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Regresso de férias

por jonasnuts, em 19.07.13

 

Saudades da miudagem.

Milka (a mãe) e depois, da esquerda para a direita: Natinha, patanisca, azeitona e bisnaga.

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Aquela altura do ano

por jonasnuts, em 03.06.12

É verdade..... da mesma forma que há aquela altura do mês, há aquela altura do ano.

 

E cá estamos de novo naquela altura do ano em que, de repente, acabam as aulas dos putos e ficamos sem saber o que lhes fazer.

 

Há, para quem possa, a instituição "avós", que muito prezo e uso durante todo o santo ano, mas a verdade é que não quero o puto a passar 3 meses a arrastar o cu pelas paredes, do sofá onde vê televisão, para a secretária onde está ao computador, com o esforço mínimo.....

 

Lembro-me demasiado bem das minhas férias de Verão, para querer que o puto estude, que não quero. Embora precise, que precisa.

 

Gostava de encontrar uma actividade para metade de Junho e para o mês de Julho que:

1 - Tivesse alguma actividade física.

2 - Tivesse uma enorme componente lúdica.

3 - Tivesse uma componente pedagógica.

4 - Não me levasse à bancarrota.

5 - Não fosse uma repetição de algo que já tenha feito em anos anteriores.

6 - Que não implicasse dormidas fora de casa (eu não me importo, mas ele não quer).

 

E ando à procura. E há uns tempos valentes. E o puto tem quase 14 anos. E não há nada que preencha os requisitos. E ele é esquisito, e eu ainda mais.

 

Gostava que a Sociedade Portuguesa de Matemática tivesse actividades de Verão. Não me refiro a explicações, que explicações nas férias devem ser uma valente seca, mas dias e dias preenchidos à volta das coisas giras da matemática, e de desafios para superar, e jogos. Acho que se há disciplina que dá para fazer este tipo de coisas, é a matemática. Mas não..... ou não há, ou não encontrei.

 

Summer camps de inglês, ou matemática, mas que não sejam uma seca, nem um depósito de criancinhas.

 

Sugestões?

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O que fazer às criancinhas no Verão?

por jonasnuts, em 27.04.11

Isto é um ciclo, todos os anos por esta altura (ou um pouco mais cedo ou, mais frequentemente, mais tarde) começo a debater-me com o problema da ocupação dos tempos livres do meu filho, para o período de Verão. São 3 meses de férias, 15 dias comigo, 15 dias com o pai. Sobram 2 meses. 2 meses é muito tempo.

 

É nestas alturas que tenho pena de não ter uma terra. Já tinha pena quando eu era miúda, ver muitas colegas irem para a terra passar 3 meses de férias, e eu enfiada num apartamento, em Lisboa. Mas nesta família, não há terras, é tudo de Lisboa. Enfiá-lo em casa da avó não é uma opção. Seria para ele, que adoraria passar os dias da televisão para o computador, com almocinho e lanchinho preparadinhos pela avó. Seria bom para a minha mãe, ter lá o neto mais velho. Seria bom para mim, é um descanso e sempre sai mais barato.

 

Mas não.... sedentário já ele tem tempo para ser o resto do ano. Ando à procura. Não procuro um depósito de criancinhas daqueles que anunciam mundos e fundos, e depois não são nada de jeito, gostava duma coisa gira e divertida para ele. Cursinhos de jardinagem durante 3 manhãs não são uma opção.

 

Gostava de um workshop de culinária. Durante uma semana (ou duas), todas as manhãs (incluindo almoço e, eventualmente lanche) ia aprender a cozinhar que é uma coisa que ele adora. Não encontro nada disto. Qualquer coisa com desenho e pinturas, culinária, modelagem, música, que são as coisas de que ele gosta.

 

Alguém sabe de alguma coisa ou tem sugestões alternativas?

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Há uma primeira vez para tudo

por jonasnuts, em 07.08.10

Desde que trabalho nesta área de negócio, quase há 15 anos, que nunca fui de férias sem algo de trabalho para fazer.

 

Ou um mail que tinha de ser enviado, uma mensagem que tinha de ser respondida, o portátil, um destaque, um documento, um prazo.

 

Amanhã, e durante uma semana quase inteira, vou estar fora, sem computador e sem compromissos profissionais.

 

Com o telemóvel, é um facto, mas conto usá-lo o mínimo possível.

 

É a primeira vez que faço isto, mas também é a primeira vez que me sinto a precisar de férias.

