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Lentamente

por jonasnuts, em 04.07.15

Devagarinho, regressa-se. O que foi não volta a ser, essa é que é essa.

 

Avancemos ou, como diria o outro, fogo à peça.

 

Hoje fui à Feira Internacional do Artesanato, arrastada por ele, que me garantiu a pés juntos que não havia nada que desejasse fazer mais, do que passar a tarde na FIA, comigo. Era mentira, evidentemente (afinal de contas, estamos em época de F1). Mas lá fomos.

 

Uma vergonha. 3 pavilhões. O primeiro, o português, com coisas bonitas, sim senhora, e com coisas realmente artesanato, sim senhora, mas com muita quinquilharia. E quase não vi artesãos a demonstrar o seu trabalho, que por acaso, é o que mais gosto de ver, e o que me leva a estas coisas. Um senhor a fazer umas cestas em vime, um senhor oleiro, um senhor que estava a fazer uma cena bué complicada que resultava nuns móveis cheios de fosquinhices trabalhadas em madeira, muito fixe, mas não a minha praia, além de que deve ser caríssimo, um ou dois teares, escondidos e sem ninguém a trabalhar.......e pouco mais.

O ponto alto das minhas visitas a (verdadeiras) feiras de artesanato, é a cena das colheres de pau. É uma coisa minha..... já aqui falei dela (auto-link). 

Pois nesta feira internacional do artesanato, nem um artesão a fazer colheres de pau e, gravíssimo, nem uma colher de pau. A sério, não consegui encontrar uma colher de pau, em toda a feira (enfim, no pavilhão 1, que era o que me interessava).

 

Passei muito tempo no pavilhão 2. Na bicha da ÚNICA caixa multibanco que havia no recinto, uma festa. Parecia que estava na Grécia.

 

Comprei uns sapatos nos Açores, que de açorianos nada têm, mas são giros. Também não são feitos por um açoriano, o gajo só vive lá há 10 anos. Pronto, foram feitos nos Açores. É este.

 

Mas, na ausência de colheres de pau, fiz uma compra absolutamente espectacular. Um isqueiro. Um isqueiro de pastor. Nunca tinha visto, mas é genial. Algarvio. Mete iscas, o que não anuncia nada de bom, mas é extraordinário. Uma lamela de vidro, um bocado de madeira que se roça no vidro e faz faísca, que pega de imediato fogo à isca (previamente queimada). Sopra-se, e já está. A sério, é simples que mete medo. E fácil. Sim, já consegui acender a porra da isca. Duas vezes. A isca é uma parte dum planta, cujo nome não apanhei, e que é mato, no Algarve. Era impossível de resistir. 16 euros, por um estojo com uma lamela, uma madeira com metal cravado, e duas iscas previamente queimadas, mais um saco cheio de iscas (por queimar). Não tenho grandes dúvidas de que, de facto, se trata de um "isqueiro" utilizado por quem não tem isqueiros à mão, e eu adoro estas merdas artesanais. Nunca mais fico sem lume em casa.

 

iPhone - Photo 2015-07-04 19_05_09.jpeg

Agora estou a ressacar de colheres de pau. Alguém sabe duma feira de artesanato onde haja senhores a fazer e a vender colheres de pau? Mutagradecida.

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3 comentários

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De Ana a 04.07.2015 às 22:13

Eu vi lá colheres de pau, só que italianas ;)
No 2º pavilhão, no espaço de Itália.
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De jonasnuts a 04.07.2015 às 22:17

As do 2º pavilhão não me interessavam. Também vi colheres de pau em stands africanos. Não é essa a minha onda. A minha onda são mesmo as colheres de pau que vejo a ser feitas à minha frente :)

Pancas :)
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De Eu a 16.07.2015 às 10:15

Nice to see you back :)
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De Ana Lagos a 10.08.2015 às 00:37

Os sapatos são espetaculares! São confortáveis?? :)

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