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Comissão Europeia - Começamos mal.....

por jonasnuts, em 28.10.14

Exame_Informática_-_Internet.jpg

Foto: Exame Informática. O senhor Gunther Oettinger, vice-presidente da Comissão Europeia, um dos promotores da coisa.

 

 

Via @iphil chego à notícia da Exame Informática que dá conta das intenções de se aplicar uma taxa de compensação de direitos de autor na Internet.

Não sei de mais nada a não ser o que vem na notícia, mas não auguro nada de bom........ porque, convenhamos, sempre que alguém fala de taxas, está-se mesmo a ver quem é que as vai pagar, não é?

 

Se não sabem, perguntem aos Húngaros (embora o governo Húngaro diga, adivinhem...... que quem paga as taxas não são os consumidores, mas a indústria, no caso os ISPs. São todos iguais, caraças).

  

 

 

 

 

 

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Aaron Swartz

por jonasnuts, em 15.10.14

 

É sobre este puto. Não tem um final feliz. Mas tem muito para dar que pensar.

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Nicles, égalité, fraternité

por jonasnuts, em 13.12.13
Aparentemente, França aprova espionagem na Internet sem necessidade de autorização e em tempo real.
É o que diz a notícia do Público.
Mes amis, vous etes fôdidossss.

(Com um agradecimento à Shyznogud e à Catarina M. por me terem apresentado às complexidades do calão francês)

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Horário de expediente

por jonasnuts, em 30.03.12

Nunca foi algo muito natural, para mim, esta coisa do horário de expediente. Acho que, de toda a minha família, só tive uma pessoa que cumpria escrupulosamente, o horário de expediente. Foi o meu avô César, que trabalhava na EDP. Há uns bons 40 anos que se reformou, acho que não me lembro do meu avô sem ser reformado. Mas com ele, era limpinho, entrava à hora certa, saía à hora certa. Em casa não falava do trabalho.

 

Já o resto da família, foi muito diferente. Bom, a minha avó Julieta trabalhava em casa, era doméstica, pelo que o horário de expediente natural, para ela, era o das 24/7.

 

De resto, a minha avó materna trabalhava na bilheteira dum cinema, horários esquisitos, sempre uma história para contar, sobre as pessoas que por lá passavam (presumo que trabalhar directamente com o público dê sempre grandes histórias). O meu avô materno era o homem dos mil ofícios, mas eu já só o conheci como operador de câmara, e mestre das luzes, fazia imensas reportagens, em Portugal e lá fora. Horário de expediente, népia. Histórias? Dava para uma colecção de livros. O meu pai trabalhava em seguros, era comercial, suponho, mas também tinha uns horários arrevesados. A minha mãe, publicitária, copy. Mesmo numa altura em que tinha de picar o ponto (o próprio e o alheio, segundo consta), vinha para casa pensar em conceitos, e em slogans, e em jingles, e em packshots e claro, histórias, muitas.

 

Eu nunca soube o que era o horário de expediente. Comecei por trabalhar em produção. Em produção, não há horários, temos de ser os primeiros a chegar e os últimos a sair. Passei para a produção de publicidade. Qual horários, qual Natal, qual horário de expediente. Se há uma merda que tem de estar pronta naquele dia, naquela hora, é porque tem de ser.

Chego às internetes. Mais exactamente ao Terràvista. Como é que deveria funcionar o horário de expediente dum serviço que funciona 24/7? Na minha perspectiva, o horário de expediente é total. Qualquer pessoa que trabalhe nesta indústria, tem de saber que tem de ter uma disponibilidade de 24/7. É esse o nosso pressuposto. É essa a nossa premissa.

E é claro que, fazendo algo de que gosto muitos, as coisas misturam-se. Atenção, não digo que se baralhem, mas misturam-se. Da mesma forma que, de férias, vejo o mail, e os feeds, e o twitter (contas oficiais e contas pessoais), e o Facebook (the same), é natural que durante o horário que o resto do mundo acha que é de expediente, eu faça exactamente a mesma coisa. Vejo o Twiter (contas pessoais e contas oficiais), vejo o Facebook (the same) vejo feeds, and so on, and so on, and so on.

 

Por isso, se alguém que não trabalha nesta área (ou que trabalha numa área que vive em horário de expediente) me pergunta, porque é que fazes posts no teu blog pessoal durante o horário de expediente, eu respondo uma de duas coisas:

1 - A plataforma de blogs que eu uso, permite-me editar a hora do post. Portanto, se eu quiser, a hora que aparece no post não é a hora a que foi escrito o post.

