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Comprar nacional

por jonasnuts, em 30.06.11

Esta coisa do comprar o produto nacional é algo que me deixa dividida.

 

Não sou adepta da teoria de que o nacional é bom. Às vezes é, às vezes não é. Comprar português, independentemente da qualidade, é promover a mediocridade. E depois, se eu comprar um carro alemão, um Volkswagen, não estou a incentivar a produção nacional porque esses carros são produzidos em Portugal? (alguns, pelo menos).

 

E se eu comprar equipamento estrangeiro, cujos componentes são produzidos em Portugal?

 

Para além da origem do produto, vamos começar a listar a origem dos componentes do produto?

 

Entre 2 produtos de igual qualidade, um nacional e outro estrangeiro, opto pelo nacional. Entre dois produtos de qualidade diferente, opto pelo de maior qualidade, independentemente da nacionalidade.

 

Mas eu não percebo nada de economia.

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23 comentários

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De Luís Marado a 30.06.2011 às 13:50

ui se algum bloquista ou afins te apanham este post! :) Toda e mais alguma razão neste post!
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De LuisF a 30.06.2011 às 16:06

Descanse, quem "inventou" a ideia (demagógica...) também não deve perceber nada de economia...
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De Anónimo a 30.06.2011 às 23:00

Eu cá também não percebo patavina de economia, mas estive-me borrifando para o nacional. Na hora de decidir pela companheira da minha vida decidi pelo "material" holandes.
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De Visigordo a 01.07.2011 às 01:18

A propósito: http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=22108

O director do Sol, entre outras destrambelhadas considerações, parece não concordar consigo.
Belo momento de humor do director do Sol.
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De Ognito Inc a 01.07.2011 às 12:45

Depende do produto que estamos a falar. Eu recuso-me a comprar fruta estrangeira das variedades que produzimos abundantemente em Portugal (maçãs, pêras, laranjas, etc.). Os nossos produtores de arroz enfrentam grandes dificuldades nomeadamente com as modas dos arroz Thai, Jasmim etc. Também aqui busco o código 560. Lacticínios. Vinho. Azeite. Conservas. Carne. Peixe. Hortícolas. Tudo coisas que eu prefiro comprar PT para dar emprego aos nossos e gerar impostos cá. Se não formos nós a fazer por isso ninguém fará. O mesmo ao nível do turismo, este ano as férias foram 100% cá e conheci sítios maravilhosos. Se nós não nos ajudarmos... Se não nos sacrificarmos um pouco... A questão nem se centra tanto na qualidade, é mais no preço ou no valor acrescentado do que se compra.... Mas uma coisa também digo, nestes tempos de crise não aturo gente antipática em hotelaria, restauração, lojas etc. Premeio sempre a simpatia e cortesia. Vou a outro lado. Mas PT.
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De jonasnuts a 01.07.2011 às 12:53

Concordo com tudo, menos na parte em que a questão não se centra na qualidade. Eu acho que a questão TEM de se centrar na qualidade (dentro do orçamento de que dispomos, claro), porque, senão, estamos a premiar a mediocridade.

Quando falamos de produtos que são produzidos em Portugal e que têm excelente qualidade (como é o caso de alguma fruta, do azeite, dos lacticínios (Açoreanos), Vinhos, etc, compro português, mas há coisas em que os outros são MUITO melhores que nós. Nesses casos, porquê comprar português?

(E também passo férias cá dentro, mais exactamente, este ano, em casa).
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De Ognito Inc a 01.07.2011 às 17:51

