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Greve

por jonasnuts, em 21.11.11

Eu não vou fazer greve. Não tenho nada contra quem a faz, mas eu não faço.

 

Quer dizer..... não faço, mais ou menos. Não sei.

 

Eu não faço greve, mas não sei se posso ir trabalhar. Não sei se o puto tem escola. Nem vou saber tão cedo. Não é que não tenha tentado, que tentei, mas na escola dizem-me que só no dia é que vão fazer a contagem e logo dizem se há escola ou não.

 

O liceu do meu filho tem mais de 1000 alunos (bem mais). Todos entram às 8h15 da manhã.

 

Portanto, o que vai acontecer é que os pais vão lá pôr os putos, e ficam cá fora, à espera. Se eles aparecerem passado um bocado, é porque não há aulas, se eles não aparecerem, é porque há aulas.

 

Nos entretantos, os pais ficam por ali.

 

Não se podia perguntar às pessoas se estavam a pensar fazer greve ou não, para que a miudagem pudesse ser avisada com antecedência? A mim poupavam-me uma trabalheira.

 

Portanto, eu não faço greve, mas não sei se posso ir trabalhar.

 

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24 comentários

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De Anónimo a 21.11.2011 às 18:16

Para te recusares a fazer greve das duas uma: ou ganhas muito pouco e obviamente não és atingida pelos cortes dos 5% 13º e 14º meses, e por aí fora... ou ganhas muito bem e a crise passa-te ao lado ou trabalhas no privado e tens caguça do patrão mostra-te o red card ou ires prá prateleira, ou não és solidária com quem está a ser espoliado e roubado, ou és militante ou simpatizante do PSD ou CDS ou és um verbo de encher, que a política é pró políticos, ou és daquelas, que "quanto mais me bates mais eu gosto de ti" Pelos vistos, não te estás a ver grega com a crise.
É por estas e por outras, que os portugas são uns gandas mansos e burros: aceitam tudo e mais alguma coisa até ficarem de tanga.
Cada vez tenho mais vergonha dos meus concidadãos. Vou fazer a trouxa e zerpar!

MAC
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De Zezinho a 22.11.2011 às 02:11

Ou então não é uma idiota chapada e não vai faltar um dia, para não receber, para ter consequências práticas NENHUMAS. Ao contrário de inúteis como tu, muitos vão trabalhar, contribuir para por isto direito, para que gajos como tu tenham direito ao salário do público, ou ao subsídio da sopa. Zarpa lá, cá não fazes falta nenhuma. Preguiçoso.
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De Nuno a 21.11.2011 às 23:35

O objectivo da greve é mesmo esse: alterar a rotina do dia a dia, de forma a ter um impacto negativo na vida de uma sociedade, para "provar" que as pessoas que participam na greve fazem falta no seu posto de trabalho.

Mas concordo contigo: isto só me fode a vida, no meu caso enquanto estudante.
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De Zezinho a 22.11.2011 às 02:14

Sim, fazem cá uma falta. Um dia. Eu queria era ver-los a faltar assim, tipo um mês, a faltar-lhe o salário do mês, tomates para isso não têm eles.
Mas também fazem isto porque estão no público. Parassem um mês no privado e a empresa fechava e ia para debaixo da ponte. Tá bem... corajosos sim.
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De António Manuel Dias a 22.11.2011 às 13:00

A greve é *geral*, para funcionários públicos e trabalhadores de empresas privadas. Pela tua lógica, os que lutam pelos seus direitos e pelos dos seus concidadãos, por uma vida melhor, apesar das consequências negativas que essa luta poderá ter para si próprios, são idiotas e preguiçosos, enquanto que os que vão trabalhar porque não querem perder um dia de salário são quem vai pôr isto direito. Opinião interessante e, provavelmente, ilustrativa do tipo de pessoas que conduziu este país à situação em que se encontra.
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De Zezinho a 23.11.2011 às 22:34

Diga-me *uma* empresa privada que vá parar devido à greve.
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De ADzivo a 24.11.2011 às 22:11

off topic; Zezinho, onde andava aquando da antecipação dos dividendos dos accionistas da PT para escaparem aos impostos? Gostou?
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De António Manuel Dias a 22.11.2011 às 13:27

Não dizes quais os motivos porque não fazes greve (podem ser vários -- eu, por exemplo, não faço porque não me é permitido legalmente), pelo que não irei fazer juízos de valor sobre a tua posição em concreto. Mas irei deixar a minha opinião sobre as formas populares de luta em geral e porque devemos participar nelas sempre que consideremos serem por uma justa causa, mesmo que não sejamos directamente afectados por ela.

Num país como o nosso a lei tem de ser geral e abstracta, ou seja, deve aplicar-se às situações gerais e a todos os cidadãos, independentemente do grupo particular a que pertençam. No entanto, há grupos particulares, com interesses próprios que, por serem minoritários na sociedade, só os conseguirão ver defendidos com a aliança de uma grande parte da sociedade. Por exemplo, os homossexuais por si só nunca teriam conseguido o direito de se casarem civilmente nem as mulheres em idade fértil o direito a interromperem gravidezes indesejadas. Por isso devemos aliar-nos a todas as lutas que consideramos justas -- ser solidários -- para que recebamos a solidariedade dos outros quando forem os nossos interesses a estar em causa.

É claro que, como disse acima, devemos solidarizar-nos com as lutas justas e esta greve pode, na tua opinião, não ter um motivo justo.
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De jonasnuts a 22.11.2011 às 13:46

Concordo inteiramente. Devemo-nos solidarizar com as lutas que consideramos justas, mesmo que não sejam pelas "nossas" causas.

A questão é que há formas de luta diferentes. Eu uso outras formas de luta, igualmente legítimas.

