um, e chego a uma conclusão ligeiramente diferente.

 

Parece-me a mim que a característica do Bill que as pessoas mais detestam é o facto do homem ser rico. Porque os outros que por aí andam, a fazer mais ou menos a mesma coisa, são os bons da fita, porque são bonzinhos, e o do no evil está na moda, é isso e as camisolinhas de gola alta. Ninguém anda aqui para ficar rico, só o Bill é que se encheu à nossa conta, porque os outros são todos nossos amigos.

 

Desculpem, mas eu não compro. É desonesto? Não sei, provavelmente será tão desonesto como qualquer outro CEO de qualquer empresa que se movimente naquela área. Usa todos os meios ao seu alcance para atingir os seus objectivos, uns mais lícitos que outros. Estou convencida que todos os outros fazem o mesmo, têm é um melhor marketing, porque disfarçam melhor. São mais honestos? Não me parece. Já houve umas embrulhadas com o Jobs e com umas acções, e achar que os meninos do Google continuam a ser os pobres desgraçados que montaram a coisa numa garagem, só mesmo para quem acredita em histórias de encantar (o meu filho de 9 anos já não acredita).

 

Mas, por alguma razão, a Microsoft e o Bill Gates parecem personificar tudo o que é mau, enquanto que outros iguais continuam a ter a imagem de boas pessoas.

 

A Microsoft é uma empresa, foi feita para fazer dinheiro, tal como todas as outras. Teve a capacidade e a sabedoria e a estratégia de vender aquilo que é considerado por muitos como um mau produto (ou um conjunto de maus produtos), so? Fez o seu produto, divulgou-o, promoveu-o, e muitas pessoas o compraram. E a empresa ganhou poder, e usou esse poder e capitalizou-o em proveito próprio. É o que faz qualquer empresa. Esta é à escala mundial? Pois é. So what?

 

Caiam-me cima agora (e já sei que vão fazê-lo, usem os comentários, são abertos), mas eu não conheço ninguém que, na mesma posição, não fizesse exactamente o mesmo. Se conseguisse.

E vou já avisando que não conheço o senhor, que este post não foi encomendado por ninguém e, ironia das ironias, foi escrito num MacBok Pro, usando o Firefox.

Autoria e outros dados (tags, etc)






Arquivo