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Marginal sem carros

por jonasnuts, em 21.09.09

Lá fui, com o puto. Ele com uma bicicleta a precisar de ser trocada por uma maior, e eu na minha bicicleta toda artilhada, toda xpto, toda três vezes nove vinte e sete, noves fora nada. Ele muito melhor que eu, lá está, não é a máquina que faz o condutor, mas o contrário (digo mentalmente, enquanto penso no meu Smart).

 

Lá fomos e tal, e fartámo-nos de pedalar. Mas o feeling foi o mesmo do ano passado. Esta gente porta-se alarvemente.

 

Este ano, a época não ajudou. Não me entendam mal, não me refiro ao tempo, que estava óptimo, refiro-me ao tempo de eleições. Pareciam comícios, aos magotes, com a t-shirt da cor do voto vestida e bandeirinhas nas mãos ou artisticamente colocadas na bicicleta, e agrupadinhos em blocos que ocupavam o centro da via. Deve ser isto a que se referem, quando falam do bloco central.

 

As pessoas não sabem conduzir, essa é que é essa. Comportam-se como se estivessem sozinhas. Pais com crianças de triciclo na faixa da esquerda eram mais que muitos, gente que virava sem ver se vinha alguém atrás, gente que ia a andar, calmamente no centro da via, como se estivessem sozinhos na marginal. Era tudo deles. Ora eu, que sou bicicleteira newbie, ainda me atrapalho com aquela geringonça toda (consigo cair a desmontar da bicicleta), não tenho (ainda) a capacidade de evitar colisões assim do pé para a mão.....aquela gente correu perigo, e nem se apercebeu.

 

Eu não digo palavrões a conduzir. Quer dizer, digo, mas não chamo nomes a ninguém. Quer dizer, chamo, mas dentro do carro, não ando a insultar as pessoas, muito menos com crianças por perto. Mas ainda me sairam uns "fuck" pela boca fora (é inglês, as criancinhas não percebem, e o meu, que já percebe, ia atrás, não me ouvia, que também não berrei).

 

Cheguei a casa e a sensação era tão idêntica à do ano passado, que vim à procura do post. Mas parece que no ano passado nem o escrevi. Fica o deste ano.

 

Se me puder escapar, para o ano, escapo-me. Se não puder escapar, é desta que instalo uma porra duma buzina dum camião tir na bicicleta, e, já que não consigo afastá-los à força do respeito pelas regras, afastar-se-ão à força do décibel.

 

Caburros, pá.

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Bicicletas

por jonasnuts, em 14.09.08

Leio no SOL (online e sem link, porque eu não linko o Sol) que Paulo Guerra dos Santos fez um estudo sobre a utilização de bicicleta na cidade de Lisboa.

 

Não li o estudo, apenas a notícia do Sol, pelo que a minha opinião sobre a coisa pode estar errada, tendo em conta o filtro "jornalístico".

 

Uma das afirmações do estudo é: "Em Lisboa faltam ciclovias, que podem ser providenciadas «com algo tão simples como uma mudança na legislação que permita que as bicicletas possam partilhar a faixa do ‘bus’»."

 

Ora, a mim, que sou bicicleteira recente e, portanto, com pouca experiência, mas condutora há mais de 20 anos, esta frase do estudo dá-me para ter uma primeira reacção muito interessante.

 

Se eu andasse de bicicleta na cidade (e não ando), o sítio que eu mais evitaria seriam as faixas de BUS. É por onde circulam habitualmente os piores condutores. Os motoristas de autocarros, os taxistas e os chico-espertos.

 

Além disso, as faixas de BUS servem para que os transportes públicos (e os chico-espertos) possam andar mais rapidamente. Já estou a ver os autocarros a atascar atrás duma bicicleta, ou um taxista a fazer razias do tipo "chega para lá" a qualquer incauto que decidisse aproveitar uma eventual permissão para andar por ali, de bicicleta.

 

Adoraria poder usar a bicicleta para me locomover. A única coisa que me impede de o fazer não são as colinas, nem o trânsito. O que me impede de adoptar a bicicleta é uma coisa básica. Chama-se transpiração. Depois de pedalar os km que separam a minha casa do meu local de trabalho, eu, como qualquer ser humano normal, transpiro. Logo, cheiro mal. Logo, não me sinto bem enquanto não tomar um banho.

 

Qual é a proposta para resolver este problema?