Eu não ponho em causa o direito à greve, nem ponho em causa as pessoas que fazem greve. Foi a forma de luta que escolheram. Respeito.

Da mesma forma gostava que as minhas formas de luta (mais ou menos públicas), também fossem respeitadas :)

Nem só quem faz greve é que luta.
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De Amadeu a 24.11.2011 às 12:53

O que distingue uma greve (geral, no caso) de formas de luta "pessoais" é que se traduzem no reflexo de um sentimento comum de contestação a determinadas políticas ou condições laborais. Ou seja, uma greve é uma manifestação pública e assumida de manifestar a opinião, o que à partida exige coragem para, eventualmente e em função dessa manifestação, arcar com retaliações e/ou vinganças e/ou "esquecimentos" quando há distribuição de prémios na empresas, etc.

Na maior parte dos casos (e era capaz de arriscar TODOS os casos), e salvo as pessoas que, por convicção são contra a(s) greve(s), há quem esteja disposto a correr esses riscos e há quem, com as mais variadas justificações, quase sempre ínfimos pormenores (pentelhices como diria o outro senhor); não esteja. O medo é (justificadamente, diga-se) fodido.
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De jonasnuts a 24.11.2011 às 13:36

Há um caso por descrever. O meu, por exemplo.

Não sinto, no meu local de trabalho, qualquer pressão no sentido de não fazer greve. Ninguém me perguntou se ia ou não ia fazer greve. Não creio que as minhas chefias me penalizassem por eu fazer greve. E se penalizassem, seria algo que eu estaria disposta a assumir. Portanto, no meu caso, não é por aí.

O problema é que eu não acredito nesta greve como forma de protesto. Tenho todo o respeito por quem acha que deve protestar, fazendo greve, nada contra, apenas não é essa a minha opinião.

Porque, vamos ver......se eu fizesse greve, estava a penalizar o governo pelas suas políticas idiotas e de extorsão? Não. Estaria a penalizar a empresa onde trabalho. Isso não afectava o governo. Mas afectava a empresa.

Portanto....falta na tua descrição o caso das pessoas que, como eu, não sendo contra a greve, não vêem qualquer vantagem em fazê-la.

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De Amadeu a 24.11.2011 às 14:11

Uma greve, quase que por definição, causa transtornos. Aos poderes, às empresas, aos outros, aos próprios.
Mas aceito que isso seja complicado em empresas cuja percentagem de adesão não é significativa, quase sem expressão, porque além do mais prevalece a ideia de que, mais do que os poderes, estamos a prejudicar os colegas do lado.

Bom, e agora vou à CONCENTRAÇOM !
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De ADzivo a 24.11.2011 às 22:15

«porque além do mais prevalece a ideia de que, mais do que os poderes, estamos a prejudicar os colegas do lado» ... que na primeira oportunidade te fazem a cama!
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De Amadeu a 25.11.2011 às 00:02

...também é verdade ;(
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De ADzivo a 24.11.2011 às 21:13

em dia de greve geral, meto um dia de férias. Respeito o direito consagrado daqueles que o exercem sem recorrer a demagogias. Já se sabe que o main target de uma geral é o sector dos transportes por isso, Boss, desculpe lá mas não tenho forma de chegar ao trabalho, fico na cama até mais tarde. Abaixo o stress!
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De Anónimo a 22.11.2011 às 17:05

Ó jonas não fazes greve e ponto final. O que nós temos a ver com isso?

Perdeste uma boa oportunidade para tar quêda.

Ó b... agora já não há IPs - Itinerários Principais.

Agora só há Auto-Estradas e SCUT´s com custos para o utilizador.

Tens que corrigir o que escrevinhaste em baixo.

Mário Rui
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De Anónimo a 22.11.2011 às 17:51

ÓXIMORO...!
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De Joao A. a 23.11.2011 às 11:50

Jonas, ainda por cima a greve geral caiu em cheio no dia da tua sessão no Saldanha... tenho-a marcada no calendário há meses, mas como vou estar dependente dos serviços mínimos não sei se vou conseguir ir. :-(

Raio de pontaria destes grevistas!!
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De jonasnuts a 23.11.2011 às 12:25

Pois foi :) Vamos ver como corre o dia. Eu terei de lá estar, evidentemente, mas ainda não sei como é que me organizo :)
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De blimunda sete luas a 23.11.2011 às 23:51

Eu acho muita piada a estas manifestações de ódio e a juízos de valor estilo pronto a vestir que surgem violentamente sempre que alguém afirma que não faz greve.

É assim tão difícil de entender que quem não faz greve também está a exercer um direito?
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De jonasnuts a 24.11.2011 às 10:13

ehehehe e mais ainda..... não fazer greve, pelo menos no meu caso, está longe de significar que esteja contente, satisfeita e concordante com o Governo.

Mas pronto..... eu aceito e pratico aquela máxima da liberdade de expressão :)
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De Anónimo a 24.11.2011 às 12:48

Que ganda hipocrisia e falta de honestidade intelectual. É a favor da greve, mas está contra a greve. Não os tem no sítio...prá a fazer e depois vem com expedientes dilatórios e contraditórios, próprios de alguém que anda no mundo por ver andar os outros.

Coitado de quem vem ao mundo e não o vê!

Devias era ir pró desemprego e ficar a RSI - tinha mais respeito por quem tem a coragem e o dever cívico de aderir a uma greve, que depois do 25 de Abril é a que mais sentido tem.

O teu comentário é um insulto aos portugueses que estão a ser espoliados.

MAC
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De Anónimo a 24.11.2011 às 18:40

Ó jonas deves ter cá um peso na consciência, perante o estrondoso êxito da Greve Geral ou melhor do Dia da Indignação, que é aquilo que para a qual não tens a mínima sensibilidade. É confrangedor!

MAC

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