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Jonasnuts

Então, parece que é gripe

Na quarta-feira ao final do dia, o puto aparece com um bocadinho de febre, e um bocadinho de tosse. Nada de extraordinário, fez 38.2. Não lhe dei nada, que eu só lhe dou antipiréticos a partir dos 38.5.

 

Mas estranhei. É um puto extraordinariamente saudável. Em quase 4 anos que leva nesta escola, não faltou um único dia, pelo que uma tosse, com febre, me deixou com a pulga atrás da orelha.

 

Fui vendo a febre, e andou ali sempre pelos 37.5, e estava todo bem disposto por não ir às aulas, principalmente porque ontem tinha teste de matemática. Já lhe expliquei que fará o teste noutro dia, pelo que não se consegue baldar completamente, mas nem assim deixou de estar satisfeito.

 

 

Não foi às aulas, apesar de na linha Saúde 24 me terem dito que poderia ir, parece que eu sou mais conservadora que os senhores do atendimento. Ou isso ou conheço o meu filho melhor que eles e sabia que havia ali qualquer coisa fora do normal.

 

Ontem à noite começou a ficar mais caído. Febre mais a sério, quase 39. Tunga, Benuron (que não é assim que se escreve, mas estou sem pachorra para ir ver dos hífenes). Baixou, claro. Mas às 7 da manhã estava outra vez acima dos 38.5. Mais uma colherada de Benuron. A tosse persiste, e eu própria já não estou muito católica, e sinto os brônquios congestionados.

 

Parece que é a tal da gripe, mas não sei, que não me vou pôr a caminho de um centro de saúde, a contagiar mais gente se se mantiverem só estes sintomas.

 

Nunca estamos doentes, cá em casa. Em quase 10 anos de SAPO nunca faltei por doença, e se tive de ficar em casa, trabalhei a partir de casa, portanto, é uma estreia, estar doente.

 

Se for só isto, estamos muito bem :)

Os jornalistas e a gripe

A minha irmã choca-se com a minha visão do jornalismo em Portugal. Diz que é um posicionamento arrogante e presunçoso. Diz que não posso prescindir desse pilar da informação independente, dessa fonte inesgotável de factos e de verdades confirmadas.  Sim, ela não só é mais nova como é menos cínica :)

 

Isto tudo porque eu lhe disse que não sigo a gripe (mexicana, suína, dos porcos, H1N1, há para todos os gostos) através da comunicação social. Faço-o através do site da Organização Mundial de Saúde.

 

Mas é a mesma mana que me envia links dos bons. Neste caso em específico, o de um artigo de um jornalista, no Canadian Journalism Project. Se eu tivesse a certeza de que todos os jornalistas a acompanhar o fenómeno H1N1 seguiam aqueles conselhos, eu era gaja para acompanhar a coisa através da comunicação social tradicional.

 

Até ver, continuo a preferir acompanhar por aqui.

As ferramentas colaborativas e a gripe suína

Ora vamos lá. Não me interpretem mal. Eu sou uma defensora acérrima das vantagens da Internet em geral, para todos, e das ferramentas colaborativas em particular. Caraças, essa é a minha área de trabalho. Mal de mim, se não acreditasse nas ferramentas que uso.

 

Mas vejo o entusiasmo com que muitas pessoas estão a colaborar e a divulgar algumas dessas ferramentas colaborativas para mostrar a evolução desta gripe suína, e pasmo.

 

Numa questão de saúde pública, à escala mundial, a gestão das expectativas, pânicos e histerias é fundamental. Não defendo que seja escamoteada ou condicionada, a informação. Quero que seja actualizada fidedignamente, por entidades a quem compete o registo formal de casos confirmados de peste suína.

 

O que não quero, é uma ferramenta colaborativa que qualquer palerma sabe operar, e que no ímpeto de "colaborar" regista como caso de peste suína o vizinho do andar de cima, só porque o ouviu espirrar 3 vezes seguidas durante a noite.

 

As ferramentas colaborativas são o máximo, mas não há limite para a estupidez humana.

 

Neste caso, e a não ser que as tais ferramentas colaborativas sejam actualizadas EM EXCLUSIVO por entidades competentes, é informação altamente descartável, e à qual não se deve dar atenção.

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