Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





Arquivo



As minhas aventuras com o IRS - Take 2

por jonasnuts, em 02.07.16

Ministros __ República Portuguesa.jpg

Depois de ter escrito o meu post de há pouco (auto-link), comecei a pensar no que deveria fazer.

 

A primeira coisa foi escrever à minha repartição de finanças, perguntando onde deveria então colocar as despesas de educação cujo IVA é de 23% e aguardarei pela resposta, que deverá chegar no início da próxima semana.

Isto servia para resolver o meu problema no imediato, do ponto de vista da burocracia e da entrega definitiva dos impostos, a ver se me devolvem o mais rapidamente possível o dinheiro que retiveram indevidamente.

 

Mas não chegava. 

 

Decidi então escrever ao Sr. Ministro das Finanças, ao Sr. Ministro da Educação e ao Sr. Ministro da Cultura, com uma mensagem adaptada a cada um dos casos. Usei o portal do Governo, que tem formulários de contacto com os Senhores Ministros, e vamos ver agora quando é que me respondem, e que resposta é que me dão.

 

Aparentemente tenho andado a dormir, porque isto já deu que falar quando foi anunciado. Só agora, que me tocou directamente, é que me apercebi da coisa. 

 

A minha irmã diz para não me esquecer destas coisas, quando eu for votar (ela detesta que eu vote sistematicamente em branco). E eu concordo, não me esquecerei. Mas penso que a participação política das pessoas não se pode resumir ao voto. 

 

Claro que outras formas de participar são amplamente desincentivadas, veja-se o que deu a petição contra a lei da cópia privada (auto-link), ou o debate promovido pelo BE sobre o memorando de entendimento (auto-link). 

 

Depois destas experiências, a minha disponibilidade para este tipo de participação reduziu muito. Estou agora adepta duma participação mais personalizada e mais directa. Ah, mas a união faz a força e sozinha não vais a lado nenhum. É verdade. Mas, neste momento, não tenho alternativa. Ou é isto, ou ficar parada que, neste momento, não é uma opção.

 

O puto vai entrar num curso superior relacionado com as artes. Serão muito poucos os livros, e a faculdade é do estado. Se vão ficar exclusivamente por minha conta todos os materiais necessários para o curso do puto, vou à falência. 

 

Alguém tem mais ideias sobre como contrariar esta imbecilidade?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sexo oral - post pedagógico

por jonasnuts, em 03.06.13

Quem diria, nunca pensei.

 

Então.... a notícia do dia parece ser que o Michael Douglas afirmou que a causa do seu cancro na garganta foi o sexo oral.

 

De repente..... começam a aparecer reacções de pessoas a dizer que não imaginavam que o senhor fosse gay. E quando eu digo "pessoas", são representantes de ambos os sexos.

 

Nem queria acreditar.

 

Assim sendo, é de verdadeiro serviço público, a informação que passo a prestar:

 

Sexo oral é uma actividade que pode ser praticada por ambos os sexos, a pessoas de ambos os sexos. Na cena da distribuição matemática por género, eu alinho no esquema de, cada um sabe de si. Matematicamente as possibilidades são, homem com homem, homem com mulher, mulher com mulher, embora, dê jeito que pelo menos um dos elementos tenha um pénis (pirilau, diria a minha mãe), para que possa ser praticada a variante "Fellatio" do sexo oral.

Há a versão Fellatio e a versão Cunnilingus (entre outras, mas iniciemos a pedagogia com coisas simples).

 

Desenganem-se os senhores e as senhoras que acham que sexo oral é apenas constituído por Fellatio. Se pensam assim e são homens, são más camas, se pensam assim e são mulheres, têm parceiros que são más camas.

 

Anda por aí muita gente mal servida, benzósdeus.

 

E consegui fazer este post sem escrever broche e minete uma única vez :)

Quase.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sir Ken Robinson

por jonasnuts, em 28.10.11

Toda a gente conhece a primeira Ted Talk de Sir Ken Robinson.

Brilhante, claro, e a forma como ele pensa na educação (na sua definição mais abrangente) é-me particularmente cara. Não só por minha causa, mas também por causa do meu filho.

 

Hoje cheguei a outro vídeo de Sir Ken Robinson, que junta o melhor de dois mundos, o conteúdo e a voz do homem, e a animação da RSA. Recomendo vivamente. Ambas.

 

 

Via Correntes.

