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A 1ª causa de morte em Portugal

por jonasnuts, em 14.10.16

Não. Não são os cancros, ou as doenças cardiovasculares, ou a diabetes ou qualquer coisa do género.

 

A julgar pela grande maioria da comunicação social, as pessoas morrem de doença prolongada. Não morrem de cancro, não morrem de complicações da diabetes, não morrem de complicações relacionadas com doenças mentais.... não, a doença prolongada é o pior dos males.

 

Não percebe, a grande maioria da comunicação social, que ao tentar dourar a pílula, está a desinformar.

 

Parabéns a todos os que tratam as coisas pelo nome. Um cancro, é um cancro, é um cancro. E nem sempre é mortal. E nem sempre é prolongado.

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Subversão das tetas

por jonasnuts, em 20.04.16

Adoro subversões. Não é a primeira vez que aqui falo de subversão e do meu apreço pelo conceito (auto-links).

 

Quando se alia a subversão à utilidade imediata (a subversão é sempre útil), é um dois em um que acerta em cheio na mouche do meu contentamento.

 

Foi o caso da campanha de que falei aqui e é, claramente, o caso desta campanha, curiosamente sobre o mesmo tema, o da mama, e que a minha irmã me fez chegar.

 

Have fun :)

 

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Check it before it's removed

por jonasnuts, em 09.03.16

 

(1) M João Nogueira - Check it before it_s removed..jpg

 

Adoro cenas subversivas. Se forem subversivas e cumprirem um objectivo meritório, importante e fundamental, melhor ainda.

 

Não gosto de laços, lacinhos e laçarotes, mas é inegável, o trabalho que a Pink Ribbon tem feito, ao longo dos anos, na divulgação da necessidade de medicina preventiva, no que diz respeito ao cancro da mama.

 

Detesto ainda o posicionamento pudico, conservador, saloio e idiota que a maioria das redes sociais adoptam, sobretudo no que ao mamilo feminino diz respeito.

 

Posto isto, a última campanha da Pink Ribbon tem tudo para me cair no goto. Caiu.

 

Check it before it's removed. Vão, escolham a foto favorita e: Share. Share. Share.

 

Com apenas um share consegue-se, chatear a rede social em que fizermos a partilha, criar mais visibilidade para o cancro da mama e para a necessidade e a importância do (auto) diagnóstico precoce e pelo caminho, subverter. 

 

Adoro.

 

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Há formas e formas de fazer chegar a mesma mensagem a um target. A identificação da forma como se deve fazer chegar a mensagem a um determinado target é uma das partes do planeamento estratégico duma campanha de comunicação e marketing. As escolhas podem ser muitas. Há sempre umas melhores que outras.

 

Fica aqui um exemplo de duas formas distintas de transmitir a mesma mensagem ao mesmo target. Adivinhem lá qual é aquela de que o target mais gostou? (ou, não tendo gostado, a mensagem que o enganou melhor :)

 

Se isto fosse um blog americano, eu agora dizia que os vídeos contêm cenas que podem chocar os mais sensíveis, e que contêm imagens de partes pudendas. Mas como não é um blog americano, não digo :)


LFTC Testicle Check from Maverick TV on Vimeo.

 

 

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Pipoca oncológica

por jonasnuts, em 27.02.13

Acho que nunca falei da Pipoca aqui neste Blog. Alguma vez havia de ser a primeira. Embora o post não seja exactamente sobre a Pipoca.

 

Então a Pipoca faz um post a cascar na farpela que alguém decidiu levar à cerimónia dos Oscars. Até aqui, tudo bem, nada de anormal.

 

De repente, descobre-se que a criticada é uma miúda de 16 anos, a Ana Sofia, que é doente oncológica - odeio eufemismos - que está prestes a vencer uma batalha contra o cancro - assim está melhor - e que foi à cerimónia por ter sido esse o desejo que formulou junto da Make-A-Wish, uma organização (abençoados) que tenta realizar os desejos de miudagem que está a meio de batalhas difíceis.

 

E pronto, está montada a novela. Cai o Carmo e a Trindade, porque a Pipoca criticou, naquilo que me parece ser o seu estilo habitual - uma miúda que sofre de - vamos a mais um eufemismo - doença incurável - continuo a não gostar - uma miúda que tem um cancro. Reparem, o problema não é ser uma miúda, o problema é ser uma miúda com cancro. A Pipoca remove o post, desculpa-se, acho. Mas o Carmo e a Trindade continuam a cair.

 

Está mal.

 

Ter um cancro é uma merda. Lutar contra um cancro é uma batalha dura, que funciona em permanência. Alguém que está a lutar contra um cancro, não é um coitadinho, e não deve ser tratado como tal. Alguém que está a lutar contra um cancro é um guerreiro ou uma guerreira, e é dessa forma que tem de ser tratado e encarado. "Ah... veste-se horrorosamente, mas como tem um cancro não se pode dizer". É isto que a maioria das pessoas está a dizer. E é burro. Ter um cancro não vem com benefícios especiais, pelo contrário, não transformas as pessoas más em pessoas boas, nem as pessoas feias em pessoas bonitas, nem as pessoas que se vestem mal em pessoas que se vestem bem. Uma pessoa com cancro deve estar para além da crítica? Devemos dourar a pílula? Para mim, não. Por todos os motivos, mas sobretudo porque seria difícil: "olhe que essa saia é - a senhora é doente oncológica? Não? - então a saia é horrível". Que palermice.

 

Eu não sou fashion, nem percebo nada de moda. Sei do que gosto e do que não gosto. Dá-me igual o que estranhos pensem acerca do assunto, mas aqui fica a forma como eu resolveria a coisa, se eu fosse a Pipoca.

 

Mantinha o post original a cascar na farpela (já que era essa a minha opinião, além de que sou contra a remoção de posts, já terei dado provas disso no passado)

Ficava caladinha no Blog, mas contactava a Ana Sofia e falava pessoalmente com ela.

E se a Ana Sofia estivesse a fim, passávamos uma tarde de compras, com ela como manequim e eu como fashion advisor, num makeover.

Depois, e caso obtivesse autorização da Ana Sofia e dos seus encarregados de educação, escrevia sobre isso no Blog e, com sorte, até punha uma ou outra foto. Melhor... um antes e um depois.

 

Chama-se a isto damage control com benefícios mútuos.

 

Mas, lá está, eu não sou a Pipoca.

 

E, por último, a afirmação que interessa:

 

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