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Música Erudita para Totós

por jonasnuts, em 15.02.11

É o livro de que preciso, a verdade é essa.

 

O meu iTunes faz muito morto dar voltas na campa, por se saber na mesma base de dados de muito outro morto (e vivo), mas tem uma (?) lacuna grave, a música clássica erudita.

 

Se o meu filho me fala de Queen, de Zeca, de Barbra, de Beatles, de Stones, de Trovante, enfim, duma série deles (uns mais obscuros que outros) eu consigo mostrar-lhe e dar-lhe a ouvir (em alguns casos a obra completa), mas quando o meu puto se vira para mim, que virou, e me diz que curte a Lacrimosa de Mozart, eu fico muda e queda.

 

Abençoada internet, que à distância de meia dúzia de teclas me elucida (e que foi, em primeiro lugar, o que lhe deu a conhecer a tal da Lacrimosa, que afinal é o Lacrimosa, porque é um Requiem).

 

E agora? Música clássica erudita no meu iTunes é coisa rara. Tenho um dos melhores álbuns de todos os tempos, o Hush do Bobby McFerrin, mas pouco mais.

 

Como é que eu lhe dou a conhecer um mundo que desconheço?

 

Há algumas músicas e/ou compositores cuja obra seja mais adequada às crianças? Confesso que a tal da Lacrimosa é belíssima, mas porra, é um Requiem, não há coisitas menos carregadas, mas igualmente belas?

 

Vá, ajuda precisa-se, que eu, nesta matéria (e em tantas outras) sou uma totó :)

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38 comentários

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De Luís Ferreira a 15.02.2011 às 10:11

A música clássica (denominação errónea, pois seria mais correcto dizer erudita) tem muitas variantes, e entre Mozart (período clássico), Bach (Barroco) e Wagner (Romântico), por exemplo, há um mundo de distância. Talvez fosse interessante perceber primeiro como (e onde) o teu filho conheceu a Lacrimosa, porque gosta dessa parte em específico do Requiem (melancolia?) e, então, partir daí para outros compositores.
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De Luís Ferreira a 15.02.2011 às 10:23

Não sei que idade tem o teu filho, mas a peça "Pedro e o Lobo", de Sergei Prokofiev, costuma funcionar muito bem com crianças na construção de ligações entre a narrativa das peças e os instrumentos que a interpretam. Pode ser facilmente acompanhado por ti na interpretação da história.
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De jonasnuts a 15.02.2011 às 10:29

Tem 12 (quase 13). O Pedro e o Lobo já passou lá por casa quando ele era mais pequenino, teria 5 ou 6 anos.

Eu não percebo nada, mas sou esforçada, e o Pedro e o Lobo é de conhecimento obrigatória, no âmbito da cultura geral :)
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De jonasnuts a 15.02.2011 às 10:23

Descobriu numa pesquisa no Youtube, e gosta porque é triste e poderosa ao mesmo tempo (palavras dele).

Vou corrigir o post, obrigada :)
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De pedrocs a 16.02.2011 às 16:06

Gostava de saber porquê erudita, já agora.

Segundo o DPLO:

Erudito
1. Que tem profundos e vastos conhecimentos.
s. m.
2. Homem muito sabedor.
3. Enciclopedista.

Nunca percebi porque se chamava erudita à música de câmara, sinfónica, clássica, barroca, etc, etc.
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De Luís Ferreira a 16.02.2011 às 17:04

Jonas,
essa designação é utilizada em dicionários de música, definindo a música erudita como sendo música "séria" em oposição à música popular, música folclórica, música ligeira ou de jazz. Penso que talvez seja uma forma de nos meios académicos fugirem à confusão com o período clássico (não tenho conhecimentos suficientes, neste momento, para ir mais além desta reflexão), ou seja, questões de terminologia e classificação.
Não vou discutir se essa definição é a melhor ou não, até porque não creio que para a música ser séria necessite obrigatoriamente ser erudita.
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De Francisco a 19.02.2011 às 01:13

Nao se deve dizer nada música erudita. Deve dizer-se música classica ou séria ou o que te apetecer mas nunca musica erudita, porque essa musica nao tem nada de erudito, é apenas uma catalogacao. c.f. wikipedia alema: "Der Begriff klassische Musik wird als Synonym für Kunstmusik beziehungsweise ernste Musik (E-Musik) und als Gegenbegriff zu Popularmusik (U-Musik, Unterhaltungsmusik) sowe Volksmusik – die regionaltypische Musiktradition – verwendet" ( O conceito música clássica é utilizado como sinónimo de música artística ou música séria em contraposicao com a música popular e música popular de tradicao regional.

