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Não se esqueça da escova de dentes

por jonasnuts, em 15.11.06
Depois do sucesso do meu último post, que resultou num único (e muito apreciado) comentário, e em muitas palmadinhas nas costas, resolvi lançar mais uma ideia que me ocorreu também há relativamente pouco tempo, e que tem a ver com formação.

Em todas as avaliações, projecções e balanços anuais, o tópico "formação dos colaboradores" é sempre um tema ao qual é dada muita importância, como sendo um aspecto valorizado quer pela empresa quer pelo colaborador.

A verdade é que, em 6 anos que levo como trabalhadora desta empresa, já sugeri, por diversas vezes, a minha participação em conferências, workshops, simpósios, cursos e afins e, de todas as vezes, ou não recebi qualquer resposta, ou a resposta foi negativa.

Estas duas verdades pareciam-me contraditórias, e decidi aprofundar a questão. O que é que leva uma empresa a NÃO querer que os seus quadros ganhem mais conhecimentos numa área de negócio importante?

O problema é a percepção. Como não há forma de quantificar directamente quais as mais valias da presença de um colaborador numa determinada conferência, parte-se do princípio de que é apenas uma mais valia pessoal.

Parte-se também do princípio que, para o colaborador, ir uns dias para uma cidade estrangeira, participar numa conferência, funciona como umas férias e portanto, as deslocações a acções de formação funcionam como uma espécie de prémio, uma benesse que a empresa decide dar a alguns colaboradores, sem tirar daí qualquer partido ou benefício.

E estão TÃO errados. Grande parte dos projectos relevantes efectuados em 2005 e 2006 pela empresa foram o fruto directo da presença de 3 pessoas da equipa (técnica) na ETech de 2005. Não só por causa dos contactos que estabeleceram, e do conhecimento que adquiriram, mas também porque puderam avaliar as tendências, ver o que os principais dealers mundiais estavam a fazer, nas suas áreas, e antecipar esse movimento, acompanhando-o.

Somos a empresa líder de mercado na Internet, temos a marca mais reconhecida do mercado, e temos de inovar. Para inovar, temos de conhecer as coisas na sua origem e não apenas quando são lançadas pela concorrência. A nossa concorrência não é nacional. Temos de ir aos mesmos eventos, participar nos mesmos workshops, intervir nas mesmas conferências, partilhar informações.

Assim de repente, sei de 3 conferências onde seria interessante e importante estarmos presentes.
(LeWeb3 - Paris Dezembro, The Future of Web Apps - Londres, Fevereiro e a mãe de todas as conferências desta área, onde deveriam ir pessoas de várias equipas, a ETech - San Diego, Março).

Valerá a pena propor, mais uma vez, a minha/nossa presença em algum destes 3 eventos, ou vão apenas achar que quero umas férias para descontrair?

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8 comentários

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De Nuno Barreto a 15.11.2006 às 17:20

No outro não comentei por questões de auto-preservação, mas neste comento.

A formação dos seus colaboradores é imprescindível para as empresas que querem continuar a estar na vanguarda das tecnologias. Quando um colaborador vai a uma determinada conferência, pagando do seu próprio bolso, porque acha que é uma mais valia para si e para a empresa, fica com um certo sabor amargo na boca.

Na minha opinião, todos os colaboradores deviam ser "obrigados" a ter 1 a 2 semanas de formação pagas pela empresa. A escolha das mesmas deveria ser feita pelos colaboradores e respectivas chefias, com base na estratégia da empresa.
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De Sérgio Rebelo a 15.11.2006 às 17:37

Os posts menos sérios são mais propensos a comentários, os posts mais sérios são mais propensos a nomeações para melhores blogues ;)

eu acho que vale sempre a pena continuar a insistir até que as direcções percebam. Se até já há esse exemplo da ETech do ano passado... ainda não é suficiente?
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De Bruno Pedro a 15.11.2006 às 18:20

Não é preciso inventar muito. Está tudo dito no Artigo 125.º do Código do Trabalho (http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC15/Ministerios/MSST/Comunicacao/Outros_Documentos/20030827_MSST_Doc_Codigo_Trabalho.htm).

(...) compete ao empregador: a) Promover, com vista ao incremento da produtividade e da competitividade da empresa, o desenvolvimento das qualificações dos respectivos trabalhadores, nomeadamente através do acesso à formação profissional; (...)
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De ricardo a 15.11.2006 às 20:36

Vale sim!
Mostra-lhe tudo aquilo que surgiu depois da Leblogs2.


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De Isa a 16.11.2006 às 00:08

Subscrevo!
Numa área que está em constante desenvolvimento, é muito importante que as pessoas que trabalhem nessa área estejam ao corrente das tendências, e estejam aptas para responder aos desafios que lhes são apresentados, mesmo que isso signifique o patronato ter que investir na formação dos colaboradores. Só trás benefícios à empresa..

Além disso, não fazia mal nenhum, desenvolvermos serviços pioneiros de vez em quando, em vez de serviços já batidos (e que nos trazem rótulos desnecessários) ... mas claro que isso não se consegue estando enfiados no escritório o dia todo..
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De pedrocs a 17.11.2006 às 12:20

O que tu queres é férias! A seguir queres um telefone e um carro, não?
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De jonasnuts a 17.11.2006 às 12:27

Eu sabia que tu irias comentar assim :)

That´s the spirit :)
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De Célita a 17.11.2006 às 17:46

Eu quero é férias! Quando propuseres para ti, põe o meu nome na lista também!
Bora lá! Power to the people!

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