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Canção de intervenção

por jonasnuts, em 24.06.11

Um disclaimer, primeiro, muitas canções de intervenção foram as minhas músicas de embalar. Ainda hoje a Ronda do Soldadinho, que tem uma letra triste e violentíssima, me desperta memórias doces, porque muitas vezes adormeci ao som dessa música. Portanto, as canções de intervenção têm um lugar muito, como dizer, protegido, na minha memória.

 

Posto isto, e porque muita da música de intervenção envelheceu mal, pergunto-me qual é a nova música de intervenção e recebo a resposta directamente a partir da frequência 97.4 do meu rádio.

 

Sátira, humor, boa disposição, algum desafinanço, claro, muita actualidade e atenção aos casos políticos (e não só) que chamam a atenção do comum mortal. E talento, de quem faz e de quem dá espaço para que se faça.

 

Muito bom.

 

 

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Rádio Comercial

por jonasnuts, em 11.12.08

A Rádio Comercial faz todos os anos uma musiquinha de Natal. Para quem ouve Comercial com frequência (como é o meu caso) é giro ouvir as vozes que apresentam os programas, de repente, a cantarem. É divertido reconhecer-lhes as vozes que a cantar ficam diferentes. Há desafinações épicas, como as da Vanda Miranda (será que com brinde continua a desafinar?), e as bocas, e as letras. Este ano fizeram a coisa diferente. Lançaram o réptil (sim, eu sei, é de propósito) a algumas estrelas do panorama musical português, o Palmeirim fez uma letra giraça, e os locutores não cantam.

 

Não está mal, e a verdade é que os cantores que alinharam na coisa, beneficiam. O André Sardet, por exemplo, cuja música não aprecio particularmente, mostra uma faceta humorista que eu não conhecia. O próprio Represas sai disto mais novo. Está giro sim senhor, e divertido. Mas, ó senhores da Comercial, a malta quer é ouvir-vos a vocês (Vanda Miranda incluída, sim). Para desafinarem, para entrarem fora de tempo, para se enganarem na letra. Para o ano estamos combinados, certo? :)

 

Para quem não conhece, há um vídeo da coisa no site da Comercial, e, vá-se lá saber como, apareceu também nos vídeos do SAPO. É este aqui por baixo. (para quem vê por leitor de feeds, está aqui).

 

 

 

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Nas ondas da rádio

por jonasnuts, em 20.03.08
Sempre gostei muito de rádio. Sempre gostei, desde miúda. Provavelmente porque lá em casa se ouvia muita rádio. Rádio Comercial, todas as manhãs com o Zé Ramos, e à noite com o Rui Morrison, e aos Sábados com o Pão com Manteiga, e o Luís Filipe Barros, e o António Sérgio. É também (mas não só) por isso que provavelmente me mantenho ouvinte, embora divirja por outras paragens.

Mais tarde fiz rádio. Nada de extraordinário. Era um programa semanal, de duas horas, aos Domingos. Todo meu, rédea solta. Era uma rádio regional (das regionais a que tinha mais audiência), mas até os discos eram meus.

Hoje em dia, quando entro numa rádio consigo sempre cheirar o éter. Nos hospitais enjoa-me, nas rádios enebria-me. Há algo na rádio que me atrai. Não gosto de aparecer, mas gosto de rádio. É estranho.

Noutro dia fui convidada no programa da Maria de Vasconcelos, no Rádio Clube, e revivi um bocadinho o espírito. Foi bom, acima de tudo pela companhia, confesso :)

Isto tudo para dizer que no Domingo, às 11h0, na Antena 1, vou estar à conversa com o Pedro Rolo Duarte.

Depois ponho aqui o ficheiro.

Talvez um dia eu volte à rádio :)

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Explicação

por jonasnuts, em 23.10.07
A todos os que me perguntaram o que era isto:



É uma parede de armários (presumo, pelo menos a parte dos armários), e está por trás da mesa de trabalho do Pedro Ribeiro, na Rádio Comercial. Queria demonstrar que nos Blogs do SAPO dá para tirar um foto com o telemóvel, e enviar por MMS para um endereço de mail que coloca de imediato a foto no Blog.

Está desvendado o mistério :)

E o Pedro Ribeiro está com os seus Dias Úteis, nos Blogs do SAPO.

Two down, one to go.

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Graus de exigência

por jonasnuts, em 17.09.07
Sou uma pessoa exigente. E picuinhas. Nas coisas que realmente me interessam gosto de dar o meu melhor.

Isto significa que se acho que faço uma coisa mais ou menos bem, mas que não tenho pedal (competência, jeito, seja o que for) para estar entre os melhores, não me chego à frente.

Cantar, por exemplo. Adoro cantar, é uma das coisas que mais gosto de fazer. Nem sequer desafino muito, mas há carradas de gente a cantar muito, muito melhor que eu, por isso, canto na casa-de-banho. Só, e mesmo assim é pouco. Acho que já disse algures neste Blog que não gosto de competir em áreas onde sei à partida que não posso ser pelo menos, uma das melhores. Manias.

Vem isto a propósito do Casting da Rádio Comercial. A Rádio Comercial está à procura de uma nova voz, para integrar a equipa. Assim , fizeram uma proposta em antena (e não só), mandem as vossas gravações, e nós pomos no ar, e depois vamos apurar a melhor voz, a naturalidade, capacidade de comunicação e improviso, enfim, tudo o que se quer de um bom animador de antena. A ideia é porreira e parece-me óbvio que é a forma certa de encontrar uma voz, se se quiser descobrir alguém novo, de fora do mercado.

Hoje era o dia D, em que iam para o ar as gravações dos candidatos. Não ouvi muitas (parece que eram mais que as mães), mas ouvi mesmo assim 6 ou 7.

Das que ouvi, apenas 1 me pareceu razoável, com potencial para ir mais além, uma voz feminina (qualquer coisa Pimenta qualquer coisa, acho). O resto era, como é que se há-de dizer isto de forma simpática...... sofrível. Vozes horríveis, dicções paupérrimas, inglês péssimo, falta de ritmo, emoção zero. Eu percebo que se queira fazer rádio, eu já fiz rádio, durante quase 2 anos, uma programa semanal, só meu (rádio regional, não se entusiasmem). O programa era bonzinho, mas nada de especial. Cumpria os objectivos quer da rádio quer os meus. Eu tinha 2 horas por semana para pintar a manta e fazer o que me dava na real gana, e a rádio em causa tinha a minha colecção de CDs a enriquecer-lhes a programação.

Mas daí a achar que seria uma profissional de rádio, vai um enorme passo. Não quero dizer que quando se está no início se tenha logo o pedal todo, a experiência conta muito, mas caramba, eu sabia que gostava muito de fazer aquilo, mas que por mais que trabalhasse e investisse nunca iria ser uma excelente, seria apenas uma pessoa que encheria com facilidade um buraco na programação (independentemente da hora).

Será que sou exigente demais, ou a maioria das pessoas, quando se trata de si próprias não conseguem ter a objectividade de dizer "eu gosto muito disto, mas sucko bué", vou-me dedicar à pesca das enguias?

Acho que sou eu que sou demasiado exigente, comigo e com os outros.

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