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Jornalismo

por jonasnuts, em 22.02.11

O Correio da Manhã tem neste momento disponível na sua página de entrada um título e um vídeo. O título "Engenheiro mata com neta ao colo".

 

Um vídeo e uma foto acompanham a "notícia".

 

Nada contra, até aqui, no vídeo até avisam que as imagens podem ofender susceptibilidades mais susceptíveis (eu sei, é de propósito).

 

A questão é que a notícia é só isso.

 

Ficam por responder aquelas que eu acho que são as perguntas a que qualquer notícia deve responder. Não sei, presumo que as ensinem nos cursos de jornalismo. O onde, o quando, o como, o quem, o porquê. Sabem, aquelas coisas que constituem a notícia propriamente dita.

 

Se eu quiser ver um gajo a matar outro, vou ao cinema, e fico mais bem servida, as pistolas fazem um barulho de jeito, o morto cai dramaticamente e está vestido de branco, para se ver o sangue, há diálogos bem construídos, enfim, o que se quiser.

 

Aqui, não percebo, sinceramente, o que é que aquele vídeo lá está a fazer.

 

 

UPDATE: Explicam-me no Twitter, o user do Correio da Manhã @cmjornal, que se trata duma secção que diz "Exclusivos em papel" (e diz). O jornal, em papel, era uma coisa que o meu avô comprava. Esta geração não compra em papel, ou, vá, está a deixar de comprar. Eu, que nem sequer sou da geração web (sou mais velha), resolvi o tema doutra forma. Mas não comprei papel.

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8 comentários

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De André a 22.02.2011 às 17:01

Well, that's true..
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De Rui Rocha a 22.02.2011 às 18:40

Eheheh. Já ganhei o dia. Estive quase a comprar a edição em papel para ver do que se tratava e, eventualmente, poder criticar o assunto...
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De Eu a 22.02.2011 às 21:37

Xiça q ia apanhando um susto. Quase q via "Jornalismo" e "Correio da manhã" na mesma frase...
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De Bino a 23.02.2011 às 04:01

"Matou o pai da prória neta" seria uma boa alternativa, também teriam vendido muitos exemplares. Afinal é disso que se trata, vender jornais.
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De Sérgio Brandão a 23.02.2011 às 11:08

Ainda há pouco tempo aconteceu o mesmo na TSF com um artigo que dava conta de um prémio de design que tinha sido conquistado pela edição impressa do jornal i.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1785001

Citaram o júri em elogios à publicação, sem indicar qual o prémio, em que circunstâncias foi atribuído, nem tão pouco quem era o júri ou restantes concorrentes.

A minha pergunta no twitter sobre o contexto deste prémio ainda está por responder...

Apenas exemplos de um jornalismo do qual não gosto. Ainda em relação a este caso do Correio da Manhã ainda coloco outras questões: por que diabo é o título diz "engenheiro" mata com neta ao colo? Porquê engenheiro? A notícia é mais grave por causa do homem ser profissional de engenharia? Quantas vezes lemos "carpinteiro mata com neta ao colo"? ou "canalizador mata com neta ao colo"?

Custa-me sempre quando o sensacionalismo impera sobre o bom senso e sobre o bom profissionalismo.
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De jonasnuts a 23.02.2011 às 11:19

Se calhar os canalizadores e os carpinteiros são pessoal mais pacífico :)
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De Sérgio Brandão a 23.02.2011 às 12:28

lol seguramente que sim, será mesmo por isso. :-)
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De OPivot a 23.02.2011 às 18:14

Geralmente quando não surge praticamente nada escrito, é para obrigar as pessoas a comprar a edição impressa, mas também resulta esperar umas horas pois mais cedo ou mais tarde acabam por colocar a notícia online XD

Não é apenas o Correio da Manhã que faz isso, deve ser já uma prática comum segundo o que tenho visto. :/

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