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De Luís Ferreira a 19.02.2011 às 15:55

A terminologia fundamenta-se em convenções e estas podem variar de um país para o outro. Assim, nem sempre termos semelhantes em línguas distintas tem significados equivalentes. Vou dar dois exemplos concretos também no âmbito da arte:

1- Modernismo: Em Portugal, e posteriormente no Brasil, o uso dos termos “modernismo” e “modernista” surgiu aplicado a práticas artísticas e literárias de vanguarda ocorridas nas décadas de 1910 e 1920, sendo fruto de um equívoco jornalístico numa crítica ao Salão da Primavera da Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 1914), publicada no Jornal de Notícias (Maio de 1914). Passou então à linguagem comum, caracterizando artistas e objectos artísticos adjacentes a atitudes de modernidade. Um equívoco que, como refere José-Augusto França em (In)definições de cultura, por uma “facilidade de catalogação” haveria de perdurar, continuando ainda actualmente a ser empregue regularmente por críticos e historiadores da arte e da literatura.
Internacionalmente, Modernism corresponde ao movimento e corrente estética que se designa por Movimento Moderno – referindo-se sobretudo a um tipo de arquitectura e design, dito moderno, surgido a princípios do século XX (1906) –, tendo como ponto de partida o proto-racionalismo alemão e a fundação do Deutscher Werkbund, consolidando-se internacionalmente depois da Segunda Guerra Mundial. Em Espanha, por exemplo, Modernisme remete para o movimento estético catalão que nós designamos por Arte Nova.

2- Arte Nova: este movimento estético tomou ou recebeu vários nomes consoante os países em que se manifestou – Jugendstil na Alemanha, Nieuwe Kunst nos países baixos, Sezessionstil na Áustria, Style Liberty na Itália, Art Nouveau em França, Arte Nova em Portugal e Modern Style na Inglaterra.

Retomando a questão da música. Música Erudita e Música Clássica, do ponto de vista do estudo da música e não do ponto de vista global da utilização vulgar dos termos, não são, de todo, a mesma coisa. Música Clássica, em rigor, é a música composta num período específico da Música Erudita. Confunde-se vulgarmente Música Clássica com a Música Erudita, mas, Música Clássica refere-se somente ao Período Clássico que se situa, mais ou menos, entre a metade do séc. XVIII até à metade do séc. XIX. A expressão “Música Erudita”, tal como ela é compreendida no âmbito musical, é o conjunto dos períodos que vão desde o medieval até os dias de hoje. O estudo da música designou a expressão Música Erudita, para deixar claro que ela não é, somente, clássica, eliminando-se, assim, todas as possíveis ambiguidades.

Quando há mais que uma designação expressiva para uma ideia, por qual devemos optar? Como devemos, então, proceder neste caso, quando quase toda a gente (na qual eu me incluo normalmente) se refere à Música Erudita pela expressão Música Clássica? É a velha oposição entre o valor semântico e o valor pragmático dos termos. Se por um lado a expressão Música Clássica se refere a um período específico da Música Erudita (o seu valor semântico, o que a expressão quer mesmo dizer por si mesma), pelo outro lado, temos o uso que fazemos dela (o seu valor pragmático, a forma como a maioria se exprime).
A expressão “Música Clássica” é a que, vulgarmente, se usa para fazer referência à Música Erudita porque foi na época, imediatamente, posterior a este período cultural, que o vulgo começou a fazer referência à música dos eruditos. Portanto, a expressão Música Clássica vulgarizou-se para designar toda a Música Erudita já que foi nesta altura que ela começou a se tornar mais acessível a todos. A Música Erudita evoluiu, então, como já tinha evoluído antes, e passando a ser Romântica, mas, a grande maioria continuou a chamá-la Clássica, e assim foi até hoje.
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De jonasnuts a 19.02.2011 às 16:28

