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Cara SPA #pl118

por jonasnuts, em 06.09.14

Foi com muito agrado que vi que gostaste do meu post com as FAQs sobre a lei da cópia privada.

 

Gostaste tanto que decidiste copiar. Sem creditar, o que é feio, mas pronto, não esperaria de ti outra coisa.

 

Copiaste as perguntas, mas não as respostas, claro.

 

E se nas perguntas não foste original, nas respostas adoptaste, vá, liberdades criativas. 

 

Começamos logo pela pergunta número dois:

 

"2. Mas se me permite copiar uma coisa que eu comprei, porque é que tenho de pagar outra vez?"

 

A tua resposta é:

 

"Porque quando compra um cd, p.ex., compra para utilizar apenas nesse formato, como de resto vem expresso em todos eles. Para outras utilizações é que existe a compensação equitativa.
Quer dizer, sempre que utiliza a obra original num conteúdo legal necessita da autorização do autor, dado que a partir de um registo não se pode usar indiscriminadamente qualquer obra."

 

Pois gostava de saber onde raio encontro a indicação de que apenas compro para usar num determinado formato, porque fui ver vários CDs que aqui tenho em casa e não encontrei nada expresso em nenhum deles.

E depois gostava de saber como descalças a bota para compras de formatos digitais. Relembro, que a venda de música digital, em lojas online, já ultrapassou a venda de CDs. E nestes formatos digitais, o preço já inclui a cópia privada. 

Avancemos.

 

Passamos para a pergunta número três, apenas para dizer que gostei muito da alteração da última palavra, na pergunta. Eu usei a palavra "saquei", tu usaste a palavra "escolhi". Pioraste a coisa, na minha opinião, escolher não é a mesma coisa que sacar. Mas isso não interessa para nada.

 

Vamos directamente à pergunta número seis:

 

"6. Há mais países com este tipo de lei?"

 

A tua resposta é:

 

"Na Europa, por exemplo, a esmagadora maioria dos países tem de há muito a Lei da Cópia Privada e cobra a respectiva compensação equitativa. Apenas 4 ainda não instituíram estes preceitos legais. "

 

Pois, está incorrecta, a tua resposta. E atenção, que o estudo refere-se ao ano de 2013.

 

Vamos simplificar, e reduzir a coisa a estados soberanos. Há 50 estados soberanos na Europa:

 

Albania, Andorra, Armenia, Austria, Azerbeijan, Belarus, Belgium, Bosnia and Herzegovina, Bulgaria, Croatia, Cyprus, Czech Republic, Denmark, Estonia, Finland, France, Georgia, Germany, Greece, Hungary, Iceland, Ireland, Italy, Kazakhstan, Latvia, Liechtenstein, Lithuania, Luxembourg, Macedonia, Malta, Moldova, Monaco, Montenegro, Netherlands, Norway, Poland, Portugal, Romania, Russia, San Marino, Serbia, Slovakia, Slovenia, Spain, Sweden, Switzerland, Turkey, Ukraine, United Kingdom e Vatican City.

 

Destes, NÃO têm lei da cópia privada:

 

Albania, Andorra, Armenia, Azerbeijan, Belarus, Bosnia and Herzegovina, Bulgaria, Cyprus, Georgia, Iceland, Ireland, Kazakhstan, Lischtenstein, Luxembourg, Macedonia, Malta, Moldova, Monaco, Montenegro, San Marino, Serbia, Slovenia, United Kingdom e Vatican City.

 

São 24, e não 4. 

 

E, dos que têm cópia privada, muitos estão MUITO longe do modelo que está proposto para Portugal.

 

No Reino Unido a Lei da Cópia Privada foi aprovada há pouco tempo. Podes tu dizer que se juntou ao grupo de países que têm este tipo de lei. Esqueces-te no entanto de referir que existe a permissão para fazer cópia privada, mas não há lugar a qualquer compensação. Portanto, fazem parte do grupo, mas estão mais à frente. Tão mais à frente que foram honestos (bonita palavra, hein?) e disseram "The Government do not believe that British consumers would tolerate private copying levies. They are inefficient, bureaucratic and unfair, and disadvantage people who pay for content. That is why the Government’s exception is narrow in scope. It will not allow you to give or sell copies to others, and therefore will not lead to lost sales to copyright owners, making the need for a levy unnecessary." Embrulha.

