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Há formas e formas de fazer chegar a mesma mensagem a um target. A identificação da forma como se deve fazer chegar a mensagem a um determinado target é uma das partes do planeamento estratégico duma campanha de comunicação e marketing. As escolhas podem ser muitas. Há sempre umas melhores que outras.

 

Fica aqui um exemplo de duas formas distintas de transmitir a mesma mensagem ao mesmo target. Adivinhem lá qual é aquela de que o target mais gostou? (ou, não tendo gostado, a mensagem que o enganou melhor :)

 

Se isto fosse um blog americano, eu agora dizia que os vídeos contêm cenas que podem chocar os mais sensíveis, e que contêm imagens de partes pudendas. Mas como não é um blog americano, não digo :)


LFTC Testicle Check from Maverick TV on Vimeo.

 

 

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Bom marketing

por jonasnuts, em 19.10.12

 

Claro que em Portugal não funcionaria, porque só para se conseguirem as autorizações necessárias, gastavam-se os bilhetes todos. Mas lá que é giro, lá isso é.

 

Via Facebook já não sei de quem, sorry.

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Marketing directo

por jonasnuts, em 20.01.10

A Fernanda Câncio escreveu sobre este tema um post esclarecedor.Vão lá ler e depois voltem para eu vos explicar como é que se livram desta gente.

 

Há 3 técnicas para nos livrarmos deste tipo de telefonemas incómodos, que aumentam a olhos vistos, ou a ouvidos vistos, no caso:

 

1 - Assim que o interlocutor diz o nome da empresa que representa interrompê-lo com um sorriso nos lábios, dizer que lhe fazemos o favor de não o deixar perder mais tempo, e informamos que trabalhamos na empresa que concorre directamente com a dele. Se me ligam do Clix ou da Zon, eu digo logo, ah, eu trabalho na PT. Não só não me fazem perder mais tempo naquela chamada, como marcam lá na base de dados que eu trabalho na concorrência. Pelo menos aqueles não me voltam a chatear. Ah. Não precisa de ser verdade....podemos dizer que trabalhamos onde quisermos. Se me ligarem do PSD eu digo que escrevo no Corporações. Se me ligarem do PS eu digo que sou empregada do Pacheco Pereira. Simples e eficaz.

 

2 - Assim que o interlocutor diz o nome da empresa que representa nós perguntamos imediatamente: onde é que arranjou este número e quem é que lhe deu autorização para me contactar? Vou fazer queixa à comissão nacional de protecção de dados (CNPD). Normalmente desligam a chamada na hora.

 

3 - Esta é a estratégia que implica mais investimento pessoal, mas é também a mais divertida e que já referi mais amplamente aqui, mas que o vídeo que se segue explica muito bem.  

 

 

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A sério, para nos livrarmos destas testemunhas de Jeová das novas tecnologias, são estas a 3 hipóteses. Escolham a última, e partilhem as chamadas :)

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Os Blogs e a política

por jonasnuts, em 22.08.07
À semelhança de tantas coisas, os políticos chegam tarde aos Blogs, e chegam mal.

Vou reformular. À semelhança de tantas outras coisas, muitos políticos chegam tarde aos Blogs, e chegam mal. Há as honrosas excepções de pessoas que andando nestas lides da internet há mais ou menos tempo, mantêm realmente um blog. Quando digo que mantêm realmente um blog refiro-me explicitamente ao facto de usarem o blog para exprimirem as suas opiniões sobre o que lhes apetece. Não delegam em assessores, secretárias e estagiários, e são os próprios que metem as mãos na massa, e actualizam os seus Blogs.

A maioria dos Blogs políticos que conheço são breves, porque são feitos exclusivamente para a campanha eleitoral, e abandonados pouco depois. Porque é que são criados, então? Porque está na moda ter um Blog, e parece que as pessoas apreciam o facto de lerem algo que tem uma (remota) possibilidade de ter sido escrita pelo candidato.

