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a mousse de chocolate que faltava no seu natal demora apenas 12 minutos a fazer - casal mistério.jpg

 

Este ano o Natal não é cá em casa. Ainda bem, porque quando, ontem, andámos à procura da árvore de Natal para a montar,  descobrimos que algures no período da Páscoa, a empregada encontrou uma caixa à porta (a árvore de Natal acabada de desmontar) e a confundiu com lixo, tendo sido extraordinária e surpreendentemente pró-activa, levou-a. 

 

Mas isso agora não interessa para nada. Para o Natal eu fiquei encarregue, entre outras coisas, de fazer a mousse de chocolate. 

 

Não sendo a minha especialidade, fui consultar especialistas. Não fiz uma pesquisa ao calhas. Eu sabia quais eram os especialistas que queria consultar. Fui direitinha ao blog que eu achava que ia dar resposta ao meu problema, o Casal Mistério.

 

Não me lembrava de lá ver uma receita de mousse de chocolate, apesar de o ter lido de fio a pavio assim que o descobri, há coisa de 1 ano, mas podia ser que tivesse escapado. Nada. Não havia receita de mousse de chocolate. Uma desilusão.

 

Deixei-lhes um comentário/pedido/sugestão, no Facebook, com prazo e tudo. Confesso que não estava à espera de resposta, porque, já se sabe, nesta altura do ano, toda a gente tem muito mais que fazer do que habitualmente, e lá fui recorrer ao sítio do costume (o meu Pantagruel).

Há bocado, na ronda matinal pelo Facebook, vejo na minha Timeline um post do Casal Mistério "a mousse de chocolate que faltava no seu natal demora apenas 12 minutos a fazer". Comentei de imediato um "obrigada", dando graças mentais pelo oportuno acaso, e depois segui o link. Opá..... é um post com dedicatória e tudo. Estou lá identificada como a culpada da coisa. O meu nome escarrapachadíssimo ali como responsável pela inspiração.

Grandes presentes de Natal. Não só fiquei com receita para a mousse, como o meu nome foi referido, e eu fico sempre babadíssima, quando sou referida num blog de que gosto muito.

Confesso que vou fazer uma ligeira alteração à receita, mas só ao nível da apresentação. Se eu apareço com uns copinhos gourmet, que lá têm dentro uma colher (de sobremesa) de mousse, dá um fanico à minha malta, pelo que vou aumentar (substancialmente) a dose a entaçar (os pratos empratam-se, as taças entaçam-se?).

 

Um reconhecido a babado agradecimento ao Casal Mistério e que em 2015 continuem a cozinhar divinalmente (ele, já se sabe), e a visitar sítios extraordinários, e a fazer o favor de partilharem connosco alguns desses momentos.

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Descascar alho

por jonasnuts, em 03.10.11

Lamento, os que vieram aqui a pensar num trocadilho porco por causa do título, desta vez, vieram ao engano.

 

Adoro alho, uso em praticamente tudo o que faço, na cozinha, e é quase a única imposição face aos demais gostos familiares, dos putos. Andam a queixar-se do excesso de alho há uns anos valentes, e antes de começarem a comer as coisas, andam meticulosamente à pesca dos pedacinhos que encontram. Já os vi a pôr de parte muita coisa, que tomaram por alho, incluindo bagos de arroz.

 

Qualquer dica que me ajude a descascar os sacanas dos alhos, tão saboroso mas tão trabalhosos de descascar, é bem-vinda.

 

Tenho uma enorme colecção de artefactos que dizem facilitar a descascadura da coisa. Debalde, cada engenhoca é sempre mais complicada que o velho método da faca.

 

Vou experimentar este novo truque, e depois digo coisas.

 

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Periferias

por jonasnuts, em 04.06.11

 

 

As periferias são, habitualmente, mal estimadas, mal amadas, desvalorizadas e, quem vem das periferias tem de levar com um habitual preconceito de quem não as habita.

 

Eu própria já sofri desse mal, confesso. Curei-me. A idade abriu-me os olhos. Mas isso agora não interessa para nada.

 

Porque eu cheguei à conclusão, e não foi hoje, até já escrevi sobre isso, algures neste espaço (adoro dizer "neste espaço" como se isto fosse uma coisa em grande), ia eu na conclusão a que cheguei; nós vivemos numa enorme periferia. Essa é que é essa.

 

Se no passado escrevi sobre sermos periféricos sob o ponto de vista tecnológico, hoje escrevo sob o ponto de vista culinário.

 

A modos que ando interessada cá nuns temas que envolvem uns doces, que se fazem, e que são muito bons (dizem, eu ainda não consegui lá chegar), e vai de comprar um livro. Duma americana. O livro é muito bonito, e coiso e tal, mas, para já, vem tudo naquelas medidas esquizitóides que eles usam em terras de Tio Sam, abençoado conversor do Mac, mas, mais grave, 99% dos ingredientes não existem por cá.

 

Portanto.... se eu quiser fazer aquilo, tenho de me deslocar aos states já que, encomendar alimentos online, vindos de fora da Europa, não tem sido uma possibilidade. Hoje passei em 2 lojas da especialidade, em Lisboa e, meus senhores...... que pobreza franciscana. Meia dúzia de frasquinhos de confetti (e quando eu digo meia dúzia, não é figura de estilo), uns moldes, uns cutters, umas bases, MUITA pasta de açúcar, muita coisa esgotada. Isto tudo em menos de 10m2.

 

E eu penso, que gostava de ter uma loja assim:

 

 

Mas depois percebo que, em Portugal, não há massa crítica (portanto, potenciais clientes) para que uma loja destas funcione e tenha lucro.

 

Se, do ponto de vista tecnológico eu disse que "somos penalizados por vivermos nos subúrbios da acção, na periferia da informação, na trafaria dos happenings." do ponto de vista culinário digo que somos penalizados porque vivemos nos subúrbios da acção, na periferia do açúcar, na trafaria dos buttercream frostings.

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O meu namorado vai dedicar-se à culinária

por jonasnuts, em 29.03.11

Pelo menos foi o que ele me disse, no messenger, enquanto me enviava, em simultâneo, o link deste vídeo.

 

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O que é que a Nigella tem?

por jonasnuts, em 03.03.10

Anda para tudo meio maluco com a Nigella na blogosfera portuguesa.

 

E não é para menos.

 

Consegue apelar aos homens e às mulheres e o que é mais engraçado é que, em algumas coisas, apela a ambos pelas mesmas razões :)

 

Tem ar de quem come aquilo que faz, e gosta. E cozinha com sex appeal, Cozinhar passa a ser uma fonte de prazer e não aquele tédio de quem tem de fazer comida por obrigação. É gira, sem parecer esforçar-se demasiado para que isso aconteça. Nunca aparece demasiado produzida. É desenrascada e lambe os dedos enquanto cozinha. As mulheres que cozinham percebem, os homens (mesmo os que não cozinham) também percebem. Coisas diferentes, mas percebem todos.

 

E é calma. Não é aquele stress do Jamie Oliver, que é divertido ao princípio, mas cansa. Uma pessoa chega ao fim dos programas cansada com a correria. Com a Nigella não, pelo menos eu, chego ao fim dos programas a pensar em ir comprar não sei o quê para fazer aquele molho que ela acabou de fazer e de comer.

 

Grande cabra :)

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