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Hoje é dia de festa

por jonasnuts, em 18.05.10

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Uso estes ténis (sapatilhas, se estão mais a norte) muitas vezes. São uns dos meus favoritos, sobretudo porque não há cá, à venda.

 

Muitas vezes perguntam-me se são os meus ténis gay. Respondo que não, são os meus ténis coloridos (uns deles, vá).

 

Mas, por um dia, e hoje para celebrar a promulgação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, por um dia, dizia eu, estes são os meus ténis gay!

 

Fónix, que estava difícil.

 

Próximo passo, a adopção.

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Se esta nova lei dos cigarrinhos serviu indirectamente para alguma coisa, foi para criar, pelo menos em mim, uma indisfarçável animosidade em relação às pessoas que agora passam por um fumador, que se encontra a fumar um cigarro, na rua, no cumprimento da lei, e olham com um arzinho de bem-feita, grande mula, que andaste a poluir os pulmões de pobres indefesos ao longo dos anos. Agora fumas à chuva e ao frio, que é para veres o que é bom para a tosse. Ora, o que é bom para a tosse já eu sei, tendo em conta que fumo, seus estúpidos.

Também me custa ver o arzinho comprometido de alguns fumadores envergonhados, que escondem o cigarro, e que disfarçam, tentam fazer passar a coisa como fumo social, isto não é vício, eu deixava de fumar já amanhã se quisesse. Um pouco mais de personalidade, seus conhos.

Lamento imenso, mas todo e qualquer ar sobranceiro que me dirijam enquanto eu estiver a fumar um cigarro, seja lá onde for, leva de volta um ar de "queres ir lá para fora resolver o assunto?". Dou-te uma tareia, não digo com uma mão atrás das costas, mas pelo menos, com o cigarro no canto da boca. Normalmente encolhem-se e remetem-se à sua insignificância de onde nunca deviam ter saído. Se gostam assim tanto de ver os outros a cumprir a lei, que vão depressa declarar às finanças o dinheiro que andam a receber pela porta do cavalo, por fazerem uns recados ao senhor engenheiro, quando em simultâneo recebem o cheque do fundo de desemprego. Pobres, de finanças e de espírito.

Alonguei-me numa direcção diferente da original. Que se lixe. Em blogs mandam as regras que os posts sejam pequenos, mas como já repararam, eu gosto pouco de ser mandada.

Então hoje, numa das minhas descidas à rua para fumar um cigarro, sozinha, oiço de raspão uma conversa entre dois caramelos que passam por mim. Perguntava um, mas o que é que tu tens contra os gays? Respondia o outro, eu não tenho nada contra os gays, até tenho imensos amigos gay..... e depois foram-se, demasiado longe do alcance do meu ouvido que, informo, é de tísica.

Sempre me fez espécie esta afirmação que as pessoas atiram, como que para se defenderem de uma qualquer acusação. Racista? Eu não sou racista. Até tenho amigos de cor (quando dizem "de cor" está tudo lixado, pelo menos se a conversa for comigo, mas isso fica para outro dia).

Com a sexualidade é a mesma coisa. Homofóbico? Eu? Nem pensar. Eu até tenho amigos gay.

Interessante, esta coisa de terem de se justificar com pretensas amizades. Eu tenho poucos amigos, bons, mas poucos. E salvo raras excepções, não sei, nem me interessa a sua orientação sexual. Quero lá saber se gosta de homens, se gosta de mulheres, se gosta de cães de gatos ou de ovelhas. Não é a sexualidade de outro que define ou condiciona a minha amizade.

É semelhante a outra, que também ouvi hoje (ou ontem). Mas tu gostas assim tanto do Freddie Mercury? Não sabias que ele era gay?

O que me leva ao título do post.

Idiotas? Eu adoro idiotas. Tenho imensos amigos idiotas.

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