Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Jonasnuts

#PL118 Os próximos passos

Ainda a missa vai no adro.

 

O PS, pediu prorrogações sucessivas do prazo, a fim de "ouvir mais entidades", aproveitando o prazo alargado para tentar negociar com o PSD a aprovação prévia da coisa. Correu mal. Não sei quais seriam os requisitos do PSD (partido que esteve sempre muito caladinho em relação ao PL118), mas o que é facto é que o PS percebeu que a coisa não ia passar, e teve de mudar de estratégia.

 

Tinha 2 opções. Ou mudava o texto da actual proposta, tendo de, para o efeito, fundamentar a alteração junto da presidente da Assembleia da República, ou retirava o projecto de lei, e voltava a apresentá-lo mais tarde. É um detalhe técnico. Uma vez que o projecto de lei ainda não tinha sido votado (nem na generalidade nem na especialidade), o PS pode retirar a proposta e apresentar nova iniciativa, ainda durante esta legislatura. É o que vai fazer.

 

Vitória, vitória, clamam alguns. Não. Nem por isso. O PS não mudou de ideias. O barulho que se fez, apenas serviu para 2 coisas (ambas importantes); para que fossem identificados erros grosseiros na proposta (as tais alterações que o PS quer fazer, que passam por retirar os SD Cards, e corrigir o comportamento incremental da taxa face à lei de Moore), e para que os restantes partidos percebessem que a sua reacção inicial ao projecto de lei tinha sido extemporânea.

 

Relembro que a reacção generalizada à proposta do PS foi de aclamação, e o consenso parlamentar foi até, saudado, com os respectivos congratulamentos. Mais....se bem se lembram, o PSD (que agora se opôs ao PL118) apenas apontou uma falha na proposta do PS: as taxas eram demasiado baixas.

 

Isto é política, senhores. O PS está a adoptar uma estratégia idiota (na minha opinião), de se chegar à frente com uma proposta que não faz qualquer sentido tendo em conta a época em que vivemos. A premissa de que as entidades gestoras de direitos de autor têm de ser compensadas pela existência da possibilidade da cópia privada é uma coisa do século passado. O PSD está a ser inteligente, está a deixar que seja o PS a queimar-se politicamente com esta questão (que tem sido, desde o início, levada por alguém que é, vá, pouco hábil, politicamente falando, a deputada Gabriela Canavilhas), e enquanto o PS se queima, o PSD, que tem a revisão da lei da cópia privada inscrita no seu programa de governo, vai levando a água ao seu moinho, sem se chamuscar.

 

De Gabriela Canavilhas, não se esperaria um comportamento diferente, afinal de contas, não é uma política, está ali por acaso, ninguém sabe exactamente porquê. Já de Carlos Zorrinho, esperar-se-ia uma estratégia mais inteligente, menos perdulária e arrasadora de votos. Sim, os votos contam. É para isto que os votos contam. Os opositores do PL118 pertencem ao grupo de votantes mais apetecível (e determinante), o voto jovem e urbano. O PS, com esta estratégia, está a queimar cartuchos, o PSD está a recolhê-los. Até parece que é o PS que está no poder e o PSD na oposição.

 

O PL118 vai regressar. Com outro nome, com um texto ligeiramente diferente. Com uns retoques. Para ver se desta vez o PSD já deixa passar a coisa.

 

A premissa estará lá. Outro nome. Outro texto. O mesmo cheiro.

Por outro lado....

.... a formalidade e os rodriguinhos com que algumas campanhas lidam com quem os contacta, pressupõe que devem levar com muita merdinha e muita arrogância de quem está do lado de cá da barricada.

 

Num telefonema, há pouco, a extrema delicadeza da minha interlocutora, levou-me a pensar que os Assessores (assim, de maiúscula, porque me pareceu ser uma das boas), devem ter de falar sempre com muito cuidadinho, para que os imbecis que inevitavelmente apanham do outro lado da linha, não lhes lixem a vida.

 

É assim..... há imbecis em todo o lado. 

 

O que me chateia, é que isto seria tudo muito mais fácil (para ambos os lados), se não houvessem tantos rodriguinhos, e tanto palavreado delicodoce, para se chegar à coisa final, que passa, sempre, por um sim, ou por um não.