2 - Se eu não puder escrever no meu blog pessoal durante o meu horário de expediente, então não posso ter blog, porque o meu horário de expediente é de 24/7.

 

Eu sei que há pessoas a quem dava jeito (e descanso) que eu não pudesse escrever no meu blog pessoal. Lamentavelmente (para essas pessoas), a indústria onde trabalho, já evoluiu para o século XXI.

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.... em meu nome, votem NÃO.

 

 

 

"Consegue imaginar o seu fornecedor de internet a policiar tudo o que faz online?

Consegue imaginar medicamentos genéricos, que salvam vidas, a ser banidos?

Consegue imaginar sementes que poderiam alimentar milhares de pessoas, a ser controlados e retidas, em nome das patentes?

 

Isto será realidade, com a ACTA.

 

Acta é o Anti Counterfeiting Trade Agreement. Disfarçado de acordo comercial, ACTA  vai muito, muito mais longe que isso.

 

Nos últimos 3 anos, acta tem sido negociada em segredo por 39 países. Mas os negociadores não são representantes eleitos democraticamente. Não nos representam, mas decidem leis, nas nossas costas.

 

Passando por cima dos processos democráticos, eles impõem novas sanções criminais para impedir a partilha de ficheiros online. ACTA pretende que os fornecedores de acesso à internet sejam legalmente responsabilizados pelo qus os seus clientes fazem online, transformando estes fornecedores de acesso em polícias e juízes, ao serviço da lei do copyright, censurando as suas redes.

 

O efeito inibidor sobre a liberdade de expressão, seria terrível.

 

Em nome das patentes, a ACTA daria às grandes corporações o poder de impedir que os medicamentos genéricos cheguem a quem deles precisa, bem como o poder de impedir que determinadas sementes sejam cultivadas.

 

O Parlamento Europeu vai, brevemente, votar a ACTA., Este voto será a ocasião ideal para dizer não, duma vez por todas, a este perigoso tratado.

 

Como cidadãos temos de pressionar os nossos representantes para que estes votem contra a ACTA."

 

Mais informação, aqui.

 

Via Enrique Dans.

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Quando tiver um texto mais longo para enviar para um adolescente com, sei lá, documentação para um trabalho escolar, coisas assim, que não cabem num sms faça o seguinte:

 

1 - Escreva o mail da forma mais simples e directa possível. Nada de floreados.

2 - Não escreva em linguagem de teenager. Isso está reservado aos propriamente ditos. Usar akela lng keles usam e q + ngm prcb, é contraproducente.

3 - Não use linguagem "fixe", à semelhança do ponto anterior isto é importante. Bué, fixe, brutal, menos, e coisas do género só são adequadas quando usadas por alguém daquela faixa etária. Noutras faixas etárias, é pimba e desvaloriza logo a mensagem.

4 - Use links, mas não muitos, só mesmo os essenciais, porque seguir links dá muito trabalho. Se forem para o Youtube é menos mau.

5 - Envie o mail.

6 - Envie um sms a avisar que mandou um mail (fundamental e imprescindível).

7 - Não espere resposta por mail.

 

 

Sempre às ordens.

 

 

E não, não estou a basear-me na minha experiência com o meu filho. Com ele ainda não cheguei a esta fase.

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Lei Sinde na Europa

por jonasnuts, em 17.05.11

Eu sei que passo a vida a falar nisto, mas, para mim, esta é uma questão fundamental, para que a Internet continue a funcionar como deve ser.

 

A Lei Sinde, que foi aprovada em Espanha (sob variadíssimo protestos) está, de acordo com o Público, a ser estudada na comissão europeia.

 

Vamos lá ver se a gente se entende. Eu não tenho nada contra a aplicação da Lei do Direito de Autor. O que me incomoda é que a aplicação dessa lei não passe por um tribunal que é a entidade que, mal ou bem, tem competências para o efeito.

 

Passar a responsabilidade da aplicação da lei do direito de autor para terceiros, é abrir a porta a feudos, máfias e indústrias que mais não querem do que manter os seus privilégios e os seus modelos de negócio arcaicos e ultrapassados que não querem evoluir (porque não sabem), optando por fazer lobbying a favor do que lhes convém. Reconheço-lhes o direito de fazerem pela vida deles, desde que, quem toma a decisão, pense também nos meus direitos.