É a razão errada, mas há tantas coisas boas criadas pelas razões errada, marketings, que daí não viria mal ao mundo. O problema é que, como não pescam nada de Blogs, nem de internet, fazem do Blog um mero repositório de press-releases, fecham os comentários, põem uns links, e mais nada. Ou cometem erros de palmatória, como plagiar conteúdos, usar uma linguagem de marketing tradicional, não linkar as fontes, não abrem comentários.

Não percebem que estão assim a perder capital junto de um target altamente exigente, que é, em muitos casos, opinion maker.

A conclusão a que chego é que, na maioria dos casos, os blogs de políticos são tiros nos pés.

Façam uma pesquisa e vejam quantos blogs de políticos foram criados e posteriormente abandonados (nem sequer têm o discernimento de os apagar).

O que me parece é que é tudo feito com muito amadorismo, como o caso daquela candidatura que em cima do joelho cria um blog no Blogspot e um mail no Gmail. Centraliza toda a comunicação no Blog. Usa o mail para uma enorme acção de comunicação que foi obviamente identificada pelo Google como sendo spam, o que fez com que tivessem sido suspensos quaisquer acessos quer ao Blog quer ao mail. E assim, de repente, por incompetência (amadorismo?) fica uma candidatura sem acesso à gestão das duas mais importantes ferramentas de comunicação com os seus potenciais eleitores. Durante 3 dias.

Outro caso, o do candidato que, contactado pelo SAPO para criar um Blog da sua candidatura, declinou o convite, informando que não tinha tempo para, durante a campanha, manter um Blog, e que não concebia um Blog em seu nome escrito por terceiros, pelo que essa era uma actividade não delegável.

Também há o meio termo. Como o caso de um eleito que não tinha tempo para actualizar todos os dias o seu Blog, pelo que apenas escrevia conteúdos originais para o Blog 1 vez por semana, e nos outros dias, transcrevia (citando a fonte, com link) outras intervenções feitas originalmente noutros meios. E os comentários estavam abertos.

Já em tempos aflorei este assunto, quando falei do primeiro-ministro e da crise do Portugal Profundo, e repito. Querem ter uma presença online, de jeito e eficaz? Óptimo, aconselhem-se com pessoas competentes nesta área (bem sei que não há muitas), e depois empenhem-se e dêem de si. Não têm tempo para assegurar um Blog? É compreensível. Não o criem.

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Crocs - O marketing dos pés

por jonasnuts, em 08.07.07

crocs.jpg

 


Isto que estão a ver aqui em cima são umas Crocs. Há vários modelos, mas todos se resumem ao mesmo. Um bloco de borracha/plástico, altamente colorido, confortável (dizem), em tamanhos de adulto e criança, e made in china.

Ora isto faz-me lembrar aquelas sapatas que a minha avó usava por causa dos calos, e que só se vendiam na farmácia, e só havia em preto e azul escuro.

São de plástico/borracha, são made in china, portanto são baratuchas, certo? Errado. Pelo menos em Portugal. Se forem de criança custam €30, se forem de adulto custam €40.

8 contos (desculpem lá, mas eu refiro-me a exorbitâncias ainda no dinheiro antigo). 8 contos por um bocado de borracha/plástico, ao qual fizeram uns buracos e ao qual juntaram doses generosas de corante. Um roubo. Mas piora. Para além das crocs propriamente ditas, há todo um esquema para encarecer ainda mais a brincadeira, que são os pins. Umas coisas de plástico que se põem e tiram, e que podem ser flores, ou corações, ou piratas das caraíbas e que ajudam a personalizar a croc. Cada pin custa €3 (600 paus, mais coisa menos coisa). Isto é um roubo, mas as crocs estão esgotadíssimas e a fábrica tem dificuldade em repor stock. Parece que a crise só se faz sentir dos tornozelos para cima (a julgar pela pouca de quantidade de tecido usado para cobrir o resto do corpo).

É uma estratégia de marketing absolutamente escandalosa e eficaz, as coisas vendem-se que nem pãezinhos quentes. É assim o mundo de hoje em dia, as pessoas embarcam nestes esquemas. Palermas.

P.S.: As minhas estão encomendadas, são iguaizinhas às da foto, e já tenho os pins. Cá em casa também (quase) toda a gente já tem :)

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