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Quando, no parlamento da Nova Zelândia, foi aprovada a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

E não acontecerá, em Portugal, porque as manifestações na Assembleia da República parece que são ilegais, certo?

 

É pena.

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Os arraiais, os pic-nics e os casamento gay

por jonasnuts, em 07.06.10

Vejo pela blogosfera (e não só) que há muitas preocupações em relação ao folclore que rodeará os casamentos gay. Porque, como se sabe, todos os gay são, como a própria palavra indica, alegres.

 

As generalizações são perigosas, mas a malta não vê isso. Só vê o estereótipo e a ideia preconceituosa que tem na cabeça. E vê um casal de gays (homens, claro) a casar com muito pride, e muitas pinturas, e muita música alta, e muito frissom, e é só isso que vê e pensa. E ficam horrorizados. Que horror, o casamento, essa instituição, assim conspurcada pela mariquice do mau gosto gay.

 

Vá lá.

 

Se acham mesmo que todos os gay são folclóricos, também acham que os heterossexuais têm todos os mesmos gostos, certo? Presumo portanto que tenham estado todos no pic-nic do Parque Eduardo VII, a receber a selecção, a açambarcar as bolas brinde oferta, e a cantar ao som de Tony Carreira. Eram todos heterossexuais, certo? São todos iguais?

 

Deixem-se de tretas, porra. Cada um celebra o casamento como muito bem entender, uns com mais bom gosto, outros com menos bom gosto, mas isso, de acordo com a nossa bitola, e o bom gosto é subjectivo, certo?

 

E, tenho a certeza, já todos foram a casamentos pirosos, certo? No meio da pirosada toda, houve alguma coisa que tenha ultrapassado a alegria de quem se queria casar? Não é acerca disso, o casamento? Duas pessoas, que querem casar, e fazer aquela festa?

 

Cada um casa como quiser, quando quiser, com quem quiser.

 

Parece-me justo.

 

Adenda: O Vídeo certo, para ilustrar o post. Recomendação da Shyznogud :)

 

 

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Esta história das veemência de opinião dos que dizem defender a família tem-me feito alguma confusão. Eu percebo que haja formas diferentes de pensar e de sentir as coisas, mas não compreendia a veemência e até o desespero com que muitas pessoas defendiam a exclusividade de direitos a uma certa casta, a deles, claro.

 

A resposta não me bateu de repente, foi uma coisa que foi crescendo, e que se passou comigo há uns anos. Eu explico.

 

Grávida de muitos meses mudei-me para a província. Fica a 40Km de Lisboa, mas é Portugal profundo na mesma. Ora, aquela malta, estava fartinha de conhecer mães solteiras (que era o meu caso). Não lhes fazia confusão nenhuma que eu estivesse grávida, sendo solteira, o que lhes fazia muita confusão, era eu não ser coitadinha. Mãe solteira sim, mãe solteira por opção já não percebiam. A minha opção tirava-lhes a oportunidade de poderem ter pena de mim, na sua superioridade moral. Não era a gravidez que lhes colidia com o sistema, era a opção.

 

Nesta história das "famílias a sério", eu acho que é isso que se passa. Foi retirada a esta gente a possibilidade de se sentirem superiormente morais, porque os outros, que antigamente eram coitadinhos, agora já não são e, heresia, até querem os mesmos direitos e deveres. Então, se querem os mesmos direitos e deveres, nós já não podemos ser superiores. Vai-se-nos o último reduto de superioridade, o moral (que o financeiro e o social já foram há muito tempo).

 

E é isto que lhes estamos a tirar, ao não sermos coitadinhos, ao não pedirmos desculpa por sermos mães solteiras, pais solteiros, com orientação sexual a, b ou c, estamos a tirar-lhes a possibilidade de se sentirem superiores, moralmente superiores. É o último bastião.

 

Daí a veemência. Coitaditos.

