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Jonasnuts

Mudar de Vida

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Primeiro os disclaimers.

Sou fanzoca da Cocó há anos. Fui ver. Há uma década. Vi os dois mais velhos a crescer. Os mais novos vi nascer e crescer. Como dizia noutro dia, num comentário a um post da Cocó no Facebook, os filhos dela fazem-me velha e são, ainda que de forma microscópica, um bocadinho meus. 

 

Posto isto, vamos ao que interessa.

 

A Cocó tem no Blog uma rubrica, há uns tempos valentes. A vantagem destas coisas dos Blogs é que dá para encontrar as datas certas. Desde Setembro de 2016.

 

O approach não é novo. Pega em pessoas que investiram numa determinada carreira e que, passados uns tempos, decidem mudar completamente, daí o nome da coisa; "mudar de vida".

 

O conceito não é novo, o nome também não mas, onde a Cocó inova e leva o seu cunho pessoal é nos entrevistados que apresenta (encontrar esta malta implica um trabalho de networking, de pesquisa, de selecção) e depois na forma como escreve, claro.

 

Se uma estação de televisão tivesse uma rubrica com o mesmo conceito e com o mesmo nome, não se estranharia, pois não?

 

E se, além do mesmo conceito e do mesmo nome tivesse também, os mesmos convidados e as mesmas histórias?

 

Aí já cheirava a esturro, não era?

 

É.

 

A SIC Notícias anunciou na semana passada que a partir de hoje terá uma rubrica com esse conceito e com esse nome. E a Cocó descobriu que para além do mesmo conceito e do mesmo nome, também tem muitos dos mesmos convidados.

 

O vídeo divulgado no Facebook da Sic Notícias é um DDW (Digital Done Wrong), cheio de comentários, TODOS sem excepção a creditar a Cocó e a cascar na SIC Notícias. Está tudo sem resposta.

 

É absolutamente vergonhoso que a SIC, cuja casa mãe anda a pedir mais direitos ao legislador para nos impedir de partilhar links para notícias e outros conteúdos, roube o trabalho de outra pessoa sem qualquer esforço para o remunerar ou creditar.

 

Depois venham falar nos Tonys Carreiras e nos Diogos Piçarras. Esses só pecam por se deixarem apanhar. 

 

Já a SIC é "too big to prossecute".

 

E quem se lixa com f de cama, é a Cocó.

 

Ou talvez não.

 

 

 

 

As minhas aventuras com o IRS

Sou trabalhadora por conta de outrém. Entreguei a minha declaração a tempo e horas. Usei a inserção manual de despesas, cujos documentos somei escrupulosamente. Não aldrabei. Faço isto todos os anos (menos a parte da entrega a tempo e horas, porque já houve anos em que me atrasei).

 

Passados uns tempos recebi a notificação de que os senhores tinham dúvidas no que diz respeito às despesas de educação do menor. Ok, bora lá esclarecer as dúvidas. Digitalizei tudo, e enviei por mail.

 

Responderam muito rapidamente (de um dia para o outro, até me assustei). Pois que teria de tirar as aulas de piano, porque não são despesas de educação. Ok. Não concordo mas admito que possa ser considerado um luxo, sobretudo nos dias que correm. No prob, tiramos as aulas de piano.

 

O problema não era apenas esse. Eu tinha declarado todas as despesas de material e os senhores disseram-me que eu apenas podia descontar as despesas com taxa reduzida de IVA. 

 

Fui ver. Pois que aparentemente, as únicas coisas que contam como despesas de educação são livros, escolas e pouco mais. Se as escolas incluírem no recibo as aulas de piano, já há aqui um double standard.

 

Ora, o meu filho escolheu Artes. Desde o 10º ano que fui apresentada à compra de material escolar em modo "espero que o senhor perceba o que é que está nesta lista, que eu não sei o que são essas coisas". Esfuminhos, sanguíneas, grafites várias, aparos, telas, blocos de papel com características esquisitas e um mundo de outras coisas que a professora foi pedindo ao longo do ano e que não sei para que servem. Na parte de 2015 em que o puto frequentou o 12º ano gastei neste tipo de materiais, cobrados com 23% de IVA, €556,55. Tenho todos os comprovativos.