E de repente, o meu passou a ter comentários eruditos :) (e não clássicos :)
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De Francisco a 20.02.2011 às 01:27

Eu concordo com o seu comentário em termos gerais, quando escreve: Como devemos, então, proceder neste caso, quando quase toda a gente (na qual eu me incluo normalmente) se refere à Música Erudita pela expressão Música Clássica? „ E responde: „É a velha oposição entre o valor semântico e o valor pragmático dos termos.“ E mais adiante „A expressão “Música Clássica” é a que, vulgarmente, se usa para fazer referência à Música Erudita (...)“ „Portanto , a expressão Música Clássica vulgarizou-se para designar toda a Música Erudita (...)“.
É isso que eu penso.
E continuo a achar que dizer Música Erudita suscita a ideia de que a musica é para eruditos, o que não poderia estar mais longe da realidade. É uma utilização que eu desgosto e ao estar a dar a minha opinião num blog não me preocupei com a análises taxonómicas mas com a utilização que se faz da língua.

Nem existe que eu conheça, em nenhuma parte do mundo uma Rádio Erudita ou Rádio de Música Erudita, mas existem em quase todos os países mais desenvolvidos Rádios de Música Clássica ( e.g. BBC Radio 3 Classical , Klassikradio entre outras na Alemanha, para não falar na Antena 2, com a tagline „ A Rádio Clássica“ etc ). Nem ninguém diz na Alemanha de onde por acaso escrevo estas linhas „ernste Musik“ (música séria) que ainda soa em Alemão mais „absurdo“ que Música Erudita em Português.

Summa Summarum : Penso que o termo Música Clássica, é o termo que toda a gente usa hoje em dia e é o que eu uso. Strictu sensu Música Clássica traduza apenas parte de uma realidade maior, como explicou.

Lembro-me a despropósito que quase ninguém no mundo prático diz celeridade nem rendibilidade para se referir a velocidade e rentabilidade) e já agora (e infelizmente) nem bicha para se referir a fila ( se bem que eu bem tento cada vez que vou a Portugal usar a palavra - correctíssima em Português continental. Infelizmente as pessoas já incorporaram o uso brasileiro e a palavra hoje está no limiar do tabu. Mas isso é outra conversa..:))


Francisco

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De Helena a 15.02.2011 às 11:27

Que tal oferecer-lhe o DVD "Amadeus", para começar?
E "a Flauta Mágica", de Bergman, e "Tous les matins du monde".
De resto, posso dar um saltinho à Dussmann, que tem gente muito boa a vender os CDs de música clássica, e me podem indicar alguns bons para começar. Há sempre CDs com selecções de peças "fáceis" para os mais jovens. (Isto é mesmo uma oferta a sério, Jonas, não é para fazer de conta que sou simpática)
Outro sítio óptimo para se apaixonar por música clássica é o blogue Amor e Outros Desastres, que está cheio de filmes youtube com peças lindíssimas. Recomendo que ele comece pelo princípio do blogue, se bem me lembro nessa época andava cheio de música barroca encantadora.
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De jonasnuts a 15.02.2011 às 11:40

Já temos agendado o visionamento do Amadeus, dvd que, por sinal, tenho lá em casa :)

Vou ao Amor e outros desastres dar uma olhada e, se por acaso o interesse dele for maior, cravo-te :)

Obrigada :)
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De TNT a 21.02.2011 às 01:18

O Amadeus é um bocado forte para o puto, eu diria.
Quanto a CDs podias ter dito alguma coisa... Tenho (quase) tudo de Mozart. É uma das minhas fixações ao nível de SW e SLB :p
Vi o Amadeus 130 vezes... no cinema!
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De jonasnuts a 15.02.2011 às 11:59

Adoro descobri novos (velhos) blogs.

