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Como é que a indústria devia funcionar

por jonasnuts, em 16.02.12

Refiro-me, evidentemente, à indústria do entretenimento.

 

É simples, e vou usar um exemplo pessoal, acabadinho de ocorrer, para ilustrar a coisa.

 

Vejo um tweet do Enrique Dans, refere o título de um livro, diz que é fundamental, e tem um link, suponho que para o Blog. O título do livro chama-me a atenção. Sigo o link, vou ter ao post. Leio o post do Enrique, pessoa cuja opinião conheço, respeito e valorizo. No post, há um link para a Amazon, para a versão kindle do livro. É da Amazon Espanha, mudo para a Amazon.com e dou rapidamente com o livro. Tem uma review, que consulto. Posso comprar a versão em papel e versão Kindle.

Torço brevemente o nariz ao facto do preço ser exactamente o mesmo para as duas versões.

Compro a versão Kindle. Demora o tempo de 1 clique.

 

 

Na página que me é mostrada, identificando o sucesso da operação, recebo (e confirmo) a indicação de que o livro já está disponível no meu Kindle (sim, o Kindle anda sempre comigo na mala), dão-me também alternativas, posso consumir, de imediato, o conteúdo que acabei de adquirir, no meu browser. Posso ainda informar automaticamente a minha rede de Facebook e Twitter de que acabei de fazer aquela compra. Funciona como recomendação.

 

 

E foi assim, que em menos de 3 minutos eu soube da existência de um livro, vi a recomendação, fui à loja, comprei, já me foi entregue e, se não tiver que fazer à hora do almoço, começo já a ler.

 

 

É tão estupidamente simples, não é?

 

Lamentavelmente, há muitos agentes da indústria que ainda não compreenderam a simplicidade e, mais grave, o potencial destas "novas" plataformas. E como não compreendem, querem que nós lhes paguemos para que eles possam continuar a não compreender, portanto, a não trabalhar.

 

Thank you but no, thank you.

 

Mudem de século. Está-se bem, por aqui.

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Ir à praça

por jonasnuts, em 03.10.09

Bem sei que falei aqui da praça há pouco tempo, mas não resisto.

 

Saí de casa de manhã, com sítio e hora para estar às 9h15. Lá deixei a encomenda e fui para a praça.

 

Continuam a chamar-me menina. Arranjam-me a carne como eu quero, dizem-me "esse alho francês não, que não é muito tenro, mas a minha colega ali do lado tem um muito bom, vá lá", "feijão encarnado não, que isto é tudo feijão novo, e do encarnado só tinha do velho. O encarnado é o último a sair, não podia pôr aqui feijão encarnado velho, misturado com o feijão novo.".

 

E flores, frescas, à minha escolha, sem ser daqueles arranjos horrorosos dos supermercados. E baratas. E senhoras simpáticas. Leve antes estas que são mais baratas e duram mais.

 

A D. Rosa, com quem desabafei.....isto é tão melhor que ir ao Continente disse-me, mas olhe menina, que isto não dura muito. 90% das nossas clientes são velhinhas. Pessoas da sua geração é raro ver por aqui, só mesmo as que vinham de pequeninas, com as mães. Hoje em dia não há tempo para ir à praça. E as pessoas julgam que poupam, mas não poupam. Pelo mesmo preço, aqui, têm mais qualidade.

 

Enfim, deu-me uma de dona de casa e comprei coisas para a sopa, e comprei peixe fresco, e ovas (eles odeiam, e ainda não sabem que vão ter de levar com as ovas, que eu adoro), e comprei polvo, e galinha daquela com ovos lá dentro, para fazer canja (é a troca com as ovas, que eu odeio canja e eles adoram), e marmelos para fazer marmelada e ver se é este ano que a porra da geleia sai bem que no ano passado ficou horrível, e tomate xuxa para ver se consigo chegar aos calcanhares do doce de tomate da minha avó.

 

E comprei as minhas flores favoritas. E não, contra todas as expectativas, eu, que adoro dormir, não preferia ter passado a manhã na cama.

 


A câmara do Nokia E71 é uma cagada, é verdade.

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Da praça

por jonasnuts, em 19.09.09

Costumava ir à praça com o meu pai, há uns 30 anos. Todos os Sábados de manhã, cedo, praça do Saldanha.

 

Depois deixei-me disso, quer da praça quer de pai, e quando, anos mais tarde, tive de fazer compras optei pelos hipermercados. Nem nunca mais me lembrei da praça.

 

Há uns tempos, na senda da resolução de comer mais saudável cá por casa, comecei a prestar mais atenção à qualidade das coisas, e ao preço.