 

Tudo isto era material que a professora pedia. Tudo isto era material que, se não aparecesse, levaria a uma falta de material e, pior, levaria a que o puto não pudesse executar as cenas que fazem parte do programa da disciplina à qual teria exame. 

 

Em que cabeça é que este material não é uma despesa de educação?

 

Está tudo grosso?

Os feeds de RSS têm costas largas, para os plágios

Primeiro vi o tema referido aqui. Depois o reforço, ali.
É uma ferramenta, o Copyscape, que afirma encontrar plágios de conteúdos. Basta inserir o endereço do Blog, e o sistema encontra possíveis plágios.

Mais por curiosidade do que por outra coisa, decido introduzir o endereço do meu Blog (e de outros, já agora, para ver no que dava).

Recebo imensos resultados, todos legítimos, já que na área dos amigos dos Blogs do SAPO, são mostrados os posts precisamente dos amigos. Portanto, os meus posts são mostrados, com link, evidentemente, na página de perfil de todas as pessoas que me adicionaram como amiga, nos Blogs do SAPO. Isso não é plágio. Existe um link, e os posts estão assinados.

Mas, no meio de tanto link de falsos positivos, encontrei um link estranho.

Associação Futebol Popular de Barcelos.

Que raio está aqui a fazer isto?
Fui ver.

Aparentemente, um post meu, mais precisamente este, esteve disponível no site daquela associação.

Sem link, sem assinatura, sem nenhuma referência à fonte.

Nem sequer era um aproveitamento parcial. Era o meu post, com todas as vírgulas, todos os pontos. Até a imagem era a mesma.

Pelo sim pelo não, saquei uma imagem, just in case, e toca de enviar um mail aos senhores, a perguntar o que se passava.

Respondem alguns dias mais tarde, solicitando-me mais precisão em relação à minha questão. Sim senhor, fui mais precisa. Enviei a imagem que tinha guardado. Mais precisa que isso era impossível. No dia seguinte, de um endereço diferente, pedem-me o reenvio da imagem, e referem que "Não esquecer que estão a usar tecnologia Sapo. Conhecem bem aquilo que subscrevem. É que o grátis tem as suas manhas, vindo de serviços PT, nunca se sabe o que estamos a usar."

Estão nitidamente com o discurso errado e, acima de tudo, a fazê-lo à pessoa errada. Tiveram azar, coitados.

Logo na segunda mensagem começam a descartar qualquer responsabilidade própria, e a colocar a culpa no SAPO e na PT. É habitual, o SAPO e a PT têm costas largas, são sempre os culpados de tudo e mais alguma coisa, mesmo que não tenham qualquer responsabilidade, como é o caso.

Respondo, reenviando a imagem, como pedido, e avançando desde logo que não percebi muito bem o que é que tinham querido dizer com aquela coisa do "grátis tem as suas manhas".

Chega hoje um mail, a dizer que se trata de um "feed de rss que busca na Internet quem escreveu sobre esse assunto (neste caso "futebol mundial")."

Expliquei que sabia o que era um feed de RSS, e que estes normalmente tinham um link, e que isso não acontecia no site em causa. Fui explicando que por acaso até conhecia bem o serviço de Blogs do SAPO.

Na resposta, mal educada e arrogante, perguntam-me se sei o que é o Google RSS Reader, web reader. Ok, pérolas a porcos, já percebi.

Agradeço o tempo dispensado, afirmando que considerei as respostas extraordinariamente esclarecedoras (suspeitando na hora que não iriam compreender a ironia).

Moral da história? O SAPO e a PT têm costas largas, e se eu não percebesse nada de internet, nem de Blogs, nem de SAPO nem de PT, teria aceite a explicação que me deram, eles faziam figura de importantes, e eu de ursa, e a culpa era do SAPO.

Quando refiro que colocarei um post no meu Blog, referindo o tema, respondem, pedindo que deixe um espaço de debate. E que se calhar até podia usar o espaço deles (queriam, não queriam? ;) E para convidar rádios e TVs.

Os meninos, para além de plagiar, também sabem como é que se arranja publicidade à borla. Só é pena que não saibam fazer as coisas como deve ser.

Espaço de debate, aqui nos comentários deste post. E já gozam.

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