 

Anda tudo muito susceptível, e de nervinhos à flor da pele, é o que é.

À atenção da Comissão Nacional de Eleições

Exmos. Senhores,

 

Como portuguesa atenta ao que pensam e sentem os meus concidadão, não posso deixar de constatar que são muitas as pessoas que estão indecisas em relação ao sentido do seu voto nas próximas eleições legislativas de Junho.

 

É, de acordo com o que tenho visto, um número de indecisos muito acima da média.

 

Assim, e de forma a que estes indecisos possam ter tempo e espaço para ponderarem de forma reflectida a orientação do seu voto, venho propor-vos que em vez de um período de reflexão de 24 horas (na véspera do dia das eleições) alarguem este período de reflexão para, pelo menos, uma semana.

 

Só num ambiente de calma e serenidade é que estes indecisos poderão, em consciência, tomar uma decisão tão importante.

 

Agradecem os indecisos e agradecem os decididos. Nem uns nem outros recuperaram ainda da campanha eleitoral das presidenciais e, assim como assim, as campanhas eleitoras servem muito mais para os partidos fazerem barulho do que propriamente para esclarecer as pessoas.

 

Uma decidida agradecida.

O erro do PSD (e da oposição em geral)

Não voto PS (mas já votei). Não voto Sócrates (nunca votei, e não tenciono fazê-lo no futuro). Não voto PSD (nem nunca votei, nem votarei). Por isso, posso dizer que comento a partir de fora.

 

Desde que Sócrates foi ministro que vejo os seus opositores fazerem sistematicamente a mesma coisa. Cometem permanentemente o mesmo erro. Apre, que não há meio de aprenderem.

 

Pá..... não subestimem o homem.

 

Caraças, tanto tempo depois e ainda não perceberam o que é que gasta a casa?

 

Se no caminho dum lobo aparecem coelhinhos e demais animais fofinhos, estão à espera de quê? Que a fera amanse?

 

Porra, que são burros.

Idealista

Dizem que os jovens são idealistas, e depois aprendem.

 

Pelos vistos, essa foi mais uma coisa que não aprendi.

 

O que me custa mais, nas legislativas que aparentemente vão acontecer, não é ter de passar por outra campanha eleitoral (e esta, a julgar pelos intervenientes vai ser do piorio), o que me custa não é o debate vazio, nem a demagogia a jorrar, nem o barulho e a poluição visual e sonora.

 

O que me custa mesmo é ter de olhar para isto tudo e decidir com base no critério "mal menor".

 

Não vamos, nestas eleições, escolher aquilo que achamos melhor para o país. Vamos escolher aquilo que achamos que dará menos prejuízo.

 

E como é que eu explico isto ao meu filho? E como é que eu explico isto à idealista que me habita?

Políticas

Não é segredo, porque eu não escondo, aquilo que acho dos políticos em geral, sobretudo os que estão (ou almejam estar) no poder.

 

Vai daí que, no actual momento das coisas, o que eu vejo, e eu sou uma cínica, é um partido da oposição, com demasiados anos de sede de poder, a fazer as contas. Ora bem..... (isto são os gajinhos do psd a falarem com os seus próprios botões)..... esta coisa está tremida, ninguém grama o sócras por causa destes cortes todos, estas medidas agrestes que ele está a impor agora, vão dar frutos daqui a 1 ano, mais coisa menos coisa, pelo que nos podemos atirar já para eleições antecipadas, vamos nós para o poleiro, e passamos os primeiros 12 meses de poleiro a dizer que a culpa é da herança, e que a herança era muito difícil. Daqui a 12 meses, à conta destas medidas agora impostas pelo sócras, as coisas já estarão mais calmas, e nós aparecemos como os salvadores da pátria.

 

Vejamos..... eu não gosto do Sócrates, nem votei nele, nem tenciono votar, mas os outros senhores que agora, à frente das câmaras colocam um ar compungido, e uma postura de estado (seja lá isso o que for), atrás da câmara esfregam as mãos de contentes, porque vêem que está a chegar a sua hora.

 

E deve estar mesmo a chegar, porque os portugueses são suficientemente burros para acharem que a resposta está em mais do mesmo.

 

A mim, não me enganam.

Pesquisar

No twitter


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D