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Poupar

por jonasnuts, em 05.04.11

Pois que a crise toca a todos, e há que cortar mais nas despesas. Então fui fazer contas. Há uns tempos não fazia grandes contas, mas agora tem mesmo de ser. Sempre achei que um sítio onde podia reduzir bastante a minha despesa mensal era nos transportes.

 

Ando de carro, todos os dias. Ao preço a que está a gasolina, aqui está uma boa forma de poupar na despesa (pobre ingénua).

 

Fui ver. Calculei a distância do meu percurso (16Km ida e volta). Calculei quanto é que o meu carro gasta aos 100 (7.5). Fiz as continhas e fui ao site da Carris ver quanto é que custava o bilhete mais barato (que é o passe urbano de 30 dias - €24), e parti do princípio de que viria todos os dias de autocarro, desde a escola do meu filho até ao trabalho e no regresso a mesma coisa.

 

Estava disposta a gastar mais tempo de viagem e a sentir-me inebriada logo pela manhã mas sobretudo ao final do dia por aqueles odores característicos do povo trabalhador que somos. Estava a capacitar-me que o pára arranca não é assim tão mau, e que a condução violenta dos autocarros até faz bem à saúde porque estimula o equilíbrio. Estava a ver que ia dar mais uso ao meu iPod. Enfim, estava a ver uma série de coisas.

 

E depois vi o resultado das contas.

 

Pouparia cerca de €16 por mês. Isto na melhor das hipóteses. Num mês sem greves, e sem reuniões fora a que tenha de ir de carro, que é, como se sabe, coisa que não existe.

 

A sério? É quase o mesmo preço, andar de autocarro e andar de carro.

 

Quais são os incentivos para usar os transportes públicos (à excepção dos ambientais)?

 

É que se calhar está aqui a escapar-me alguma coisa.

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16 comentários

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De I. a 05.04.2011 às 10:59

Tens estacionamento, presumo? Caso contrário, a continha subia upa upa!
Eu tenho estacionamento, mas mesmo assim prefiro andar de transportes. Gasto um depósito, depósito e meio por mês (já contando com saídas de fim de semana), de outra forma acho que trepava para o dobro, pelo que é naice.
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De jonasnuts a 05.04.2011 às 11:04

Sim, tenho estacionamento. Se não tivesse, a conversa era outra, de facto :)

E, aos fins-de-semana, não uso o carro (não cabemos todos no smart, temos de usar o carro do meu namorado, que tem mais lugares)
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De Jorge Soares a 05.04.2011 às 11:05

Jonas.. está-te a escapar o preço do carro... os custos de manutenção... etc.

Mas tens razão, os transportes públicos são caros, muito caros mesmo.

Jorge
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De jonasnuts a 05.04.2011 às 11:09

Certo, mas esse preço eu já pago de qualquer forma. Se a opção fosse entre comprar carro e usar os transportes, a conversa seria outra. Mas eu já tenho o carro pago (desde o mês passado :), e sendo um smart, gasta pouca gasolina e poucos pneus, pelo que a manutenção nem sai assim tão cara.

Achei uma barbaridade, o preço dos transportes públicos.
Ainda vou à procura dos preços noutros países para ver se somos nós que somos uns tansos.
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De Jorge Soares a 05.04.2011 às 11:19

Não é assim tão linear.

No meu caso eu faço 110 kms por dia para ir trabalhar, 55 para cada lado. Isto dá mais de 30000 Kms por ano, o que implica ter que trocar de carro cada 4 ou 5 anos... ou seja, mal termino de o pagar, tenho que pensar em comprar outro.

Com revisões a cada 15000 Kms, são digamos 500 Euros por ano, compro sempre carros com garantias de 3 ou mais anos de modo a poupar na manutenção.

Gasto mais ou menos um depósito de gasóleo por semana, 50 Euros.

Tudo isto é muito dinheiro, se eu tivesse alguma hipótese de ir de transporte público ia mesmo.. não tenhas a menor dúvida.

Jorge


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De jonasnuts a 05.04.2011 às 11:20

Certo, por isso é que cada um tem de fazer as contas e ver o que é o melhor para o seu caso em especial.
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De Jorge Soares a 05.04.2011 às 11:20

Esqueci um detalhe, lá em casa há dois carros, se pudesse ir trabalhar de transportes públicos, só havia um...

Jorge
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De jonasnuts a 05.04.2011 às 11:24

Lá em casa há 3 carros, mas nós temos as águas separadas, no que à locomoção diz respeito :)
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De pedrocs a 06.04.2011 às 14:26

Jorge, mas que carros andas a comprar? O meu tem 230.000 kms e está na juventude, fará 750 mil a 1 milhão sem espinhas.
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De Jorge Soares a 06.04.2011 às 15:23

A mulher anda com o que era meu Yaris, tem 8 anos e vai para os 200000 sem espinhas e sem um único problema... mas não estou a ver que chegue aos 750000 mil ...

