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Jonasnuts

Mulheres do caraças

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O título é da Cocó, que foi como cheguei à coisa.

 

É um tema que diz respeito a todos. Porque todos, duma forma ou de outra, contactámos, contactamos e contactaremos com um cancro. Seja nosso ou do nosso círculo de pessoas, se ainda não tocou, há-de tocar-nos na rifa.

 

A mim já me tocou, por mais do que uma vez, de diferentes formas.

 

Portanto, temos todos que assinar esta petição. (Assinar a petição e confirmar a assinatura seguindo o link do mail que a plataforma envia).

 

Sim, eu percebi que já há uma reunião marcada para dia 31, na Assembleia da República, mas sei, por experiência própria, que a atenção que recebemos neste tipo de reuniões é proporcional ao número de pessoas que representamos. Quantos mais, melhor.

 

É assinar e chatear os amigos e os conhecidos para que assinem. 

 

Porque é uma questão de tempo, até que esta petição seja acerca de nós ou dos nossos.

Mudar de vida

Se há 6 meses e uma semana me tivessem dito que um livro com um título que indicia ser de auto-ajuda (mas que não é bem) me ia mudar a vida, radicalmente, eu não teria acreditado.

 

Mas o que é facto é que um livro pequeno, mal escrito, que não me disse nada que eu não soubesse já, e que passa o tempo todo a dizer uma coisa que eu detesto: "mais tarde compreenderá", mudou radicalmente a minha vida.

 

Chama-se "O método simples para deixar de fumar" (agora parece que mudou de simples para fácil, mas a minha versão é antiga, era simples). Foi-me recomendado pelo Bitaites, e quando eu torci o nariz, porque era um livro de auto-ajuda ele disse: "Jonas, este é diferente". E é.

 

Ora..... eu comprei o livro há bastante tempo. A minha mãe ainda era viva, e fartar-se-ia de estar viva portanto, uma vez que a minha mãe morreu há mais de 2 anos, eu diria que tenho o livro há 4. Sendo conservadora. Acho sinceramente que é há mais tempo.

 

Comecei a lê-lo várias vezes. Mas abandonava. Como disse, o facto do livro estar muito mal escrito, não ajuda. Resisti à porra do livro como nunca resisti a nenhum livro.

 

Até que decidi, no final do ano passado que queria deixar de fumar. E lá comecei a ler a porra do livro (enquanto fumava).

 

Eu tinha uma data marcada, e cheguei à data sem ter terminado o livro. Mas deixei de fumar, às 00h00 do dia 5 de Dezembro. Passei todo o santo dia 5 a trepar pelas paredes com a falta dos cigarros. Cheguei a casa e disse "vou fumar um cigarro"..... epá, já aguentaste o dia todo, vai dormir, a ver se isso passa. Lá fui, dei mais uma volta no livro, mas mesmo assim não o consegui acabar. Dia 6.......a trepar pelas paredes. Um suplício. Mas não fumei.

 

Ao fim do dia chego a casa, sento-me e acabo de ler o livro.

 

E foi um ar que me deu. 

 

Não voltei a fumar um cigarro e não voltei a trepar pelas paredes. 

 

Ai, mas estás a dizer que não custou? Não, estou a dizer que custou muito menos do que tinha estado a custar, e o que custou foi consideravelmente suportável.

 

Há 6 meses que não fumo. Não custa. 

 

O método é este

 

Fiquei tão fã do processo que estou a pensar fazer formação como terapeuta do método. É absolutamente extraordinário, mesmo para pessoas cépticas, renitentes, pouco ou nada esotéricas e que não embarcam nos esquemas dos livros de auto-ajuda.

 

allencarr.jpg

 

Have fun.

 

A 1ª causa de morte em Portugal

Não. Não são os cancros, ou as doenças cardiovasculares, ou a diabetes ou qualquer coisa do género.

 

A julgar pela grande maioria da comunicação social, as pessoas morrem de doença prolongada. Não morrem de cancro, não morrem de complicações da diabetes, não morrem de complicações relacionadas com doenças mentais.... não, a doença prolongada é o pior dos males.

 

Não percebe, a grande maioria da comunicação social, que ao tentar dourar a pílula, está a desinformar.

 

Parabéns a todos os que tratam as coisas pelo nome. Um cancro, é um cancro, é um cancro. E nem sempre é mortal. E nem sempre é prolongado.

Subversão das tetas

Adoro subversões. Não é a primeira vez que aqui falo de subversão e do meu apreço pelo conceito (auto-links).

 

Quando se alia a subversão à utilidade imediata (a subversão é sempre útil), é um dois em um que acerta em cheio na mouche do meu contentamento.

 

Foi o caso da campanha de que falei aqui e é, claramente, o caso desta campanha, curiosamente sobre o mesmo tema, o da mama, e que a minha irmã me fez chegar.

 

Have fun :)

 

Check it before it's removed

 

(1) M João Nogueira - Check it before it_s removed..jpg

 

Adoro cenas subversivas. Se forem subversivas e cumprirem um objectivo meritório, importante e fundamental, melhor ainda.

