Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Aceitam-se apostas
Ele já me tinha falado sobre isto, ontem à noite, e hoje vi a notícia.
A Renault vai exibir uns carrinhos na Av. da Liberdade, sendo que o isco é um monolugar conduzido pelo filho do Nelson Piquet.
A Av. da Liberdade, o local com mais poluição atmosférica de Portugal vai ser fechada para que a Renault possa polui-la ainda mais. Mas a verdadeira questão não é essa.
A verdadeira questão prende-se com a resistência do tal monolugar. Aquilo é um carro baixinho, certo? Muito baixinho.
Tendo em conta o estado do piso da Avenida da Liberdade, quantos metros é que o monolugar vai conseguir andar sem se partir todo?
Isto se lá conseguir chegar em primeiro lugar, tendo em conta o estado do piso dos acessos à Av. da Liberdade.
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Iron Man
Foi só a mim que fez confusão a quantidade de Audis, sempre que foi preciso aparecer um carro?
Assim de repente, vi o R8, o Q7 e o TT.

Não vi até ao fim. Adormeci. Conto revê-lo. Sempre fui fanzoca do
Robert Downey Jr.
Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
A polícia de trânsito é nossa amiga
Detecto um padrão recorrente, neste Blog. Deve haver alturas do ano em que as questões do trânsito me afectam mais, e isso reflecte-se na quantidade de posts sobre esse tema.
Aqui há uns tempos falei
aqui do granel matinal à porta do
Colégio do Bom Sucesso. Eu resumo. Duas faixas, uma em cada sentido. Um Colégio. Semáforos. Paizinhos e mãezinhas que estacionam os seus bólides em plena via, impedindo a passagem dos restantes carros, de forma a que os seus pimpolhos possam fazer o menor percurso possível entre o carro e a entrada da escola. Se a coisa correr bem, ainda trocam umas palavras amigas com outros pais que ali estejam à mesma hora. Os outros que querem passar, que aguentem, que eu sou mais importante que o resto do mundo, e é essa a mensagem que quero passar aos meus filhinhos.
Esta manhã, quando viro para a rua do referido colégio, já vou a insultar mentalmente estes paizinhos mentecaptos, quando vejo ao longe, nos semáforos, dois agentes da polícia. Suspende-se de imediato o insulto, e começa-se logo a trabalhar no elogio, quer às forças de segurança quer ao Colégio que deve ter tido a iniciativa de promover a estadia dos senhores agentes, a fim de melhorar o tráfego e impedir que paizinhos idiotas, que são uma minoria, façam horrores pela reputação quer da escola quer do resto da comunidade.
Sim, senhor. É assim mesmo.
Rapidamente porém inverto a marcha ao pensamento. Os senhores agentes estão ali por outras razões. Os senhores agentes estão ali para legalizar os actos acima descritos. Mandam parar os carros, para que as mãezinhas possam atravessar. Caramba, temos 2 agentes a fazer a vez de semáforos. Isto é que é eficiência. E de forma ainda mais eficaz. Basta alguém aproximar-se, que pára logo o trânsito, para dar passagem às senhoras. Está vermelho para os peões, mas que se lixe. São uma espécie de detectores de movimento, mas mais rápidos.,
E não paramos aqui, embora paremos ali, mesmo com sinal verde, fui obrigada a obedecer à ordem de um dos agentes, e parar o meu carro para que uma mãezinha pudesse deixar o seu pimpolho e, não satisfeita com isso, ainda fez uma gloriosa inversão de marcha, sempre com a ajuda e as indicações prestáveis dos senhores agentes.
Quando temos a ajuda da polícia para cometer infracções, a vida fica mais fácil.
Back to basis, vamos regressar aos insultos (mentais), mas agora temos mais destinatários na lista, as mãezinhas, os paizinhos, a escola e a polícia.
Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Túnel do Marquês e a taxa de sinistralidade
Não percebo como é tão baixa a taxa de sinistralidade no Túnel do Marquês.
Só há nota de meia dúzia de acidentes, desde que abriu.
Isso espanta-me, porque o túnel tem, de facto um problema grave de visibilidade.
Não por ser escuro, é porque qualquer condutor consciente e cumpridor não pode tirar os olhos do velocímetro, a fim de não exceder os 50Km/h, para não ser multado.
