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O carimbo

por jonasnuts, em 29.08.17

Adoro a Internet por muitas razões.

 

O post anterior é apenas um exemplo da utilidade da Internet. Há muitas outros, claro, ser uma excelente forma de prescindirmos de burocracias está no meu top 10.

 

Hoje em dia, as ferramentas que a Internet põe ao nosso dispor permitem-nos (e às empresas) facilitar em muito o estabelecimento de relações, mesmo que comerciais.

 

E isto vem tudo a propósito da maravilha que é, hoje em dia, fazer um seguro automóvel. Ou de mota, no caso. Como a moto é para uso maioritariamente profissional, está em nome da empresa (da minha, entenda-se) e consequentemente, o mesmo se aplica ao seguro.

Comprei uma moto (em 2ª mão), fiz o seguro online, com uma mera confirmação de dados pelo telefone. Provavelmente ajudou já ser cliente da seguradora.

Zero dificuldades. Fiquei com seguro (que inclui danos próprios) e respectiva documentação em 15 minutos. Espectacular.

Por motivos que não interessam aqui para nada, precisei de activar os danos próprios do meu seguro. Achava eu que, à semelhança do que se tinha passado no momento em que fiz o seguro, tudo podia ser feito por telefone e por mail e de forma expedita e célere.

 

Estava enganada.

 

A companhia de seguros em causa (é a Direct), quando precisa de comunicar com os clientes DEPOIS de um acidente, esquece-se de que o mail existe. Não pode usar o mail. Tem de ser o correio tradicional.

 

E usam o correio tradicional para tudo, até para informarem que a declaração amigável que foi preenchida, digitalizada e ENVIADA POR MAIL, precisa de um carimbo da empresa.

 

Sim. É verdade. A Direct, para dar início ao processo, precisa que a declaração amigável seja carimbada. Não percebo porquê, porque qualquer imbecil chega à loja da esquina e manda fazer um carimbo a dizer aquilo que muito bem lhe apetecer. Não compreendo porque é que é preciso um carimbo. 

 

Mas, não satisfeita com a imbecilidade de precisar de um carimbo para dar início ao processo, faz chegar a informação de que precisa de um carimbo, por correio tradicional.

 

Tive de mandar fazer um carimbo, carimbar a declaração amigável, digitalizar, enviar por mail e a seguir telefonar para confirmar que tinham recebido a coisa e que já podiam desbloquear o processo.

 

Estive mais de 1 mês sem mota, porque o senhores queriam o papel, e não lhes bastava o papel, também queriam o carimbo.

 

Numa próxima oportunidade leva com um carimbo feito em batata que se lixam (não me ocorreu, senão tinha sido já desta).

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11 comentários

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De Anónimo a 31.08.2017 às 18:07

As companhias de seguros têm razões que a razão desconhece. Cerca de um mês atrás tive um furo na autoestrada, e o carro não tem pneu sobresselente, e aquilo era um rasgão no pneu e não houve kit que resolvesse.
Chamei a assistência em viagem. Depois das apresentações protocolares a primeiríssima coisa que me perguntaram foi se tinha o selo e a inspecção em dia.
E para que é que a companhia precisa de saber isso? Isso é entre mim e a GNR, penso eu. O seguro está em dia, e isso é o que devia interessar à companhia de seguros. Quer dizer que se não tiver o selo e a inspecção em dia não tenho direito a seguro, mesmo estando pago?
O senhor dos seguros pode, por favor, explicar esta?
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De Anónimo a 01.09.2017 às 13:42

É a lei, se a IPO não estiver en dia, as companhias podem recusar-se a actuar, se tiver um acidente e a IPO estiver caducada o seguro não paga
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De Anónimo a 01.09.2017 às 21:30

Obrigado pela resposta.
Ok, eu percebo a tanga da IPO - chamo-lhe tanga porque dantes não havia IPOs. O carro não foi inspeccionado, pode ter tudo a caír de podre, e se tiver a inspecção está maravilha. Supomos.
Acontece que um furo não é uma avaria e pode acontecer à saída duma IPO.
Suponho que no caso do selo também haja uma boa justificação qualquer. Pode arranjar-se uma boa justificação para quase tudo. O seguro pode até perguntar-me se devo na padaria, desde que a lei permita. O que não quer dizer que não seja uma lei estúpida.
Ao seguro só devia interessar se o seguro está pago. O resto é treta, são desculpas legais para não pagar.
Há dias um amigo meu ficou com a traseira do carro destruída, foi abalroado por um condutor alcoolizado. O seguro do outro não paga - está mal, não era o meu amigo quem estava embriagado.
Os seguros são de tal modo maus que já ouvi a piada que eles já inventaram as viagens no tempo - o nosso dano concreto, estranhamente, nunca está na apólice, apesar de nos lembrarmos de ter contratado essa cobertura.
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De Anónimo a 05.09.2017 às 14:19

No caso do seu amigo ele está garantido pelo FGA que lhe cobre os danos. A IPO é para garantir que o carro está em conformidade para andar na estrada.

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