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A porra da vírgula, filho

por jonasnuts, em 25.05.16

A vírgula não existe. Morra a vírgula, morra! Pim!

 

A vírgula que anda nas bocas do mundo, não existe. O que não é mau, porque sendo algo tão pequenino, seria um desperdício, para as bocas do mundo, que mereciam algo mais consistente do que uma pequena vírgula.

 

A história conta-se rapidamente.

 

Houve uma manif dos amarelos (que são a favor da manutenção dos contratos de associação mesmo nos sítios onde haja redundância da oferta). Nessa manif, havia um cartaz, que não tinha vírgula.

 

semvirgula.jpg

Não sei de quem é a foto. Roubei n' O Insurgente.

 

No exacto momento em que isto aparece, o @boloposte (no Twitter, que é onde tudo acontece), faz uma alteração à frase, usando um programa de edição de imagem.

 

comvirgula.jpg

 

E com um comentário que não engana ninguém.

 

Portanto, a vírgula é artificial. Muita gente difundiu a imagem sem contexto, o que fez com que algumas pessoas (eu incluída) achassem que podia ser real. Vá lá.... não seria a primeira vez que aparecia uma calinada num cartaz.

 

Posto isto...... e sendo a vírgula colocada a posteriori, a frase, para pessoas que, como eu, são contra os contratos de associação onde haja redundância da oferta, faz mais sentido com a vírgula do que sem a vírgula. 

 

Em suma, non è vero, è ben trovato.

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Os rankings escolares

por jonasnuts, em 12.10.09

Está aberta a época dos rankings. Aquela época em que órgãos de comunicação social pegam nos dados estatísticos, e os trabalham a bem dos seus leitor...não, desculpem, e os trabalham a bem do tamanho de letra da primeira página.

 

Já acreditei mais em rankings das escolas do que acredito neste momento.

 

E confesso que já não estou à espera que haja uma porra dum jornal ou duma televisão ou duma rádio que façam trabalho jornalístico sério, mas irritam-me cada vez mais estas notícias dos rankings.

 

Façam lá um estudo a sério, senhores. Vão lá às escolinhas que estão no topo do ranking, de preferência apenas aquelas em que mais de 50 alunos fizeram os exames, e avaliem a qualidade de vida dos meninos. Vejam quantos deles têm internet em casa, e livros, e vejam quantos deles é que têm explicadores. Lembrei-me destes três factores, todos eles externos à escola, mas que contribuem para os resultados que os alunos alcançam nos exames. Depois de recolhidos esses dados, trabalhem-nos em conjunto com os dados demográficos da área da escola, e com os dados de criminalidade na área da escola, e, só depois disso e aí sim, cruzem os vossos resultados com os dados do ranking.

 

Se quiserem ir um bocadinho mais longe, podem entrar pela escola dentro, e ver se tem associação de pais ou não, qual é a taxa de senioridade dos professores, e qual o tempo médio de permanência de um professor naquela escola, podem ainda ver as condições físicas da escola, e o seu equipamento, e o número médio de alunos por sala, e a taxa de absentismo (de alunos e professores), e eu podia continuar por aqui fora.......

 

Não me tratem como atrasada mental, e não me atirem para a cara números que pintam o quadro como vocês querem vê-lo pintado, e não como ele está na realidade.

 

Dos jornalistas, não quero quadros. Quero fotografias. Sem photoshop.

 

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Já aqui falei de escolas. Das escolas que o meu puto tem frequentado. Gosto imenso da escola onde está, neste momento, dá-me alguma paz de espírito, e é aberta, não me deixa à porta. É perto da minha mãe e da minha irmã, o que me dá imenso jeito porque, desgraçadamente, à hora a que a porra das escolas terminam, eu estou a trabalhar. Convenhamos, 4 da tarde não é hora de sair do trabalho, por mais liberais que sejam os meus horários (e são). Mas esta mama acaba este ano lectivo. O 6º é o último ano da escola.

 

E agora? Oficial ou particular? Mais perto de casa (onde não tenho apoio familiar), ou mais perto da minha mãe e da minha irmã? Com amiguinhos da actual escola que provavelmente ficarão por ali, ou num sítio sem amiguinhos, mas onde os pode fazer, mais perto de casa? E os rankings? A do Restelo está muito bem colocada, mas não admira, recebe os meninos de todas as escolas privadas ali da zona e é maioritariamente frequentada por pessoas que podem pagar a explicadores. A escola ao pé de casa (é só atravessar a rua) está em 500º lugar do ranking.