 

Não gosto de laços, lacinhos e laçarotes, mas é inegável, o trabalho que a Pink Ribbon tem feito, ao longo dos anos, na divulgação da necessidade de medicina preventiva, no que diz respeito ao cancro da mama.

 

Detesto ainda o posicionamento pudico, conservador, saloio e idiota que a maioria das redes sociais adoptam, sobretudo no que ao mamilo feminino diz respeito.

 

Posto isto, a última campanha da Pink Ribbon tem tudo para me cair no goto. Caiu.

 

Check it before it's removed. Vão, escolham a foto favorita e: Share. Share. Share.

 

Com apenas um share consegue-se, chatear a rede social em que fizermos a partilha, criar mais visibilidade para o cancro da mama e para a necessidade e a importância do (auto) diagnóstico precoce e pelo caminho, subverter. 

 

Adoro.

 

Não é com vinagre que se caçam moscas, é com loiras

Há formas e formas de fazer chegar a mesma mensagem a um target. A identificação da forma como se deve fazer chegar a mensagem a um determinado target é uma das partes do planeamento estratégico duma campanha de comunicação e marketing. As escolhas podem ser muitas. Há sempre umas melhores que outras.

 

Fica aqui um exemplo de duas formas distintas de transmitir a mesma mensagem ao mesmo target. Adivinhem lá qual é aquela de que o target mais gostou? (ou, não tendo gostado, a mensagem que o enganou melhor :)

 

Se isto fosse um blog americano, eu agora dizia que os vídeos contêm cenas que podem chocar os mais sensíveis, e que contêm imagens de partes pudendas. Mas como não é um blog americano, não digo :)


LFTC Testicle Check from Maverick TV on Vimeo.

 

 

Pipoca oncológica

Acho que nunca falei da Pipoca aqui neste Blog. Alguma vez havia de ser a primeira. Embora o post não seja exactamente sobre a Pipoca.

 

Então a Pipoca faz um post a cascar na farpela que alguém decidiu levar à cerimónia dos Oscars. Até aqui, tudo bem, nada de anormal.

 

De repente, descobre-se que a criticada é uma miúda de 16 anos, a Ana Sofia, que é doente oncológica - odeio eufemismos - que está prestes a vencer uma batalha contra o cancro - assim está melhor - e que foi à cerimónia por ter sido esse o desejo que formulou junto da Make-A-Wish, uma organização (abençoados) que tenta realizar os desejos de miudagem que está a meio de batalhas difíceis.

 

E pronto, está montada a novela. Cai o Carmo e a Trindade, porque a Pipoca criticou, naquilo que me parece ser o seu estilo habitual - uma miúda que sofre de - vamos a mais um eufemismo - doença incurável - continuo a não gostar - uma miúda que tem um cancro. Reparem, o problema não é ser uma miúda, o problema é ser uma miúda com cancro. A Pipoca remove o post, desculpa-se, acho. Mas o Carmo e a Trindade continuam a cair.

 

Está mal.

 

Ter um cancro é uma merda. Lutar contra um cancro é uma batalha dura, que funciona em permanência. Alguém que está a lutar contra um cancro, não é um coitadinho, e não deve ser tratado como tal. Alguém que está a lutar contra um cancro é um guerreiro ou uma guerreira, e é dessa forma que tem de ser tratado e encarado. "Ah... veste-se horrorosamente, mas como tem um cancro não se pode dizer". É isto que a maioria das pessoas está a dizer. E é burro. Ter um cancro não vem com benefícios especiais, pelo contrário, não transformas as pessoas más em pessoas boas, nem as pessoas feias em pessoas bonitas, nem as pessoas que se vestem mal em pessoas que se vestem bem. Uma pessoa com cancro deve estar para além da crítica? Devemos dourar a pílula? Para mim, não. Por todos os motivos, mas sobretudo porque seria difícil: "olhe que essa saia é - a senhora é doente oncológica? Não? - então a saia é horrível". Que palermice.

 

Eu não sou fashion, nem percebo nada de moda. Sei do que gosto e do que não gosto. Dá-me igual o que estranhos pensem acerca do assunto, mas aqui fica a forma como eu resolveria a coisa, se eu fosse a Pipoca.

 

Mantinha o post original a cascar na farpela (já que era essa a minha opinião, além de que sou contra a remoção de posts, já terei dado provas disso no passado)

Ficava caladinha no Blog, mas contactava a Ana Sofia e falava pessoalmente com ela.

E se a Ana Sofia estivesse a fim, passávamos uma tarde de compras, com ela como manequim e eu como fashion advisor, num makeover.

Depois, e caso obtivesse autorização da Ana Sofia e dos seus encarregados de educação, escrevia sobre isso no Blog e, com sorte, até punha uma ou outra foto. Melhor... um antes e um depois.

 

Chama-se a isto damage control com benefícios mútuos.

 

Mas, lá está, eu não sou a Pipoca.

 

E, por último, a afirmação que interessa:

 

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