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Jonasnuts

Caros senhores do Público

Interrompo brevemente a minha ausência apenas para vos chamar burros, alegadamente, com todo o respeito.

 

Querem dedicar-se mais ao online (foi o que alegaram quando reestruturaram a equipa), e começam bem, com um tiro no pé.

 

Todas as pessoas que, ao longo dos anos fizeram links para os vossos artigos, ajudaram-vos. Enviaram-vos tráfego. Vocês próprios reconheceram isso, ou, pelo menos, as pessoas que tinham à frente do online, na altura, e até tinham uma coisa porreiríssima, que era a integração com o Twingly, com resultados perfeitos.

 

Hoje, apresentam uma nova versão do vosso site e o que é que fazem? Deitam fora ANOS de refferals. Uma rede de encaminhamento de tráfego, cuidadosamente construída ao longo dos anos, vai porta fora, lixo. Já para não falar da vastidão de links quebrados que deixam pela Blogosfera.

 

Qualquer pessoa que siga um link num Blog para um artigo vosso, neste momento, apanha com esta mensagem:

 

 

A sério? Respeitar o legacy de links é FÁCIL! Tecnicamente falando, são meia dúzia de linhas de código.

 

Ou é burrice ou é incompetência.

 

Ou ambas as duas.

 

Pronto, agora volto para dentro, que a minha vida não é isto.

 

P.S.: Tudo propositadamente sem links, que nunca se sabe quanto tempo vão durar. Assim é menos um post que tenho de editar daqui a uns tempos.

Se a ignorância rendesse, a indústria do entretenimento estava safa

Claro que o título do post generaliza, e toda a gente sabe que as generalizações são perigosas (e injustas). Mas não deixa de ser (ainda) verdade, para muitos casos.

 

A história conta-se rapidamente e cheguei lá por via do TechDirt. Havia (note-se o tempo verbal) um site, com cerca de 15.000 utilizadores registados, chamado LendInk. Este site era uma rede social baseada em gosto pelos livros. Punha em contacto utilizadores de e-books como o Kindle (Amazon) ou o Nook (Barnes and Noble) , e essas pessoas podiam, se quisessem, emprestar e-books umas às outras.

 

Note-se que este empréstimo é uma funcionalidade que existe quer na Amazon quer na Barnes and Nobles, e que funciona mais ou menos como o empréstimo de um livro e papel, com a diferença de que apenas pode ser emprestado uma vez à mesma pessoa, e por um período máximo de 14 dias. É um acto legal, gerido no backoffice da Amazon (para quem tem Kindle) e da Barnes end Noble (para quem tenha Nook).

 

O LendInk não alojava livros, não disponibilizava livros para download, não tinha, sequer, modelo de negócio associado. Era mantido por um veterano de guerra americano que, nos tempos livres, tratava da coisa.

 

De repente, uma série de autores, via twitter, começa a comunicar entre si (e publicamente) acerca deste site "pirata". Espalha-se a notícia. Ameaçam com DMCA e como isso não se mostra imediatamente eficaz, escrevem hate mail à empresa que aloja os servidores e fornece o serviço à LendInk.

 

Meu dito meu feito, em três tempos o serviço é suspenso.

 

Os autores em causa (segundo creio, está a ser elencada uma lista que será pública a fim de que possam ser evitados por quem compra livros - eu quero a lista), nem sequer se dignaram em tentar perceber o que era aquilo. Foi logo uma escandaleira. À mínima possibilidade de alguém usufruir do seu trabalho, legitimamente comprado, gritam pirataria. Não percebem várias coisas. A primeira é a velha história do menino com o lobo, tanto gritam injustificadamente, que mais coisa menos coisa, ninguém acredita neles. A segunda é que emprestar livros não é ilegal. Se acham que emprestar livros é ilegal, atirem-se às bibliotecas (que devem dar pouco trabalho, pelo menos em Portugal, que a coisa já está por fios). A terceira é, quanto a mim, a mais grave. Não percebem o valor do seu trabalho. Não compreendem a relação que muitas pessoas têm com os livros. Não sabem reconhecer uma boa ideia base, sobre a qual podia ter sido, perfeita e facilmente, montado um modelo de negócio de VENDA dos seus livros.

 

É preciso ser-se muito burro para não identificar uma óptima ideia, que poderá transformar-se em mais um canal de VENDAS.

 

Se me emprestam um livro de que eu gosto, a seguir, eu compro. Compro esse e compro mais, do mesmo autor. Eu sei que os autores não são obrigados a perceber isto, mas caraças, não deveria haver na indústria quem lhes explicasse?