 

Espanha também faz parte do grupo de países com lei da cópia privada. O valor pago é de 5 milhões de euros por ano, e sai directamente do orçamento de estado, não há cá taxas sobre dispositivos de alojamento. 

 

Responder com "inverdades" às perguntas não me parece ser uma boa estratégia. Sobretudo "inverdades" tão facilmente desmontáveis por qualquer pessoa com acesso à internet e vontade de saber mais.

 

 

Passemos à pergunta seguinte, a 7ª:

 

"7. As tarifas propostas são equivalentes às praticadas na União Europeia?"

 

E respondes "Não, são mais baixas. As tarifas agora propostas são muito inferiores à média praticada nos outros países da UE."

 

Não tens queda para a matemática, pois não?

Chamo a tua atenção para a página 12 do estudo que é utilizado para aferir este tipo de coisas. O
International Survey on Private Copying que até é referido no parecer do comissário Vitorino.

 

 

 

Portugal está ali no 0.11, nos revenues per capita. Aplicando as taxas propostas neste projecto de lei, Portugal passará, pelo menos, para valores nunca abaixo de 1,5. Portanto, no top 3, juntamente com a França e com a Bélgica. Não são mais baixas. Pelo contrário.

 

Prossigamos para a pergunta 8, uma das minhas favoritas, sobretudo na parte da resposta.

 

"8. Qual é o motivo pelo qual a tarifa tem que ser aplicada aos equipamentos e suportes se os mesmos também podem ser usados apenas para ­fins pessoais? "

 

Tu respondes:

"Os casos particulares de equipamentos exclusivamente utilizados para a reprodução e armazenagem de “conteúdos” próprios não são um “comportamento-padrão”. Os novos suportes e equipamentos são hoje utilizados, maioritariamente e em larga escala, como está provado, para armazenar e reproduzir obras e prestações protegidas. Fará, pois, todo o sentido estender o âmbito da cópia privada a aparelhos que são utilizados preferencialmente para a reprodução de “conteúdos protegidos” pelo direito de autor e direitos conexos."

 

Eu discordo. Os casos particulares de equipamentos exclusivamente utilizados para reprodução e armazenagem (armazenagem?) de conteúdos próprios são um comportamento-padrão.

 

Mas, admito, posso estar errada. Tu pareces estar tão certa. Ainda por cima dizes "como está provado". Ora bem. Está provado onde? Por quem? Com base em quê? É que nestas coisas não basta dizer "achamos que....." ou "está provado"..... assim, a seco, sem mais nada. Prova-me lá que não é o comportamento padrão. E já que estamos numa de provas, mostra-me lá os estudos em que é provado que a cópia privada causa qualquer tipo de prejuízo que tenha de ser compensado.

 

E, em cima disto tudo, tu não defendes que a taxa deva ser alargada a "aparelhos que são utilizados preferencialmente para a reprodução de “conteúdos protegidos” pelo direito de autor e direitos conexos.". Tu defendes que esta taxa deve ser aplicada, basicamente, a tudo o que mexe. Senão..... desde quando é que um telemóvel é um dispositivo que serve "preferencialmente para a reprodução de conteúdos protegidos"?

Não se trata de reprodução. Tu queres taxar todo e qualquer dispositivo que possa servir, mesmo que remotamente, para alojar ficheiros. Independentemente da origem desses ficheiros.

 

Os grandes produtores de conteúdos deixaram de ser os teus associados. Eu sei que tens dificuldade em ver isto, mas é verdade. Senão olha para a quantidade de plataformas de alojamento de user generated content, Facebook, Flickr, Youtube, Vimeo, Instagram, Google+, Wordpress, e a lista continua. 

 

Usar um disco rígido para alojar fotos de família já não é uma raridade estatística, como dizia há 2 anos um senhor das tuas relações, em plena assembleia da república. É a maioria.

As vendas de CDs caíram por aí abaixo, as pessoas que compram à indústria do entretenimento já compram em formato digital, pelo que já pagam pela cópia privada. Enough said.

 

E, julgava eu, a coisa não podia piorar. Mas podia. Tanto podia, que pôde.

 

Chegamos à pergunta número nove.

 

"9. A aplicação das tarifas aos equipamentos está associada a um aumento de preço?"