Quando digo que a questão não se centra na qualidade refiro-me que em muitas das decisões de compra (p. exemplo de supermercado, roupa mas não só) o preço é claramente um factor que pesa na decisão do comprador. Não pretendo dizer que devemos negligenciar a qualidade... Mas não andamos todos de Mercedes, Audis Porsches e afins, andamos essencialmente em utilitários de marcas mais acessíveis... Eu prefiro ser transportado num navio fabricado em Viana do Castelo e estou até disposto a sacrificar alguma qualidade (não se trata de promover a mediocridade), mas estou disposto a isso hoje porque daqui a 5 anos nem terei essa opção. Os estaleiros fecharam... Compramos submarinos alemães e blindados austríacos que vêm cheios de problemas mas nesse campo já nem temos opção. (é 1 exemplo, nem sou particularmente fã da indústria de armamento, mas tinha-mos 1 e fechou toda). Eu entendo o teu ponto de vista mas quis contrapor porque acho importante referir que quando compramos português estamos a contribuir para a criação de riqueza cá, estamos a contribuir para os cofres da nossa segurança social (dos quais beneficiamos) e do fisco (idem) e quando compramos um produto alemão, espanhol ou chinês isso não acontece... O ideal seria ter muitas opções de produtos portugueses para poder escolher entre esses o preferido (seja pelo critério do preço, qualidade, etc )...
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De Amadeu a 02.07.2011 às 01:10

O que eu não entendo é como se pode pôr isso como "bandeira" para o desenvolvimento. Além de conceito mais ou menos patrioteiro, pouco vai mais além em termos de contribuição para a resolução de qualquer dos problemas atuais, atendendo aos produtos que, curiosamente, são citados quando falamos de "produtos nacionais": o vinho, a fruta, o azeite, uns queijinhos e pouco mais. Nada de "substancial" para dar a volta à coisa, nem sequer representa qualquer melhoria da vida dos produtores desses bens que continuam amarrados à lei imposta das grandes superfícies que são quem fica com a parte de leão.
Aceita-se e até se compreende que quem esteja no poder, volta e meia (isto não é novo) se lembre do "compre nacional". Mas o que estão a agitar e o que querem vender é a fé.
(o que, pela minha parte, não acredito. Assim? não acredito.)
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De AB a 02.07.2011 às 15:04

Não vai ser fácil. Estou a ler isto e a responder num computador feito no estrangeiro. Olho para a minha secretária (que é nacional, embora a cadeira seja feita na China) e quase tudo é importado. Os discos externos são Americanos e feitos na China, o rato é Suíço, como é o relógio, as pen drives são Americanas e Chinesas, as canetas são Alemãs, Japonesas e Francesas, os óculos têm lentes Zeiss (Alemãs ou Suíças, não me recordo), tenho um termómetro Italiano, um baton para o cieiro Francês, uma calculadora Japonesa, uma máquina fotográfica Coreana, um telemóvel Americano. Creio que o único objecto Português é um caderno da Ambar. Não são objectos de luxo, e alguns deles nem têm uma qualidade por aí além, são coisas que comprei no Staples ou na Worten, mas não creio sequer que haja concorrentes nacionais. Se alargar o campo de visão a coisa não melhora; as janelas têm vidros Franceses, o alumínio nem faço idéia, o ar condicionado é salvo seja do Taiwan, as lâmpadas são Phiplips, e se fôr correr a casa toda a tristeza ainda será maior, desde as frigideiras ao ferro de engomar, porque até os fósforos são importados. Mas afinal nós fazemos o quê ??? Quero dizer, como exercício intelectual, se retirar da minha casa tudo o que não é fabricado em Portugal fica o quê? As paredes e a sanita? Sim, porque nem a droga do papel higiénico é Português - pessoalmente acho que a Renova fabrica o pior e mais caro papel higiénico à venda nos hipermercados. Como é que se dá a volta a isto?
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De Teresa Ribeiro a 03.07.2011 às 14:38

Jonas, deixei-lhe no Delito de Opiniao um desafio.
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De Branqueameno Dentário a 03.07.2011 às 19:59

ja somos 2
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De O pensador a 04.07.2011 às 16:32

Não tem nada a haver com o perceber de economia.

Tem sim com patriotismo.

Este pais produz muito pouco e importa muito.

Temos que ajudar o pais!
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De jonasnuts a 04.07.2011 às 16:36

O meu patriotismo não se mede pela quantidade de compras que faço.

O meu patriotismo pode medir-se, por exemplo, na forma como trato da mnha língua materna. Essa, não a consigo importar de nenhum país.

E a dúvida é, até que ponto é mlhor, para Portugal, comprarmos produtos portugueses, pelo simples facto de serem portugueses.

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