Acreditam única e exclusivamente no trabalho de divulgação de quem faz negócio à sua custa (intermediando e em muitos casos, acrescentado valor, é um facto). Acreditam em modelos antigos de críticas em jornais de referência, em cocktails de lançamento, em passatempos, em tops (essa figura que nada tem a ver com a popularidade real dos livros, e que depende apenas daquilo que as livrarias precisam de escoar), em imprimir cartazes, em sessões de autógrafos. Não percebem que muita gente (sobretudo quem tem leitores de e-books) tem uma forma de chegar aos livros completamente diferente. A web 2.0 já foi há uns anos (quase 10, para ser mais precisa), já é hoje um conceito em desuso, e eles ainda nem sequer lá chegaram. Eu borrifei-me nos críticos, e nos tops e no marketing tradicional. Eu chego aos livros por recomendação de alguém que eu conheço ou em cuja reputação confio. Falei (auto-link) disso há pouco tempo.

 

Caramba. É preciso ser-se muito atrasado.

 

Tiro no pé, atrás de tiro no pé, atrás de tiro no pé. E depois queixam-se que estão a perder negócio. Fónix...... não admira. Não se consegue manter um negócio numa indústria que se desconhece.

 

Vão ler livros pá. Este pode ser um bom ponto de partida.

 

O Facebook da LendInk tem mais informação, para quem estiver interessado.

Ensitel - Take 7

Quem passa por aqui com mais frequência, e tem pachorra para ler tudo (eu não teria) saberá que eu tenho (na realidade tive) um conflito de consumo com a Ensitel (o site está em baixo com muita frequência, não fui eu que me enganei no link).

 

A coisa meteu tribunal e tudo, e há ali uns links na barra lateral para quem não tem nada para fazer e quiser aprofundar a coisa. Mas aviso já que não tem grande interesse, a não ser que pretenda torna-se cliente desta empresa e nesse caso, recomendo, para que tenha noção do que pode vir a ser a sua experiência.

 

Pela parte que me toca, a coisa estava fechada, arquivada e encerrada, com o único desfecho possível, para mim. A Ensitel perdeu uma cliente, e, já agora, uma belíssima cliente, que passo a vida a comprar telemóveis e respectivos periféricos e gadgets, quer para mim quer para terceiros. Mas pronto, estava fechado o capítulo Ensitel, neste Blog e na minha vida.

 

Eis senão quando, começam a aparecer comentários nos posts da Ensitel. Ora os comentários, habitualmente, são mais frequentes quando publicamos o post. Entram nos primeiros tempos de vida do post, e depois, à medida que o post vai ficando mais para baixo, porque entram outros, vão perdendo notoriedade, e, consequentemente, comentários (além de que já ninguém tem pachorra para me ouvir falar da Ensitel, quanto mais para deixar comentários à minha prosa).

 

E os comentários são lindos. Tudo gente diferente, pelo menos no nome, já que o IP é sempre o mesmo. Gente que, pelos comentários que deixa, se percebe que não leram os posts (não os condeno, mas nesse caso, não comentem).

 

Enfim, provavelmente porque este Blog aparece bem posicionado quando se faz uma pesquisa por Ensitel, a coisa deve ter chamado a atenção. Então e o que é que fazemos? Perguntam eles. Vamos lá aos comentários, desancamos a gaja, e ainda parece que temos clientes fiéis que nos defendem e que dizem que nós somos os maiores dos bonecos da bola. Boa ideia.

 

Mas o IP senhores, o IP, denuncia-vos. É sempre o mesmo. Seja qual for o dia e a hora a que deixam os comentários, e apesar de assinarem sempre com nomes diferentes, o IP é sempre o mesmo.

 

Vá lá.....toca de fazerem os comentários a partir de casa de cada um, que assim os IPs passam  a ser diferentes e pode ser que eu fique na dúvida (nem por isso, mas pronto).

 

E já agora, uma informaçãozinha de muita utilidade, os Blogs do SAPO têm corrector ortográfico nos comentários. Podem usar à vontade, que não pagam mais por isso.

O politicamente correcto

Chateia-me, e é pouco eficaz.

Mas não ser politicamente correcta, choca as pessoas.

Há pouco tempo numa reunião disseram-me, fulana de tal vai sair do projecto x e vai colaborar no projecto y.
Ao que eu respondi naturalmente, ah, mas fulana de tal é TÃO  burra.

Ficaram todos a olhar para mim com cara chocada, como se eu tivesse acabado de dizer uma barbaridade. Não é que não concordassem, concordam, acham apenas que este é o tipo de coisas que não se devem dizer.

E eu não percebo porquê. Expressei na altura a minha estupefacção pelo ar chocado, perante uma evidência clara demais.

Disseram-me, mas é boa pessoa.

Com certeza que é boa pessoa, e é uma querida, e é simpática a atenciosa e esforçada. Mas é burra. Umas características não invalidam a outra.