 

O meu sítio favorito para fazer compras é o Super Cor, do Corte-Inglês, mas isto, do ponto de vista da qualidade e da variedade. Já o preço, chiça penico. O Continente é mais barato, mas a qualidade dos frescos é, vamos ser simpáticos, merdosa.

 

Decido fazer um misto. As coisas que se podem comprar em qualquer sítio, encomendo no Continente Online (onde também consigo praticar algo em que pretendo melhorar, que é a arte da paciência, esperar pelo site é um belo exercício de paciência). Dizia eu, as coisas embaladas, compro no Continente Online, mas os frescos não.

 

O Super Cor é fixe, mas fica no fim do Sol posto, não dá para lá ir todas as semanas. Quer dizer, dar dá, mas tenho coisas melhores para fazer ao fim-de-semana.

 

Lembrei-me da praça, principalmente porque passo TODOS os dias na do Saldanha, a caminho do trabalho.

 

Esta manhã, se bem o pensei, melhor o fiz (andava roxa para dizer isto).

 

Claro que por "manhã" entenda-se a minha manhã, que já me basta a semana para acordar às 7.

 

Cheguei à praça aqui do sítio às 11 e pouco. Praça pequenina, não tem muitas coisas, e o avançado da hora não deve ter ajudado. Isso e o facto de eu, newbie, não ter levado nada para carregar as compras.

 

Mas gostei. Chamaram-me menina, ofereceram-me coisas, e o ambiente é fixolas, provavelmente por me fazer lembrar os meus 10 anos :)

 

Vou comprar um trolley geek, todo giraço, e repito a experiência. Alguém recomenda algum trolley em especial?


(Não, não quero uma segway, como sugere o meu filho, embora pudesse ser divertido).

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Ir às compras, sem sair de casa.

por jonasnuts, em 24.03.07
Não sou uma mulher típica. Não gosto de ir às compras. Detesto experimentar roupa. Não gosto de jóias. Ando com a mesma mala e com a mesma carteira há mais de 2 anos. Gosto de sapatos, mas prefiro os ténis.

Mas gosto de gadgets, e gosto de tecnologia, acima de tudo gosto do tempo que a tecnologia me rende.

Eu explico. Por motivos que não interessa aprofundar vi-me na necessidade de comprar um carro. Procurei online. Experimentei um, mas não era bem aquilo, e cheguei à conclusão que era um investimento mais inteligente comprar um carro novo (saía pouco mais caro do que comprar um em segunda mão, em condições).

Ora, o carro que eu escolhi (embora haja dúvidas aqui em casa sobre se de facto podemos aplicar o termo carro) foi um Smart ForTwo. O Smart ForTwo ainda não tinha saído, pelo que só o podia ver no catálogo, novamente online.

O concessionário que contactei pediu-me uma série de documentos, para aprovar o crédito (julgavam que era a pronto, não?).

Declaração de IRS. Fui buscar ao site das Declarações Electrónicas
Recibos dos últimos 3 ordenados. Fui buscar ao site do colaborador.
Extracto + NIB + Comprovativo de morada. Fui ao site do meu banco.
BI + NIF. Digitalizei.
Sinal de reserva. Fiz a transferência para a conta do concessionário. Recolhi o comprovativo da transferência.

Peguei nesta documentação e enviei, para o endereço de mail que me tinha sido indicado.

Na "volta do correio" tinha a informação de que o meu processo de crédito tinha sido aprovado, que o carro já estava em Portugal, e a data prevista em que terei, de facto, de me deslocar ao stand, para ir buscar o meu carro novo.

Basicamente, comprei um carro sem quase ter saído de casa :)

Sim, eu sei, só uma mulher faria isto, comprar um carro sem ter inspeccionado, e testado, e experimentado. Mas.....convenhamos, não se trata de um carro a sério, certo?

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Eu devia saber....

por jonasnuts, em 31.07.06
...que os espanhóis não percebem um boi de usabilidade (e olhem que eu até nutro um especial carinho pelos espanhóis... err ......correcção. Gosto muito de Barcelona ).

Confirma-se que as chinelas que eu queria (notem o tempo verbal utilizado), não estão disponíveis no catálogo online da Camper .

Mas......(e porque eu sou do tipo insistente), se formos lá pelo "shoe finder" e se dissermos que as sandálias são pretas (para mim aquilo é multicor, mas pronto, temos de dar um desconto), conseguimos encontrar as ditas cujas, na loja online.

E mais, têm números grandes. Não têm o 40 mas....... YES .........têm o 41 :)

Já vêm a caminho.

Só mesmo umas Camper para me fazerem quebrar e jejum do cartão de crédito.

Já agora, sou só eu que acho que aquilo é multicor? Há alguém para quem aquilo (auto-link) seja preto?

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