Ora, como qualquer carro, por mais chaço que seja, não consegue não ultrapassar os ridículos limites impostos, repito, espanta-me, que não haja mais acidentes.
Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
O segundo maior clube do mundo
Não há dúvidas quanto ao maior clube do mundo, é o
Glorioso, evidentemente.
Mas as questões levantam-se à volta desse obscuro segundo lugar. Há quem diga que é o
ACP, há quem diga que é o
Círculo de Leitores.
Pretende este post desmistificar esses mitos urbanos.
O segundo maior clube do mundo é o Cat - Clube dos Amigos do Travão.
Encontro membros deste clube com frequência diária.
São muito homogéneos os sacanas, homens, mulheres, novos, velhos, aceitam tudo, não há limitações, não é invite only.
E como é que identificamos os membros deste clube? Simples. São aqueles caburros que tendo a via/estrada/caminho completamente livre à sua frente, insistem em dar carinhosos toques de travão. Já pensei em aprender código Morse, só para ver se eles usam essa linguagem, mas nunca tive tempo.
Atenção, são particularmente activos em auto-estradas.
Para os interessados em juntar-se a este clube, é bom saberem que, por mais €2.99 por ano e pertencem igualmente ao Clube "Da faixa da esquerda ninguém me tira" e ao Clube "120Km/h já é a velocidade máxima, por isso aguenta com os cavalos aí atrás e já gozas".
Eu continuo a tentar formar o
Clube do Paintball, mas ainda não recebi quaisquer inscrições.
Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Colégio do Bom Sucesso

Todos os dias de manhã, depois de pôr o meu filho na escola, tenho de passar pela rua do
Colégio do Bom Sucesso.
A rua em causa tem 2 vias, uma em cada sentido e tem um semáforo mesmo à porta do colégio.
Não há, em frente ao colégio, muitos lugares de estacionamento, mas há IMENSOS lugares para estacionar os carros um pouco antes e um pouco depois. Quando digo um pouco antes refiro-me a 50 metros, não é portanto uma distância difícil de percorrer a pé, mesmo com crianças pequenas.
Devem andar muitos alunos no Colégio do Bom Sucesso e eu por acaso conheço os pais de alguns desses alunos e sei, não só porque já vi mas também porque já me disseram, que estacionam os seus carros em sítios onde não ncomodem, e vão a pé, pôr os filhos. Este grupo será certamente a maioria.
Mas o meu problema são as minorias. Presumo que sejam uma minoria. Espero que sejam uma minoria, mas são, mesmo assim, uma minoria muito invasiva e expressiva, pelo menos no tipo de impacto que têm na vida dos outros.
São o grupinho de pessoas que, em vez de estacionarem os seus carros em sítios onde não incomodem, estacionam na faixa de rodagem, param o carro no semáforo (mesmo que esteja verde), e esperam, enquanto as crianças saem do carro e vão sozinhas ao porta bagagens recolher as mochilas, e depois regressam para o beijinho, e depois lá se encaminham para a entrada da escola. Os pais arrancam apenas depois de se assegurarem de que as crianças entraram na escola, portanto, o tempo do sinal passar para vermelho e depois para verde de novo.
Muitas vezes ainda esperam um bocadinho, para trocarem umas impressões com outros pais que ali estão na mesma situação (cada um ocupando a sua via).
Ignoram sobranceira e arrogantemente todos aqueles cuja vida estão a dificultar.
Não passam carros, nem eléctricos, nem autocarros. passam motas e é com sorte.
Pergunta: Que tipo de valores é que estes pais estão a transmitir aos seus filhos? Olha, faz o que quiseres, não te importes com os outros, os outros que esperem.
Não é possível responsabilizar o Colégio, mas também não é possível desresponsabilizá-lo. Contratem um polícia, mandem circulares para os pais (foi o que fizeram na escola do meu filho, que nem é longe, e salvo raras excepções, tem funcionado lindamente), penalizem as crianças cujos pais têm este tipo de atitudes, sei lá, inventem qualquer coisa para resolver o problema.
Acho extraordinário, que um colégio que assume no seu
ideário o compromisso de cultivar nos seus alunos os valores de "sentimento de serviço em prol do colectivo" permita a continuação desta situação.
Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço?
Quarta-feira, 18 de Abril de 2007
Smart - Semana 1

O meu é preto, mas para efeitos de ilustração, vai dar ao mesmo.
Uma semana depois já constatei várias coisas:
Que continua a ser estranho, olhar para o lado e ver o puto mesmo ali.
Que continua a ser estranho eu passar a vida a dirigir-me à parte da frente do carro, ignorando olimpicamente a porta de condutor, porque acho sempre que a porta do condutor é a porta da parte de trás de carro.
Que a mão que leva a chave vai ainda direitinha para a coluna do volante (a ignição é na consola que fica perto do travão de mão).
Que mesmo com aquilo em mudanças automáticas, a mão direita passa a vida a caminho da manete das mudanças.
Que os outros carros ignoram o Smart na proporção inversa do reconhecimento que fazem do Audi A3. Se levo o Audi saem da frente, se levo o Smart mantêm-se à minha frente, e ninguém os tira dali.
Que gasta mais do que o que eu pensava, mas pode ser que seja desta fase da rodagem.
Que o facto de ter um pára choques em plástico, em fibra digo, dá imenso jeito quando chegamos ao carro e verificamos que nos deram uma porrada que meteu aquilo dentro. É só pôr a mão por dentro do pára choques, empurrar com força, e volta ao sítio.
Que o conceito de insonorização é ainda desconhecido, pelo fabricante.
Que ainda agora o fui buscar e já tenho de o levar à oficina, porque há um problema qualquer com a fechadura da minha porta.
Que é um óptimo carro de cidade, mas para quem mora na linha de Cascais, recomendo a Marginal, em vez da A5, principalmente se têm de passar pela subida do Monsanto.
Que o facto de se estacionar praticamente em qualquer lado, é absolutamente fenomenal. Ver os queixos caídos de quem assiste à operação do estacionamento num lugar onde não cabe mais nada é divinal.
Prontos....a modos que a primeira semana é mais ou menos isto.
Quinta-feira, 12 de Abril de 2007
Smart - Dia 1
Pois é, finalmente fui buscar o Smart.
Os atrasos com a matrícula não foram, afinal de contas, da responsabilidade da DGV que, segundo me disseram, responde no próprio dia, o mais tardar, no dia seguinte. Parece que os senhores da Mercedes é que gostam de ter por lá os papeis a descansar.
Primeiras impressões, pronto, é giro e é funny. O ponto de embraiagem é fabuloso, anda pouco, gasta pouco, e faz muitos barulhinhos. Ouve-se tudo o que se passa lá fora, mesmo com as janelas fechadas, e foi para estes carros que se inventaram os DVDs portáteis, uma pessoa precisa de se manter ocupada, enquanto vai na auto-estrada a 80Km/h. É estranho olhar para o lado e ver o puto ali sentado.
Os meus carros anteriores foram, por ordem de entrada em cena, um Renault 5C (sem travões, e foi neste carro que eu aprendi a reduzir, não foi na instrução), um Renault 5 TL, um Clio (o primeiro Clio, bela cagada), um Twingo (óptimo carro, só precisava de um bocadinho mais de potência), um Mégane Scenic, um Volkswagen Touran. Depois, por afinidade, conduzi com muita frequência um Audi A3 2.0 TDI Sport (grande carro), e, ultimamente, um Audi A3 SportBack (dos novos já com 170 cavalos). Também por afinidade tenho à disposição um Audi TT (também dos novos), que já conduzi, mas que não conto voltar a conduzir tão cedo.
Tendo em conta os últimos termos de comparação, tenho de encontrar outra forma de estar e de apreciar a condução.
O "meu" carro favorito da lista ali de cima? O Audi A3 2.0 TDI Sport, logo seguido do Twingo :)
Sábado, 24 de Março de 2007
Ir às compras, sem sair de casa.

Não sou uma mulher típica. Não gosto de ir às compras. Detesto experimentar roupa. Não gosto de jóias. Ando com a mesma mala e com a mesma carteira há mais de 2 anos. Gosto de sapatos, mas prefiro os ténis.
Mas gosto de gadgets, e gosto de tecnologia, acima de tudo gosto do tempo que a tecnologia me rende.