Atiro-me aos arquivos, contenho-me, para não comentar os posts com 2 e mais anos e devoro tudo :)

Obrigada pelo Amor e Outros desastres :)
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De cris a 09.10.2012 às 23:55

E agora, mais de um ano depois, é a minha vez de descobrir o Amor e outros desastres. Obrigada. :)
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De francisco a 19.02.2011 às 01:17

Nao sabia que a Livraria/loja de produtos culturais Dussmann era conhecida em Portugal. Mas olha nao precisas comprar nada como sabes. vai mas é ao piratebay.org ou ao emule e pirateia tudo.
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De Claudia Borralho a 15.02.2011 às 12:14

Tens sempre o Brincando aos clássicos :) ahaha
Eu recomendaria "A Cavalgada das Valquirias" de Wagner
Yeah!!!!
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De jonasnuts a 15.02.2011 às 12:23

Tenho a ideia (pré-concebida, provavelmente) de que o Wagner é bélico demais...... esta deia vem do tempo em que trabalhei no ministério da cultura, e havia um certo senhor chefe de gabinete que era um cabrãozinho, e que ouvia Wagner enquanto trabalhava..... :)
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De Claudia Borralho a 15.02.2011 às 12:25

bahhhh Wagner é brilhante!
E Verdi e Mozart e Vivaldi e Bach e Bethoven e ... :D
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De pedrocs a 16.02.2011 às 16:07

Wagner não é bélico, é épico - mas tipo, literalmente.
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De Francisco a 20.02.2011 às 01:34

..Por isso é que era o compositor preferido de Hitler e do Terceiro Reich...
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De Tiago Azevedo Fernandes a 15.02.2011 às 12:49

Bach. Tem coisas serenas para alaúde, entusiasmantes para coro como o Magnificat (há uma versão dirigida pelo Gardiner, se não me engano, cantada por crianças), "da pesada" para órgão de tubos, complexas como alguns motetes a oito vozes para confundir o miúdo :-) , com piada como algumas partes de cravo das suites francesas, etc. É preciso é escolher bem os intérpretes e maestros, porque é muito simples assassinar esta música com "floreados românticos" e instrumentos choramingões... Coisas da editora Archiv, por exemplo, são seguras. O Keith Jarrett, na ECM, tem também interpretações excelentes de Bach, e em piano em vez de cravo, que pode ser mais simples de assimilar por crianças.
PS: a primeira vez que eu me interessei por Bach foi ao ouvir uma musiquinha que achei engraçada num dos primeiros Macs... Perguntei e era Bach. Depois fui investigar mais coisas dele. Foi seguramente a minha maior descoberta musical até hoje. :-)
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De Ricardo a 15.02.2011 às 17:08

Nao sei os detalhes, mas quando tentei conhecer um pouquinho de musica classica usei esta playlist do grooveshark:

http://listen.grooveshark.com/playlist/Classical+Music+For+People+Who+Hate+Classical+Music/21236678?src=5

Com umas buscas na Wikipedia para contexto :)
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De João Ferreira a 15.02.2011 às 19:01

Na música, e não só, o termo "clássico" acaba muitas vezes por não ser bem entendido, talvez pela sua ambiguidade. Esse termo é utilizado tanto na periodização da música como é utilizado para se referir aos vários períodos da mesma. O chamado "período clássico" é uma época que vai, sensivelmente, desde a morte de J. S. Bach até ao início da afirmação do Romantismo em Beethoven, ou seja, de 1750 a 1820. Quero com isto dizer que, se o seu filho deseja ouvir música clássica não precisa de o fazer ouvir Mozart, apesar de, pessoalmente, achar extremamente belo, mas tenho de admitir que começar por aí pode ser tarefa difícil. Eu estudo música há muitos anos, e precisei de muitos deles para começar a gostar de tão grandes compositores como Brahms, Schumman e Bartok. Comece talvez por Ravel, Pavane pour une infate défunte, versão orquestral: http://www.youtube.com/watch?v=FRyPfsuyvyQ&feature=related
Se não, Chopin.
Depois tem os chamados hits:
Moonlight Sonata de Beethoven
Für Elise de Beethoven
Clair de Lune de C. Debussy
3º andamento da sonata K 331 (Alla turca) de Mozart
Nocturno op. 9 nº 2 de Chopin
etc...
As únicas exigências para que, a meu ver, se possa apreciar devidamente e usufruir desta bela música que a senhora designa por música erudita são três coisas: silêncio, boa qualidade de gravação e colunas grandes.
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De jonasnuts a 15.02.2011 às 20:37