 

Esta pergunta, ao contrário de outras, é da tua autoria. Nunca me passaria pela cabeça fazer tal pergunta, porque não acho que quem me lê seja um completo imbecil, e não saiba como funciona o mercado. A tua resposta é de quem não sabe (ou não quer que se saiba) como funciona o mercado:

 

"Não. A tarifa será cobrada ao fabricante, ou importador do aparelho para o território nacional e não ao consumidor fi­nal. Tendo em conta a realidade do mercado de equipamentos e suportes é altamente improvável que a introdução das tarifas tenha um reflexo directamente proporcional no preço de venda ao público, até porque são muito baixas."

 

Deixando de parte o facto das empresas do sector já terem vindo a público dizer que sim senhor, que terá impacto nos preços finais, vamos ao funcionamento dos mercados.

 

Eu tenho um custo, ponho uma margem em cima, chegando ao preço final, pelo qual vendo o meu produto/serviço. Se algum factor fizer aumentar o meu custo, é óbvio que o preço final aumenta. Sobretudo porque, ao contrário do que dizes, e como já vimos mais acima, as taxas estão longe de ser muito baixas. 

 

Junte-se a isto um dado curioso. Há 2 anos, no tempo em que eu era anjinha e achava que era possível haver gente com 2 dedos de testa por aí, perguntei a um dirigente teu, porque é que não cobravam o valor da cópia privada nas obras vendidas. Porque é o que me parecia lógico, e ainda parece. E a resposta foi esclarecedora; porque isso iria inflacionar o preço das obras. Portanto, inflacionar o preço das obras, tá quieto, inflacionar o preço dos produtos de outras indústrias já não há problema nenhum.

 

Avancemos.

 

Pergunta 13:

13. Para onde vai o dinheiro da cópia privada?

 

Gosto muito do "Tudo com a maior transparência e clareza.".

Humor é bom, e eu gosto. Dá para aligeirar um bocadinho, porque o post já vai longo, e um pequeno apontamento humorístico ajuda a desanuviar.

 

Em termos gerais, 40% para os autores, 30% para os editores e 30% para os produtores, dizes tu. Mas não estou a perceber bem o funcionamento da coisa. Explica lá sem ser em termos gerais. Explica especificamente. Discrimina, dos 15 milhões que a AGECOP conta receber anualmente com esta nova proposta, quanto fica na AGECOP, quanto é que vai para as suas associadas. E, depois, estas associadas, como é que gerem o dinheiro e como é que o distribuem? E com quanto é que ficam? Porque é muito bonito dizer "40% para os autores, 30% para os editores e 30% para os produtores", mas isto de transparente tem muito pouco.

 

E o Fundo. O Fundo. O Fundo Cultural tem 20% da totalidade das cobranças o que é estranho, porque 40% para os autores, mais 30% para os editores, mais 30% para os produtores dá 100%, não percebo onde é que vão buscar mais 20%. Mas deve ser problema meu. Se calhar tiram os 20% do Fundo primeiro, e depois o que sobra é que é para distribuir, mas sempre, sempre com "a maior transparência e clareza".

 

O tal do Fundo, dizes "contribuiu no passado para centenas de projectos, que de outra forma não se realizariam e vai continuar a garantir, sem despesas para os contribuintes, a sustentação de novas formas de expressão cultural e a divulgação alargada do grande património que é a língua portuguesa."

Ora..... sem despesas para o contribuinte, uma ova. Porque quem paga a taxa é quem? O descontribuinte? Quem paga uma taxa para-fiscal, como a da cópia privada é o quê, senão um contribuinte. E, já que falamos disso, onde é que podemos ver o resultado das centenas de projectos levados a cabo no passado?

 

 

Por último......

 

15. Esta Lei tem o consenso dos vários intervenientes do sector?

 

E a tua resposta:
"A Lei agora em análise é já o resultado de uma ampla concertação de interesses entre os criadores e produtores de bens culturais e os consumidores. Foi debatida no Conselho Nacional de Cultura e afinada pelos sectores da Economia e da Cultura no âmbito da Proposta do Governo."

Ora aqui está algo em que concordamos. A Lei agora em análise é já o resultado de uma ampla concertação de interesses.

 

Já a parte em que metes os consumidores ao barulho...... não estou a ver muito bem como. A lei foi debatida em segredo. Os únicos agentes convocados para o debate, via secretaria de estado da cultura não incluíram nenhum representante dos consumidores. O ministério da economia também não pediu qualquer parecer a qualquer representante dos consumidores. De que forma é que as pessoas que vão pagar isto foram incluídas? Não foram. Pelo contrário. Foram excluídas de todo o processo, e se não se têm mexido, só teriam tido acesso ao teor da proposta quando esta desse entrada na Assembleia da República.