Nem estou a ver muitos carros que cheguem assim aos 750000 sem espinhas... É caso para dizer.. que carros andas tu a comprar?


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De rafaqueque a 05.04.2011 às 11:23

Eu também andava com esse dilema, mas como a vida de programador é quase 24/7 e nem sempre se sai a horas, foi-me proposto o seguinte: carro da empresa (com combustível pago).

Vantagens adicionais: posso usar o carro ao fim-de-semana, posso usar a gasolina do fim-de-semana para meter para as despesas, é a gasóleo and so on.

Desvantagens: é um comercial, está decorado — parece um carro alegórico — e não estou a ver mais nada, sinceramente.

Encostei o meu primeiro carro — tenho a carta desde o verão de 2010 — e agora ando sempre, mas sempre, com o da empresa. O patrão foi um porreiraço!

O dilema dos transportes é passado, para mim.
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De ivogomes a 05.04.2011 às 12:06

No meu caso sempre andei de transportes. Quando morava fora de Lisboa deixava o carro num parque grátis na periferia e fazia o resto de Metro. Não sei porque é que não há mais parques destes fora da cidade, gratuitos, e com transportes ao perto. A maioria são pagos e, pagar por pagar o pessoal prefere parar à porta do escritório.

Depois fiz o investimento de comprar uma casa dentro de Lisboa. Estava farto de fazer 1h para cá e 1h para lá todos os dias. A casa não foi barata (quase o triplo do que as casas dos meus amigos que são maiores, mas são no cú de Judas), mas compensa pelo tempo que se poupa a chegar ao trabalho todos os dias.

Tendo casa dentro da cidade, o carro ficou parado e só passou a andar ao fim-de-semana. Inicialmente vinha de Metro para o trabalho, mas morando a cerca de 3 km do trabalho passei a experimentar vir alguns dias a pé (quando estava bom tempo).

Comecei a habituar-me a andar a pé e há 1 ano que venho quase exclusivamente (excepto em dias de temporal) a pé para o trabalho. Sempre se poupam mais 19€/mês de passe. Demoro cerca de 35 minutos em cada viagem versus os 12 minutos que demorava de metro. A viagem é mais longa, mas é mais saudável.

No mês passado passei a vir de bicicleta. Demoro entre 11 a 14 minutos (dependendo do trânsito) e estou a gostar bastante. Infelizmente ainda não tenho lugar para estacionar a bicicleta no trabalho, mas tenho um parque coberto de um centro comercial logo ao lado que serve perfeitamente.
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De Isa a 05.04.2011 às 12:31

Eu já custo a suportar os transportes públicos, mas não tenho grandes hipóteses.
Trazer o carro seria óptimo, apesar do trânsito: um depósito chega e sobra para o percurso mensal, e o preço da portagem também não era crítico.

Mas depois há o problema do estacionamento: pagar 130€/mês para deixar o carro numa garagem.. a ideia morre logo por aí :(
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De pedrocs a 06.04.2011 às 14:28

Porque não fazes como eu e vais de carro para a estação?
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De Isa a 06.04.2011 às 15:46

porque deixar o carro a meio do caminho tá fora de questão.. isso e deixei de usar o comboio.
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De Sandra Cunha a 05.04.2011 às 15:55

Experimenta pesquisar os preços para quem mora na margem sul e tem de ir trabalhar para Lisboa. Quem mora, como eu, no concelho de Sesimbra, gastava há uns dois anos, quase 100,€ por mês. Em transportes públicos (Sulfertagus autocarros / Fertagus comboio e metro de Lisboa). Sei que agora já aumentou. Demorava cerca de 1h20 de viagem para cada lado.

Para um casal são logo 200,€. Se o(s) filho(s) estudar(em) em Lisboa a conta em transportes públicos pode ascender a um salário minímo português.

Na Suécia, em Gotemburgo, os transportes são efectivamente públicos. Mesmo. São uma empresa pública. O passe para a cidade inteira de Gotemburgo e arredores, inclusive ilhas, custa cerca de 40,€. Dá para qualquer autocarro, qualquer barco, qualquer eléctrico. Os estudantes pagam 50%. As crianças até aos sete anos e os maiores de 65 pagam zero!

Em Londres, apesar das empresas de transportes não serem públicas, a coisa é parecida à Suécia. As crianças até aos 11 não pagam. Depois disso pagam uma pequena percentagem. Os estudantes pagam 50 ou 70%. Os maiores de 65 ou 60 (depende das datas) não pagam (Suponho que isto seja suportado pelo Estado e não pelas empresas privadas como é lógico).

Sim, nós somos uns tansos.

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