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Jonasnuts

#pl118 - O silêncio dos "inocentes"

Por motivos que não são para aqui chamados, sendo que um deles é o gosto, acompanho blogs políticos. Muitos. De todo o espectro político. De todas as plataformas.

 

Quanto mais não seja, para me manter informada.

 

E acho extraordinário, que a grande maioria dos Blogs políticos, ou de opinião sobre a actualidade, vou chamar-lhes assim, para ser mais correcta, não tenham, sequer, abordado este tema. Já nem falo dos órgãos de comunicação social tradicionais. Televisões, rádios, imprensa..... todos demasiado envolvidos. Não lhes interessa. Mas os Blogs, senhores? Não deveriam ser independentes dos interesses instituídos?

 

Só posso especular, sobre as razões desta enorme omissão. Não é desconhecimento. Não é falta de atenção. Não é ignorância. Não é falta de interesse sobre o assunto. Aliás, é mesmo o contrário desta última. É excesso de interesse sobre o assunto. E falta de coragem.

 

Excesso de interesse por serem, os próprios, parte interessada ou por conhecerem/serem familiares/amigos de partes interessadas.

 

Percebem que a premissa da lei está errada, percebem que esta proposta do PS, tão apoiada por todos os outros partidos, não tem ponta por onde se lhe pegue, mas como não conseguem encontrar alternativas para substituir o financiamento que a actual lei fornece, e a enorme injecção de dinheiro que as alterações à lei proporcionariam, ficam caladinhos.

 

Compreendo que haja renitência em pegar o boi pelos cornos, e debater o tema a fundo e com honestidade, porque isso faria com que um(?) modelo de negócio de milhões de euros se revelasse obsoleto. Não me refiro à autoria. Refiro-me à exploração da autoria. Quem luta para que esta lei se mantenha, e se agrave, não são os autores, são as eminências pardas das indústrias satélite e parasitas, que nada acrescentam, neste momento, aos autores, mas que querem continuar a enriquecer, à custa dos autores e do povinho.

 

Claro que há alguns autores e produtores de conteúdos a defender a lei, e a dar a cara por ela (e até a assinar a lei ou a pertencer à comissão que a vai analisar, debater e, eventualmente, viabilizar), mas esses querem apenas proteger o seu pecúlio, porque não vêem luz ao fundo do túnel, e porque dá trabalho pensar em novos modelos de negócio, e em novas formas de monetizar devidamente o seu trabalho. E se não vêem num futuro próximo, a possibilidade de alguém pensar a sério no tema, vão-se agarrando ao que têm, que é melhor que nada.

 

Não é uma discussão fácil? Não. É um problema fácil de resolver? Também não.

 

Mas não é criando (e inflacionando) taxas injustas, obscenas e indevidas sobre a população (leia-se, eleitores, consumidores de conteúdos, o público) que vão resolver a coisa.

 

Muito pelo contrário. Só vão agravá-la e criar má vontade das pessoas, em relação a uma questão que só deveria receber simpatia e compreensão, por parte da população.

 

Honra seja feita, aos que afloraram o tema. Parcamente, é um facto, mas, mesmo assim.

 

O Aventar referiu o tema, aqui, aqui e aqui.

O 31 da Armada, aqui.

O Insurgente, aqui, e aqui (este último, numa referência a este post).

O Artigo 58, aqui.

E o Blasfémias, aqui.

 

Escapou-me algum?

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