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Casamento entre pessoas do mesmo sexo

por jonasnuts, em 18.11.09

Queixaram-se de que não escrevia há muito tempo. Para quê escrever se estamos com pouco tempo e outros o fazem tão melhor que nós?

 

Dois posts, dois links, o mesmo tema, tema que me é caro.

 

O primeiro, do Bitaites.

 

O segundo, da Laura Abreu Cravo.

 

Chegámos ao mesmo sítio de diferentes origens, por caminhos distintos. Mas estamos todos no mesmo sítio.

 

Agora.....aflitivo, aflitivo, aflitivo, é o teor de alguns comentários (nos dois posts que link). É que não há mesmo outra palavra para além de aflitivo.

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Há quem defenda que não deve existir o direito ao casamento para pessoas do mesmo sexo. Casamento é entre pessoas de sexo diferente. Se duas pessoas do mesmo sexo querem casar, que se invente um novo modelo, que não se lhe chame casamento, que se chame outra coisa qualquer. Já ouvi até dizer que a lei não discrimina, apenas impõe limites (duh? discriminar é isso mesmo, impor limites).

 

Seja como for, para essas pessoas, se por acaso aqui vierem, e porque às vezes uma uma imagem vale mais do que mil palavras, na minha opinião a vossa proposta é esta:

 


 

 

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Dos casamentos

por jonasnuts, em 26.07.09

Ontem fui a um casamento. Daqueles com igreja e missa e sessão longa de fotos e almoço tardio que mesmo assim se arrasta até às quinhentas.

 

Não vou a casamentos de frete. Aqueles, de pessoas que só nos lembramos de ver precisamente nos casamentos da família, e nos funerais. Não frequento, não vá pensarem que um dia retribuo o convite.

 

Portanto, só vou a casamentos de pessoas de quem gosto muito. Foi o caso de ontem. Eu era da noiva, apesar de conhecer o noivo quase há tanto tempo como a noiva. Mas, apesar de passar mais tempo com o noivo, que é meu colega, eu sou da noiva.

 

Não sou especial fã do casamento. É uma instituição que respeito (como respeito todas as instituições), até sou testemunha de um, mas nunca fez parte dos meus planos. Aquela coisa das meninas sonharem com o vestido, e com o dia, e com a festa, e com o ritual, nunca foi a minha onda.

 

Mas a verdade, verdadinha, é que há qualquer coisa que me deixa com a lágrima ao canto do olho, quando sou da noiva, e a noiva entra (seja na igreja, seja no registo, seja lá onde for).

 

Não sei qual é o próximo casamento a que eu vou, não tenho nada previsto nos próximos anos, mas deixo a sugestão de entrada de noiva mais original (e provavelmente anti-lágrimas)

 

 

 

Link do vídeo.

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Casamento entre pessoas que querem casar

por jonasnuts, em 16.09.08

Chega a notícia de que está agendado o debate sobre o casamento entre homossexuais, na Assembleia da República.

 

Assim de repente parece-me boa ideia, agendarem esta questão para debate. E parece-me boa ideia por uma razão muito simples. A blogosfera vai digladiar-se, e trocar argumentos, e contra-argumentos e demais ventos. E isso é bom, para os KPIs. É uma razão egoísta, bem sei, mas pelo menos sou honesta.

 

Vá, para não dizerem que não contribuo, aqui fica a minha opinião sobre o casamento entre homossexuais:

 

Não concordo. Acho que a homossexualidade não tem nada a ver com o assunto.

 

Deve poder casar quem quer casar, independentemente da sua sexualidade, do seu sexo, e do sexo da pessoa com quem casa. Desde que ambos os nubentes estejam de acordo, que se casem.

 

 

E para antecipar um debate que, mais dia menos dia (mais ano menos ano) virá por aí, aviso desde já que também sou a favor da adopção de crianças, por parte de casais homossexuais e não, não é com aquele argumento idiota de "as criancinhas estão melhores numa casa de homossexuais do que num orfanato". Pronto.

 

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