 

Link do vídeo, aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ted Talks

por jonasnuts, em 17.03.09

Não são novidades, as TED Talks, pelo menos para a maioria. Há por lá coisas interessantes e para todos os gostos. Também há por lá muita imbecilidade. Este vídeo não é novo, tem quase 3 anos, mas continua actual, e continua a dar-me que pensar.

 

Foi professor universitário durante muitos anos, e interessou-se pela criatividade e nas formas de a expressar. Pergunto-me se era nas aulas como parece ser nas conferências. Vou mais longe. Pergunto-me se haverá alguém em Portugal com a mesma capacidade de comunicação, seja sobre que tema for. Quando encontramos alguém a falar apaixonada e arrebatadamente sobre qualquer tema passamos-lhe com o carimbo de "alucinado" por cima, fica catalogado e está a andar. Por outro lado são muito sérios os pensadores portugueses, e levam-se demasiado a sério. Pode ser que seja só eu, que não ando no circuito das conferências, mas não conheço ninguém assim.

 

Seja como for, a conferência deste senhor, que se chama Ken Robinson, pôs-me a fazer perguntas sobre o tipo de educação que damos ao nossos filhos. Mais precisamente, sobre o tipo de coisas que lhes ensinamos, e as características que valorizamos. E digo isto depois de ter passado os últimos dias a estudar o clero a nobreza e o povo e o D. Dinis e o tratado não sei das quantas na data de mil duzentos e troca o passo. Andamos a ensinar-lhes as coisas erradas.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Acontecem ainda, infelizmente, um pouco por todo o lado. Ainda há quem discrimine com base nas características físicas de uma pessoa. Incluindo o estado português.

Não queria acreditar quando me disseram isso mesmo, há bocado. Mas fui confirmar, online, e parece ser mesmo verdade. A nota da disciplina de educação física conta para a média de acesso à faculdade, mesmo para cursos que nada tenham a ver com desporto. Portanto, um aluno que tenha média de 20, mas tenha um qualquer problema físico que o impeça de ter boas notas a educação física, fica à partida, impedido de entrar na faculdade, porque a sua incapacidade física o impede de manter a média.

Isto é um absurdo. Que a educação física seja obrigatória durante toda a escolaridade obrigatória, independentemente da área que se escolheu, acho muito bem.

Mas contar para a média?

Quais são os argumentos para que a educação física conte para a média, quando se pretende entrar em Direito, ou em Arquitectura, ou qualquer outro curso que não tenha uma componente física?

Não consigo perceber. Não vejo razão de ser. Discordo completamente.

Onde é que eu assino?

Onde é que eu protesto?

Quem foi o imbecil que teve a ideia? Provavelmente alguém com muito músculo e pouco cérebro.

Disclaimer: Sempre fui aluna de 20 a educação física, e o meu filho vai, aparentemente pelo mesmo caminho.

A petição, que já assinei, está disponível aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Uma questão de chá

por jonasnuts, em 27.11.07
No âmbito das minhas competências (bela frase, não?) envio com frequência mails a pessoas que não me conhecem. Apresento-me, explico ao que vou e, na maioria das vezes, recebo uma resposta.

Pode não ser a resposta que pretendo, mas uma resposta, mesmo assim.

Há algumas excepções. Aqueles que não respondem. Nem sim, nem sopas.

Acho que neste meio, esta é uma forma muitíssimo eficaz para verificarmos a boa (ou nem por isso) educação das pessoas.

Daqueles que têm por vezes blogs altamente intelectualóides, e cheios de boas maneiras, e de francês, e de cultura, e de "olhem para mim como sou culto e ando a ler os livros certos", e depois falta-lhes o chá.

Eu sei, eu sei, há coisas que ou vêm do berço, ou então, por mais cursos e por mais livros e por mais tiques que se arranjem, falta-lhes o pedigree por que tanto se esforçam.

É nos detalhes, senhores, é nos detalhes que poderiam fazer a diferença.

Curiosamente, este pretensiosismo nota-se mais nas gerações mais novas. Este Senhor, este Senhor (VM), e este Senhor (Gabriel) responderam-me, educada e rapidamente. Por outro lado, este Senhor foi também muito rápido e educado, e pelo tipo de vocabulário tem pinta de ser mais novo.



Nota: Este post não faz parte da campanha que este senhor decidiu promover.

Autoria e outros dados (tags, etc)






Arquivo