 

Esta lei prevê que a aplicação das regras seja feita por uma "comissão" ou mesmo pelos fornecedores do serviço de internet (ISP). Ora, eu quero que o meu ISP seja, apenas e só, um ISP (Internet Service Provider), porque é nisso que ele é bom, não é a decidir sobre a legalidade do que eu faço ou deixo de fazer. Para isso servem os tribunais. Não as comissões onde são plantados os amigos das indústrias decadentes, que defendem os interesses de todos, menos os do povinho. Nestas comissões nunca há gente do mexilhão.

 

O Enrique Dans já escreveu mais e melhor do que eu, sobre a lei em causa, mais para mais porque vive num país onde esta já está em vigor. Recomendo vivamente (como é habitual) o Blog do Enrique, e sobretudo este post, sobre o que esconde a lei Sinde.

 

É preciso que muitas vozes se levantem, porque estas leis, aprovadas lá longe, vão-se instalando aos bocadinhos, devagarinho, mansamente e de repente, damos por nós, e estão em vigor, sem que tenhamos sequer tido a oportunidade de manifestar o nosso ponto de vista.

 

Pessoalmente acho que uma lei deste tipo abre caminho a que se ponha em causa a neutralidade da rede que feriria de morte o conceito da Internet como o conhecemos. E, se há 15 anos o que me agradava nesta novidade que era a Internet era precisamente o conceito, hoje, reconheço que é esse conceito que é a base de tudo o resto, e é isso que é preciso defender.

 

Gostava muito que o meu filho pudesse ter a mesma Internet que eu, e estou disposta a estrebuchar, se me quiserem mudar a coisa.

 

ADENDA: Recomendo vivamente a leitura deste documento, que explica tudo muito bem explicadinho (e vai bem mais além do que o tema de que falo neste post). Está em inglês e chegou-me pelo @jmcesteves no Twitter.

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Maria ou a comunicação das empresas

por jonasnuts, em 05.06.10

Tem-se falado muito do posicionamento das empresas face à Interner em geral e às redes sociais em particular.

 

É um tema recorrente desde que há acesso à internet em Portugal.

 

Enquanto estávamos na fase dos sites institucionais, a coisa correu menos mal, apenas a apontar uma certa lentidão do tecido empresarial português (adoro esta frase), em ter uma presença online, mas de resto, a informação começou por estar lá. Era fácil, era estático, não dava trabalho.

 

Mas, hoje em dia, é diferente, não basta estar, é preciso estar bem, de forma inteligente, e em todas.

 

Eu não acredito que a maioria das empresas consiga, em tempo útil, adaptar-se a estas novas ferramentas de comunicação.

 

Caramba, o telefone tem mais de 100 anos, e as empresas ainda não sabem usá-lo. Porque é que aprenderiam a usar a internet antes de saberem usar o telefone?

 

Isto tudo porque quando me perguntam como me chamo eu respondo com a verdade, Maria João Nogueira, e a grande maioria das empresas passam toda a chamada a dizer Senhora Maria, Senhora Maria, Senhora Maria.

 

Já experimentei dizer que me chamo João, mas Senhora João não soa bem, e Senhora Jonas ainda pior.

 

Se as empresas não sabem comunicar por telefone, porque é que haveriam de saber comunicar online, explicam-me?

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Publicidade como deve ser

por jonasnuts, em 21.05.10

A propósito do meu post anterior, aqui fica um exemplo de como a coisa deve ser feita (embora nem sempre seja necessário gastar os milhões que a Nike gastou).

 

A melhor forma de usar estes novos meios, é fazer coisas que as pessoas QUEIRAM mostrar. A Internet não é um veículo, são muitos veículos, muitos Blogs, muitas contas de Facebook, muitas contas de Twitter. E só partilha um determinado tipo de conteúdos, quem gosta e quem acha que a sua audiência vai gostar. Não conheço outro meio que faça uma selecção natural e automática de target/audiência.

 

 

E, que fique a nota, eu nem gosto do Cristiano Ronaldo, mas acho que este spot está fabuloso, e por isso, apesar de não ser paga para isso, disponibilizo um anúncio da Nike neste meu espaço. Atinge uma grande audiência, aqui? Não. Mas outros farão aquilo que eu acabei de fazer (e outros já fizeram). Neste preciso momento, o vídeo tem cerca de 700.000 visualizações. Vamos ver como estará para a semana.

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O poder dos sobrinhos

por jonasnuts, em 21.05.10

Ultimamente tenho falado muito de sobrinhos.

