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À atenção da ASAE

por jonasnuts, em 28.11.07
Caros Senhores,

Tendo em conta o vosso recente interesse em banir actividades amadoras e caseiras, que podem fomentar o comércio lateral, pouco seguro e não colectado, achei por bem chamar-vos a atenção para um nicho de mercado que parece valorizar estas características e faz mesmo destes dois adjectivos um argumento de vendas.

Atenção, quando utilizo a palavra nicho, faço-o da forma mais pura possível, não havendo aqui nenhuma segunda intencionalidade, e vou já avisando que este nicho é de larga escala, pelo que terão certamente de reforçar a equipa. Trata-se de um negócio com muitos meandros, muitos consumidores que parecem, de facto, valorizar o produto caseiro e amador, em detrimento do standard.

Senhores da ASAE, dediquem-se a vasculhar os sites de amadoras e de caseiras, e a erradicar da face da pornografia essa praga de empreendedores, no caso, empreendedoras que minam a legitimidade de um negócio tão limpo como é aquele a que me refiro, a pornografia, pois então.

Devolvam o profissionalismo à pornografia. Acabem com essas amadoras e com essas produções caseiras, e apenas depois disso, macem o resto mundo, que usa colheres de pau e gosta de beber o café por uma chávena de loiça.

Muito agradecida.

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Mercado negro

por jonasnuts, em 25.11.07
Depois de tanta gente referir o artigo do António Barreto, n'O Público, mas especialmente depois de ter visto uma transcrição aqui desse artigo acho que vamos voltar aos tempos (in)gloriosos da 2ª Guerra Mundial.

Eu não sei, porque ainda não era nascida, mas a minha avó conta-me que havia racionamento, e um dinâmico mercado negro que funcionava melhor cada dia que passava.

Já me estou a ver a comprar azeitonas na candonga, ou aguardente caseira nas traseiras esconsas de uma mercearia de bairro.

Embalar as bolas de berlim? Chávenas de plástico para beber café? Nem que eu passe a levar a minha chávena de loiça. E já agora, plástico? E o ambientalmente correcto?

Quiseram fazer o mesmo com as colheres de pau, na altura abasteci-me de colheres de pau que chegavam para a minha vida e a das gerações vindouras. Mas continuo a ver colheres de pau à venda, nas feiras. Continuo a comprar, há tradições familiares que devem ser mantidas, e comprar colheres de pau sempre que se vai a uma feira é uma dessas tradições.

Viva o mercado negro que se avizinha. Eu vou já avisando os potenciais interessados em estudos de mercado, que sim senhora, comprarei no mercado negro, e agora, vão-me prender?

Acho que se deve fazer como no mercado discográfico, e transformar a ASAE na RIAA. São tantos os fogos a acudir que eles são, basicamente ineficazes.

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