 

Até para a semana :)

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Férias

por jonasnuts, em 08.06.10

Não me refiro às minhas férias que ainda vêm longe. Refiro-me às do puto, que começam para a semana.

 

Portanto......fico com o puto pendurado metade de Junho, Julho, Agosto e uma parte de Setembro.

 

O que é que é suposto os pais fazerem aos filhos durante 3 meses? Ok, 1 mês de férias com os pais, e o resto?

 

Já procurei ateliers disto e daquilo e campos de férias (daqueles em que não se dorme lá), e desporto e coiso e tal, e tenho Julho mais ou menos resolvido.

 

Mas ateliers para Junho, é mentira. Ainda por cima é esquisito o chavalo.

 

Se alguém souber de um atelier de grafiti na 2ª quinzena de Junho, perto de Lisboa, eu agradeço.

 

Mas baratinho, que nas actividade de Julho da criança já quase se foi o subsídio de férias completo, e ainda não comprei todo o material necessário.

 

E se eu fosse ainda mais tesa e não tivesse dinheiro para isto tudo? Onde é que eu enfiava o puto?

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Férias das criancinhas

por jonasnuts, em 04.05.10

Qualquer mãe (ou pai) que já ande nisto há uns anos, e tenha, como eu, o puto numa escola que fecha quando terminam as aulas depara-se todos os anos com o dilema do costume.

 

O que fazer com ele no mês em que ainda eu não estou de férias, mas ele já?

 

E oferta não falta mas, como tive oportunidade de descobrir em Junho do ano passado, ou pensamos na coisa com antecedência, ou estamos lixados, com f de cama.

 

Este ano, fruto da experiência do ano passado, já estou em campo à procura dum sítio de jeito, que o satisfaça e, mais importante, que me satisfaça a mim (sou mãe galinha, sempre fui, sempre serei, e não deixo o puto com os primeiros caramelos que organizam umas actividades que, no papel, parecem giras).

 

A 1ª semana de Julho está resolvida. Familiarmente resolvida. As restantes, até Agosto, estão apalavradas mas, não há bela sem senão, por estas 3 semanitas em que um bando de putos vai andar a desenvolver actividades pedagógicas que vão contribuir para o seu desenvolvimento psico-social e mais o raio que o parta, sai-me do bolso.

 

A continha, para 3 semana (e vem dormir a casa, que, como disse mais acima, sou mãe-galinha), já vai em €700.

 

Já quando eu era miúda me lembro de ter pena de não ter "terrinha". As minhas amigas iam 3 meses para a terrinha, e voltavam de lá felizes e contentes, de brincarem com a primalhada, em família e com ordem de soltura. Hoje, tenho pena de não ter "terrinha" porque seria para lá que empandeirava o puto, em ambiente familiar, com actividades que certamente iam contribuir para aquelas coisas importantíssimas que referi ali em cima, e sempre me sobrava alguma para quando chegasse a altura das férias em comum.

 

Fónix, que esta coisa do desenvolvimento psico coiso e mais além, custa caro.

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Férias

por jonasnuts, em 01.08.09

A preparar-me para ir de férias no período que, contra todas as estatísticas está a ser o mais movimentado do ano.

 

Também contra todas as estatísticas, chove copiosamente lá fora.

 

Andei a ver as câmaras do trânsito. Contra todas as estatísticas, está calmo.

 

Parece-me um bom começo de férias, para mim, que odeio estatísticas e leituras de números, como forma única de avaliar um projecto.

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É impressão minha....

por jonasnuts, em 04.06.09

...ou a partir de amanhã à tarde o país pára durante uma semana?

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A minha memória é curta

por jonasnuts, em 18.12.08

Pelo menos para algumas coisas. Há uns tempos, mais precisamente há 5 anos, mais coisa menos coisa. Decidimos ir à Disney com os miúdos todos. Voltámos vacinados, julgava eu. NUNCA mais, enquanto me lembrar, volto a viajar com putos, para um sítio onde não possa meter tudo dentro do carro e voltar atrás. De tal forma foi a coisa que nesse ano, nas férias, fomos passar férias a meia dúzia de km de casa.

 

Pois, passou relativamente depressa. Depois conto.

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A ressacar

por jonasnuts, em 01.09.08

15 dias completos sem Internet. Cobertura de rede em S. Martinho do Porto, é mentira. Never again.

 

Qual router, qual banda larga, qual computador topo de gama. Népia. Não havia pauzinhos de rede. Nem 3G nem GPRS.