Eu explico. Por motivos que não interessa aprofundar vi-me na necessidade de comprar um carro. Procurei online. Experimentei um, mas não era bem aquilo, e cheguei à conclusão que era um investimento mais inteligente comprar um carro novo (saía pouco mais caro do que comprar um em segunda mão, em condições).
Ora, o carro que eu escolhi (embora haja dúvidas aqui em casa sobre se de facto podemos aplicar o termo carro) foi um Smart ForTwo. O Smart ForTwo ainda não tinha saído, pelo que só o podia ver no catálogo, novamente online.
O concessionário que contactei pediu-me uma série de documentos, para aprovar o crédito (julgavam que era a pronto, não?).
Declaração de IRS. Fui buscar ao site das
Declarações ElectrónicasRecibos dos últimos 3 ordenados. Fui buscar ao site do colaborador.
Extracto + NIB + Comprovativo de morada. Fui ao site do meu banco.
BI + NIF. Digitalizei.
Sinal de reserva. Fiz a transferência para a conta do concessionário. Recolhi o comprovativo da transferência.
Peguei nesta documentação e enviei, para o endereço de mail que me tinha sido indicado.
Na "volta do correio" tinha a informação de que o meu processo de crédito tinha sido aprovado, que o carro já estava em Portugal, e a data prevista em que terei, de facto, de me deslocar ao stand, para ir buscar o meu carro novo.
Basicamente, comprei um carro sem quase ter saído de casa :)
Sim, eu sei, só uma mulher faria isto, comprar um carro sem ter inspeccionado, e testado, e experimentado. Mas.....convenhamos, não se trata de um carro a sério, certo?
Domingo, 4 de Março de 2007
Carros usados
Provavelmente vou ter de comprar um carro em segunda mão (as mãos por estrear são mais caras), e optei por um Smart. Ando portanto pelos sites de carros usados, a comparar descrições e preços de carros.
Há algo que me suscita a curiosidade.
Porque é que em TODAS as descrições de Smart que encontro, é referida a existência de "vidros eléctricos à frente"?
Quer dizer......aquilo SÓ tem frente.
Esta questão tem entrada directa na categoria "Questões inexplicáveis" onde faz desde já companhia a outra questão (curiosamente também relacionada com carros), que é o GPS dizer, alto e bom som "na rotunda, vire na terceira à direita". Mas o GPS queria o quê? Que virássemos à esquerda, numa rotunda? Claro que sempre que saio de uma rotunda, e tenho o GPS ligado, sinto-me obrigada a corrigir o GPS. Mas o burro não aprende. Já desisti de corrigir, já só lhe chamo nomes.
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006
Ainda o trânsito
Post politicamente incorrecto, mas insuspeito.
Para que fique claro. Sou mulher, adoro conduzir e conduzo bem.
Acredito piamente que as mulheres têm menos acidentes que os os homens (enquanto condutoras).
Não admira.......andam entre a primeira e a segunda, muito de vez em quando lá metem uma terceira, mas só se forem verdadeiramente radicais. Travam à mínima alteração que se lhes apresente (e como sabemos o trânsito, para fluir tem de se alterar, é nisso que consiste, no movimento).
Senhores deste país, façam as duas estatísticas que faltam: - Mais importante do que saber quantos acidentes têm as mulheres condutoras deste país, é saber quantos acidentes SÃO PROVOCADOS pelas mulheres deste país, com a sua lentidão e com a sua fobia histérica a qualquer coisa que se mexa. - Falta também medir o número de vezes que um carro conduzido por uma mulher muda de pastilhas de travão (e já agora de disco de embraiagem), comparando a mesma medição mas para carros conduzidos por homens.
Eu sei, as generalizações são perigosas, mas quando ando de carro (seja a conduzir seja como pendura) e vejo um disparate à minha frente, consigo determinar se se trata de um condutor ou de uma condutora, e acerto em 95% das vezes.
Há outros grupos de infractores típicos, os taxistas já são um clássico, as pessoas mais velhas, etc, etc, etc.
Não me venham com tretas de que é igual, e que as mulheres conduzem como os homens (e vice-versa) porque não é verdade. Há infracções tipicamente femininas e infracções tipicamente masculinas, e a mim, confesso que me incomodam mais as femininas. Lames!