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Solidariedade sexual

por jonasnuts, em 16.11.10

Pronto, eu confesso que o título do post foi clara e propositadamente para chamar a atenção, que aviso já que não vão encontrar neste post as imagens/textos que esperavam e, cheira-me, daqui a uns tempos ainda há-de ser pela pesquisa dos termos "solidariedade sexual" que vêm uns incautos parar aqui.

 

Sou, desde há poucos momentos, rena oficial dos Anjinhos de Natal e, ao andar para cima e para baixo da página dos Anjinhos no Facebook, vejo mulheres, gajas, mulherio, gajedo. Um ou outro gajo lá diz qualquer coisa, lá faz um like e coiso e tal, mas a chegarem-se à frente, só gajas.

 

Porquê? Os homens são menos solidários que as mulheres? Ou quem decide estas coisas são sempre elas, e eles, a única coisa que fazem, é acartar com os saquinhos enquanto elas andam nas compras?

 

Há mais homens que mulheres, no Facebook. Porquê esta ausência de gajos a chegarem-se à frente na acção dos Anjinhos?

 

Amanhã quero ver se corro o departamento técnico (gajos, gajos e mais gajos) do sítio onde trabalho, a ver se os convenço a pedirem autorização às mulheres/namoradas para participarem.

 

Cheguem-se à frente, senhores.

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Dar

por jonasnuts, em 10.11.10

 

Gosto de dar, mas não dou a qualquer pessoa. Gosto de, quando dou, saber que estou a dar a quem precisa.

 

Não gosto de dar dinheiro, principalmente porque o dinheiro nunca se sabe muito bem para onde é que vai, e tirando a AMI e pouco mais, não dou dinheiro.

 

Dou regularmente os brinquedos do meu filho e os livros e a roupa (que estejam em condições de ser dados, evidentemente, não dou lixo). Mas estas dádivas, por importantes que sejam, não correspondem necessariamente ao que os miúdos querem.

 

 

No ano passado descobri os Anjinhos. E gostei da ideia. Ajuda muito o facto de "conhecer" e confiar na pessoa que está a promover esta iniciativa (há-de haver mais, mas eu conheço-a a ela). Sim, é uma acção do Exército de Salvação. Sim, chamam-se anjinhos às crianças. Sim, deve ser uma coisa católica e tal. Mas, o conceito agrada-me, porque as crianças têm um nome, uma idade, e um pedido específico.

 

Crianças que não têm presentes de Natal e que pedem aquilo que gostavam de ter (e de caminho também levam com um fato de treino). Quando compramos as coisas sabemos que estamos a comprar exactamente aquilo que aquela criança deseja e que não terá, se não formos nós. São crianças sem presentes de Natal. Tudo isto, misturado com a imagem de excesso de presentes lá em casa, que todos os anos tentamos, debalde, reduzir (este ano é que é, andamos a dizer ao tempo), faz com que eu queira aderir, de novo, a esta acção.

 

No ano passado fi-lo já muito em cima da hora (e atrasei-me e tudo) e "apadrinhei" 4 ou 5 anjinhos. Este ano está mais difícil, acho que não consigo chegar a tantos (e este "tantos" parece tão pouco, face à minha vontade), mas já angariei o meu filho para o processo (eu compro o fato de treino, ele paga o presente), e vou angariar mais pessoal (família e meninos do SAPO). Até já recomendei a coisa via Facebook, imagine-se, eu que quase nunca facebuco, e que acho que nunca usei as recomendações daquela coisa.

 

Enfim, está tudo explicado aqui, ou aqui.

 

Garanto que quando entregamos os presentes, sabendo que eles vão ser, de facto, dados a quem os pediu, nos sentimos muito bem. Este é o presente que vou oferecer a mim própria neste Natal. É, ao contrário do que parece, um presente egoísta.

 

 

(Os mais desconfiados podem ver aqui algumas fotos referentes à acção do ano passado)

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