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Revisão da matéria dada e conclusões

por jonasnuts, em 09.07.16

Por causa deste post (Auto-link).

 

Recapitulando resumidamente. 

 

Ontem a meio da tarde, o meu filho, que se encontrava na Praça de Algés foi abordado de forma que eu considero no mínimo dúbia, pelas autoridades, e todo o processo foi deplorável e abusivo. A coisa resolveu-se com a chegada do adulto com quem ele se ia encontrar para ir ao concerto, e que confirmou a história que o meu filho explicava às autoridades desde o início. Eram 3 homens, Um que se identificou com distintivo (e só com distintivo) como polícia à paisana e dois, que não se identificaram e que envergavam coletes da NOS.

 

Eu soube disto pouco depois da 1 da manhã, quando fui buscar o puto à saída do festival.

 

Fiquei pissed. 

 

Cheguei a casa. Escrevi o post que linkei mais acima. Contactei via Twitter e Facebook a @NOS_Alive e enviei um mail à Everything is New, expondo a situação e pedindo esclarecimentos.

 

Responderam-me, por mensagem directa no Twitter muito rapidamente (demoraram 1 hora o que, numa madrugada de sábado, em dia de festival, considero muito rápido). Pediram-me contacto. Não se comprometeram (evidentemente) e disseram que iam esclarecer as coisas e que me contactariam com uma resposta.

 

A resposta chegou, por mail, às 3h50. Com instruções para contactar uma determinada esquadra, cujo comandante já tinha sido avisado, e que teria disponibilidade para me receber durante o dia de hoje. 

 

Esta manhã, às 11h00, contactei a esquadra e, sim senhor, assim que disse o meu nome deve ter saltado um aviso qualquer e sabiam exactamente de que é que se tratava. Recebi mais instruções que segui, indo pessoalmente à esquadra, pelas 15h00.

 

Fui bem atendida, por um agente que não sabia de nada e a quem tive de explicar toda a situação, e a quem mostrei o mail que tinha recebido da organização do evento. De imediato (mais coisa, menos coisa) fez um telefonema para o comandante, que estava a par e com quem falei ao telefone. Deu-me o seu endereço de mail directo e pediu-me que lhe enviasse um mail, expondo a situação.

 

Regressei a casa e foi o que fiz. Enviei um mail.

 

Nem 10 minutos depois, estava a receber um telefonema do comandante. O meu filho estava comigo, pelo que coloquei a chamada em alta voz. Numa conversa calma (todas as conversas foram sempre calmas e educadas e ponderadas), foi confirmado que, sim senhor, o relato do meu filho confirmava-se. Que sim senhor, que tinha sido excessivo. Que os dois elementos que usavam coletes NOS eram também agentes da autoridade e não seguranças da equipa da organização (como eu tinha originalmente pensado). Foi feito um pedido de desculpas, que foi aceite, e foi feita a oferta de entrada no concerto para o meu filho e eventuais acompanhantes, hoje,  que agradecemos, mas declinámos.

 

Está agendada uma conversa pessoal entre mim e o Comandante, para quando ele regressar de férias, que terei, com muito gosto.

 

Pela parte que me toca, o assunto está concluído. Foi cometido um erro. Foi assumido o erro e foram pedidas desculpas. O meu filho ouviu esta parte. Espero (e creio que) a parte pedagógica da situação sirva para o futuro e posso considerar-me muito satisfeita pela forma como tudo foi tratado, quer pela PSP quer pela Everything Is New (a que já agradeci, por mail) , organizadora do NOS Alive.

 

Claro que preferia que nada disto tivesse acontecido, mas, já que aconteceu, que tenha sido bem gerido. E foi. Por todos os envolvidos.

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6 comentários

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De S.C. a 09.07.2016 às 23:09

Boa noite.
Não quero acreditar no que estou a acabar de ler. Eu cheguei a uma paragem de autocarro por volta das 17h e percebi que algo de estranho se passava num dos cantos opostos ao que me encontrava. Confirme, por favor, com o seu filho, se deu conta da minha chegada. ( Eu vestia uma blusa rosa)Olhei diversas vezes para os elementos que, de facto, rodeavam um rapaz com um diálogo bizarro sobre venda ilegal de bilhetes. Nunca consegui ver bem como era o seu filho, nem deu para perceber que era menor! Estou chocada. Sou mãe e não imagino o que é ter o meu filho a passar por um susto destes....o que posso fazer para ajudar?
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De jonasnuts a 09.07.2016 às 23:13

Não deu conta de nada, estava demasiado stressado com o facto de estar a ser interpelado de forma, vá, estranha.

Obrigada pela oferta de ajuda. Como pode ver pelo post, tudo ficou resolvido. Foi reconhecido o erro. Pediram desculpas. Foram aceites e pronto :)

Obrigada, mais uma vez.
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De Paulino a 10.07.2016 às 02:59

Boa noite,
Fiquei contente pelo desfecho da situação, no entanto chamou-me à atenção a parte do "menor sozinho" numa área com certo grau de risco pela quantidade de transeuntes naquela área.

Fiquei contente pelo desfecho, uma vez que enquanto o "menor" estava a ser abordado pelos adultos (agentes da autoridade), não corria o risco de ser submetido a riscos de assalto, agressão por este estar sozinho numa imensidão de gente com objectivos para além de apreciar um espectáculo.

Não deixa de ser caricato quando um mal vem por bem...
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De jonasnuts a 10.07.2016 às 08:33

Não acho que uma paragem de autocarros da Praça de Algés, às 16h45, possa ser considerada local de risco.
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De Vitor Madeira a 12.07.2016 às 09:16

Dois comentários:

O primeiro é o de que, quem tem um blogue influente e sabe usá-lo, consegue "mover montanhas"... Se isto tivesse ocorrido com o filho do "Zé do Talho" (ou do seu colega que é imigrante de leste), gostaria mesmo de saber se tudo acabaria num "pedido de desculpas"...

O segundo é o de que, claro que há que existir autoridades na sociedade, mas porque raio é que alguma delas autoridades têm que andar com coletes com a designação "NOS"...? Que coisa mais bizarra...

Permite-me um terceiro: Como pai, fico aterrorizado com situações deste tipo... Começo a pensar que não será mesmo de todo má ideia começar a preparar os meus pequenos para situações como esta, de extremo stress. Esquecer um pouco a cena de andar sempre em torno do "temos que ser todos amiguinhos e etc. e tal" e começar a pensar em dar umas sessões de "educação aplicada" sobre como "identificar filhos da mãe, manter a frieza, pensar antes de agir, cuidar da maneira como se pode falar e fazer os possíveis para recordar traços fisionómicos para depois relatar e preparar defesa".

O que mais me deixa aterrorizado é pensar que um filho meu pode vir a sentir pânico e ficar sem saber o que fazer, podendo até fazer o que não deve...
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De jonasnuts a 12.07.2016 às 09:21

Tudo verdade. Também partilho das mesmas preocupações.

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