Obrigada pelo feedback :)

Mozart vem do facto do puto ter demonstrado interesse específico sobre esse compositor, fruto de um episódio dos Simpsons em que a tal da Lacrimosa foi abordada. Tocou-o o suficiente para lhe fixar o nome e ir atrás, no youtube :)

Vamos ver se o interesse se mantém, espero que sim. Talvez esta seja uma aprendizagem que possamos fazer a dois, mãe e filho :)

Por último, e agradecendo-lhe sinceramente as suas recomendações (que seguirei quase à risca), dois pequenos pontos, "Pavane pour une infate défunte" parece-me demasiado tétrico, a mim, que sou impressionável, para ouvir com o meu filho, e a segunda nota, é esse "senhora", ao qual não há meio de me habituar :) Jonas, Mª João, qualquer coisa, mas senhora, é a minha mãe, e a que está no céu :)
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De pedrocs a 16.02.2011 às 16:08

Discordo do tamanho das colunas. Colunas boas ou um bom par de auscultadores servem.
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De Sandra Cunha a 15.02.2011 às 21:56

Se ele curte o Lacrimosa, porquê procurar coisas mais simples? Porque é criança? E isso, por si só, faz com que seja menos habilitado a ouvir e gostar de coisas mais complexas e/ou pesadas?

Eu sou completamente ignorante no que respeita a música clássica, mas se a minha filha tivesse uma saída dessas eu não ia procurar-lhe música de bebe Gostas? Então ouve lá coisas a sério! provavelmente teria mais capacidade para apreciar do que eu. Mesmo que seja quase trinta anos mais nova do que eu!

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De jonasnuts a 15.02.2011 às 22:15

Bom, porque a Lacrimosa ele já conhece..... quero dar-lhe outras músicas a conhecer.... posso sempre pôr a lacrimosa no iPod, em repeat eterno, mas, não seria a mesma coisa :)
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De Sandra Cunha a 15.02.2011 às 22:26

Eu percebi que o objectivo era dar-lhe a conhecer outras músicas :)

Mas o meu comentário vem na sequência da tua pergunta sobre se não haverá músicas ou obras mais adequadas às crianças.

O que quis dizer é que não tem necessariamente de ser algo mais simples, menos denso e complexo. Apesar de ser uma completa leiga nestas coisas, acho que a música não 'escolhe' idades. Não penso que as crianças devam ouvir coisas mais simples só porque são crianças.



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De jonasnuts a 15.02.2011 às 22:32

Eu percebo, mas a questão é que, para quem não tem o ouvido treinado, e, sobretudo, para quem está habituado às melodias óbvias do pop, sem grande riqueza nem construção, haverá, presumo, obras de música erudita (desde que me corrigiram passei a ser uma snob, e não digo música clássica :), haverá, dizia eu, obras mais acessíveis que outras. Às outras lá chegará, se quiser, mas se eu lhe ofereço um rolls royce antes dele saber conduzir um chaço em 2ª mão, ele espeta-se :)
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De Ana a 16.02.2011 às 01:00

Tenho o mesmo problema que tu e o teu filho, e já encontrei muita ajuda aqui na caixa de comentários, lol... Tambem vou investigar...
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De poetaporkedeusker a 16.02.2011 às 16:30

Parece-me que, para as crianças, a música só será erudita se lhe pusermos o "chavão"... quanto mais tarde eles o descobrirem*, melhor...


* ao "chavão", não à música!
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De pedrocs a 16.02.2011 às 16:33

Bem ditas Selecções do Reader's Digest!

Quando era puto, o meu pai tinha uma colecção enorme de LPs do RD com tudo e mais um par de botas, desde sinfonias, até peças de câmara, arias de ópera, enfim, uma espécie de 'best of' que oferecia várias horas e que eu devorei porque, de facto, nada hoje em dia se compara com muita da música feita ali, vá, do século XVIII até inícios do XX.

Tanta coisinha boa.

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