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Cara Fnac

por jonasnuts, em 19.11.13

Se por acaso alguém vos comprar um iPhone, e, passados uns tempos o puser aí a reparar, não contactem com a cliente a pedir o username e a password do Apple ID.

 

Sabem..... pedir usernames e passwords do Apple ID (ou de qualquer outro serviço) vai contra o bom senso, contra as mais básicas normas de segurança e, mais importante, contra os termos de utilização do serviço.

 

E insistirem com uma pessoa para que dê o username e a password, para que vocês possam transmitir a terceiros, também não é boa ideia.

 

E serem mal educados, alegando que a pessoa "não está a facilitar", também não ajuda. Não é por mim que falo, eu sou, para vocês, um caso perdido e não voltarei a ser vossa cliente (ver aqui porquê - auto-link).

 

Quando a cliente se oferece para se deslocar às vossas instalações, para ser a própria a inserir username e password para desactivar a app que está, dizem vocês, a impedir a intervenção, aceitem, e não digam que é impossível.

 

Por acaso deram com uma cliente muitíssimo bem informada (e sensível) acerca das questões relacionadas com a segurança dos dados, mas suponho que seja o pão nosso de cada dia, fazerem este tipo de pedido aos clientes.

A Apple vai gostar de saber.

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Cara Fnac

por jonasnuts, em 09.10.13

Tenho assistido na primeira fila, em lugar privilegiado, a uma novela onde vocês são o mau da fita. Podem ler a versão condensada dos episódios aqui.

 

E quando eu digo "mau da fita" não me refiro a uma personagem muda, refiro-me mesmo ao vilão principal, o sacana, o desgraçado a quem toda a gente deseja horrores durante todo o processo de novela.

 

Anunciam uma promessa, com um prazo, não se coíbem de cobrar, de imediato, o valor da promessa, e depois vão adiando os prazos de entrega, e vão mudando as características da oferta, e adiam ainda mais o prazo da entrega.

 

Pode ser que seja um novo modelo de negócio....... sacar o dinheiro aos clientes, tê-lo a render juros algures, ir empurrando com a barriga, arrastando o processo no tempo, até que o cliente chegue ao limite da paciência e cancele a encomenda. Nesse período de tempo, a Fnac teve em seu poder, dinheiro a que não tinha direito. Basicamente, a Fnac pediu dinheiro emprestado a este cliente. Se a novela de que falo tivesse continuado de acordo com a proposta da Fnac, o prazo passaria das originais 24 horas anunciadas, para 2 meses. Sim, leram bem...... a promessa original era de 24 horas (e nessas 24 horas foram muito rápidos a debitar o cartão do cliente), e iria passar para 2 meses. Que se saiba.

 

Se a Fnac fizer isto com muitos clientes, e puser o dinheirinho a render em qualquer lado........ o que é que perde, assim à primeira vista? Nem sequer deve ser ilegal.

 

Ah.... mas perde qualquer coisa. No caso em apreço perdeu um cliente daqueles que já gastaram mais dinheiro na Fnac do que aquilo que gostam de admitir.

 

E depois há os efeitos colaterais. O post dele. O meu post. Os shares. Os likes. Os RTs. Os favorites. As coisas espalham-se. Mas, acima de tudo...... em termos de efeitos colaterais, e tendo assistido à novela a par e passo (e eu nem sou de ver novelas), perderam-me também a mim como cliente. Não sendo uma cliente tão imponente como o Capuchinho Vermelho da história a que me refiro, também já lá gastei mais do que gostaria de admitir.

 

Passo já a informação a familiares e amigos que, no Natal, dispensamos os cartões oferta da Fnac (que eram excelentes para resolver o problema dos presentes para adolescentes).

 

Numa era em que a concorrência é feroz, numa altura em que o vosso modelo de negócio está, necessariamente, em transformação (os livros, os CDs e os DVDs já eram, não é?), esta estratégia de alienação de clientes não me parece a mais indicada.

 

Já tivemos, há uns anos, uma Fnac que faliu, em Portugal. Se vocês persistirem neste tipo de comportamento e processos, apenas se limitarão a criar uma tradição: empresa que se chame Fnac, em Portugal, não singra.

 

 

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Dia dos namorados

por jonasnuts, em 03.02.10

Fevereiro é o mês das efemérides idiotas. Pronto, a bem do politicamente correcto, será melhor dizer que são duas efemérides que não aprecio. O dia dos namorados e o carnaval.

 

O dia dos namorados é mais uma americanada comercial, que apenas serve de pretexto para se gastar mais dinheiro. E o comércio, obviamente, aproveita.

 

Outra coisa que me desagrada é a segmentação. Sabem? Aquela coisa do cor-de-rosa é para meninas e o azul é para meninos. Bonecas e trens de cozinha para as meninas, para eles carros e power rangers. Para elas o kit de enfermeira, para eles o kit de médico. Irrita-me que diminuam as mulheres logo desde cedo. Começam a enfiar-lhes a cassette de que não são tão boas, ou não têm as mesmas capacidades que os homens. E depois admiram-se.

 

E a coisa continua pela vida fora. Os conteúdos para mulheres são sempre relacionados com filhos, culinária, lavores, moda, maquilhagem, decoração. Uma mulher que escreva um artigo de opinião, inteligente e bem escrito é notícia, não pelo conteúdo do que escreveu, mas porque é mulher e, oh, espanto dos espanto, sabe escrever.

 

E isto tudo para chegar à promoção do dias dos namorados da Fnac.

 

Para ele adrenalina, para ela romance, porque nem elas gostam de adrenalina (deve ser coisa difícil de limpar), nem eles gostam de romance e, já se sabe, romance é coisa de gaja, deve ser para promover a auto-satisfação. Para ele um nokia E72 (de €429), para ela um Samsung B5722 (de €229, mas é cor de rosa, para comepnsar), porque, a bem dizer, para que é que elas precisam de equipamento mais robusto e mais funcionalidades num telemóvel? Elas só usam aquilo para a calhandrice e para a coscuvilhice. Para eles um portátil de €700, para elas um de €400. Não vale a pena mais. Afinal aquilo é para o solitaire e para o farmville, com sorte.

 

A diferença de valores, no total dos presentes é esclarecedora. Os presentes para ele custam €2.175.99, para ela custam €1.693.72. Saem mais baratinhas, as senhoras.

 

Odeio que me tratem como se eu fosse atrasada mental.

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