 

Está-se mesmo a ver. Tudo com a maior transparência e clareza.

 

A bola está do teu lado. 

 

 

Para terminar, faço notar que este post foi escrito fora do horário de expediente. Só por causa cá de coisas e para que fique bem claro.

 

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46 comentários

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De JCangaia a 06.09.2014 às 02:11

Obrigado, a luta vai ser dura e as mentiras estão aí para o demonstrar.
O exemplo do Reino Unido deveria ser a base de oposição em Portugal pois a fundamentação deles é correcta.
Uma achega, não sei onde foram buscar o amplo consenso - a DECO opõem-se, todas as associações industriais e de retalho, os próprios artistas e produtores ( músicos, escritores e outros) parte já veio publicamente dizer contra, existem deputados e partidos contra - isto é consenso?
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De Pedro Chichorro a 06.09.2014 às 07:19

o mundo morreu e a jonas continua a estrebuchar e isso é encantador.
Sim, morreu.
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De jonasnuts a 06.09.2014 às 11:44

Sou uma idealista que ainda não percebeu que a música acabou e, por isso, continua a bater palmas? :)
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De Pedro Chichorro a 06.09.2014 às 18:37

Precisamos de sair e voltar a entrar.
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De Pajovero a 06.09.2014 às 23:01

Deveríamos era ensinar a fazer leis mais precisas. Porque a lei engloba um computador inteiro, mas não é um computador inteiro que se adequa à dita lei, apenas uma percentagem (pequena ou mais alta, dependendo do equipamento). Eles deveriam era obrigar às lojas de retalho a disponibilizarem os dados relevantes à lei, como o preço a que ELES compraram os componentes de memória e ai sim é que a lei deveria incidir, pois num computador cru (sem os seus periféricos) apenas os discos rígidos é que são compatíveis com a lei.
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De Pajovero a 06.09.2014 às 23:17

E já agora enviar-lhes uma cópia de uma GPL. E ensinar-lhes um pouco de história dos direitos de autor a ver se eles continuam a achar que o capitalismo é o melhor caminho. Com um pouco de Michel Moore a acompanhar. Oh bolas! Não respeitei os pobres direitinhos do Michel !!! O MUNDO ESTÁ CONDENADO!!!!!! Porque ele é interceiro! E como tal os intereces dele têm que ser defendidos com dinheiro!

Nota: Não estou a falar mal dele, mas sim da instituição.
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De Bruno Amaral a 06.09.2014 às 12:50

Haja mais gente a estrebuchar, idealistas e pessoas que não se calam quando acreditam que as coisas podem ser mais justas.
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De jonasnuts a 06.09.2014 às 12:53

Mas eu percebo o Chichas...... se a música já parou, porque é que ainda há quem bata palmas? São uns totós :)

(Eu não acho que a música tenha parado, neste tema :)
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De Filipe Enes a 06.09.2014 às 18:35

o chichas deve receber comissão, pq só assim se explica a cegueira imbecil para algo tão óbvio.
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De Pedro Chichorro a 06.09.2014 às 18:38

hum? o que foi que eu disse?
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De Anónimo a 08.09.2014 às 01:04

Ó chichas, metes uma bandeira do PSD numa mão e uma do PP na outra e gritas "Viva o aumento de impostos!", enquanto chafurdas no prato de lentilhas que o Relvas te meteu à frente, como o bom sabujo que és. Que tal? Ninguém pode dizer que não estás a fazer um bom trabalho!
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De Pedro Chichorro a 08.09.2014 às 19:55

mas eu também sou contra a lei...
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De Diogo Constantino a 06.09.2014 às 08:42

Acrescentando mais um detalhe "contabilístico", ao teu comentário sobre a pergunta e resposta 13: por lei, as sociedades de gestão colectiva de direito de autor, são obrigadas a ficar no mínimo com 5% do que receberem por causa da Cópia Privada. Não podem ficar com menos, mas obviamente que podem ficar com mais.

Gostava era de saber se a AGECOP, é uma sociedade de gestão colectiva de direito de autor. Porque se for, nunca pode haver menos que um corte de 10% antes dos valores sempre distribuídos aos autores, editores e produtores...

