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Bloqueia-mos*

por jonasnuts, em 15.11.17
A facilidade com que se aprovam leis para que sites sejam bloqueados sem acesso aos tribunais é extraordinária.
 
O poder judicial não se manifestar acerca desta tendência é, em si próprio, muito esclarecedor acerca da capacidade de acção deste poder judicial, muito envelhecido, muito alheado da realidade, muito fechado na sua bolha. A imagem que habitualmente associamos à justiça, duma mulher vendada, todos os dias faz mais sentido, embora pelos motivos errados. A justiça quer-se cega, mas não se quer burra.
 
Junte-se a isso a quase nula vontade (ou competência, ou ambos) do quarto poder em funcionar como fiscalizador.
 
Estamos então à mercê do executivo e do legislador, portanto, estamos à mercê do junta-se a fome à vontade de comer.
 
Estamos lixados. Com F de cama.

 
 
 
 
* Eu sei como é que se escreve bloqueamos e bloqueámos. O hífen está errado, mas é de propósito.

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4 comentários

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De Vroom a 18.11.2017 às 14:03

É uma pena o que está a acontecer à internet. Ainda recordo o tempo da fascinação, das pequenas comunidades de chat, quase tudo texto sem imagens, mas todos com muita vontade de aprender e ajudar. Éramos poucos mas bons, como se diz.
Está a ver o nível dos comentários ao post sobre Andorra? Está TUDO assim. É outra forma de bloqueio. Não se consegue argumentar, não se aprende nada, porque há gente a despejar insultos em todo o lado. Nem sei se é já a preparar terreno para justificar o encerramento de sites e blogues, se é uma manobra concertada para matar a liberdade de expressão. Certo é que, seja qual for o tema, em pouco tempo aparecem os insultos, os insultados reagem, e todos os temas ficam iguais - uma porção de gente a chamar aos outros tudo menos pai. O tema fica enterrado em lixo.
De há uns tempos para cá tudo piorou. Pouco se pode dizer que não seja rotulado como fascista, comunista, nazi, sexista, racista, homofóbico, islamofóbico, ou o vago “hate speech”.
Em cima disso temos a Google, o Facebook, a imporem e a manipularem o que se deve ver e dizer. E agora isto, bloquear sites sem mais.
Suponho que neste ambiente tóxico a auto-censura floresça. Que ironia tão triste voltarmos a um tempo em que é melhor estar calado.
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De Anónimo a 20.11.2017 às 03:08

Vroom, da minha experiência do twitter e do facebook, o que é chamado de nazista são posts ou de nazis assumidos ou de nazis disfarçados.

Sempre que algo é apontado como sexista, sim, na maioria das vezes, é sexista.

E lembre-se: quem quer silenciar os outros são os fascistas, os machistas, os racistas. Quando Anita Sarkeesian foi convidada a discurar na Universidade do Texas, uma besta do gamergate ameaçou que, se tal se realizasse, ele iria massacrar quem fosse à conferência. Gamergaters, tadinhos, essa gente que não tem liberdade para se exprimir, alimentados pelo Breibart, fizeram ameaças de morte, de violação, divulgaram dados pessoais de todos os que discordavam deles.

Em relação ao amor dos fascistas pela liberdade de expressão, penso que não preciso explicar.

A gentalha que agora se queixa de não se poder exprimir - o que é mentira, já que se continuam a exprimir - estão fodidos porque os seus privilégios acabaram no momento em que as minorias reclamaram os mesmos direitos de se exprimirem.

Não ponha tudo no mesmo saco: impedir um fascista histérico do gamergate de ameaçar de morte uma feminista não é o mesmo que a situação a que a Jonas se refere. Impedir um nazi de fazer a apologia das 14 palavras não é o mesmo que bloquer sites só porque sim.
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De Vroom a 20.11.2017 às 09:18

Obrigado por ilustrar o meu ponto de vista. Foi melhor que um desenho.
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De Anónimo a 20.11.2017 às 09:21

Acho uma pena que não haja likes no comentários :)

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