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Mudar de vida

por jonasnuts, em 05.06.17

Se há 6 meses e uma semana me tivessem dito que um livro com um título que indicia ser de auto-ajuda (mas que não é bem) me ia mudar a vida, radicalmente, eu não teria acreditado.

 

Mas o que é facto é que um livro pequeno, mal escrito, que não me disse nada que eu não soubesse já, e que passa o tempo todo a dizer uma coisa que eu detesto: "mais tarde compreenderá", mudou radicalmente a minha vida.

 

Chama-se "O método simples para deixar de fumar" (agora parece que mudou de simples para fácil, mas a minha versão é antiga, era simples). Foi-me recomendado pelo Bitaites, e quando eu torci o nariz, porque era um livro de auto-ajuda ele disse: "Jonas, este é diferente". E é.

 

Ora..... eu comprei o livro há bastante tempo. A minha mãe ainda era viva, e fartar-se-ia de estar viva portanto, uma vez que a minha mãe morreu há mais de 2 anos, eu diria que tenho o livro há 4. Sendo conservadora. Acho sinceramente que é há mais tempo.

 

Comecei a lê-lo várias vezes. Mas abandonava. Como disse, o facto do livro estar muito mal escrito, não ajuda. Resisti à porra do livro como nunca resisti a nenhum livro.

 

Até que decidi, no final do ano passado que queria deixar de fumar. E lá comecei a ler a porra do livro (enquanto fumava).

 

Eu tinha uma data marcada, e cheguei à data sem ter terminado o livro. Mas deixei de fumar, às 00h00 do dia 5 de Dezembro. Passei todo o santo dia 5 a trepar pelas paredes com a falta dos cigarros. Cheguei a casa e disse "vou fumar um cigarro"..... epá, já aguentaste o dia todo, vai dormir, a ver se isso passa. Lá fui, dei mais uma volta no livro, mas mesmo assim não o consegui acabar. Dia 6.......a trepar pelas paredes. Um suplício. Mas não fumei.

 

Ao fim do dia chego a casa, sento-me e acabo de ler o livro.

 

E foi um ar que me deu. 

 

Não voltei a fumar um cigarro e não voltei a trepar pelas paredes. 

 

Ai, mas estás a dizer que não custou? Não, estou a dizer que custou muito menos do que tinha estado a custar, e o que custou foi consideravelmente suportável.

 

Há 6 meses que não fumo. Não custa. 

 

O método é este

 

Fiquei tão fã do processo que estou a pensar fazer formação como terapeuta do método. É absolutamente extraordinário, mesmo para pessoas cépticas, renitentes, pouco ou nada esotéricas e que não embarcam nos esquemas dos livros de auto-ajuda.

 

allencarr.jpg

 

Have fun.

 

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Olho por olho...

por jonasnuts, em 28.01.08
Quando uma empresa onde trabalham centenas de pessoas, sabendo da entrada em vigor da nova lei que proíbe fumar em espaços de trabalho, não tenta criar as condições para que os seus trabalhadores que fumam possam fazê-lo, dentro da lei, está a pedi-las.

Quando a primeira coisa que essa empresa faz, assim que sai a lei, é mandar pôr fechaduras nas portas que dão acesso aos terraços, está a pedi-las.

Quando os mesmos fundamentalistas que põem fechaduras nas portas do terraço alegam motivos de segurança, estão a pedi-las.

Depois queixam-se de que cheira a fumo, por aí.

Senhores da segurança do edifício, se querem ser realmente eficazes, em vez de andarem a pôr fechaduras nas portas dos terraços (e foram, tão solícitos e rápidos, ao contrário do que é habitual), podiam por exemplo descobrir onde é que pára o último monitor a desaparecer de um gabinete.

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O post obrigatório

por jonasnuts, em 02.01.08
Já vi nas várias Blogosferas (sim, há várias) posts sobre este tema. A nova lei do Tabaco ou Anti-Tabaco ou o raio que o parta.

Tempo de disclaimer: sou fumadora. Ando com o livro que o Bitaites recomenda, na mochila, a pesar-me nas costas há 3 ou 4 meses. Hei-de lê-lo, mas não para já (ver post anterior).

Vejo os abstinentes a regozijarem-se, porque agora é que é, a sua vidinha vai melhorar substancialmente, porque já não vão ser fumadores passivos. Agora é só saúde a rodos. Todos os problemas vão ser resolvidos.

Lamento, senhores e senhoras, os meus hábitos de fumadora não vão mudar assim tanto. Eu já não fumava (mesmo que fosse permitido) se achasse que o fumo do meu cigarro ia incomodar ou prejudicar quem estivesse nas imediações.

No trabalho, encontrar-se-á um meio termo que permita respeitar a lei e fumar um cigarro de vez em quando (que nestas fases iniciais há sempre a mania dos radicalismos), nos centro comerciais, não se fuma, muito bem, também já não se fumava nos hospitais e nas escolas, e não me cheira que tenha saudades de passar tempo num centro comercial.

De resto? No big deal. Business as usual.

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