 

Dúvidas, dúvidas, dúvidas.

 

E eu a ter de tomar uma decisão depressa, depressa, depressa.

 

E, sobretudo, não estar habituada a estar neste lugar. O das dúvidas.

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Ranking das escolas

por jonasnuts, em 29.10.08

Eu sei, vale o que vale, o ranking das escolas. E está completamente enviesado pelo binómio localização geográfica/poder de compra dos pais dos alunos, e está inflacionado pelo laxismo e facilitismo dos exames e os rankings são uma merda.

 

Mas, para mim, que ando à procura de uma escola onde o meu filho possa frequentar o 7º ano (daqui a um ano e tal, que eu gosto de pensar nestas coisas com antecedência), os rankings são das poucas ferramentas disponíveis para ajudar a uma decisão.

 

É isso, o passa-palavra e uma tentativa de visita à escola (quando tentei visitar escolas oficiais do 1º ciclo, aqui ao pé de mim, foi uma desgraça, numa até me diziam que era preciso eu pedir uma autorização especial do ministério da educação).

 

Que mais ferramentas têm os pais para escolher uma escola?

 

Candidatam-se à escola da zona de residência e rezam para que seja boa?

 

E quem não sabe rezar?

 

E já agora, onde é que se encontra o ranking deste ano que está a ser anunciado e comentado na comunicação social? É que no Ministério da Educação, nem vê-lo.

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Escolas

por jonasnuts, em 24.04.08
A pensar no futuro, ando a "ver" escolas. A escola do meu filho só tem até ao 6º ano pelo que, no 7º vai ter ir para outra escola.

Eu sei, ainda faltam dois anos e tal, mas se eu optar pelo privado, não estou adiantada, porque as inscrições são, frequentemente, muito antes. Prefiro ter tempo para pensar com calma, pesar os prós e os contras, falar com outras pessoas, partilhar experiências e rezar para que tudo corra bem.

A primeira questão é, público ou privado?

Tem andado sempre no privado, mas não ponho de lado a hipótese de o pôr numa escola pública. Depende da qualidade da escola (qualidade de ensino, das instalações, a comida, a segurança, etc.). Conheço muitas escolas privadas em que o que se paga não corresponde (nem pouco mais ou menos) à qualidade do serviço que é prestado, e haverá casos de muito boas escolas públicas.

Como é que se faz a coisa para que não seja uma roleta russa?

Toda a gente me diz "é uma questão de sorte".

Sorte? Sorte uma merda, que eu não ando aqui a tentar dar-lhe o melhor, e depois deixar algo tão importante como a sua formação ao acaso da sorte.

Com base nisto, decido ir à procura de referências sobre o Liceu de Paço de Arcos (que nem se deve chamar assim), e não encontro nada, online. Como é que se sabe mais acerca de uma escola? São os rankings? É preciso ir à P.S.P daquela área perguntar qual é o índice de assaltos naquela zona?

O Ministério da Educação havia de ter um sítio qualquer onde disponibilizasse essa informação sobre as escolas. Área, cursos, professores, um ranking de assiduidade, fotos das instalações, quem é que fornece o catering, qual o ratio número de alunos/número de pessoal de apoio, criminalidade, associação de pais, ranking de classificação, etc. Tudo o que é relevante e que ajude uma mãe a decidir, em função daquilo que quer da escola do filho.

Ainda não me conformei com a ideia de que devo inscrevê-lo em qualquer lado, e esperar para ver se tive sorte.

Nunca gostei de lotarias.

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Violência nas escolas?

por jonasnuts, em 02.04.08
Em Portugal, levanta-se a celeuma que se sabe por causa de uma aluna e de uma professora terem disputado um telemóvel, e a coisa ter ido parar ao Youtube. Levantaram-se as vozes, espalhou-se o horror nas faces de todos. Incredulidade. Meu Deus, como é possível?

Vá lá. Aqui, foi para meninos.

A bem dizer, não foi bem para meninos, porque para meninos ou melhor, por meninos foi esta cena que se passou (where else) nos Estados Unidos:

WAYCROSS, Ga. - A group of third-graders plotted to attack their teacher, bringing a broken steak knife, handcuffs, duct tape and other items for the job and assigning children tasks including covering the windows and cleaning up afterward, police said Tuesday.

O resto da notícia aqui.

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