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Ciclovia de Cascais

por jonasnuts, em 27.07.08

Caros utentes da ciclovia de Cascais.

 

Ciclovia é ciclovia, não é patins via, nem passinhos via, nem triciclo via, nem andar de mãos dadas via, nem andar em manada a ocupar ambas as faixas via.

 

É ciclovia.

 

Deve-se esta nomenclatura ao facto de ter sido pensada para bicicletas.

 

Não tenho nada contra a partilha dos espaços, mas ao menos informem-se acerca das regras e, sobretudo no meu caso, muito importante, não partam do princípio de que toda e qualquer pessoa em cima de uma bicicleta é exímia o suficiente para conseguir passar nos espaços exíguos que sobram. Eu sou maçarica, e em caso de dúvida ou hesitação, podem estar certos que não caio para o lado da estrada, caio mesmo para cima de vossas excelências.

 

Já me chegam energúmenos na estrada quando vou ao volante do meu carro, não preciso de mais energúmenos na minha vida de condutora. Muito obrigada pela vossa presença e colaboração durante a tarde de hoje, e era para dizer que não precisam de voltar mais, muito obrigada.

 

E se voltarem, SAIAM DA FRENTE, PORRA, e vão para o PASSEIO que foi feito, esse sim, para PASSEAR, e que fica a 10 cm da CICLOvia.

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Em inglês

por jonasnuts, em 03.07.08

Eu sabia que iria acabar por acontecer. É o que dá, haver bons conteúdos em língua inlgesa, e poucos em língua portuguesa. Sobre bicicletas, em português, descobri um fórum, com uma review da bicicleta que comprei, mas onde chamam "cabras" às bicicletas. "A cabra portou-se mesmo bem" ou "No fim da saída, a cabra estava toda suja de lama". Os conteúdos são porreiríssimos (apesar de um bocado técnicos demais), mas não têm (ou eu ainda nã descobri), uma coisa para newbies. Seja como for, o vídeo que aqui deixo tem o bê-a-ba dos nomes dos vários componentes de uma bicicleta.

 

 


Bicycle Anatomy for Beginners from Quickrelease.tv on Vimeo.

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Gadgets

por jonasnuts, em 03.07.08

Ele falou da coisa melhor que eu.

 

Não temos os mesmos gostos de gadgets, mas as bicicletas são iguais (sim, eu não vou alinhar nessa coisa das bicicletas para senhoras que usam saias), e alguns dos gadgets vão ser iguais. Alguns podem já ser vistos, aqui.

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Bicicletas

por jonasnuts, em 02.07.08

Tendo em conta os esclarecimentos que me têm sido prestados, em várias lojas de bicicletas por onde tenho passado, a minha pergunta favorita é "quanto é que gasta aos 100?"

 

Hoje decidimo-nos pelas bicicletas, que já estão encomendadas. Claro que também comprámos gadgets. Diferentes, pois então, que cada um tem os seus gostos. Há coisas de que eu gosto e ele não, e vice versa. Mas, o melhor gadget de todos, é só meu, e é BRUTAL!!

 

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Escolher uma bicicleta

por jonasnuts, em 28.06.08

Quero comprar uma bicicleta. Não percebo nada do assunto, mas sei que tipo de utilização é que lhe espero dar. Nas férias (na celestial semana que tenho a sós com ele), e depois, durante o ano, o pontual passeio de fim-de-semana, com ou sem putos. Já percebi que aquilo de que preciso é de uma bicicleta híbrida, daquelas que não são nem carne nem peixe.

 

Depois do que já li, já percebi que Hipermercados (seja genéricos seja da especialidade) são de excluir, e que mais vale comprar numa loja da especialidade, e eu até descobri há pouco tempo uma loja destas de cujo atendimento gostei muito.

 

Mas não gosto de comprar algo, principalmente algo em que vou gastar investir uma pipa de massa, e depender exclusivamente do know-how de quem me está a vender a coisa, e que tem, óbvia e naturalmente, interesses que poderão não ser exactamente os meus.

 

Andei a fazer umas pesquisas. Muita coisa em português do Brasil, imensa coisa em inglês, mas em português de Portugal, e adaptado à realidade nacional (nesta temática a questão geográfica tem importância), muito pouco. E o pouco que existe é demasiado técnico.

 

Vá lá, para mim uma bicicleta tem um volante (sim, eu sei que este não é o nome técnico), duas rodas, os pedais, o banquinho, a corrente e aquela coisa pesada em ferro (eu sei que não é em ferro) que junta estas coisas todas. Ah, e travões.