Não percebo esta dificuldade em chamar as coisas pelos nomes.

É burra, porra.

Kodak strikes yet once again

Os antiguinhos deste Blog sabem que eu tenho em vigor um boicote pessoal a tudo o que são produtos e serviços da Kodak há já algum tempo. Quem tiver pachorra, pode ir ver a coisa aqui, aqui, aqui e aqui.

Há já muito tempo que não escrevia sobre a Kodak, e eles devem ter saudades, porque me enviaram um mail. É uma mensagem que devem ter enviado a milhares de pessoas, portanto vou publicá-lo.

"Lembrete de Aviso aos Consumidores Informação ao Consumidor sobre os Adaptadores de Corrente das Molduras Digitais da Kodak

A Kodak, como medida de precaução, coloca ao conhecimento dos consumidores que poderia existir um problema potencial com o adaptador de corrente europeu fornecido juntamente com as molduras digitais da empresa. Esta advertência refere-se unicamente aos cabos das molduras digitais concebidas para utilização na Europa continental (excluindo Reino Unido e Irlanda), África e Oriente Médio.

Um número reduzido de utilizadores detectou que as fichas do adaptador de corrente se soltaram do adaptador ao desligar o cabo da tomada de corrente, podendo vir a ocasionar um possível risco de descarga eléctrica. Os utilizadores que observem que as fichas não se encontram firmemente presas ao adaptador deverão tomar as medidas de precaução necessárias e desligar o dispositivo da corrente. Tendo a segurança e a satisfação do consumidor como sua primeira prioridade, a Kodak está a recomendar aos consumidores que nos contactem para a obtenção de um adaptador de corrente gratuito.

Informa-se os consumidores que todos os adaptadores de corrente fornecidos com as Molduras Digitais Kodak desde o princípio de Dezembro são identificados com um autocolante verde, certificando a ausência de defeitos e a segurança da sua utilização.

Para mais informações ou para solicitar um novo adaptador, os utilizadores deverão aceder à seguinte página web www.kodak.com/go/notice ou entrar em contacto com o Serviço de Atendimento ao Consumidor através do telefone 21 415 4125 ou do seguinte endereço de correio eletrónico: devices@support.kodak.com"

Pronto. Em mais de dois anos evoluiram....... zero.
O português que usam continua a ser mau, a geografia conseguiu piorar (europa continental excluindo Reino Unido e Irlanda) e, cereja no topo do bolo.....liguem para o número que eles indicam, vá, liguem.

Aparece a mesma gravação, em espanhol :)

Apre que são burros e, mais grave ainda, persistentes na burrice.

Kodak? Não, obrigada.

Burros há muitos

Chegou-me através de um Blog americano que leio de vez em quando, na semana passada, um vídeo que mostra uma candidata a Miss Teen USA a espalhar-se ao comprido, na resposta a uma pergunta. Mas espalhar-se mesmo. Tem sempre a desculpa de ser loira, e estava nervosa, e confundiu-se, mas é um espalhanço enorme.


Caiu-lhe tudo em cima. O vídeo foi um dos mais vistos no Youtube, os muitos Blogs referiram o caso, e a conclusão foi, mais coisa menos coisa, a mesma; os americanos são burros.

Há bocado vi no Dias Úteis um post que falava sobre o campeonato de ping pong a decorrer entre americanos e franceses, que aparentemente disputam entre si o troféu da burrice.
Os americanos marcaram muitos pontos, quando responderam ao vídeo da Miss com um vídeo de um concorrente (e público) de um concurso francês. Também é um senhor espalhanço. Quer do concorrente quer do público.



(E vale a pena ver até ao fim).

Não tenho particular estima nem por uns nem por outros. Não me sinto próxima dos franceses por partilharmos o mesmo continente. Por mim, até podiam ficar ambos com o troféu mas, a verdade é que há algo que admiro nos americanos, uma qualidade que eles definitivamente têm, e que não encontro (pelo menos até agora) em quase nenhum país europeu: a capacidade de se rirem deles próprios. 90% dos talk shows de humor americanos fazem-se com base em material interno. De tal forma que por vezes há piadas que me passam ao lado por não conhecer os intervenientes. Se não soubessem rir-se deles próprios, ou se fossem mais circunspectos ou agarrados a formalismos idiotas não haveria material para o Jay Leno, Conan O'Brien, Jon Stewart, Steven Colbert e muitos outros que não tendo programas de televisão, têm espectáculos de stand-up.

Essa é uma qualidade rara e, por isso tiro o chapéu aos americanos. Por mim, podem ficar em segundo lugar no campeonato, e que fiquem os franceses com a vitória, mas gostava que o jogo continuasse por mais um bocado :)

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