É só transparência e clareza!


Quanto à pergunta e resposta 15.... Devo dizer que para além dos consumidores, parte dos autores foram deixados de fora... Por exemplo os autores não associados de sociedades de gestão colectiva, os autores que não querem exploração comercial das suas obras e os autores que permitem uma utilização e exploração livre das suas obras. Podem eventualmente ser uma minoria, mas são autores e sendo cidadãos com especial interesse neste sector também merecem ter sido consultados.

Mas mais escandaloso, é o facto de os autores artísticos acharem que podem cavalgar nas costas dos autores não-artísticos (desenhadores técnicos, programadores de software, etc...), beneficiarem desta mama do estado e deixarem os outros de fora. Independentemente da minha opinião contra a existência da taxa, espanta-me que os defensores do software proprietário (sim estou a falar de ti Assoft), não se queixarem desta "injustiça".
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De Anónimo a 06.09.2014 às 14:52

40% + 30% + 30% = 100% desde quando??? na minha terra 40+30+30 =90 mas pronto...
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De Outro anonimo a 06.09.2014 às 15:13

Hein?? Opa' a matematica vai mesmo mal por este pais!! Que terra e' essa? Marte? Vou tentar desenhar-lhe as contas muito devagarinho, como se faz aos meninos da primeira classe:

40 + 30 + 30 = 10 ( 4 + 3 + 3 ) = 10 ( 4 + ( 3 + 3 ) ) = 10 ( 4 + 6 ) = 10 * 10 = 100.

E agora, volte a' instrucao primaria, que tem muito para aprender antes de se fazer um homenzinho!
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De tekapa23 a 06.09.2014 às 15:17

Está tudo certo mas... as operações básicas, não pertencem à matemática mas sim à ARITMÉTICA.
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De Anónimo mais inteligente a 06.09.2014 às 15:22

Aritmética é um ramo da matemática. Se quiser, algo mais matemático: E: símbolo pertence

(Operações básicas) E (aritmética) . (Aritmética) E (matemática) -> (operações básicas) E (matematica)
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De jonasnuts a 06.09.2014 às 17:37

Estou a ver o primeiro anónimo a ver a cagada que disse, e à procura do botão de remoção dos comentários (que não existe, felizmente) e depois a dar graças a deus por ter comentado anónimo :) Assim, fez cagada, mas disfarçado :)

Obrigada aos restantes participantes. Já aprendi qualquer coisa hoje :)
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De Pajovero a 06.09.2014 às 23:06

Eu acho que ele estava a ser irónico... Se é que me entende...
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De Anónimo a 06.09.2014 às 23:24

Devia de ser ironia e o pessoal não pescou. Só pode :)
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De Anónimo mais inteligente a 06.09.2014 às 15:17

Ui, se ele não chegou a 40+30+30=100 essas contas ainda deixariam o rapaz mais confuso.

Mais fácil: 4+3+3=10 e é só pôr zeros!
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De Anónimo mais inteligente a 06.09.2014 às 15:14

Lóle.
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De tekapa23 a 06.09.2014 às 15:14

??? És donde ?
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De Anónimo a 06.09.2014 às 15:23

Tás a gozar certo?
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De antónimo a 06.09.2014 às 18:10

LOL! Percebes bué de matemática que não é matemática é aritmértica!!111!!!11!!oneoneone!!!1111oneone

Desde quando 40+30+30 é 90???? Basta usar a cabecinha e chegasse lá sem dizer barbaridades! 40+30=430 + 30=4330!!!

Por isso vocês estão todos errados! 40+30+30=4330!

Aprendam a fazer kontas!!!
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De mem a 16.04.2015 às 08:43

aritmértica ? Aritemética.
Chegasse? Chega-se.
Kontas ? Contas.

Alfuém me explica a razão de se escrever kontas em vez de contas? Será mais fixe com k, porque o k tem 4 bicos?
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De p D s a 07.09.2014 às 12:47

Pergunta 1 - Uma caneta, ou até mesmo um lápis, podem ser usados para trascrever citações de poemas...donde: tambem serão taxados - a caneta e o lapis ?

Pergunta 2 - Uma resma de folhas pautadas, tamanho A4, servem para copiar textos literários que poderão ser lidos posteriormente, donde: serão taxadas as resmas de papel ?