 

Resultado? Um stress do caraças, uma caixa de correio com mais de 1000 mensagens à chegada, um leitor de feeds com mais de 3000 novos posts, e, o pior, uma espécie de perda de contacto com a realidade que me deixou doente, quase literalmente. Não volta a acontecer.

 

Nestas quase 3 semanas não se passou quase nada, a julgar pelos Blogs. Uma séria de assuntos chatos, já não posso ouvir falar de criminalidade, nem de Phelps, nem do presidente da república, nem do divórcio.

 

Fico-me pelo tema que mais tinta fez correr, o da prestação da comitiva olímpica portuguesa.

 

Eu tenho os jogos olímpicos atravessados. Nunca saberei se poderia lá ter chegado, nunca saberei se o potencial que viram em mim, quando era miúda, se concretizaria. Fiz natação de competição, a minha especialidade era a velocidade, no crawl. Diz quem acompanhou que eu tinha jeito, e as competições em que participei, ganhei. Mas há 30 anos, a profissão "nadadora" não tinha futuro (hoje tem?) e a exigência que os ritmos dos treinos impactavam com a família toda. Jantares fora de horas, todos os dias, pouco tempo para trabalhos de casa, e o facto de ser muito elegante dentro de água, mas um armário fora dela fizeram com que os meus pais acabassem cedo com a coisa. Ficou-me atravessado até hoje. Não sei, nem nunca saberei, se teria, de facto, podido ir aos Jogos Olímpicos. Portanto, não fui, mas gostava de ter ido.

 

Isto tudo leva-me não tanto à prestação da comitiva portuguesa, mas aos comentários que se ouviram por cá. Principalmente antes das medalhas.

 

"À hora do jantar, enquanto come as costoletinhas de borrego com arroz de feijão feitas pela D. Lídia, o Sr. Soares, o esposo, comenta com a esposa que é uma vergonha. Já viste os rapazes e as raparigas? Não querem trabalhar, querem é ir viajar à borla, não se esforçam, e vão para lá, à nossa conta, com os nossos impostos. É para isto que andamos nós a trabalhar e a pagar impostos.

A D. Lídia, enquanto desenforma o pudim ara a sobremesa do Sr. Soares vai ateando a conversa com uns "é uma vergonha" e "a juventude de hoje é uma vergonha".

 

Andam à volta disto mesmo durante todo o jantar. Andam à volta é como quem diz. Ele anda à volta, ela anda atrás, obediente, concordante.

 

Um pouco cansada da conversa, a D. Lídia aventura-se como uma mudança pouco subtil de assunto. Ó Soares, veio cá hoje o homem dos caxilhos, trazer o orçamento para fechar a marquise. Em alumínio castanho, lacadinho como nós queremos. Ele diz que se quisermos factura é mais caro, por causa do IVA. Eu disse-lhe que queríamos sem factura, que a diferença faz jeito para darmos de entrada para a estante do quartinho do Fenandinho.

 

Fizeste bem filha, fizeste bem."

 

Não me venham falar da merda dos impostos. Devem ser da mesma raça daqueles que sempre que estão a ser atendidos num serviço público sacam logo da cartola com o "são os meus impostos que lhe pagam o ordenado, por isso respeitinho". Coisa que me acontece com alguma frequência, quando refiro que trabalho na PT, coisas do passado, que custam a passar. Quando me dizem isso não desfaço o engano, e devolvo resposta rápida, olhe, então se me paga o ordenado, arranje-me lá um aumento, que o meu ordenado é uma merda e não paga o trabalho de estar aqui a aturá-lo.

 

Identifiquem mínimos exigentes (e não mínimos para português ver), acompanhem o trabalho dos atletas durante todo o ano. Dêem prémios a quem se dedica e se esforça e se suplanta. Multem ou deixem de apoiar quem faz o contrário, de forma sistemática. Não prometam medalhas. Sejam sérios. Dêem aos atletas uns cursinhos de como falar com a comunicação social, alguns estão bem precisados. Eduquem a comunicação social (que alguma também precisa), e deixem de lado a cultura de apenas olhar para os vencedores das medalhas.

 

Pela parte que me toca, parabéns a TODOS os atletas que lá foram, e se esforçaram, independentemente dos resultados. Um abraço especial à Naide Gomes. No matter what, continua a ser uma atleta de topo. E quando ganhar qualquer coisinha no mundial, ou nos europeus, ou em Londres, espero que dedique a medalha a todos quantos a vilipendiaram por causa da sua prestação nestes jogos olímpicos. Que lhes dedique a medalha da forma mais rectal possível.

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