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Jonasnuts

Com cópia

cópia.jpg

CC não quer dizer com cópia.

CC quer dizer carbon copy, mas fiquemo-nos pelo com cópia.

Enviar um mail com alguém em cópia pode ser útil. Por duas razões. Ou para que quem está em cópia fique por dentro de um determinado assunto ou para que quem recebe saiba que quem está em cópia está a par do assunto.

 

Envio mails com cópia com muita parcimónia. 

 

Porque, afinal de contas, pagam-me (presumo) para pensar e para trabalhar e não para infestar as caixas de correio de quem trabalha comigo.

 

Usar o envio de mails com cópia por dá cá aquela palha, é a ejaculação precoce. É o "vou dizer à mãe" antes de haver algo para dizer. É a desresponsabilização total. É o querer aparecer. É o burro do Shrek. É um "olhem para mim, que estou a trabalhar tanto". É os bicos dos pés. É um enorme compplexo de inferioridade. É não saber seleccionar. É ir a todas porque não se sabe a qual é que se deve ir. É estúpido. É ineficaz e, como se nota, é extremamente irritante.

 

Depois estranham o micro management. 

 

Há um pássaro brasileiro chamado cacalharás, já com provas dadas neste blog. 

 

É assim.

 

 

O mail, essa ferramenta ultrapassada

Há uns anos, ter um endereço de mail era uma coisa muito à frente. Foram muitas as vezes em que me perguntaram "o que é esse arabesco aí no meio?". Uma vez respondi que era uma alfarroba :)

 

A utilização do mail generalizou-se, e ultrapassou as suas competências iniciais. Hoje é frequente usarmos o nosso endereço de mail como forma de login, ou como forma de nos identificarmos perante um serviço. E o serviço de mail propriamente dito está a cair em desuso, pelo menos no que diz respeito às gerações mais novas.

 

Há poucos dias, indiquei a uma utilizadora um endereço de mail através do qual poderia obter mais esclarecimentos acerca de um determinado tema. Julgava eu que era óbvio que a utilizadora tinha de enviar uma mensagem, para aquele endereço de mail, expondo a questão.

 

Engano meu. Em resposta à minha recomendação, recebi um "Já adicionei".

 

Isto significa que, a primeira reacção daquela (jovem?) utilizadora, quando lhe foi dado um endereço de mail, não foi enviar uma mensagem de mail, mas adicionar aquele endereço à lista de contactos, no Messenger.

 

Os sms também foram criados com um objectivo inicial, mas rapidamente a utilização que foi feita desta ferramenta, ultrapassou esses objectivos.

 

Isto só prova uma coisa que ando a dizer há muito tempo. Não são as plataformas que fazem os utilizadores, são os utilizadores que fazem as plataformas. E estas, ou se adaptam, ou definham.

Uma questão de chá

No âmbito das minhas competências (bela frase, não?) envio com frequência mails a pessoas que não me conhecem. Apresento-me, explico ao que vou e, na maioria das vezes, recebo uma resposta.

Pode não ser a resposta que pretendo, mas uma resposta, mesmo assim.

Há algumas excepções. Aqueles que não respondem. Nem sim, nem sopas.

Acho que neste meio, esta é uma forma muitíssimo eficaz para verificarmos a boa (ou nem por isso) educação das pessoas.

Daqueles que têm por vezes blogs altamente intelectualóides, e cheios de boas maneiras, e de francês, e de cultura, e de "olhem para mim como sou culto e ando a ler os livros certos", e depois falta-lhes o chá.

Eu sei, eu sei, há coisas que ou vêm do berço, ou então, por mais cursos e por mais livros e por mais tiques que se arranjem, falta-lhes o pedigree por que tanto se esforçam.

É nos detalhes, senhores, é nos detalhes que poderiam fazer a diferença.

Curiosamente, este pretensiosismo nota-se mais nas gerações mais novas. Este Senhor, este Senhor (VM), e este Senhor (Gabriel) responderam-me, educada e rapidamente. Por outro lado, este Senhor foi também muito rápido e educado, e pelo tipo de vocabulário tem pinta de ser mais novo.



Nota: Este post não faz parte da campanha que este senhor decidiu promover.

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