Pergunta 3 - Uma moldura de madeira, tradicional, pode suportar e dar visibilidade a imensas fotos, potencialmente de autor, donde : as molduras tradicionais tb vão ser taxadas ?

Pergunta 4 - As cassetes de video8, onde podemos guardar imagens de estatuas, tb vão ser taxadas ???

Pergunta 5 - As maquinas de fotocopias tambem vão ser taxadas ?

Finalizando: as perguntas não param de me assaltar o espirito...agora iluminado por esta proposta de lei abstrusa...mas a ultima perguntinha mesmo é se os OCULOS, ferramenta que permite milhões de pessoas visuzlizar obras de autor, tambem serão taxados ???


P.S - e a memoria natural ? a minha avó sabe montes de poemas de cor, e não só se lembra deles, como tambem os consegue declamar em voz alta...(ai que medo!)...será que vão taxar a minha avó ???

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De JCangaia a 07.09.2014 às 22:14

Respostas meio a brincar e meio a sério :
1,2,3: Lápis e caneta não estão na lei (a cópia não duplica o original) e no caso do papel está na lei (direitos autor/repografia) que não pode ser considerado. A moldura não faz cópias nem viola o direito de autor porque e apenas o meio de divulgação, a violação é a divulgação da foto ou a sua duplicação.
4: As cassetes de vídeo são taxadas pela lei em vigor.
5: As máquinas de fotocópias são taxadas desde a lei de 98 (3%). As fotocópias são taxadas por acordo entre as lojas e a SPA (licença anual + % sobre cópias feitas)
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De AB a 07.09.2014 às 14:00

Tudo isto é claramente uma manobra para duas dúzias de "artistas" ficarem com uma renda vitalícia sem fazer uma única obra - a não ser este aborto de projecto-lei.
Eu sou contra a pirataria, e sou contra esta proposta. Mas parece que há quem não entenda que se pode ser contra ambas.
Jonas, obrigado pelos esclarecimentos. Noto que os comentários sobre o tema estão a aumentar. Bom sinal.
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De Anónimo a 07.09.2014 às 16:43

Lá vão aumentar as vendas de dispositivos de memória de massa em Andorra e nas Canárias!
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De somini a 07.09.2014 às 20:19

E em Badajoz não se vai só comprar caramelos...
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De F Gomes a 16.09.2014 às 15:29

Há mais de 3 anos que mando vir todo o material de gravação - microSD, SD, pen's, discos rígidos internos e externos de Irlanda e de Espanha. Por isso esta lei feita p'rós chulos pimbas, não me afecta (por enquanto).
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De Nuno a 07.09.2014 às 20:50

Boas... como está o tempo amanhã? Tá de chuva? :D :D
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De Luis Soares a 07.09.2014 às 20:52

Excelente artigo ! É necessário uma luta contra esta palhaçada!
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De mpleite a 07.09.2014 às 21:00

Jonas, e que tal processar os gajos por usurpação de direitos de autor?
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De jonasnuts a 07.09.2014 às 21:10

Era desviar as atenções do essencial para focar no acessório :)

Usar as minhas perguntas sem pedir autorização ou creditar diz mais do que eles são do que muitas outras coisas.

Além disso, o interessante está nas respostas que dão, mais do que nas perguntas que copiam :)
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De mpleite a 07.09.2014 às 21:57

certissimo, minha cara.

mas seria mais uma frente para desmascarar essa cambada

nota: parabens pelo teu fantástico trabalho em relação a este asunto!
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De jonasnuts a 07.09.2014 às 22:00

Ah, mas eu não podia estar a borrifar-me mais para a SPA. Acho que quem tem de se preocupar com a SPA são os seus associados, grupo no qual eu não me incluo. Se me incluísse, estaria muito preocupada.

Eu dedico a minha atenção, neste momento, aos deputados da Assembleia da República. Esse sim, representam-me, e serão eles os responsáveis por aprovar ou chumbar esta lei. É neles que tenho a minha mira :)

As alfinetadas à SPA são sempre em resposta a algo que eles fazem ou dizem. Põem-se tão a jeito que se torna irresistível :)
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De F Gomes a 16.09.2014 às 15:31

Jonas, o problema é que os "nossos" representantes no Parlamento não prestam... Vai uma aposta em como esta lei vai ser aprovada?
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De jonasnuts a 16.09.2014 às 15:48

Deal :) Apostado. Eu aposto em como não é aprovada nesta legislatura.

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