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Não SPA, tu não és Charlie

por jonasnuts, em 09.01.15

Sociedade Portuguesa de Autores.jpg

 

Deixa-me explicar-te, SPA, porque é que tu não tens o direito de ter "Somos Charlie" no cabeçalho da tua página. O "Somos Charlie" ou, como a maior parte das pessoas diz "Je suis Charlie" é uma afirmação contra os terroristas, a favor da liberdade de expressão.

 

E, a não ser que tu sejas como o outro que diz, olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço, não podes ter essa imagem no cabeçalho da tua página.

 

Uma entidade que manda um dos seus directores falar com alguém com poder para pressionar um blogger ou, suponhamos, uma blogger, e ameaçá-lo (ou ameaçá-la), porque ele (ou ela) escreve coisas de que a SPA não gosta, não é uma entidade que possa ter um "Somos Charlie" no seu cabeçalho.

 

Porque, cara SPA, ou há moralidade, ou comem todos.

 

E isto não é um post de alegadamente, de ouvir dizer, ou de diz-se que. Isto é um post de eu sei.

 

Ganha vergonha na cara SPA, senão por outros motivos, pelo menos por este.

 

Somos Charlie o tanas (que a minha mãe não gosta que eu diga palavrões, embora me apeteça muito).

 

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13 comentários

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De Anónimo a 09.01.2015 às 23:59

As pessoas gostam muito da liberdade de expressão, desde que a liberdade expresse opiniões politicamente correctas e com as quais estejam de acordo. É fácil defender a liberdade de expressão, assim. Difícil é quando não concordamos.
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De Luís Santos a 10.01.2015 às 00:33

Nem mais. A SPA é uma vergonha e deve ser desmascarada.
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De daniel silva a 10.01.2015 às 00:48

A SPA É UMA VERGONHA!!!!

A ARTE É LIVRE, VOCÊS SÃO O OUTRO LADO.
FODAM-SE !
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De Anónimo a 10.01.2015 às 08:50

Já todos percebemos que a pressionada foi a Maria João.

Estes são métodos de uma organização mafiosa, que deve ser investigada e levada aos tribunais.
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De Thanatos a 10.01.2015 às 10:49

E já agora a SPA podia explicar porque obriga os autores a emitirem faturas-recibos dos royalties a duplicar e depois envia-lhes cartas a explicar que apenas devem declarar metade do rendimento ao fisco que é para a coisa bater certo com as declarações anuais deles. Porque somos todos parvos, claro.
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De Marco a 10.01.2015 às 11:13

e que tal pegar em provas e mandar para a PJ e para os senhores do fisco? Assim acabava-se com a brincadeira. podia ser que fossem preciso mais "apartamentos" la para os lados de évora.
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De Thanatos a 10.01.2015 às 11:18

O Fisco recebeu as provas quando andou a verificar as declarações dos autores. A senhora doutora da SPA teve a soberana lata de remeter para o Fisco essa "explicação" fazendo depois umas voltas e piruetas de engenharia financeira. Tanto quanto sei o caso anda a ser seguido por quem de direito. ;)
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De pff...sei lá a 10.01.2015 às 19:59

mas o caso vai ser arquivado por falta de provas, certo? porque em portugal só o sócas vai preso, o passos e o portas...
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De Marco a 12.01.2015 às 12:17

pode ser que não, há várias formas de matar as moscas.
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De Pedro Jerónimo a 12.01.2015 às 12:15

Este post motivou reacções, em blogs e no Facebook, tendo inclusivamente - segundo relatos de algumas pessoas - levado a que comentários feitos no perfil da SPA sobre este assunto, tenham sido apagados. E esta, ein?! Em: http://blog.wonderm00n.com/2015/01/09/spa-defende-liberdade-de-expressao-mas-quando-lhes-interessa/
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De Pedro Jerónimo a 12.01.2015 às 12:16

Digo, perfil da página no Facebook.
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De sergio a 17.01.2015 às 11:13

je suis charlie é uma afirmação a favor da liberdade do insulto a religiões ou cultos que não são a nossa , isso sim .
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De Rage a 23.01.2015 às 08:50

Precisamente uma das consequências da liberdade de expressão.

Ninguém precisa de ter um direito consagrado na Constituição a defender o seu direito de dizer coisas com que todos vão concordar.

Esse direito na Constituição salvaguarda precisamente as circunstâncias que possam dar azo a discórdia - e até insulto.

Não nos podemos esquecer nunca de uma coisa: por mais que eu possa com as minhas palavras querer insultar, tudo o que eu tenho são palavras. O insulto - aquela reacção emocional fervorosa - acontece na mente do ouvinte. Esse ouvinte tem a opção de me conferir credibilidade e respeito suficiente para se permitir sentir insultado. Mas também pode decidir que afinal eu não sei do que falo e ignorar-me.

O estado de insulto é uma condição auto-infligida. Influenciada por terceiros sim, mas em última instância por mim.

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