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Pumpkin & Nuts

por jonasnuts, em 20.04.14

Confrontada com a falta de dinheiro que nos assola a todos, comecei a pensar, como de resto, muitas outras pessoas, de que forma é que poderia aumentar a receita, sendo que os cortes na despesa foram logo os primeiros a ser feitos.

 

Portanto.....cortei na despesa, chegou o tempo de puxar pela cabeça e pensar de que forma é que poderia aumentar a receita.

 

Deixa lá ver o que é que eu posso/sei fazer que possa ser vendido. Não pode ser nada que tenha a ver com a minha profissão nem com a minha área de actividade, porque aquela cena chata da ética impede-me de vender o meu trabalho a outra empresa que não aquela onde já trabalho.

 

O que é que eu sei fazer mais? Sei fazer meias de lã. Mas a minha ciência chega para o consumo caseiro, não sou daquelas pessoas que se acha especialista e se mete a organizar workshops assim que acaba de adquirir uma competência. Acho que para passar conhecimento é preciso ser-se especialista. E eu não sou especialista de nada. Sei fazer malha, sei fazer crochet, sei bordar, mas não sou especialista de nada disto. Lavores como forma de rendimento, posto de parte.

 

Há algum tempo, e depois de anos a dizer "tenho de pedir a receita do doce de abóbora com nozes à Tia Helena", pedi finalmente a receita do doce de abóbora com nozes à minha Tia-avó Helena. Este doce, é de lamber os dedos e chorar por mais. A minha tia oferece sempre à minha mãe. Dura pouco.

 

Com a receita na mão, faço algumas adaptações. Eu sou assim, faço sempre adaptações às receitas. Faço algumas experiências, e chego a um doce de abóbora com nozes que é extraordinário.

 

Olha...... pensámos, podíamos vender isto.

 

Podíamos sim senhor. 

 

Fiz as contas, basicamente, um plano de negócios, que contabilizava todos os gastos (incluindo tempo), e, não chegando para ficarmos ricos, daria para ter um complemento simpático, no fim do mês.

 

Sim senhora. Mãos à obra. Até fui ao armazém das marinha grande comprar a porra dos frascos (frascos, tempo e deslocação incluídos no plano de negócio).

 

Só há um problema. 

 

O sacana do doce é tão bom que não conseguimos que sobre nada para vender.

 

A sério..... já é a quarta vez que faço doce de abóbora com nozes, no espaço de mês e meio/dois meses, e não sobra nada. 

 

Demora uma noite e um dia. Chego ao fim com cerca de 8 frascos cheios.

 

Um tem de ser aberto para provar, como é evidente, não se vende aquilo que não se come em casa. E num abrir e fechar de olhos, marcha tudo.

 

 

Tenho, portanto, 2 problemas para resolver. Aumentar o rendimento, e perder peso.

 

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8 comentários

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De Pólo Norte a 20.04.2014 às 19:32

Estou como tu.
Mas eu nem jeito para a cozinha tenho...
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De Luís Martins a 20.04.2014 às 23:59

A receita é segredo ou pode ser divulgada? :p
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De João Lúcio a 22.04.2014 às 13:31

Porque não aceitas lré-encomendas? Para o rigar a não abrirem os outros frascos. :)

(comentar em mobile é surreal!)
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De jonasnuts a 22.04.2014 às 13:34

Quem é que encomenda um doce que nunca provou? :)

(Sim, comentar em mobile é surreal, mas o resultado é hilariante :)
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De João Lúcio a 22.04.2014 às 17:57

Acho que quase todas as pessoas que compram um doce pela primeira vez nunca o provaram. Ou vais fazer uma banca de degustação?
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De AB a 28.04.2014 às 13:41

Never get high on your own supply. É aparentemente um lema de traficantes de droga, mas pela descrição a coisa anda lá perto : )
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De Flavia Paluello a 28.04.2014 às 16:15

Olha que se não fosse doce de abóbora eu comprava sem provar... :) O problema é que não gosto de doce de abóbora por nada. Mas as meias de tricot também comprava ;)
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De ツ Maria (SorrisoIncógnito) a 30.04.2014 às 13:02

Já parece eu com a minha tarte de maçã, não venço nem a cortar maçãs e a passar pelo molho a provar, nem depois de feita, antes de alguém chegar a prová-la já foi quase toda.

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