 

Tenho falado dos sobrinhos bons, os meus, mas neste caso em específico vou falar doutro tipo de sobrinhos.

 

É aflitiva a forma pouco profissional e ignorante como certos "especialistas" aconselham os seus clientes no que aos novos meios de comunicação diz respeito. E a isto, quero juntar o conceito do "giro". Este é um post que ando para fazer há algum tempo, mas tem andado emperrado, claramente à espera da conjugação dos astros, parece que estão alinhados hoje.

 

E alinharam-se graças à Mitsubishi, com a ajuda da Sarrafada.

 

 

Quanto dinheiro foi gasto nesta campanha? Não sei, mas sei que os outdoors não são baratos.

 

Quem é que propôs esta campanha ao Cliente?

 

Ou, tendo sido proposta do Cliente, quem é que lhe disse que sim e não o alertou para o facto desta campanha não ter pés para andar? Uma campanha que viola os termos de utilização da maior rede social do mundo, e que por sinal é conhecida por ser violenta na aplicação desses termos de utilização e protecção da sua imagem, não tem pés para andar. O que é que leva uma agência e um cliente a investirem numa campanha que mais tarde ou mais cedo vai rebentar, porque o perfil vai ser removido?

 

"ADENDA: O JC chamou-me a atenção, nos comentários, para o endereço que foi impresso no outdoor. Falta-lhe o .com. Em cima de tudo o resto, gastaram um dinheirão a comunicar um endereço que não existe :) É a cereja no topo do bolo."

 

Mais, qual foi o argumento para vender isto ao cliente? Qual é a estratégia por trás da campanha?

 

Eu aposto que os argumentos foram: O Facebook está na moda, vejam as estatísticas (americanas, claro), há milhões de utilizadores, dá ideia de modernidade e é giro.

E deve ter ficado por aí.

 

Há uns anos, trabalhava eu numa agência de publicidade, tentei chamar a atenção para a Internet, dizendo que devíamos investir recursos na aprendizagem deste novo meio. Bem sei que foi há muitos anos (15, mais coisa menos coisa), mas é assustador ver que, depois destes anos todos, está tudo mais ou menos na mesma.

 

Não há pessoas competentes e com know-how nos sítios onde deveriam estar. As agências (e os Clientes, já agora) não sabem criar nem produzir para o online. Continuam a criar como se estivessem num meio tradicional. Anúncios de jornal ou spots de televisão. Muito flash (é assustador ver a quantidade de sites institucionais feitos exclusivamente em flash, lá está, porque é giro, mas que não são depois apanhados pelos motores de pesquisa - que não consegue penetrar no flash - e que consome imensos recursos e largura de banda, e que não é lido por muitos browsers, já para não falar daqueles que, como eu, têm inibidores de flash, e só vêem os conteúdos em flash se lá clicarem. Enfim, ignorância e incompetência, mas cobrada a bom preço.

 

Depois também temos, para ajudar à festa, os auto-intitulados, gurus. Os que se apresentam como especialistas, sendo que de especialistas têm muito pouco, são habitualmente curiosos da coisa, com a tradicional chico esperteza tuga.

 

E, para último ingrediente deste cocktail, temos os vendedores de publicidade online que são, isso mesmo, vendedores de espaço. Tanto podiam estar a trabalhar no online como no papel, são vendedores de espaço, sem a mínima noção de que o meio que estão a vender tem idiossincrasias próprias que podem ser exploradas e que, bem geridas, são uma mina. Dá mais trabalho do que vender espaço? Certamente, muito mais, que isto de vender num meio interactivo não termina quando a coisa está impressa, pelo contrário, começa aí.

 

Tudo isto junto dá a actual situação do mercado publicitário online em Portugal. Na maioria dos países, enquanto os números da publicidade nos meios tradicionais desce vertiginosamente, os números da publicidade online crescem. Em Portugal, tanto quanto sei, os números da publicidade online acompanham os restantes meios na descida.

 

Há 2 anos, quando se começou a falar na crise, eu disse que a crise ia ser uma oportunidade para o online. Não estava errada, mas aparentemente deveria ter nascido noutro país.

 

Continuamos a fazer coisas giras, fashion, e pouco eficazes.

 

O que me leva ao ponto inicial, o dos sobrinhos. O meu sobrinho mais velho (7 anos) saberia programar campanhas com mais interesse do que muitos profissionais e gurus que por aí andam.

 

O que só confirma a minha afirmação inicial, os meus sobrinhos são dos bons. Aliás, são os melhores sobrinhos do mundo.

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