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A maternidade e o sono

por jonasnuts, em 03.07.16

Não. Isto não se transformou de repente num baby blog e não, não venho aqui falar das noites sem pregar olho que a maioria das crianças proporciona aos pais.

 

E não falo disso por dois motivos, porque já TODA a gente sabe disso e porque, para ser honesta, salvo muito raras excepções, o meu filho nunca me presenteou com noites desse tipo. Na realidade, a partir da primeira semana de vida o puto dormia no mínimo 6 horas seguidas. Foi de tal forma pacífico que me preocupei, e pensei em acordá-lo a meio da noite, para lhe dar de mamar. Mas, consultada a melhor pediatra do mundo, a Dra. Beatriz Uva, ela disse-me, deixe-se estar sossegada, deixei a criança dormir, a não ser que, por sistema, ultrapasse as 8 horas seguidas. Um descanso, portanto.

 

Eu venho aqui falar duma alteração ao sono muito menos conhecida ou, vá-se lá saber porquê, menos divulgada.

 

Aquela fase inicial, de quando eles são recém-nascidos e bebés, é ultrapassada. Mais ano menos anos eles lá aprendem e crescem e começam a dar noites mais ou menos descansadas. Quando entram na escola é que aquilo de que venho falar hoje começa a construir-se.

 

Quando eles entram na escola, começam a ter horários. No jardim infantil e na pré, os horários são mais ou menos simpáticos, entram até às 10 da manhã. Pacífico.

 

Mas, quando começam no primeiro ano, que para mim ainda é a primeira classe, começam com horários mais agressivos. Entram a umas horas inenarráveis, tipo, 8 da manhã.

 

Portanto, do primeiro ao 12º ano, entram com as galinhas, e obrigam os pais a acordar antes das ditas. 

 

São doze anos a acordar de madrugada. Pelo menos para mim, que o puto nunca andou numa escola suficientemente perto para que o horário de entrada na escola pudesse ser autonomizado.

 

O organismo habitua-se. Cria ritmos. Cria hábitos.

 

E é por isso que eu, hoje, quando o puto já é quase maior e fica a dormir até à uma da tarde, se for preciso e se lhe apetecer, assim que chegam as 7 da manhã começo a despertar, sem despertador, sem luz, sem ruído. Pura e simplesmente acordo e não consigo voltar a pregar olho por mais que tente.

 

É por isso que são sete e meia da manhã de um domingo, o puto nem está em casa (e se estivesse estaria a partir choco), e eu estou aqui, a escrever um post sobre o impacto da maternidade nos ritmos do sono.

 

Eu, que não acordava com trovoadas nem com tremores de terra. Eu, cujo sono se tornou lendário na família por ser mais pesado que o mercúrio (para variar do chumbo, ambos são metais pesados). Eu, a quem o meu filho com três anos chamou de "predicicosa" por querer ficar a dormir mais um bocadinho quando o que ele queria era brincadeira às 9 da manhã. 

 

Eu criei um despertador interno, e o sacana não me deixa dormir, mesmo que eu queira.

 

Alguém sabe como é que se dá uma murraça neste despertador?

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6 comentários

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De Anti-Social a 03.07.2016 às 12:16

Deve ter a ver apenas com o biorritmo individual. Eu nunca fui mãe e tenho o mesmo sacana de despertador. Ter de acordar às 6 e picos durante a semana não ajuda, mas nem aos fins-de-semana, nem nas férias, nem quando estive vários meses de baixa a coisa se alterou. Em contrapartida, às 23 já estou K.O.
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De jonasnuts a 03.07.2016 às 12:18

Mas eu não era assim. Até aí aos 35, fui sempre de dormir até tarde. Depois disso (entrada do puto na escola, mais coisa menos coisa), é que passei a ser esta coisa que não dorme depois das 7h30 da manhã. :/
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De Carla Pereira a 03.07.2016 às 17:23

Eu também sou conhecida por dormir que nem uma pedra (ou em cima de uma pedra ao sol, em pleno verão!), por não ouvir a sirene dos bombeiros quando morava a poucos metros do quartel, mas, assim que a minha Avó chama ou, antes disso, começa a mexer no candeeiro para acender a luz, acordo logo!
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De Flavia Paluello a 04.07.2016 às 08:38

Vês como os teus posts são úteis? Acabei de descobrir que não sou a única que passa a semana inteira à espera de poder dormir no fim de semana até às tantas... E de repente... acorda às 7h30 nos dias de descanso, só porque sim! Obrigada.
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De Claudia Borralho a 04.07.2016 às 09:36

Já eu não há despertador a que me habitue... dependendo da mãe os miudos chegam muitas vezes atrasados. (Cá entre nós a culpa é da minorca que é uma gaja da night e eu gosto de ir pra cama com as galinhas)
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De AB a 05.07.2016 às 22:52

Vejo que estou bem acompanhado neste problema. Já tentei a força bruta - tomar um comprimido para dormir e voltar para a cama. Não resultou. Até que a coisa fizesse efeito acabei por me levantar, e passei o resto do dia sem perceber bem o que andei a fazer.
A única coisa que parece resultar é marcar qualquer coisa importante, não sei como mas aí durmo sempre demais : )

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