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Frontalidade

por jonasnuts, em 02.06.13

É verdade, vou hoje revelar uma faceta minha, desconhecida para a maioria das pessoas. Sou uma pessoa frontal. Às vezes sou mesmo bruta. Bruta como as casas, usando uma expressão que oiço regularmente de pessoas que me são muito próximas. Nunca tinham reparado, pois não?

 

Muitas vezes, nem me apercebo. Quase nunca é de propósito. Se vejo que magoei o destinatário, sem ser essa a minha intenção, peço desculpa. No big deal.

 

Ao contrário do que consta ser habitual, gosto da reciprocidade nesta coisa. Sou frontal, e gosto que sejam frontais comigo. É uma característica muito básica, como outras que possuo. Sou pouco de intrigas, de jogos, de políticas e de manipulações. Digo ao que vou, ou ao que não vou, e aprecio que me devolvam a transparência. Tenho pouca queda para pensar que se fulana está a fazer isto, é porque quer aquilo, ou se diz que quer A, na realidade está a dizer que precisa de B. Normalmente estas coisas passam-me completamente ao lado, e fico estupefacta, quando, oferecendo A, a quem disse que queria A, vejo um olhar desolado, porque disse que queria A, mas a pensar em B.

 

Uma péssima jogadora de poker, eu, ou política, já agora.

 

O cinismo, as intrigas palacianas, as manipulações, estar bem com deus e com o diabo, os recados por interposta pessoa, as eminências pardas, não são a minha praia. Normalmente este tipo de coisas passa-me ao lado. Mas não sou burra. Não muito, pelo menos.

 

Se alguém, repetidamente, usa estes esquemas comigo; pela frente é uma coisa por trás é outra, em conversa é um doce, beijinhos, beijinhos, põe likes no Facebook em tudo e um par de botas, mas depois, nas acções, no que interessa, é o contrário...... não apanho as primeiras dez, mas depois cai-me a ficha. E ponho à berinha do prato.

 

Às vezes, fruto da proximidade, mesmo que artificial, deste tipo de pessoas, mesmo depois de cair a ficha, aguento por mais uns tempos, a ver se muda, numa espécie de wishful thinking, porque não vão mudar, claro. Mas dou o benefício da dúvida por mais um bocadinho. Basicamente, faço-me de parva, que é uma coisa para a qual não tenho muito jeito, lá está, porque prefiro a frontalidade.

 

É um lavar de alma e um alívio quando finalmente acontece. Pôr à beirinha do prato, higiénica e cirurgicamente, é como se me saísse um peso de cima.

 

Custa um bocadinho, nos primeiros cinco minutos, mas é muito saudável, largar lastro.

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4 comentários

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De Cristina Nunes a 02.06.2013 às 14:11

O "gajo" que me desculpe, mas somos almas gémeas, oh Jonas :)

Bjinhos
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De Alexandre Barata a 02.06.2013 às 16:04

Tomara que toda a gente fosse assim, certamente a vida seria muito mais simples!

Fico louco por dentro quando certas pessoas (e tem acontecido mais como também conheci mais gente nova recentemente) me tratam de determinada forma e dão determinadas esperanças e de um dia para o outro me deixam de falar..sem qualquer justificação ou explicação.

Se lhes pergunto se se passa algo, dizem que está tudo normal e que sempre foram assim..no entanto de um momento para o outro puseram-me "à beirinha do prato".

É caso para uma pessoa se perguntar se vale a pena sair da zona de conforto para tentar conhecer e falar com pessoas novas..mas pronto, é a vida :/
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De vidinha a 03.06.2013 às 01:22

Tal e qual... e por causa disso já ouvi todo o tipo de comentários, desde "bichinho do mato", "rude" ou até mesmo "bruta que nem porta", mas tenho orgulho em ser da forma que sou e não me arrependo.
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De Paulo Cunha a 04.06.2013 às 23:00

Ipsis Verbis :)

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