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Estou a criar um monstro machista

por jonasnuts, em 17.04.09

Todos os dias de manhã faço uma viagem de casa para escola do puto, para o deixar lá e seguir direitinha à minha vida. Ao fim do dia faço quase o percurso inverso. Não é uma distância muito longa, mas em função das horas, são viagens para demorar meia-hora, cada uma.

 

São momentos em que aproveitamos para conversar, para ficar calados, ouvir rádio, e avaliar o trânsito. O facto de viajarmos num Smart contribui para que a comunicação seja mais fácil. Ele está mesmo ali ao lado.

 

Gosto muito de conduzir, e acho que conduzo bem (há alguém que ache que conduz mal?), mas também acho que ao volante vamos (vou?) buscar o que de mais básico há em nós. A minha personalidade que durante o resto do tempo anda mais ou menos controlada, ao volante, deixa de ter controlo. Sou uma pessoa naturalmente agressiva e competitiva, e detesto chico-espertos, burros e lentos. E estas são características complicadas de gerir, quando se está ao volante.

 

Não chamo nomes aos outros condutores, nem praguejo quando ele está no carro (já quando vou sozinha, pareço uma carroceira, a falar com os botões). E apesar de me controlar bastante, principalmente ao nível da linguagem e da velocidade, quando ele vai comigo, há coisas que me saem pela boca fora, e que já não apanho a tempo.

 

Palhaço, caramelo, imbecil, ass hole são coisas que me oiço a dizer. E juízos de valor e de género. Estava-se mesmo a ver que tinha de ser uma mulher ou, eu sabia que tinha ser um gajo com mais de 250 anos, são coisas corriqueiras e que digo com frequência.

 

Hoje, uma "condutora" parada atrás de mim à porta da escolinha desligou o carro e esqueceu-se do travão de mão. Não faria diferença se a rua não fosse inclinada, como é. Estava eu descansadinha com o puto a tirar as coisas do meu porta-bagagens quando vejo o jipalhaço (what else?) a aproximar-se... Empurro o puto para o lado, dou uma murraça no capot do jipe, e a coisa lá parou. Muitas desculpas, muito atrapalhada, saiu do carro para ver se estava tudo bem, enfim, o expectável. Terminada a sessão, e já cada uma para seu lado, oiço o puto:

 

- Tinha de ser uma mulher!

As minhas desculpas, antecipadas, a todas as namoradas que o meu filho vai ter, mas olhem, aprendam a conduzir.

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Ainda o trânsito

por jonasnuts, em 20.01.06
Post politicamente incorrecto, mas insuspeito.

Para que fique claro. Sou mulher, adoro conduzir e conduzo bem.

Acredito piamente que as mulheres têm menos acidentes que os os homens (enquanto condutoras).

Não admira.......andam entre a primeira e a segunda, muito de vez em quando lá metem uma terceira, mas só se forem verdadeiramente radicais. Travam à mínima alteração que se lhes apresente (e como sabemos o trânsito, para fluir tem de se alterar, é nisso que consiste, no movimento).

Senhores deste país, façam as duas estatísticas que faltam: - Mais importante do que saber quantos acidentes têm as mulheres condutoras deste país, é saber quantos acidentes SÃO PROVOCADOS pelas mulheres deste país, com a sua lentidão e com a sua fobia histérica a qualquer coisa que se mexa. - Falta também medir o número de vezes que um carro conduzido por uma mulher muda de pastilhas de travão (e já agora de disco de embraiagem), comparando a mesma medição mas para carros conduzidos por homens.

Eu sei, as generalizações são perigosas, mas quando ando de carro (seja a conduzir seja como pendura) e vejo um disparate à minha frente, consigo determinar se se trata de um condutor ou de uma condutora, e acerto em 95% das vezes.

Há outros grupos de infractores típicos, os taxistas já são um clássico, as pessoas mais velhas, etc, etc, etc.

Não me venham com tretas de que é igual, e que as mulheres conduzem como os homens (e vice-versa) porque não é verdade. Há infracções tipicamente femininas e infracções tipicamente masculinas, e a mim, confesso que me incomodam mais as femininas. Lames!

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