 

Portanto, se encontro informação que me fala em quadros XPTO, ligas de titânio, suspensões hidráulicas, pedais de clip, amortecedores, cassestes, desviadores, e demais parafernália, esta informação deixa-me mais ou menos na mesma, ou pior, porque se eu acho que tenho de aprender tanta coisa, vamos lá, não é propriamente um incentivo.

 

Acho que vou ter uma conversinha de pé de orelha com os senhores da "minha" loja de bicicletas, para ver se eles fazem uma coisa de jeito para quem, como eu, não pesca nada do assunto, e não quer sentir-se como imbecil, quando visita um site da especialidade (mesmo que esse sentimento se aproxime da realidade).

 

Alguém conhece um bom site, em português de Portugal? (não quero que aconteça como com o tricot, aprendi a tricotar através de um livro inglês, e agora não percebo nada das instruções portuguesas).

 

E, já agora, alguém recomenda alguma bicicleta ou marca em especial?

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Bicicletas e avarias

por jonasnuts, em 18.06.08

O meu filho "herdou" uma bicicleta. Veio mesmo a tempo, que ele cresceu e a antiga já não lhe servia.

 

A nova, toda xpto, e mudanças e coiso e tal é excelente. Só havia um problema. Era cor de rosa.

 

Aparentemente, nestas idades, um rapaz ter seja o que for que se pareça mesmo que longinquamente com cor de rosa, não é uma opção.

 

Ok, pinta-se a bicicleta. Havia duas formas de pintar a bicicleta. Ou pegava num pincel e em tinta e toca de andar ali às voltas, ou desmontava a bicicleta para ficar só com o cor-de-rosa e em vez de pincel pegava numa latinha de tinta em spray e fazia-se a coisa como deve ser. Eu estava mais inclinada para a primeira opção, mas os especialistas disseram-me que para a coisa ficar bem feita, era de spray. Eu gosto de coisas bem feitas (pelo que devia ter pegado na bicicleta e colocá-la de imediato numa loja da especialidade).

 

Demorei uma semana a desmontar a bicicleta e à medida que a desmontava ia pensando para os meus botões que já sabia quem é que não conseguiria montar aquilo tudo de volta. Quer dizer, conseguir conseguiria, mas sobrar-me-iam peças de certeza absoluta.

 

Lá tratei de pintar a bicicleta com o spray, numa noite, num sítio sem luz (e com vento), e no outro dia de manhã toca de lhe dar uns retoques no (abundante) cor de rosa que ainda se via. Havia um dead line, pelo que me valeu a minha maninha, que me deu o contacto de uma loja/oficina onde me prometeram que conseguiam montar a bicicleta em tempo útil. Eu conseguiria, mas tratando-se da bicicleta onde o puto vai andar, achei que era mais seguro serem profissionais a tratar do assunto.

 

Ontem lá fui deixar a bicicleta, toda desmontada num saquinho do Ikea, e hoje fui lá buscá-la. Estava porreiríssima (sendo que para mim, para estar porreiríssima, bastava estar montada), os senhores foram impecáveis, e ainda disfarçaram umas reminiscências de cor-de-rosa que tinham escapado.

 

Mas o mau trabalho de pintura nota-se, não à distância, mas basta olhar com um bocadinho de atenção para ver excesso de tinta numas partes e falta dela noutros sítios. Na loja, olhei para a tinta e pensei, se calhar uns autocolantes ajudam a disfarçar isto, pelo menos por agora. O pessoal é impecável, e lá procuraram uns autocolantes, para ver se havia algum com o tamanho certo. Havia. Ofereceram-mo, e eu já estava a descolar a coisa, com a pressa de disfarçar a pintura, quando os meus olhos dão um pouco mais de atenção ao autocolante. Disse ao puto que se calhar aquele não era o melhor autocolante, olhei para o senhor e ri-me. Por uns momentos houve alguma perplexidade, mas depois compreendeu. E corou. E pediu desculpa, e atrapalhou-se.

 

Percebem porquê? :)

 

 

 

Recomendo vivamente aquela loja. São simpáticos, eficientes, baratos (pelo menos eu achei - €19 para montarem a bicicleta de um dia para o outro e ainda darem uns retoques na pintura), e têm ainda a parte cómica do atendimento. Chama-se Without Stress e fica ao pé daPraça do Município.

 

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